Sábado, 19 de Agosto de 2017

Homens, chouriças e garrafões

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Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

Homem sentado com vara

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Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

Poema Infinito (367): A técnica invisível do esforço

 

 

Encosto o ouvido ao teu ânimo e sorrio. Existimos pelo meio de diversas canções. Essa é a nossa língua partilhável. Multiplicamos dentro de nós o mundo, as animais mais vagos, os filósofos, os enciclopedistas. Organizamos o vocabulário dentro de armazéns portáteis. Os problemas da poesia são bem mais difíceis que os da matemática. A álgebra é uma oração rigorosa. A música conquista o ar. Vivemos dentro de sítios desprotegidos, onde os momentos respiram doses excessivas de oxigénio, onde o tempo é um local perigoso. As fotografias expõem o seu misticismo, a forma constante dos projetos, as armadilhas da carne, a pressa dos segundos, a localização precisa do futuro, as estacas simultâneas que unem a terra ao céu, a excelente rapidez dos estilos, todos os procedimentos físicos, o reequilíbrio dos desencontros, todo o mobiliário que cobre a desilusão do chão ao teto. Os corpos continuam a ser corajosos, a alimentar o desejo dos átomos, a dar transparência à obscuridade, a dormir sonhando com o destino das distâncias. As conclusões são sempre endereços homogéneos, onde se incluem os cansaços domésticos, os adereços das belezas efémeras, o luxo da felicidade, a mistura perfeita das substâncias incompatíveis. Alojamo-nos dentro dos ventos, pensando livrar-nos das tempestades. Na cidade até os murmúrios se pagam. As metrópoles transformaram-se em ângulos. As crianças sobem os montes pensando que no cume encontrarão os sonhos que as habitam. Entretanto desenham a fisionomia dos dias. Progressivamente acenderão os espantos e aprenderão a vestir o instinto do inimigo e a cheirar o indício do medo. Dizem-se felizes. Resumem as maravilhas do tempo e as suas perversões. Aceleram os seus olhares. Amadurecem os inimigos, enaltecem as viagens, percorrem as distâncias como se fossem animais mitológicos. Sentem falta de ar quando se levantam do chão. Deixam então de acreditar em fábulas para crer em algo bem pior: os cálculos, os equilíbrios e as compensações fúteis. O amor não é proporcional à realidade. As mulheres são rigorosas na exposição das suas coxas, por isso os poetas as enchem de sintaxe. Eles não se cansam de repetir notícias absolutamente exóticas. No mundo há cada vez mais garrafeiras e menos bibliotecas. Colecionam-se vinhos como se fossem poemas. As flores tomaram de vez o lugar das ervas daninhas. Os bordéis são como templos e os poetas acumulam dívidas como se fossem loucos delicados. O crime continua a compensar e os incautos continuam no cais à espera que a felicidade chegue de barco. Respiramos agora o ar e o desenho dos objetos. Os dias ficaram mais frios, a semântica mais perfeita, a metafisica mais disponível. Aprendemos com o tempo as inúmeras possibilidades dos desencontros, a hospitalidade dos cheiros, o desagrado das recaídas líricas. A chuva cai de forma organizada, o céu continua intelectualmente cinzento, apenas a simpatia fica ortograficamente um pouco mais molhada. Até os equilíbrios ficam mais exaustivos. Repetimos as surpresas, construímos a indiferença, entendíamo-nos com certas aventuras desnecessárias. Apesar do culto da agilidade, avançamos pela floresta dos pormenores. O tempo continua a descoordenar as faces, as técnicas e o esforço das boas famílias. Dividimos os sentimentos como se fossem pão. A simpatia fala sempre uma língua estrangeira. Por isso, os mudos estendem sempre o olhar para a boca de quem lhes fala.


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Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

Na conversa

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Terça-feira, 15 de Agosto de 2017

Pensando

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Segunda-feira, 14 de Agosto de 2017

354 - Pérolas e diamantes: O desvio ligeiro e o enorme erro

 

 

 

Aprende-se sempre muito lendo bons livros, além do prazer que nos dão.

 

Com Os Criadores – Uma História dos Heróis da Imaginação aprendi, por exemplo, que a moda de os atletas gregos tirarem a roupa talvez tenha sido imposta quando Orsipo de Mégara, nos jogos olímpicos de 720 a. C., perdeu os calções a meio de uma corrida. Mesmo assim, venceu, e os outros, por companheirismo, seguiram o seu exemplo de nudez.

