Domingo, 4 de Dezembro de 2016

O latoeiro de Vila Real (V)

Cultura que une -Vila Real - 14 de maio 2016 047 -

 


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Sábado, 3 de Dezembro de 2016

O latoeiro de Vila Real (IV)

Cultura que une -Vila Real - 14 de maio 2016 035 -

 


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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016

O latoeiro de Vila Real (III)

Cultura que une -Vila Real - 14 de maio 2016 024 -

 


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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016

Poema Infinito (331): o passo certo da tristeza

 

 

Os astros parecem irritados. As maçãs ficaram ainda mais ácidas do que os humanos. Já não me lembro bem da noite. No entanto as fontes continuam como os seios de Eva, entre novembro e dezembro. O frio é uma espécie de silvo que nos entra pelos ouvidos. Parece que nunca bebi vinho, os frutos são inesperados, o rio banha-se na sua profundez e o destino dorme dentro de mim. Amanhece hoje como há séculos, as aves chilreiam, o tempo revela a sua força e a minha avó canta com a sua língua quente uma canção de sorrisos. O paraíso é antigo, os pastores são clássicos e as ovelhas enchem os prados de berros aflitos. As estrelas desesperam antes de se apagarem. A simplicidade dorme na sua esteira incolor. Um pretendente a santo atesta a sua presença na última ceia. Alguém obriga a tristeza a andar num passo certo. O vento leva as rimas. O poeta aguarda que os versos pousem na sua mesa. A vida não espera vez, aparece e desaparece de forma livre. As gaivotas velam os barcos e grasnam alto como sirenes. As casas ficaram desertas, as portas continuam fechadas, as memórias cobrem as derrotas. O pão que era duro cheira a luto e a inveja. Deito-me em cima do esquecimento. As velhas imagens exigem de mim aquilo que não lhes posso dar. Cai neve e silêncio em cima dos telhados. O berço parece uma sepultura. Sinto que os beijos estão errados dentro da minha memória. Uma mulher vaga insinua ser uma alma em construção. A sua negação é interior. Parece um ninho feito numa varanda. Naquela direção chamuscavam-se os recos, faziam-se as principais distinções, atravessava-se a quietude dos ritos e das fogueiras, perdiam-se os olhares nos rastos dos cometas, rendiam-se as primeiras honras às letras, os rapazes mais distintos exibiam as polainas e chupavam alarvemente os primeiros cigarros. Cresciam entre o dever e a obrigação, revoltavam-se contra a pacatez forçosa, arranjavam as suas próprias sombras, diziam sofrer de várias necessidades, embebiam em aguardente a lucidez dos gládios e rezavam para que as suas chagas fossem curáveis. É lá ao longe onde sempre se perdem as pessoas. Diziam que as lembranças mais antigas eram agudas e intoleráveis. Ficavam então silenciosos dentro da sua quietude para não serem consumidos pela ardência dos absurdos. Ensinaram-lhes que a morte os completava e que pelas janelas saía o resto do fumo. Tinham visões onde a memória adquiria uma fosforescência exausta, onde as mãos eram vagas, onde os caminhos iam dar sempre a uma ilha repleta de sopros e cheiros longos, onde os ventos batiam no inverno, onde as bocas dos seres humanos adquiriam uma humidade violenta e os beijos cresciam e rebentavam dentro da boca dos ingénuos. Os filhos nasciam já antigos, por vezes mais antigos do que os pais. As mães, pesarosas, diluíam a sua tristeza num caldo de lágrimas e deslocavam no escuro a sua sexualidade condenada. Enchiam-se de saudade, carregavam os seus olhares com o voo das andorinhas, batiam a roupa nos lavadoiros e atiravam o verde da esperança para longe. Não gostavam de ser tentadas. O amor da mocidade ardia mais rápido do que uma palha. A sua infância era feita de relâmpagos. Ninguém tocava no amor. Os anjos tingiam tudo de branco e transformavam o silêncio em vácuo. As pessoas engoliam em falso as badaladas fúnebres dos sinos das igrejas e rezavam para que os seus mortos se transformassem em nuvens e fossem desenhar o céu. As aves começaram então a gritar quando se viram refletidas no escuro espelho do rio. Atingiu-se então o ponto de não retorno.


