Sábado, 23 de Setembro de 2017

Músicos

São Sebastião Couto de Dornelas 2015 236 - Cópi

 


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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

Músicos

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

Poema Infinito (372): O tempo insolvente

 

 

Demoro sempre muito tempo a relacionar os sinais de Deus. Alinho-os devagar, apesar da sua abundância. Deus é como poeira sobre os campos. Deus também é impaciência, ignorância e ansiedade. Sinto-o sempre quando estou obscuro, emerso nos raios de inexplicabilidade, sentindo ao longe a luz do desaparecimento. Deus é ainda enfado e gestos sagrados e aflição e rostos dissimulados e fissuras e números escritos em paredes profundas. Ele aparece sempre no meio das pequenas coisas que tornam a vida inútil. Os rostos são como pássaros lentos, confundem-se muitas vezes com uma espécie de inteligência dividida. Advém então uma sintaxe súbita, várias paisagens em sobressalto, o entendimento perplexo da destruição. Trevas e claridade sucedem-se segundo o princípio da incerteza. Livros, amigos e animais multiplicam-se como respostas separadas por imagens. As palavras acreditam umas nas outras e irradiam loucura. Toda a experiência conduz a uma nova incerteza. E uma incerteza a outra incerteza. As respostas crescem dentro de cada um de nós como cogumelos evidenciando os sinais do destino. Toda a procura confirma a atenção. As horas atingem uma temperatura elevada. Vários lugares sagrados ficam ao desamparo. A atenção ergue-se em estado de iminência. As falésias dentro das campânulas começam a ficar transparentes. O ar vibra, as estrelas parecem barcos desesperados afundando-se no mar da eternidade. As ondas lembram arbustos tombados num dia de calor. O espírito transforma-se em matéria em movimento. Cresce como o que se costuma designar por amor, produto da mesma levedura, cozido no forno da impaciência. O silêncio parece um coração transbordante de verdades dolorosas. As criaturas singulares exibem-se dentro dos seus cenários ardentes, expõem-se longe e perto, frias e ardentes, velozes e lentas, luminosas e sombrias. Rodam sob o signo dos grandes ciclos, irradiando a majestade do movimento perpétuo. Carlos Paredes subiu agora mesmo ao palco com a cabeleira incendiada de notas musicais. O tempo fica estancado durante uns breves segundos. As pessoas choram porque se pensam à altura do acontecimento. A humildade continua a cavar a terra, a aconchegar os vermes e os insetos, a levar a água ao moinho. O dia começa a afundar-se devagarinho. Levantam-se então as casas e as adegas assustam-se. É hora dos grandes vazios, das memórias fechadas nos armários, da paciência que calafeta a vida. Alguns pássaros cantam dentro das gaiolas como se vivessem em liberdade. O prazer da clausura também se aprende. Deus provoca as evidências. A invisibilidade toma conta das estátuas, origina os relâmpagos, cartografa os sinais da alma, armadilha as paisagens, dá coerência às sombras e conserva a água. Tudo volta a ser simultâneo. O ar envolve as sementes mais pacientes, traz e leva as estações, aprende a velocidade das asas das aves mais leves, instiga as memórias, dissemina a solidão, revela as superfícies, dá forma os frutos da imprevisibilidade. Os corpos atingem a velocidade da procriação. Fluxos de sémen ascendem no declive das vaginas. A matéria procura o molde perfeito para a vida. Deus decompõe o tempo e os gestos. A aparição do mundo faz-se de forma lenta. O espaço da cabeça rompe a sombra amniótica. Alguém rasga com raiva os nomes das coisas sagradas. De seguida virá o tempo insolvente do batismo.


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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

Músicos

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Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

Músicos

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Segunda-feira, 18 de Setembro de 2017

359 - Pérolas e diamantes: Os escritores devem andar loucos

 

 

 

Os escritores devem andar loucos. Louquinhos da silva. O nosso conterrâneo transmontano Rentes de Carvalho, ainda radicado na Holanda, anunciou há uns meses atrás que iria votar em Geert Wilders, o líder do partido da extrema-direita. Na Holanda parece que não lhe ligaram muito. Já por cá chamaram-lhe de tudo, até senil. De facto, o escritor tem 86 anos, mas dissesse ele que iria votar no BE ou no PC de lá e até lhe teciam loas. E das grossas.