 

Outros recordam que num dos festivais em Atenas os calções de um dos corredores escorregaram, levando-o a tropeçar antes de chegar à meta. Para evitar, no futuro, acidentes semelhantes, os participantes foram obrigados, por decreto, a apresentar-se nus.

 

Aprendi que “ginástica”, palavra grega para atletismo, significa literalmente “exercícios executados quando se está nu”. Até porque, nos eventos mais populares, a luta livre e o pancrácio, seria muito difícil manter um traje decente.

 

Em Olímpia as mulheres não podiam assistir aos jogos dos homens. Pausânias conta que uma mulher que fosse apanhada nos jogos dos homens seria atirada das ravinas do monte Typaeum.

 

No seu discurso fúnebre, Péricles declarou que a maior glória de uma mulher era os homens não falarem dela, nem bem nem mal. Ao que se sabe, as corridas das mulheres eram organizadas apenas para as “virgens” e o casamento (quase sempre aos 18 anos) acabava com a carreira desportiva da mulher.

 

Embora as competições atléticas exibissem claramente modelos masculinos do corpo adulto, não existiam iguais possibilidades de observar o corpo feminino. Praxíteles (nascido cerca de 390 a. C.) foi designado como o “inventor” do nu feminino, devido à sua Afrodite de Cnido, de lendária beleza.

 

Antes do seu tempo, era o ideal masculino quem dava forma às esculturas femininas.

 

Conta-se que Zêuxis (cerca de 400 a. C.), quando decidiu pintar uma Helena para o templo de Hera, pediu ao povo de Cróton que lhe mostrasse as mais belas virgens para lhe servirem de modelo. Em vez disso, conduziram-no a um ginásio, mostraram-lhe os rapazes que ali treinavam e sugeriram-lhe que imaginasse a beleza das suas irmãs.

 

Parece que os escultores e pintores arcaicos não trabalhavam em estúdio com modelos, mas antes observando rapazes praticando exercício físico.

 

Mas Zêuxis, que não conseguia repousar descansado enquanto outros teimavam em acordar o povo que supostamente dormia na cidade, não se deu por vencido e insistiu num modelo feminino adequado. Veio então o conselho público em seu auxílio e deu-lhe razão.

 

O bom Cícero, que não era hipócrita, escreveu mais tarde que “ele não acreditava poder encontrar num só corpo toda a beleza que procurava” e que por isso selecionou cinco virgens.

 

Os sábios Gregos resolveram imaginar um “inventor” da arte da estatutária e resolveram chamar-lhe Dédalo.

 

Ao que se sabe, o lendário artífice (690 a. C.) nasceu em Atenas, mas sentia-se inquieto e incomodado com um sobrinho que não dormia (razão pela qual não podia ser acordado), que inventara a serra e a roda do oleiro e que tecnicamente ameaçava ultrapassá-lo.

 

O invejoso Dédalo atirou-o da Acrópole, provocando-lhe a morte, pelo que foi obrigado a deixar a cidade.

 

Foi este Dédalo, que no tempo do culto das imagens de madeira, designadas por daedala (“maravilhas da arte”), lhes deu forma humana reconhecível. Diodoro Sículo (historiador grego do século I a. C.) conta que “ao ser o primeiro a abrir-lhes os olhos, afastar-lhes as pernas e erguer-lhes os braços, conquistou a justa admiração dos homens, pois antes do seu tempo as estátuas eram feitas com os olhos fechados e os braços caídos e colados ao corpo”.

 

Outros escultores primitivos, discípulos de Dédalo, ficaram conhecidos como os Dédalis, os quais, segundo se diz, foram os primeiros a esculpir o mármore.

 

Os kouroi (jovens), que se tornaram o protótipo do nu masculino clássico, quase não se distinguem, em termos de postura, das obras egípcias.

 

Policleto, homem que não dormia para não ter de ser acordado pelo príncipe encantado, repetia o axioma de que “a perfeição só se consegue através de muitas contas”. Ou seja, mesmo que um escultor se desviasse apenas ligeiramente de cada uma das suas medidas, o somatório poderia resultar num enorme erro.

 

Ou seja, o cânone podia também proteger o escultor do gosto inconstante do público.

 

Para os despertadores de mesa-de-cabeceira, aqui fica uma história ainda contada sete séculos após a morte de Policleto.