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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016

O latoeiro de Vila Real (II)

Cultura que une -Vila Real - 14 de maio 2016 021 -

 


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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016

O latoeiro de Vila Real (I)

Cultura que une -Vila Real - 14 de maio 2016 019 -

 


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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016

317 - Pérolas e diamantes: elogio da vaidade ou a necessidade de entrar no espírito da coisa

 

 

N’As Farpas, Eça de Queirós apelava a que devíamos rir, ora pois, já que o riso é uma filosofia. Ou, talvez ainda mais do que isso, “o riso é uma salvação. E em política constitucional, pelo menos, o riso é uma opinião”.

 

Afinal, na Web, por muito que isso custe a uns poucos, os dichotes de um patusco valem tanto como as ideias de um génio.

 

De facto houve uma mudança de paradigma: a cultura é cada vez mais a cultura da informação, como muito bem diz o poeta árabe Adonis.

 

Não conhecemos a estrada a não ser no fim de a termos percorrido.

 

Existe uma coisa esquisita denominada criptomnésia, que é, no fundo, a crença de que um pensamento é novo quando na verdade é uma memória, ou seja, pensamos que por vezes criamos uma coisa muito interessante mas que, afinal, não passa de um plágio.

 

Quando se acaba um curso e se pensa que agora é que se vai viver, que finalmente se vai pôr a circular esse capital de conhecimentos adquiridos com muito custo, acabamos por chegar à triste conclusão de que a maior parte não nos servirá para nada na vida.

 

Todos sabemos que, por exemplo, a economia política afinal apenas serve para iludir e mentir às pessoas. E que a geometria é boa para desenhar rotundas com que os autarcas enxameiam as vias das nossas cidades, esquecendo-se dos buracos que se vulgarizam pelas estradas como se fossem uma praga daninha.

 

E para que raio serve a História? Para nos deprimir, com toda a certeza.

 

Estudamos que numa determinada época houve terríveis calamidades e que o homem foi infeliz. E que mais à frente no tempo a situação se repetiu. Estudamos que o homem reuniu forças, que trabalhou, que labutou e sofreu imenso, para melhorar a sua sorte.

 

E quando as calamidades descansam um pouco e a história faz uma pausa, eis que surgem novamente as nuvens negras, que os homens morrem de novo como as moscas no inverno, que as casas são todas destruídas, que a guerra se impõe outra vez.

 

Afinal, dizem-nos, a vida continua, sempre a correr, sempre a acontecer, e depois ocorre nova destruição a que se segue mais destruição.  

 

A intervalos regulares aparecem os poetas, com a sua mensagem feliz, enaltecendo o florescimento das novas forças do progresso e da liberdade. Urge, dizem eles, ter esperança na existência, desejar o bem, ter coragem, ser ativo, discursar corretamente e escutar com paciência as prédicas dos outros. E deixar correr, por vezes, algumas lágrimas de felicidade.

 

No fundo enchem-nos a cabeça com um complicado arquivo de coisas e pessoas mortas, com épocas já idas, com datas e números justificativos do triunfo da razão, com o devir das religiões e com todas as problemáticas subsequentes.

 

Resumem-nos a vida a uma tríade: nascimento, casamento e funerais.

 

Depois subdividem de novo a argumentação, distinguindo a alegria da tristeza. E toca-nos então preencher os espaços vazios com os batizados, os aniversários, as festas familiares, os jejuns, as almoçaradas pantagruélicas, as reuniões de amigos, os cumprimentos, as felicitações, as lágrimas e os sorrisos.

 

Por vezes bocejamos por iniciativa própria e outras vezes por ver bocejar os outros. Por vezes rimos para não chorar e outras choramos para não rir. Uns limpam as lágrimas, outros assoam-se, outros tossem e os mais finos espirram, mesmo que seja a custo.

 

Viver em sociedade depende do estado de espírito. Nós a tudo nos acostumamos. Por vezes uma melodia cantada por um cantor roufenho tem até mais encanto do que o próprio Sinatra. Por vezes emocionamo-nos com Marco Paulo e tapamos os ouvidos quando soa uma peça relevante de Mozart. Depende do estado de espírito. De entrar no espírito da coisa.

 

Toda a gente tem vaidade. E muita. Dizem os mais avisados que se calhar é ela o único motor da vontade.