 

Muitos dos nossos escrivas e comentaristas de esplanada descobriram agora que os seus livros não prestam, partindo do princípio de que quem vota em Wilders só pode escrever livros reles ou escabrosos. Já outros afirmaram mesmo que não voltariam a ler um livro de Rentes de Carvalho. Estou em crer que esses tais outros nunca leram nenhum dos interessantes romances do escritor. Eu sim li e vou continuar a ler. E até os recomendo vivamente.

 

Eu não me indigno com essas coisas. A escritora Patrícia Reis, sim. Até se questionou, coitada dela, como é que se pode “amar um escritor que afirma que vota na extrema-direita por ter vizinhos árabes e não se sentir seguro?”

 

Nem eu, nem, estou em crer, Rentes de Carvalho caímos nessa ratoeira do sentimentalismo piegas que enxama as redes sociais, que tenta confundir os livros com a pessoa que os escreveu. 

 

Ele escreve e diz o que pensa de uma forma livre e direta, sem estar a pensar nos likes que vai conseguir nas publicações do Facebook. Além disso é um escritor cheio de humor, inteligência, lucidez e, acima de tudo, é um excelente cultor da língua portuguesa.

 

Eu admiro-o por isso. Por prezar a sua liberdade acima de tudo. Por não se deixar ir no politicamente correto, nas declarações brandas e medíocres dos adeptos da lágrima fácil e dos sentimentos cultivados nos centros comerciais.

 

A sua liberdade é rara e no nosso país é mesmo uma excentricidade, daí a confusão com senilidade. Daí a zanga dos escritores que participam alegremente nas vernissages da esquerda e que esquecem sempre os gulags do seu descontentamento.

 

Os milhões de cadáveres produzidos pela ditadura do proletariado continuam enterrados na vala comum da hipocrisia e debaixo dos muros da vergonha e das cortinas de ferro do leninismo.  

 

Numa sua crónica, publicada no Mazagran, Rentes escreveu, antecipando em muitos anos a resposta aos indignados do costume: “O meu medo é notar que com os anos me vou tornando razoável em excesso, quase doentiamente tolerante. É disso que quero que me guardeis, Senhor. Dai-me raivas. Mantende viva em mim a capacidade de me enfurecer. Deixai que continue a chamar as coisas pelo seu nome, a criticar sem medo, a rir de mim próprio, e livrai-me até ao último momento das aceitações que crescem com a idade”.

 

Abençoado sejas, estimado Rentes.

 

António Lobo Antunes, em entrevista a João Céu e Silva, no ano de 2007, comparou as opções políticas à afetividade das opções clubísticas. Transcrevo: “Há pessoas de direita mais democratas que as de esquerda, há partidos de esquerda mais conservadores, as ideologias foram-se dissolvendo e a maior parte dos partidos são frentes e aqueles que ainda têm ideologia, ela está caduca. O único partido que vejo com corpo ideológico mais ou menos coerente é o Partido Comunista, mas é de um tempo que já não existe. As conquistas de Abril, onde estão?”

 

A liberdade, a independência e a dignidade continuam a ser um arquipélago no meio da imensidão da estupidez humana.

 

No entanto, o grito de revolta de Pissarev continua válido: “Para o homem comum um par de botas conta muito mais do que as obras completas de Shakespeare ou de Puchkine.”

 

Mas eu continuo a conseguir fazer a distinção entre a catedral de Chartres e a Disneylândia e entre o Europeu de Futebol e os Concertos de Brandeburgo de Bach.


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Domingo, 17 de Setembro de 2017

Pose

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Sábado, 16 de Setembro de 2017

No carnaval de Verim

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Sexta-feira, 15 de Setembro de 2017

O senhor Ventura e o seu assobio

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Quinta-feira, 14 de Setembro de 2017

Poema Infinito (371): De olhos fechados

 

 