 

Policleto construiu duas estátuas ao mesmo tempo. Uma tinha a nítida intenção de agradar ao público e a outra era feita segundo os princípios do tratado. De acordo com a opinião de cada individuo que visitou o estúdio, foi alterando aqui e ali, mudando a forma, submetendo-a ao juízo de cada um dos observadores. Quando finalizadas, expô-las ao público. Uma maravilhou e a outra foi ridicularizada. Seguidamente Policleto disse: “Mas aquela que não é do vosso agrado foi a que vocês fizeram, enquanto a que vos deslumbra é a da minha inteira responsabilidade”.


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Domingo, 13 de Agosto de 2017

Porto - Sardinhas - S. João

São João - Porto - Junho 2016 231 - Cópia.jpg

 


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Sábado, 12 de Agosto de 2017

Porto - Ponte D. Luís

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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017

Porto - Telhados, Barcos e Rio

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Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017

O poema infinito

 

 

 

Existe qualquer coisa esquecida no teu rosto que se inclina sobre a penumbra da força da tristeza. Dizes: esqueço facilmente os nomes silenciosos da virtude. A manhã rompe em brasa sobre o rumor da terra violenta. A tarde, quando chega, vem literalmente cercada de lágrimas ardentes de confusão. O meu rosto perde-se na noite parada. Lá estão inteiras nos teus olhos as arcadas de fogo e as pontes e o frio e o tumulto do desejo e a inspiração misteriosa e os espinhos e o calor e o degelo e o sexo repleto de inspirações misteriosas. E as mãos. Lá estão as mãos expostas com o coração a cobrir-se de sentido. E a forma das mãos e do sexo e do fogo. Lá estão as distâncias infinitas das palavras adormecidas. E os braços e os gritos dos algozes. Lá estás tu agitada pelo sentido inacessível dos corpos. Choras num balanço violento de espasmos enquanto as crianças gritam por dentro das nuvens purificadas da infância que irão perder. As folhas mortas descobrem a memória errante da glória. A tua boca orvalha-se vítima do desejo invasor do sangue. As tuas mãos são a minha casa. O teu sexo humedece abrindo as suas escadas de intimidade. Estou universalmente só à tua procura. As manhãs líricas cantam as palavras transfiguradas. O sangue atravessa a noite na angústia do amor. São estes os primeiros sinais dos beijos loucos e desinquietos que dormirão na tua boca. Nascem formas sobre as flores murchas de Outono. O beijo traidor do tempo aumenta a aliança com a morte. As catedrais das montanhas acariciam-te a face da solidão. O sangue atravessa o sopro alucinado do perdão. Batem as palavras à porta da madrugada. A manhã começa a dispersar a luz do teu sorriso. Perdoa-me o poema… perdoa-me… existe qualquer coisa que se inclina no teu rosto…


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Quarta-feira, 9 de Agosto de 2017

Porto - Casas

São João - Porto - Junho 2016 042 - Cópia.jpg

 


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Terça-feira, 8 de Agosto de 2017

Porto - Bicicleta

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Segunda-feira, 7 de Agosto de 2017

Como se escreve um haiku

 

 

Tenho uma vida tão ocupada, mas gosto tanto de poesia, que a leio em voz alta enfiado no carro enquanto as escovas cilíndricas da lavagem automática fazem o seu serviço. Leio Herberto Helder, Al Berto, António Ramos Rosa, Fernando Echevarría, Fernando Pessoa, etc., tendo como música de fundo os sons mecânicos da estrutura metálica que vai e vem fazendo chuva e depois insiste novamente soprando forte ventania na chapa metálica do meu bólide. Pode não parecer logo à primeira vista, mas um carro a brilhar também tem a sua poesia.

 

Mas não é de lavagens automáticas que vos quero falar hoje. A bem dizer hoje não sei bem do que vos quero falar. E seguramente também não é do meu carro. Podia falar-vos de política, mas não tenho vontade. O que por aí abunda mais são comentaristas políticos, chorões e aldrabões. As televisões estão cheias deles. Há muito quem comente e pouco quem faça. E nas lavagens automáticas também se comenta muita coisa, mas faz-se pouco. São as máquinas quem faz o trabalho árduo. E essas possuem a rara virtude de nada comentarem. Limitam-se a fazer o seu serviço com qualidade. Nas estações de serviço comenta-se o futebol, o preço da gasolina e o tempo. Podemos mesmo dizer que Portugal é um país de comentaristas e pessoas que lavam os seus carros nas lavagens automáticas.