 

É dos vaidosos que reza a História.


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Domingo, 27 de Novembro de 2016

Na aldeia V

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Sábado, 26 de Novembro de 2016

Na aldeia IV

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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016

Na aldeia III

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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016

Poema Infinito (330): a nova infância das máquinas

 

 

As realidades são agora mistas. Os sonhos estão trocados. As impressões são longínquas. Algures na vida, alguém é embrulhado e substituído. O sol que entrava pela janela abandonou o seu lugar. As crianças já não querem compreender o mundo. Não comem pão com manteiga, não brincam ao berlinde ou ao peão. Jogam nas máquinas que são jardins de terror. A sua infância encosta-se à parede e espera que chova lá fora. As lágrimas saem já mortas dos seus olhos. Os palhaços não riem nem nos fazem rir. Os bobos fazem de mortos. As charadas têm agora o ritmo mecânico dos computadores. Os sorrisos soam como martelos pneumáticos. Os serões da província adquiriram o sabor a óleo de fígado de bacalhau. Os pescadores já não pescam e os lavradores já não lavram e por isso todos deixámos de entender as parábolas cristãs. Os amantes namoram dentro de uma realidade virtual. Os cães e os gatos têm os músculos cansados de tanta obesidade. Foram substituídos por tamagotchis. Os frangos, os porcos e as vitelas nascem já devidamente pontilhados com as formas com que vão ser recortados quando atingirem o peso ideal de ração e água com abrilhantador. O mar adquiriu a ondulação perfeita com que pretende ser fotografado e filmado. Os poetas sentem a saudade parada depois de tanto exercício físico tendo em vista participar nas olimpíadas das feiras e das festas literárias. Os poemas expõem as suas paixões com o coração fora do peito. Deus e o Diabo disfarçam-se um do outro sempre que lhes dá jeito, ou a isso são convidados. As constipações são metafisicas, os antibióticos inúteis, as malas arrumam-se dentro das próprias viagens, a vontade espera por um comboio que já não vem, as ações já não têm consequências e a alma adquiriu uma epiderme carregada de angústia. A liberdade tornou-se num acidente inconsequente e superficial. Os libertários tornaram-se monótonos e repetitivamente dorminhocos. Todos viajam sem sair do lugar. A raiva é um produto que se transporta nas algibeiras. As brisas de verão já não são agradáveis, limitam-se a ser inconsequentes. A lógica das coisas deixou de ter nexo. Só o sossego é exagerado. Os carinhos e os afetos são apenas memória. A tristeza já não é uma coisa séria. A alegria já não é uma coisa intensa. Já não existem pares românticos, nem ciúme, nem amor. Todo o saber se arrumou em bibliotecas que ninguém visita. A vida arruma-se em prateleiras. Nada é definitivo, nem provisório. É tudo assim-assim. Não há ricos nem pobres, nem hinos que se cantem, nem relógios que consigam medir o tempo.  O tempo é a nova ordem da economia. Os novos profetas sentam-se em secretárias e falam para câmaras instaladas em computadores. O destino nasce já cansado dentro dos bebés cansados que foram paridos por mães cansadas e que foram inseminados artificialmente porque até uma ereção de jeito dá muito trabalho a produzir. O desejo transformou-se num objeto. Já não existe silêncio, apenas se escuta o ruído produzido pelo Big-Bang e amplificado por pesados altifalantes. Esta é a nova música clássica inventada no primeiro momento da criação. Nem sequer resta um pouco de energia para fumar um cigarro, beber um copo de vinho ou desejar bom-dia ao nosso vizinho que já ninguém sabe se mora longe ou perto. Tenho sono mas não durmo, tenho fome mas não como, tenho sede mas não bebo, tenho ereções mas não copulo… A madrugada é tão inútil como o anoitecer. A glória é o próprio momento. Já ninguém consegue morrer de amor. Shakespeare tornou-se inútil. E Cervantes ainda mais. D. Quixote e Sancho Pança travaram finalmente um duelo de morte.


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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2016

Na aldeia II

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Terça-feira, 22 de Novembro de 2016

Na aldeia I

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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

346 - Pérolas e diamantes: a arrogância é sempre má conselheira

 

 

Durante a campanha eleitoral americana ouvi alguém dizer, amargurado: Entre os dois candidatos, venha o diabo e escolha. E foi isso o que aconteceu. Agora os ditos liberais que descalcem a bota. Se é que podem.