Tenho guardados numa caixinha de mistos uma esperança, vários rios, diversas maneiras de ver, muitas estrelas, cataventos, botões de camisas mágicas, cartas antigas, cores diáfanas, papoilas distintas que não murcham, olhares, a rua da minha infância, tardes de brincadeira, manhãs de Natal, barquinhos de papel, lama de fazer bonequinhos, os bodrelhos com que a minha irmã mais velha jogava com as amigas, várias imagens do tempo, o canto dos grilos, a voz dos pássaros, lírios, lábios molhados, uvas tintas e brancas, várias essências de viagens, sons noturnos, silêncios atordoados, a memória dos comboios, distintas ausências, incansáveis regressos, o lume sempre aceso, horas incansáveis, versos transparentes, céus de várias cores, poemas silenciados, memórias fugazes, beijos furtivos, espaços secretos, o amor em chamas, a finitude dos sonhos, o vento que arrasta as memórias, o vento que assobia nos campos, as pernas do tempo, giestas, contos, urzes, adivinhas, maçãs, tojos, lendas e pêssegos, arraiais e andores, pontes e escolas, escanos e letras cinzeladas a golpes de machado, lousas escolares, luas namoradeiras, cancelas escangalhadas, palheiros, pedras de fornos comunitários, cerejas e nostalgia. Tudo isto fez parte do meu futuro imaginado e agora constitui parte do meu passado. O passado é uma recordação das poças de chuva onde eu molhava os sapatinhos novos, onde escondia o sol nos desenhos, onde as meninas espreitavam nas montras as bonecas que ainda não choravam nem mijavam. O tempo costumava talhar as tardes com navalhas de gume afiado enquanto as achas ardiam no lume lento da lareira. Nesse tempo as lágrimas eram desconsoladas, nasciam nos ermos das serras que preenchiam os olhares matinais. Até as feridas eram mensuráveis. A foz do rio que passa lá em baixo fazia parte do futuro. Os corpos eram muito solitários, abatiam-se pelo hábito. Por vezes ocupavam o calor dos olhos. Os astros e os gatos alongavam-se durante o domingo, as searas produziam trigo ou centeio, os sonhos pareciam-se com os galhos tortos dos carvalhos, o sol acariciava o musgo que nascia nas árvores mais velhas e as rodas dos carros de bois chiavam irritando as próprias fragas dos outeiros. O tempo, agora, tornou-se amorfo na espera. Os sonhos são feitos de madeira secular. Neles bate a água dos oceanos. Aprendemos a andar na névoa, com botas ferradas e meias esburacadas. Os caminhos eram de lama e barro. O fumo das lareiras enovelava-nos os pensamentos. As lavadeiras lavavam a roupa na água gelada dos tanques e não gemiam. Tudo era frio como as insónias: as cabeças, o tempo, o silêncio, as aves caídas, os brinquedos encostados a um canto, as horas, os dias, as semanas, a nudez insuportável do inverno. Sei agora que os meninos grandes perdem os sonhos sem se aperceberem. As suas recordações é que medram como ervas daninhas. O sol produz longos espaços de sombra que crescem com o decorrer do tempo. Os jogos da infância parecem-nos sempre tardios. Dantes lembrávamo-nos da matança do porco por causa da bola que fazíamos com a bexiga do sacrificado. Agora apenas nos acende o apetite. Gostávamos de jogar, de dar biqueiros na bola, de trepar aos amieiros, de criar sorrisos nos rostos dos demais. Atualmente batemos com os olhos na dureza permanente das madrugadas, nas casas abatidas, na usura do tempo, nas fendas do silêncio. O ar está contaminado pelo desalento. A rua deserta ainda tem os mesmos calhaus onde eu tropeçava como se fosse cego. Fecho os olhos e caminho.


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Quarta-feira, 13 de Setembro de 2017

Bombos e cabeçudos

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Terça-feira, 12 de Setembro de 2017

Músicos

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Segunda-feira, 11 de Setembro de 2017

358 - Pérolas e diamantes: O azul, o medo, a engorda e a angústia de dormir para ser brevemente acordado

 

 

Aprendi com a Moira, uma bela personagem do romance A Sociedade dos Sonhadores Involuntários, de José Eduardo Agualusa, que os antigos gregos, tal como os chineses ou os hebreus, não possuíam uma palavra destinada a nomear o azul. Para todos eles o mar era verde, acastanhado ou cor de vinho. Por vezes negro.

 

Na pintura ocidental o mar apenas começa a ser pintado de azul no século XV. Também o céu não era azul. Os poetas designavam-no como rosado, quando amanhecia; incendiado quando se punha; ou leitoso, nas tristonhas manhãs de inverno.