 

As pessoas que vão às estações de serviço gostam muito de comer bolos e beber café. Gostam especialmente de natas, mas também se deleitam com queijadas, croissants, madalenas ou bolas de berlim. As pessoas quando comem, sobretudo bolos, ou bolachas, ou torradas sem manteiga, também têm muita poesia. Especialmente as que comem muito e não engordam. Essas são pessoas afortunadas. Por isso podem ler poesia à vontade pois não lhes provoca efeitos secundários. Não sei se sabem, mas a poesia provoca muitos efeitos secundários. Sobretudo a boa. A outra dá ressaca ou provoca azia.

 

Quando vou a uma lavagem automática, por vezes ponho a música alto para experimentar o som da aparelhagem do meu bólide. E ela tem um som que inebria. Eu comprei o meu bólide, que é um carro sport cheio de genica, por causa, sobretudo, da aparelhagem. Aquela aparelhagem tem muita poesia, é a modos que um poema do Al Berto repleto de vitalidade e sublimação. Depois também gosto de contemplar as gotas de água a deslizar pelo vidro traseiro do meu bólide. Muitas vezes pego na minha Nikon de bolso e fotografo o vidro pejado de linhas sinuosas desenhadas pelas gotas de água sopradas pela maquineta.

 

A minha Nikon de bolso também tem muita poesia. Comparo-a aos poemas haiku. E aqui vos deixo um de minha autoria: No carro sujo / a água / escreve. E é disto que hoje vos vou falar, da poesia haiku e da nobre arte de a escrever.

 

À primeira vista o poema de apenas três versos parece pequeno. E é pequeno. Todos os poemas haiku são pequenos. Têm todos apenas três versos. Mas isso não quer dizer que não dêem muito trabalho a escrever. A poesia é um trabalho árduo. O seu resultado pode parecer singelo, mas não é. Chamo no entanto a vossa atenção para o facto de que o que a seguir se dá conta pode ser o resultado (e foi) de muito mais trabalho do que aquilo que parece. Posso dizer-vos, sem comprometer a minha discrição, que fiz dezasseis cortes, dois acrescentos e cinco revisões.

 

Agora, se estão dispostos à explicação, façam o favor de me seguir. Para escrever o meu haiku comecei por: O meu carro preto e sujo / quando está na lavagem automática a apanhar com a água / fica como se tivesse sido escrito. Convenhamos que assim não fica lá grande coisa. É muito extenso. Há palavras a mais em todos os versos. Então temos de o trabalhar.

 

Desfazemo-nos logo no primeiro verso do pronome possessivo e do primeiro adjectivo, pois os  dados relativos ao proprietário da viatura e à sua cor (não a cor da proprietário, bien sur, mas sim a do bólide) não interessam ao leitor, nem importam à qualidade do poema, nem aproveitam à excelência da linguagem poética, por isso vão fora. O primeiro verso fica então: O carro sujo

 

No segundo verso decido-me por um corte radical (ou melhor será dizer, uma barrela) e fica apenas o nome final que é o elemento fundamental. Então ficamos apenas, e só, com o artigo definido e o nome: a água… Mais um pouco e era harakiri (腹切り) puro, ou Seppuku (切腹). Mas a arte está em saber o que cortar e quando parar.

 

Relativamente ao terceiro verso decido-me mesmo pelo Seppuku (切腹), ou harakiri (腹切り), por isso vai todo à vida e substituo-o pela forma verbal escreve. Sendo assim temos: O carro sujo / a água / escreve.

 

Ficando deste modo, o artigo definido “o” do primeiro verso tem de ser combinado com a preposição “em” para dar lugar ao locativo “no”.

 

Sendo assim, a versão final fica desta forma: No carro sujo / a água / escreve. 

 

Podem os amigos leitores comentar que o único adjectivo também podia ir à vida. E até podia, sim senhor. Mas para a água escrever algo que se veja, o carro, na minha perspectiva, tem de estar sujo. E essa foi a razão porque deixei na terceira posição o adjectivo a adjectivar o que tinha de ser devidamente adjectivado.

 

E por hoje é tudo. 