 

No dia da derrota, Hillary Clinton, que poucos admitiam poder ser derrotada, pôs fim à sua carreira política de maneira inglória, decidindo não falar aos apoiantes e ao mundo, quase os culpando do seu desaire eleitoral. Saiu pela porta baixa. O que é inexplicável vindo de quem sempre se afirmou democrata.

 

Contrariando as sondagens, o multimilionário Donald Trump chegou mesmo à Casa Branca e com uma vantagem que ninguém esperava. O seu discurso de vitória foi um ensaio de reconciliação com a América, pena foi que estivesse vazio de conteúdo. Mas ninguém pode dar aquilo que não tem.

 

Carlos Gaspar, investigador de Relações Internacionais afirmou ao Expresso que “só os mais crédulos admitem que Trump desistiu do seu programa”.

 

No fundo, os americanos entenderam que o programa político de Obama estava esgotado e que Hillary Clinton era mais do mesmo. A senhora cometeu dois erros graves: tratou sempre arrogantemente os apoiantes de Trump e resolveu mesmo imitar o adversário, quando desceu ao nível dele, não o cumprimentando no último debate.

 

Todos os jornais diziam que a vitória de Trump era impossível. Quase todos os jornalistas, e a esmagadora maioria dos comentadores e seus congéneres, se limitaram a viver no seu condomínio fechado em círculo onde reproduziam as mesmas piadolas pretensamente liberais, as mesmas ideias pré-fabricadas, as mesmas intrincadas narrativas, a sua facciosa e delirante maneira de ver o mundo, a sua realidade irreal, que depois vendiam às pessoas como se fosse a verdade mais objetiva do mundo.

 

Podem não gostar do Trump, e até possuem muitas razões para isso, mas também têm o dever de perceber a realidade e as pessoas que votaram no vilipendiado republicano. E quando as suas teses não resistem ao embate com a realidade, podem e devem fazer-se encontrados com ela. Ficávamos todos a ganhar.

 

As últimas sondagens americanas diziam que Trump tinha cerca de 35% de probabilidades de ganhar. Mas afinal venceu. E a onda de choque que varreu o mundo logo após a declaração de vitória pelos media foi diretamente proporcional à arrogância das elites ditas progressistas. Mais uma vez não quiseram, ou não conseguiram, ler a realidade e perceber o mundo que os rodeia.

 

Andaram tempos infinitos a diabolizar o adversário da “sua” candidata Hillary, a dizer que só os imbecis, os idiotas e os estouvados votavam no “abominável” homem do capital. Limitaram-se a confundir o seu desejo com a realidade de um povo. Alimentaram-se de distintos preconceitos.

 

Afinal as mulheres abandonaram a candidata democrata e votaram maioritariamente em Trump, os afro-americanos e os latinos não votaram maciçamente em Clinton como se esperava e a grande parte dos brancos educados mantém-se fiel ao Partido Republicano.

 

Hillary Clinton perdeu porque se enfiou dentro da sua bola de cristal e limitou-se a acreditar nas pitonisas de serviço: o New York Times, a CNBC e a CNN.

 

Desta vez, estes poderosos órgãos de informação foram mesmo parte ativa na estratégia da campanha Democrata, em nome da sua superioridade ética e informativa.

 

E nesta dinâmica de derrota, Hillary arrastou consigo o Presidente Obama e o Partido Democrata: perderam de uma assentada a Câmara de Representantes e até o Senado. E vão deixar de controlar o Supremo Tribunal.

 

Neste frenesim, o próprio Obama rompeu todas as convenções para se transformar no speaker de Hillary. No que foi acompanhado por Michelle Obama e até pelo ex-Presidente Bill Clinton.

 

A isenção necessária foi sacrificada no altar das conveniências e das lógicas de poder.

 

Esta vitória de Trump traz para o debate político várias e preocupantes evidências: o declínio da democracia, o bloqueio do sistema político, a importância do dinheiro na ascensão ao poder, o aumento das desigualdades, as questões de identidade, o crescimento significativo das minorias étnicas, a emigração desenfreada e caótica, as questões fraturantes como a legalização do aborto, os direitos dos homossexuais e o consumo das drogas.