 

Afinal são os nomes que dão existência às coisas. “No princípio era a palavra…”

 

Ai que sono…

 

Ainda hoje me delicio com o pensamento do primeiro pintor, em plena Idade Média, a escolher o tom de azul para colorir o mar. Momentos antes de existir a cor azul. O que seria de mim sem o azul.

 

Mas não é disto que eu quero falar hoje. Desta vez pretendo dar-vos conta da entrevista que Ricardo Sá Fernandes concedeu ao Expresso, advogado que mesmo não sendo melómano prepara os seus processos a ouvir ópera antes de ir para a barra do tribunal.

 

Dói-me a cabeça. Tenho de dormir…

 

Na Justiça, diz ele, 80% das decisões são com certeza justas e equilibradas. No entanto a margem de erro é muito grande. Ninguém se mete a jogar a roleta russa com a probabilidade de 1/5 em ser liquidado. 

 

Claro que a morosidade é um problema, mas para Sá Fernandes a incerteza da Justiça é que é de temer. Além disso, a Justiça erra vezes demais. Todos podemos, lembra ele, ser enganados por uma testemunha que minta bem. E depois, a preguiça, ajuda muito nas decisões erradas, “porque a decisão formal é sempre a mais fácil”.

 

Além disso, as magistraturas e a advocacia são constituídas por “gente que não gosta de ser escrutinada”. E porquê? Na opinião do advogado, “os portugueses são pouco exigentes com o escrutínio”.

 

Dói-me a cabeça…

 

Além disso, afirma o causídico que já foi secretário de Estado, “o português às vezes é muito corajoso, mas por regra é manhoso”. E depois realça o modelo: “Acho que o exemplo que melhor ilustra o que é ser português é o rei D. João VI, que foi um rei que acabou por ter resultados ótimos. Fugiu para o Brasil, garantiu-nos a independência, andou a enganar os franceses e os ingleses. Foi manhoso. Isto é uma caraterística que reflete uma cultura de medo e de falta de frontalidade.”

 

Ricardo Sá Fernandes disse uma vez que os tribunais são casas de mentira. Desta vez, não só corroborou a ideia, como carregou nas tintas: “Não há sítio onde se minta tanto como nos tribunais.”

 

Quero dormir… já não aguento estar acordado… tanto tempo…

 

Pergunta da jornalista: “Quem mente, as testemunhas, os arguidos, os advogados, os juízes?” Resposta do entrevistado: “Todos. Todos mentem, mas é verdade que a maior responsabilidade é a das testemunhas porque elas é que têm de depor sobre os factos. E nós também somos pouco rigorosos a punir os que mentem nos julgamentos.”

 

Apesar de tudo é um homem de fé. De muita fé, atrevo-me mesmo a dizer. Pois além de cristão, é maçom e socialista.

 

Mas eu tenho tanto sono… Será que tenho de acordar mesmo antes de adormecer?

 

Mas Ricardo Sá Fernandes pontualiza, esclarece e declara: “Sou cristão. Revejo-me na Inquisição? Não. Sou maçom. Revejo-me nestas negociatas que há nas lojas? Não. E nos compadrios também não.”

 

Eu, cá de longe, com vossa licença, atrevo-me a concluir o raciocínio: Também é socialista, mas não se revê no Partido.

 

Tenho de me manter acordado, não vá o Diabo tecê-las…

 

Oiçamos o senhor: “O PS, o PSD e o CDS incentivaram em Portugal uma cultura de favores, de nepotismo. Estou ideologicamente próximo do Partido Socialista, mas tem uma prática politica absolutamente inaceitável, de favores, de complacência, com compadrios e situações pouco claras.”

 

A preocupação está lá: “Sinto-me um cidadão que faz tudo para não agir sob o efeito do medo, mas que também tem medo.”

 

Medo de acordar? Medo de dormir? Medo de dormir acordado? Medo de acordar a meio do sonho?

 

Quando está cansado procura o contacto com a natureza em Trás-os-Montes, onde tem a sua casa-refúgio. Em Oura faz vinho, lê livros, passeia e anda de bicicleta.