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Domingo, 6 de Agosto de 2017

Porto - Ponte D. Luís

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Sábado, 5 de Agosto de 2017

Porto - Ribeira - São João

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Sexta-feira, 4 de Agosto de 2017

Porto - Ribeira - São João

São João - Porto - Junho 2016 361 - Cópia.jpg

 


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Quinta-feira, 3 de Agosto de 2017

Poema Infinito (366): A identificação do sacrifício

 

 

Perdemo-nos no palheiro do tempo à procura da agulha com que se coseu o sentido da vida. Por ali anda o cheiro da meninice e a sombra da mocidade, cobrindo por vezes o sol ou trazendo a claridade. A imagem do momento é já outro local. Os teus olhos são tentadores. Os meus pedem água porque adivinham a tua exaltação. A terra é possessiva e os rios correm como versos lentos. A saudade está agora emoldurada como se fosse um retrato imenso. Rima a saudade com a semelhança. Reproduzo o gosto de ser criança. Mas as imagens mudaram. As sementes puras são repentinas. Os profetas anunciam novos dias, um tempo renovado, são como as rotinas do sol pousando sobre as colinas. Acordamos de um sono paciente tentando futurar o alvorecer. A serenidade continua inquieta. O nosso salvamento germinará dessa forma de imprecisão, dessa proximidade com a alvorada, dessa luz construída sobre os abismos. A esperança é fiel à consciência, à paixão temerária do passado. Veste-nos o sol com um limbo de candura e júbilo. O rasto do dia de amanhã foi encontrado hoje. A voz dos pássaros quebra o silêncio da claridade. Os versos parecem condenados ao purgatório à espera da purificação de serem ouvidos. Alguém canta dentro da memória. Os meninos afinam as suas imagens rústicas. Olhamos para o poente, a tarde sorri de forma aberta, os nossos sexos foram de novo sacramentados. As horas parecem distraídas, adivinhando a solidão da noite, o seu desassossego, a sua eternidade parada. No jardim aberto à luz da vida crescem flores de infância, rostos cândidos, destinos recuados, jogos da cabra-cega, adorações subversivas, ervas da inquietação, folhas do tempo, flores do perdão, negativos fotográficos, arbustos de claridade, mitos, amores perdidos, vontades embriagadas, portas de evasão, vegetais de rebeldia, novos pecados originais, versos amargos, árvores de pesadelo, momentos perdidos, expressões instintivas, flores de recusa, sínteses, exatidões, raros momentos de inspiração, arvorezinhas da impaciência, versos de fantasia e inutilidade, flores de outros anos e milagres de imaginação. Nos templos moram agora os heréticos iluminados, deusas do amor pornográfico e anjos indiretos. Os animais no paraíso morrem de fome e sede e de falta de vontade. São possuídos pela raiva das paisagens, pelos comportamentos vigilantes. Adão e Eva confundem tudo: o bem e o mal, o instinto e a razão, a verdade e a mentira, Deus e o Demónio, a normalidade e a loucura, a pureza e a dissolução. E celebram os deuses sublimados. No entanto, sofrem a vida sem horizontes, os gritos apertados, a solidão, a forma negativa de benevolência, o infiel amor de Deus. Depois desesperam. E contam fábulas famosas e moralizadoras em verso e em prosa. Toda a gente os acha inteligentes porque fixam os nomes, cantam a fartura e dizem conseguir ouvir os segredos divinos. O sono que antecede a eternidade navega num mar de tempo parado. Na floresta corre uma ligeira brisa, a tarde ondula na sua calma, na ramagem de algumas árvores crescem de forma invisível poemas e silêncios. E evidências. A solidão continua pendurada nos ramos mais altos dos carvalhos. Os pássaros começam a perder os seus nomes. As horas prendem-se umas nas outras pensando que vão morrer. Cristo foi uma vez mais identificado dentro da sua via-sacra, mordido pelo beijo de Judas e pelo chicote do soldado romano. O povo que diz amá-lo reinicia o seu prenúncio de lamento. O céu é, afinal, um abismo de pecadores.


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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2017

Porto - São João

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Terça-feira, 1 de Agosto de 2017

Porto - Ribeira

São João - Porto - Junho 2016 582 copy copy - C

 


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Segunda-feira, 31 de Julho de 2017

353 - Pérolas e diamantes: O fuso da Branca de Neve

 

 

 

Não é fácil crescer pobre, pois é-se impregnado de uma característica aguda que os homens letrados denominam como prudência. Aprende-se que o altruísmo não passa de um ramo de flores ornamentais. O que importa é lavrar o terreno que sobra para criar os alimentos. É como se a sensatez fosse uma desordem excecional.