 

Ninguém pode negar que existe uma vaga populista, que em alguns casos é mesmo extremista, que se está a espalhar um pouco por todo o lado, desde a América até à Europa de Leste.

 

A atual elite no poder tem necessariamente de pensar se realmente representa o povo ou se está essencialmente preocupada em representar-se a si própria e aos seus interesses bem como os dos grupos económicos onde se apoiam. 

 

Por alguma razão, o eleitorado americano brindou os Democratas do seu país com o pior resultado eleitoral desde 1979. Se os ditos progressistas e liberais continuarem a não considerar este um resultado muito negativo, então é porque insistem em viver na sua realidade paralela. Mas não será por muito tempo. Oxalá me engane.


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Domingo, 20 de Novembro de 2016

O músico

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Sábado, 19 de Novembro de 2016

Siza Vieira em Chaves

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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016

Passeando

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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016

Poema Infinito (329): miopia

 

 

O dia abriu a boca e engoliu o meu pesadelo. Job despediu Deus e Satanás dos seus sonhos. A lamentação podia ser grande, mas o pecado era pequeno. Todos os meus pecados são mínimos. Agora todos os nomes ressoam dentro da minha cabeça. O tempo desfigurou-se um pouco mais. Ouviu-se a palavra dor chamar, mas mesmo antes de ela comparecer, alguém começou a lamentar-se. O amor não tem raízes naturais. A vida arrefece mais um pouco. As perguntas que ele faz são como punhaladas frias. Cinge-se-lhe ao corpo o calor maternal. E é isso que lhe dói. A ausência. A ilusão da felicidade continua a navegar no mar doirado. Qualquer dia naufragará e depois alguém poderá salvar os seus filhos e as ovelhas e os vinte anos e até a velhice lisonjeira dos avós. Babel sofre o seu primeiro terramoto, os gestos dos incrédulos cobrem as flores mais rasteiras, os mochos piam. Tudo se transforma numa elegia de desilusão. Confessa-se o bom e o mau. Alguém elogia as suas próprias virtudes teologais. São sete os pecados mortais. Eu apenas confesso que não consigo ser dono das minhas horas. A ternura deve ser diáfana e mansa. O tempo repete-se do mesmo modo. Caem os anjos do céu como tordos. Deus continua a governar a diáspora como se fosse um homem despido de sentimentos. As rugas perdem-se no meu rosto. Penso que o tempo é falso. Entro no sono cada vez mais cansado. O guerreiro desespera-se com este tempo de paz. Zaratustra ressuscitou da sua quimera morta. O mistério do seu drama é não ter mistério nenhum. A terra faz sentido, as espigas da seara também. Adormeço com a cabeça solta entre as tuas coxas. O teu olhar fica mais tardio. Nos caminhos passam pessoas cheias de noite e de luar. Bebem água da fonte dos sonhos, colhem lírios. Andam de terra em terra à procura do sítio certo para morrerem. O chão fica semeado de estrelas pisadas. Eretos, os montes velam como se lhes conhecessem os sonhos gelados. O seu desespero é cada vez mais íntimo e mais ímpio. As raízes das árvores secam envenenadas pela amargura. Os poemas caem das macieiras por estarem maduros demais. Ninguém os colhe. Possuem um aspeto tão desgraçado que até os animais mais famintos os evitam. Servirão de húmus. Apesar dos beijos que encerram, das ironias que transportam, das promessas que carregaram durante a sua existência. Ninguém aproveitou o cais de onde partiam os navios que os sulcaram, ninguém se deixou beijar com o seu amor, ninguém abraçou o seu corpo esguio de braços abertos pela esperança, ninguém acreditou nas suas promessas, na sua pureza, nas suas utopias, nas ilusões semeadas dentro de si, na sua razão, no seu perdão, nas emoções mais puras, nas tardes que conservavam o calor da lareira no inverno, na possibilidade da poesia ser gloriosa e encerrar dentro de si os anjos da guarda, e o delicado silêncio do amor, e o vinho e o pão da transfiguração e da possibilidade eterna da redenção. Também as serras paradas esperam por movimento. A poeira aguarda ser levantada. A sombra espera ser movida. Guardo dentro de mim ainda um palmo de sonho. Olho para o sol, ou o que resta dele, e penso que para o ano a macieira voltará a florir e a dar frutos. Isto se, entretanto, um bruto qualquer não a deitar abaixo com os duros golpes de um machado aguçado. A bruma vai-se. As fadas dobam os seus enredos de sonho. Reparo que estão nuas. Não, é afinal a minha miopia que cada vez me engana mais.