 

Jesus, no sermão da Montanha, diz mais ou menos isto: “A razão do homem erra, mas há um que faz todas as coisas bem. Sempre, ao longo da viagem da vida, segue este preceito: «Faz aos outros aquilo que gostarias que te fizessem a ti».”

 

Mas também há um ditado popular que diz: “Tudo o que não mata engorda.”

 

Peço desculpa, mas agora vou dormir. É que estou a morrer de sono, depois de tanto tempo acordado. A dor de cabeça é enorme. Eu quero é dormir. Dormir profundamente. A dor de cabeça é enorme.

 

Aspirinas há muitas, seus amáveis palermas.


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Domingo, 10 de Setembro de 2017

Louvre - Vermeer

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Sábado, 9 de Setembro de 2017

No Louvre

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Sexta-feira, 8 de Setembro de 2017

No Louvre

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Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017

Poema Infinito (370): A razão das árvores

 

 

A existência exige palavras discretas, como se tivéssemos vontade de fechar um círculo, como se uníssemos as extremidades de um poema, como se girássemos de corpo inteiro sobre nós próprios. Regressámos sempre de uma viagem sem percebermos bem o contorno dos nossos movimentos. As nossas horas chegam ao fim exaustas. Nós apoiamo-nos no muro para as segurarmos. Os problemas iniciam-se nos seus distintos aspetos sucessivos, voltam sempre ao fim da tarde, intervalados pela sucessão da partida, levantando as âncoras do mar do desespero. Os vários atos formam um conjunto de culpas. O silêncio regressa. O infinito dos espaços organiza uma nova teoria do universo. O divino define-se dentro da sua própria convicção. A sua indecisão é aparente. A luz do tempo vibra no frio, os reflexos repartem-se pelas folhas do outono e espalham-se pelos nossos olhos. As nuvens recortam o céu. A chuva acalma as marés. Toda a matéria contamina a vida. A razão das árvores nasce dentro dos frutos. A memória invoca-nos com o mesmo tom de voz, com o mesmo ideal poético. Pela janela aberta entra o vento norte arrastando atrás de si a sua solidão irremediável. Fecho o livro antes de fechar a janela. A madrugada começou de véspera. A sua claridade baça anuncia o frio. Sentamo-nos no chão de madeira velha como se não existisse mais ninguém no mundo. Os sonhos acontecem-nos de forma orgânica. A pele dos nossos corpos parece veludo arrepiado. Os nossos dedos hesitam nos gestos. A esperança dura o tempo da aparência. O canto das aves anuncia o mecanismo subtil da fragmentação. O excesso de densidade cromática segmenta a luz. Incomoda-me o conceito da simplicidade da alma. O seu perfil poético continua amargo. Os meses mais tardios ardem como florestas de pinho e eucalipto.  Os corpos aflitos encaminham-se para a morte, abrasam-se nas largas margens da loucura. Os sobreviventes mais afetados nunca mais vão conseguir acender o lume. O inferno cabe por inteiro dentro de uma caixa de fósforos. O desespero visitou a cidade, bebeu vinho nas tabernas e encostou-se às chapas metálicas para afastar de si a ideia de combustão. Acalma-se quando ouve o barulho da água. Conhece de cor o violento sabor das vigílias, as noites que voltam do frio, o vento que varre os espíritos e agita os ramos altos dos ciprestes, os rostos iluminados pelo álcool, o brilho das cinzas, o nome escuro das lápides, a anunciação subterrânea das catástrofes, o riso colérico dos bichos, a frieza dos ossos, a brevidade dos corpos e as circunstâncias insólitas do Juízo Final. Os traços dos rostos vão-se modificando aos poucos. E também as vozes. Os estudos biográficos mudam o íntimo da afetividade. Com a idade, tudo se torna mais interior. Até o brilho dos teus olhos se dissipa. Nós ardemos dentro das dúvidas. A razão e a loucura possuem uma dupla distância. Agora, as tempestades nascem já com grandes braços. Os filhos pródigos deixaram de ser abençoados. Atualmente são um fardo pesado. Todos nós sofremos de uma indecisão original. O vazio vem do centro. O campo enche-se de pequenos barulhos, a luz, novamente clara, entra pela janela. Fragmentos de tempo são impressos nas flores. O jardim está frio e húmido. O céu encheu-se de um brilho sobrenatural. Os viajantes continuam a errar pelos caminhos. A curiosidade do desejo cresce nos lábios. Oiço ao longe a nitidez da tua voz. Espero, e anseio, os teus gestos coloridos de aproximação.