 

A pobreza moderna é como um pai inflexível: castiga com os olhos.

 

Por vezes encontra-se um trevo de quatro folhas e pensamos que nos foi enviado para dar sorte. O meu perdi-o antes de chegar a casa.

 

Os passeios pelo campo e os amanhãs que cantam (cantavam?) são boas imagens para a escrita.

 

As coisas imaginárias são belas, mas têm um problema: dissipam-se porque são sonhos.

 

Por vezes confundimos tudo. Podemos até confundir as ideias, mas nunca devemos confundir os ideais. 

 

Winston Churchill bem nos avisou que há pessoas que mudam de ideias para não mudarem de partido e há pessoas, como foi o seu caso, que mudaram de partido para não mudarem de ideias.

 

Por isso se costuma confundir experiência social e política com o que afinal não passa de passes de prestidigitação.

 

Claro que os homens que nunca mudam de partido, e mudam frequentemente de ideias, afirmam, sem pestanejar, que são gente de verdade, gente responsável, de bom senso e coerente.

 

Um meu amigo, sempre que lhe lembram que vivemos num sistema democrático, responde sem vacilar: “Em política, só é preciso mentir com convicção.”

 

Desde pequeno que me quiseram fazer acreditar em anjos. E mesmo amá-los. Estou em crer que desiludi quem tanto persistiu na fantasia. A mim, o que me fascina, são os homens e as mulheres que são capazes de levantar voo.

 

 

Pensa-se que o mérito é um mistério. As grandes novidades da humanidade aparecem sempre sugeridas pelas falhas do que se denomina por progresso. Mas as palavras não conseguem amortecer as quedas. Por incrível que pareça, a humanidade continua envolta num jogo de extermínio.

 

Eu sofro da doença da dúvida. Outros preferem forçar o real para que se ajuste às suas conceções. Feitios. A cada um a sua mania.

 

Afinal, a salvação é o estado mais alto da poesia. Alguns, no entanto, confundem impotência com amor e escrevem poemas de adultos como se fossem crianças. A cobardia afasta-nos (afasta-os?) da dimensão da verdade. A mediocridade é uma erva daninha que se disseminou como os cravos vermelhos na alvorada tosca de Abril.

 

A minha mãe ensinou-me que não devemos fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós. Isto também é válido para os outros. Esses outros que se pensam uns. Esses outros que são presas fáceis do ciúme, da inveja e da má-língua. Foram ensinados ao som da sinfonia da desordem, do caos e da conspiração. E da hipocrisia.

 

Deixaram-se apanhar pela doença da intimidação. Pensam que nela adquirem o grande poder da linguagem. Mas são apenas gagos falando num comício de surdos.

 

De facto, as suas antevisões de um futuro risonho, do qual se dizem profetas e obreiros, apenas correspondem a um imaginário de criança.

 

Conspiraram para impossibilitarem o triunfo do líder dos seus porque eram os segundos na fila da sucessão. Giram estonteados em volta de si mesmos. São como os cães que perseguem a própria cauda.

 

Costumam interpretar, porque lhes interessa, o trabalho persistente e a independência de espírito como arrogância. Pensam sempre em frente do espelho. Espelho meu, espelho meu, haverá líder mais bonito do que eu?

 

Parecem a Alice no país da intriga. Vivem o fenómeno político e social como sonâmbulos das boas causas e dos melhores efeitos. O diploma que exibem como válido corresponde apenas ao curso partidário das universidades de verão que angariaram tendo em vista iludirem os incautos.

 

Sofrem da síndrome da Branca de Neve, dormem durante quatro anos decididos a acordarem ao fim desse período de tempo, e até dispostos a acordarem o povo, sem se darem conta de que quem dorme são eles mesmos. O povo já lá vai à frente. O povo levanta-se sempre cedo para ir trabalhar. Além disso, ninguém consegue ser ao mesmo tempo a bela dormente e o príncipe encantando. Nem nas histórias infantis.

 

Nesta história de sonâmbulos o beijo é mesmo o do Judas.

 

Gosto de os ver andar nos carrocéis do poder. Sempre às voltas, sentados no cavalinho de pau, imaginando-se os napoleões das suas tribos.