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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2016

O peregrino

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Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

Poses

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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2016

315 - Pérolas e diamantes: Ele e os políticos… ou a viagem da carcaça

 

 

Como diria Pedro Marta Santos (Os Dez Livros de Santiago Boccanegra) neste “país ao centro dos Mapas da Tristeza Chamado Portugal”, o que por aqui se passa oscila entre o dececionante e o deprimente, poucas vezes conseguindo ultrapassar o banal. Quase tudo o que por aqui acontece sugere sempre um bacanal de mediocridade.

 

Já não existe por cá daquele tipo de gente que, nos anos sessenta ou setenta, era desregrada e que não media a consequência dos seus atos, conhecidas, e reconhecidas atualmente, como pessoas de carácter.

 

Antigamente ainda se debatia a obra de Soljenitsin. Hoje prevalece a cultura do croquete e da flute de champanhe, dos livros de autoajuda e dos que prometem escandaleira e depois são ainda mais pífios do que um debate cultural promovido pelo Correio da Manhã, versão TV, com música de fundo de Quim Barreiros, Malhoa, Marco Paulo ou Tony Carreira.

 

Falo-vos do pífio e pretensamente tonitruante livro Eu e os Políticos desse senhor que dá pelo nome de José António Saraiva. O que por ali mais há são fait-divers irremediavelmente irrelevantes, textos que demonstram de forma lamentável, a alta consideração que o autor tem por si mesmo, uma espécie de megalomania invertida, tentando criar no leitor a impressão de que é portador de uma enorme intuição e de uma capacidade de premonição invejáveis. Pena foi que só o tivesse revelado a posteriori.

 

No fundo, o livro parece um ajuste de contas com a história, que o deixou de lado. A ele, que se julgava um génio. Apelidaram o livro de chocante, perverso e até amoral. Eu, depois de o ler, considero-o apenas lamentável. Não vale a pena.

 

Querem uma prova, ora então aí vai. Lá para o meio do livro confidencia-nos que um ministro, numa viagem ao estrangeiro, lhe confidenciou: “Quando se viaja com mulher, gasta-se mais e fode-se menos”. Esta é, asseguro-vos, uma das pérolas da obra. Não é em vão que o senhor Saraiva diz que pretende ganhar o Nobel da Literatura. Ao Bob Dylan poderá suceder o JAS. A coisa promete.

 

Mas existem outras notas de interesse, nas quais o livro se revela essencial. Com ele ficamos todos a saber que Pinto Balsemão é “doente pelo golfe”, que Alberto João Jardim “fala torrencialmente” e que escreve com uma “letra indescritível, correspondente a uma 3º classe mal tirada”, que no Expresso havia espiões e que “sair do poder nunca é fácil”.  

 

Informa-nos que Álvaro Cunhal era conhecido como o “Salazar Vermelho” e de uma fidelidade total a Moscovo. Revela uma suposta fragilidade emocional de Paulo Portas através de outra inconfidência de Ângelo Correia. Dá ao mundo a novidade de que Marcelo Rebelo de Sousa gosta da intriga e que é muito bom a espalhar rumores pouco críveis que lhe chegam aos ouvidos.

 

Para nos evidenciar a sua importância internacional, conta que o Presidente de Angola “esteve 3 minutos e 47 segundos” a falar com ele, o que comprovava o seu prestígio, pois em Angola a importância das pessoas mede-se pelo tempo que os poderosos lhes dispensam. Pelo menos foi isso o que um seu amigo angolano lhe disse… “E não deixava de ter razão.”

 

Repõe algumas verdades e desfaz alguns mitos. Por exemplo, perguntou a Cavaco o que ele lia e ele respondeu-lhe: “A Lusa, duas vezes por dia, a Economist (a melhor revista do mundo que leio desde os 17 anos), o Financial Times, o El País e o Le Monde.”Ou seja, Cavaco Silva afinal lia jornais, e dos bons, o que não lia era a escória dos pasquins portugueses, tais como, por exemplo, o Expresso.