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Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017

Louvre

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Terça-feira, 5 de Setembro de 2017

Louvre

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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2017

357 - Pérolas e diamantes: Afinal, porque se escreve?

 

 

Há um provérbio haúça que diz: “Quando muda a música, muda a dança.”

 

Olho para o meu telemóvel e reparo que estive cerca de 48 horas desligado. Cogito cá para os meus botões que este é um dos modernos grandes exemplos de estoicismo individual e de resistência moral do século XXI. 

 

Penso então na necessidade. A experiência diz-me que ela é um enorme armazém capaz de albergar uma quantidade notável de crueldade.

 

Antigamente, os homens de letras trocavam entre si ditos espirituosos e diziam-se amigos. Agora remoncam uns com os outros através de sinais de computador. O sucesso do vizinho é a modos como uma alfinetada no ego do escritor solitário.

 

Afinal qual é a motivação pessoal para escrever? Satisfação pessoal? Compensação financeira? Reconhecimento público? Vontade de comunicar?

 

Compensação financeira, no meu caso pessoal, não é de certeza, pois já tinha desistido há muito. A necessidade de sobrevivência tinha feito crescer em mim o monstro das pequenas necessidades.

 

O facto de a arte ser o oposto do negócio, não significa que viva fora da sua influência. E este é o drama de quem vive e escreve na província.

 

Comunicar é mesmo uma vontade. Mas não é a única.

 

A satisfação pessoal na escrita é intermitente, como a luz dos semáforos.

 

E o reconhecimento público é uma treta que faz parte do jogo de espelhos que é viver em sociedade.

 

Por isso há quem escreva sobre extraterrestres, as suas memórias em estilo adolescente ou escreva livros desinteressantes para crianças. Há ainda romances de má qualidade sobre gente rica escritos por gente pobre, poesia confessional, romances de má qualidade sobre gente pobre escritos por gente rica e, ainda, romances de denúncia da corrupção das indústrias obscuras que se fazem passar por necessidades oportunas.

 

Os literatos que se armam, no entanto, não se cansam de sentenciar: “O que é preciso é escrever coisas intemporais.”

 

No entanto, tudo é uma questão de adaptação. Eu passo a ilustrar esta minha exegese socorrendo-me de uma passagem do livro de David Leavitt (Martin Bauman; ou Uma Presa Segura), que é um romance disfarçadamente gay, escrito por um escritor rico sobre gente rica que tenta nadar no mundo atribulado da literatura nova-iorquina:

 

“Foi aí que lhe confessei, numa quinta-feira à noite, que era gay. Ela permaneceu muda e queda.

 

– Mas aposto que não há gays judeus ortodoxos, pois não? – perguntei, em tom de desafio.

 

– Claro que há.

 

– E como é que conciliam a sua vida sexual com a religião?

 

– Bem – explicou Sara –, aqueles que eu conheço, como as escrituras dizem que não se podem deitar com outro homem, fazem-no de pé.

 

A ingenuidade com que ela descreveu isto – uma ingenuidade que era ao mesmo tempo judia e gay – deu-me vontade de rir. Assim se firmou a nossa amizade.”

 

A mim também me deu vontade de rir. E em plena leitura. Ele há gostos e feitios para tudo. E soluções também. Menos para a morte, como bem diz o nosso povo.

 

Nos estudos feitos para as investigações de doutoramento, existe nas perguntas de escolha múltipla, além das várias alíneas, uma outra que é isso mesmo – a outra. E que geralmente nos pedem para desenvolver.

 

Ora, bem vistas as coisas, eu escrevo pela outra razão que não vem no questionário. E o desenvolvimento é este mesmo. Só faz falta que o amigo leitor faça o favor de recomeçar a ler tudo desde o princípio e se, mesmo assim, não atinar com a resposta, tentar de novo.

 

Eu não sei bem porque escrevo, mas sei que continuo a tentar todos os dias compreender o diabo da razão. E a escrever. Todos os dias. A escrever.

 

Em verdade… em verdade vos digo: A dita sabedoria social não passa de hipocrisia.