 

Sim, acho que merecem alguma coisa, que o povo lhes ofereça um pauzinho com algodão doce e os presenteie com uma nova ficha para poderem continuar a rodopiar em vão, agora montados na girafinha de plástico ou num pónei amarrado a um poste. 

 

A hipocrisia deve ser recompensada.


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Domingo, 30 de Julho de 2017

Na aldeia

Barroso - abril 2006 081 - Cópia.jpg

 


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Sábado, 29 de Julho de 2017

Na aldeia

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Sexta-feira, 28 de Julho de 2017

Na aldeia

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Quinta-feira, 27 de Julho de 2017

Poema Infinito (365): As velas ininterruptas

 

 

As colunas de ar sorvem as partículas magnéticas do tempo. Alguém dança com o rosto mascarado de luz. Os dedos estremecem. As sombras gritam. A vida continua misteriosa, repleta de animais selvagens, com o coração rasgado batendo por dentro dos sentimentos. Os gritos fervem dentro das panelas. As frases transbordam dos livros. Dentro dos olhos, dobram-se os espelhos e as arestas do tempo amadurecem. As raparigas dançam revoluteadas pela luz, enfloradas pelas rosas, arrancadas pela raiz. E sangram. As raparigas sangram sempre. Os seus corpos iluminam-se como se fossem anjos crucificados em postes de eletricidade. A sua fúria tem a dureza dos diamantes. O desejo fica turvo e a carne é atravessada por sonhos de ritmos e noites de água e montanhas e árvores que choram. As montanhas crescem e dentro delas os animais aligeiram-se. Distingue-se agora a noite e as pupilas bruscas do furor. A carne treme depois do coito. A morosidade sai de dentro do sono. Os rostos embranquecem, a temperatura difunde-se pelos feixes dos sentimentos mais secretos. Vibram os tendões. O toque é nitidamente zoológico, sem doçura nem inocência. A noite estremece. A luz ferve do outro lado. Os lugares somem-se uns dentro dos outros. Iluminam-se as paredes. Os anjos pintam os sexos com a força do desejo e sopram átomos para o seu âmago. Acendem-se os cabelos, faíscam os corpos. Visitamos os territórios fechados da volúpia, a sua ofuscante jubilação, o entusiasmo branco dos orgasmos. Somos possuídos por visões e mistérios e idiomas imaculados. Os sentimentos têm agora uma doce aptidão doméstica, enchem-se de delicados arco-íris e voam como mariposas bruxuleando de sono. Os anjos brilham como pirilampos radiativos, possuem a voz de Hiroxima. Até a palavra Deus ficou calcinada. Meu amor, Hiroxima? Ouve-se a música do apocalipse. Alguém pinta o inferno. Ardemos numa espécie de inocência. Este é o nosso modo de ir para longe. As flores ardem nas campânulas. O horror verga os espelhos. O mundo fica cheio de linhas ferozes. Das gárgulas nunca jorrará a claridade. Olhamos o mundo do outro lado da porta. Os pais, as mães e os filhos dormem sob a luz das canções difíceis. Estremece o medo pelo excesso das imagens de sofrimento. Auschwitz é um serão de pedra… arbeit macht frei… A manhã estremece de medo. Arde a carne, a seiva excessiva das imagens, a respiração do frio, da fome, do medo e do sangue. Exalamos o Gulag e a respiração gelada de Soljenitsin. Plantamos a fome dos livros nas estantes, lá no cantinho mais distante. Fechamos então a porta. As crianças vibram como loucas, estuam nas suas danças. O suor alaga-lhes os membros. Ficam crispadas como se fossem ecos eternos. Desejam ainda ocupar o sítio dos cometas. São como rosas mudas. Trazem dentro de si a praga dos crisântemos tardios. As vozes do mundo metem-se pelos tubos. O ouro chega às espigas. As cigarras crescem no meio das pedras. As palavras supérfluas empurram-se umas às outras. A poesia também pode ser uma dor que não dorme nem deixa dormir. As crianças mais antigas repousam dentro dos retratos sem luz, são como blocos de pó ligados à morte. Limpamos o sal da boca e abraçamos o mármore frio. Ouvem-se vozes lá ao longe, ininterruptas, assombradas. Contemplativas. A beleza continua seduzida pela ideia de devorar a lei da desordem e do caos. Os filhos continuam a escrever às mães com os seus rostos iluminados e ardem como se fossem velas ininterruptas.