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Domingo, 3 de Setembro de 2017

Louvre - Quadros e Pessoas

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Sábado, 2 de Setembro de 2017

Louvre - Interior - Pessoas

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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017

Louvre - Interior - Escadas

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Quinta-feira, 31 de Agosto de 2017

Poema Infinito (369): A mecha do tempo

 

 

Hesito autoritariamente entre as vibrações que o ar faz dentro de mim. Imagino a casa, os cheiros, a inclinação das paredes, o redemoinho da luz, o tempo dos usos e as horas dedicadas à memória. O tempo está reduzido à sua própria sombra. As horas ficam mais leves e saltitam entre emoções. O espírito dos anos lambe a acidez do silêncio e do vazio. Aos poucos reencontro a entrada do tempo, o gosto diáfano das perguntas, o vestígio dos antigos painéis, o cheiro das árvores, a cor do fogo, a pressa da ansiedade e a amável hospitalidade da noite. Os fantasmas começam a enfraquecer, dissipando as sombras, revelando a serenidade. As horas ficam mais abertas e os passos das pessoas ficam mais ligeiros do que os bichos. Lembro-me então do apego à terra, do motivo do seu esquecimento, do vulto engrandecido dos conspiradores. As begónias continuam a crescer junto às janelas e insistem no seu sofrimento. Os pombos continuam a namorar nos telhados e a angústia dos gatos continua a revelar-se em janeiro. Oiço contar as mesmas histórias antigas eivadas de justiça e incoerências. Os sonhos revelam-se como fotografias analógicas e empalidecem. As meninas são como memórias largas, inundadas de enxovais e de namoros, com sexos alinhados e seios rijos. O vento sopra-lhes todos os sustos e todos os cuidados e todas as finuras e todas as utilidades dos seus corpos e, ainda, todo o fervor do seu sangue. Os rapazes aprendem depressa a distinguir com clareza os momentos do dia, o grau conveniente do humor e da prudência, a arte dos jogos e do galanteio, os enredos amorosos, a ronda das manhãs e a adaptação aos intrincados hábitos domésticos. Sentem o silêncio como uma nova forma de perturbação. As manhas da sedução continuam a obedecer a regras severas. A inteligência, nestes casos, é indiferente. Mesmo de forma discreta, as feições dos rostos ganham cintilações obscenas. A raiz da juventude é dissipadora. O futuro move a confiança do destino dos homens, assusta o tempo, transtorna os sonos, dita os laços de família. A chuva miudinha torna os jardins intemporais. Enche-os de verde e de nomes, dita-lhes a transparência, sossega-lhes as noites. A chuva mais grossa bate nas vidraças, amedronta o sono leve das crianças e abafa o pó das folhagens. Os teus dedos ficam cintilantes quando dizes adeus, são como canções inquietas. O destino enrola-se aos nossos corpos e faz-nos sentir culpados. A minha miopia torna as mulheres mais loiras, os ramos das árvores mais difusos, a literatura mais imaterial, o idealismo mais humilhante, o humor mais melancólico, as cabras mais desequilibradas e as vénias mais habilidosas. A alegria nasce em mim como se fosse raiva, destituída de adereços. O tempo não me dá sossego nem me traz pardais. Apenas fio com ele a memória dos meus pais. O tempo é cada vez mais um movimento indistinto, como uma sombra dentro de outra sombra. É como uma divindade cega, como o jogo do desespero. O vazio preenche o espaço da divindade. Os corpos distendem-se. Contemplo-lhes os pormenores, o seu pesado crepúsculo. Depois fecho os olhos. Novamente o tempo reedita a determinação em envelhecer. Nos montes continuam a crescer giestas, carquejas e tojos. Os estábulos estão frios e os caminhos ocultos. O freixo já não indica o atalho para casa. Os terreiros estão definitivamente silenciosos. O único som que se ouve ao redor é o dos nossos passos.


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Quarta-feira, 30 de Agosto de 2017

Louvre - Entrada

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Terça-feira, 29 de Agosto de 2017

Paris - Sena - Noite

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Segunda-feira, 28 de Agosto de 2017

356 - Pérolas e diamantes: Compaixão pelos buracos da estrada

 

 

 

Contento-me com a ideia de que os amigos que me restam podem não ser os melhores do mundo, mas sei que são os meus melhores amigos no mundo, apesar de por vezes me mentirem para não me apoquentarem. Eles sabem que por vezes me pareço com Maquiavel, mas que, definitivamente, não sou maquiavélico.