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Quarta-feira, 26 de Julho de 2017

Na aldeia

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Terça-feira, 25 de Julho de 2017

Feira dos Povos - Chaves

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Segunda-feira, 24 de Julho de 2017

352 - Pérolas e diamantes: Diversão e cultura

 

 

Há por aí gente dita importante que possui o complexo de Sansão: fazem desmoronar o templo à sua volta. Sei que são capazes de organizar coisas complicadas. Mas não tenho a certeza de que possam organizar coisas simples. São até capazes de decidirem uma questão antes mesmo de pensarem nela.

 

Qualquer pessoa que queira ter influência sobre o que se passa à sua volta tem de ser, em certa medida, um oportunista. Mas a verdadeira distinção existe entre aqueles que adaptam os objetivos à realidade e aqueles que procuram moldar a realidade à luz dos seus objetivos.

 

O negativismo tem de acabar. É necessário gerar algo de positivo porque se não teremos de ficar por aqui como guardiões do caos. E para sempre. Alguns dos laços ligados às convenções já pouco significado têm. Devemos julgar os homens pelos seus méritos. O poder não pode ser um fim em si mesmo.

 

Até se compreende a ambição e a cobiça, mas os verdadeiros farsantes misturam a irresponsabilidade e o diletantismo. E isso acaba por ser obsceno.

 

Quando alguém emana uma postura serenamente autoritária, devemos sempre reparar para além da capa superficial, pois quase sempre existem pequenas fissuras que nos revelam outra pessoa menos edificante.

 

Os partidos são hoje, mais do que nunca, uma agência distributiva de favores em troca de consenso. Os ideais, pobres coitados, fazem já só parte do mobiliário. Não há pior maldade do que a superficialidade.

 

George Steiner tem razão: vivemos numa cultura de piedade elegante, pois estamos sempre a pedir desculpa e a dizer quão profundamente os acontecimentos nos afetam, sem nada fazermos para alterar o estado atual das coisas.

 

Mas um bom pensamento acaba sempre por encontrar um pensador. A cultura não é só o somatório de distintas atividades, é mesmo um estilo de vida. Os consumidores limitam-se a ser consumidores de aparências.

 

Vivemos num tempo cultural onde a semântica incorporou a incultura disfarçada de cultura popular.

 

Hoje já não há ninguém inculto. Somos todos cultos. Já ninguém sabe verdadeiramente o que é cultura. Tudo o é e já nada o é. Vivemos no meio desse paradoxo.

 

Muita da gente que nos vendem por culta não é séria. Divertem-se a jogar com as ideias e as distintas teorias. São como artistas de circo que jogam com cilindros, lenços e cartas e nos divertem e até nos maravilham quando tiram coelhos da cartola. Só que não convencem.

 

Vargas Llosa tem razão. Na civilização do espetáculo, infelizmente, a influência que a cultura tem sobre a política, em vez de exigir que mantenha certos padrões de excelência e integridade, contribui para a deteriorar moral e civicamente, estimulando o que possa haver nela de pior, por exemplo, a simples farsa.

 

O atual ritmo cultural dominante vai substituindo as ideias e os ideais, os debates intelectuais e os programas culturais pela publicidade e pelas aparências. É o jogo do faz de conta.

 

A raiz do problema está na banalização lúdica da cultura predominante. O valor supremo é agora a diversão. As pessoas abrem um jornal ou ligam a televisão ou até se atrevem a comprar um livro para passar o tempo, no sentido mais corriqueiro do termo. Detestam martirizar o cérebro com preocupações, dúvidas e questões mais difíceis. Pretendem apenas distrair-se. Querem esquecer-se das coisas sérias, profundas, preocupantes. Entregam-se nas mãos dos devaneios leves e agradavelmente superficiais, que a seu ver são saudavelmente estúpidos.

 

Van Nimwegen estudou os efeitos da internet no nosso cérebro e nos nossos hábitos e concluiu que confiar aos computadores a solução de todos os problemas cognitivos reduz “a capacidade dos nossos cérebros para construir estruturas estáveis de conhecimento”. Ou seja: quanto mais inteligente for o nosso computador, mais parvos seremos.

 

Só as boas leituras fazem com que a nossa memória arrecade a memória do tempo. De outra forma é impossível.


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Domingo, 23 de Julho de 2017

No Barroso

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Sábado, 22 de Julho de 2017

No Barroso

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Sexta-feira, 21 de Julho de 2017

No Barroso

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