 

Rendi-me ao sistema filosófico mais simples: já não quero mudar o mundo, tento somente mudar a vida, começando por mim próprio. Já não alinho em seitas ideológicas. Deixei de ser sectário.

 

Não há seres humanos eleitos, nem perfeitos.

 

Esses ditos que tais contentam-se com as roupas e os privilégios. Conheço-os pelos indícios. São os que dizem sempre que sim. Afirmam-se sempre dispostos a discutir tudo porque nunca discutem nada. Os que os rodeiam tocam-se de ombro e proclamam: Olha que postura!

 

Depois do teatro da propaganda e do quererem acordar quem nunca adormeceu na formatura, deixam de revelar interesse em fazer as coisas e até de se interessarem se as conseguem fazer bem.

 

Apenas se preocupam em deixar a imagem de que são ágeis, oportunos, que estão sempre prontos e, evidentemente, sem discutir, sem pensar, sem criar problemas.

 

Querem fazer de nós papalvos, para que se diga deles que são bons rapazes, dignos de confiança, e outras balelas que se pronunciam por conveniência. É tudo engano.

 

A fé já não basta para aceitar a humanidade. O mundo já não é eterno e muito menos estratificado, onde os bons estão no céu, os regulares ocupam o purgatório, os maus se estorricam no inferno e os inocentes, como eu e o estimado leitor, ou leitora, pois para o caso tanto monta, vagueiam pelo limbo, apesar de termos feito as nossas concessões, pensando que a alma é como um saco transparente cheio de virtudes e boas intenções.

 

Há os que com apetite comem do bom e do mau porque, dessa forma, assim manjam duas vezes. Pois que lhes faça bom proveito à barriguinha e ao peito.

 

Esses lembram-me pérolas falsas, também chamadas “pérolas de lúcio”.

 

Aprendi no livro Sangue Azul Gelado, de Iúri Buida, que se podem fazer das escamas da espécie mais comum do citado peixe (Alburnus lucidis, que abunda nos lagos e rios locais lá da Rússia). Misturam-se diminutos cristais de guanina com uma solução de gelatina, vidro líquido ou celuloide, depois injeta-se a substância conseguida numas bolinhas de vidro manufaturadas em pequenas fabriquetas e o resultado final são uns colares de pérolas baratos para as mulheres do povo.

 

Deles devemos fugir e sussurrar, antes de adormecer, a oração infantil: “Vem-te deitar perto de mim, anjo meu, e tu, Satanás, afasta-te de mim, das janelas, das portas, do meu leito.”

 

É da natureza humana a inclinação para o mal, porque o mal não requer nenhum esforço. O bem sim.

 

Eles transformam-se em atores. Vivem as vidas das criaturas imaginárias, transformam o seu aspeto, falam com vozes alheias. São mentirosos, bruxos ou magos que violam a lei natural das coisas ou, então, convertem-se noutras pessoas, mesmo que por um curto período de tempo.

 

No seu futuro existe cada vez mais passado. Não possuem nem ideais nem ideias, somente o desejo de alcançarem o poder, para, aí chegados, encherem a pança e tratarem de adormecer.

 

Transportam sempre consigo o cinismo, a hipocrisia e a irresponsabilidade. Evitam qualquer tipo de esforço intelectual ou emocional. E isso agrada às massas. A cultura, dizem eles, não tapa os buracos da estrada.

 

Tomaesta Ivánovitch, antes de falecer, confidenciou que a compaixão pelos pobres, humilhados e ofendidos nunca se deveria transformar em sentimentalismo, porque os humilhados e ofendidos não são nada melhores do que os que humilham e ofendem. E acrescentou: “Mas isso não significa que não mereçam compaixão.”


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Domingo, 27 de Agosto de 2017

Na aldeia

Barroso - Penedones, etc 147 - Cópia.jpg

 


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Sábado, 26 de Agosto de 2017

Na aldeia

Barroso - Penedones, etc 051 - Cópia.jpg

 


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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017

Na aldeia

Barroso - Penedones, etc 050 - Cópia.jpg

 


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