 

Revela ainda coisas essenciais à compreensão do poder e aos seus protagonistas. Por exemplo, a mãe de António Costa tratava-o por Babouche, o pm “José Sócrates mentia descaradamente e desmentia as nossas notícias”, que Guterres lhe confidenciou “que a maior parte dos problemas se resolvem por si próprios. Sem ser preciso fazer nada”. Que Mário Soares achava que o problema de Guterres era a “falta de tomates”, acrescentando que “sem tomates não se vai a lado nenhum”. Que Guterres considerava Jorge Sampaio “um hipócrita”.

 

Revela ainda que conduziu bêbado, que Medina Carreira, ao abrir inadvertidamente a porta de um gabinete, viu um ministro a baixar as calças para lhe aplicarem uma injeção e que, “em estado de choque”, logo depois de lhe passar o susto, não se coibia de confidenciar em privado: “Eu vi o rabo ao ministro. Eu vi o rabo ao ministro.”

 

Mas a cereja no topo do bolo é esta frase que tem tudo, e mais alguma coisa, de literário e que não resisto a transcrevê-la. Eu, que até não sou mau leitor, tive de a ler três ou quatro vezes para atingir o seu pleno sentido e, sobretudo, a sua indesmentível pertinência e a sua objetiva profundidade.

 

Passa-se durante um pequeno-almoço com Cavaco Silva na época do famoso tabu. Ei-la: “A dada altura pousa metade da carcaça que está a comer em cima da toalha branca, e à medida que fala vai-a afastando com a mão; às tantas, a carcaça já vai quase a meio da mesa redonda…”

 

É com estas pequenas migalhas de prosa que se ganham Nobéis.


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Domingo, 13 de Novembro de 2016

Na exposição

Cultura que une -Vila Real - 14 de maio 2016 174 -

 


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Sábado, 12 de Novembro de 2016

Em Paris

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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016

Em Paris

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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2016

Poema Infinito (328): o peso do voo dos pássaros

 

 

Pesam-me os pássaros dentro da memória. Chega de novo o tempo mais leve. Tenteio-me no exercício dos voos mais rasantes. As aves mais vagarosas pousam nos fios e transmitem-nos um toque de inocência. Custa-nos pensar naquilo que não temos. Por vezes conseguimos recuperar a paciência que fomos perdendo. O que ganhamos em idade perdemos em força. Agora até já choramos sem vontade. Esperamos recuperar a confiança, a fé e a clareza da alma de quando fomos crianças. As coisas mais expressivas já não são o que eram. O toque de Deus é frio, os pastores já não tocam a sua flauta durante o estio, já não se tosquiam os carneiros durante as manhãs mais frias. A própria lã ficou nua. Alguém vela a sua dor e escreve poemas gelados e nítidos. Todos os ermos estão agora assinalados com a luz da lembrança. É outubro, tempo de abrir o vinho, de reparar no céu, das crias ganharem tamanho, dos filhos chorarem no regaço das mães. O outono alcança a sua riqueza com a decadência das folhas mais pobres. Os ramos começam a gotejar. O chilreio dos pássaros diminui e os seus voos ficam mais melancólicos. Os lírios brancos ficam oxidados. Os dedos das mãos retorcem-se. Os pobres aproveitam o sol que à tarde lhes entra tímido pelas janelas. Os desgraçados comem o pão já duro e os ricos manjam os frutos amarelos. O Senhor já não se apieda deles. A sua alma ficou mais séria e desconfiada. A erva ainda é a sua cama de amor. O desejo é como uma hóstia. Comungam-se um ao outro como se fossem morrer durante o coito. O excesso de prazer faz-lhes doer a testa que arde tentando reprimir a ideia de pecado. Piedade e pão constituem a sua ceia. Os dos frutos dourados fartam-se do ganido dos violinos, como se esses instrumentos fossem cães presos por uma trela. Todas as ovelhas recolhem ao seu redil. Os pássaros medem o céu com os seus voos reservados. Cada qual vai onde tem de ir. Os que escondem dentro de si o remorso quedam-se no seu lugar prefigurado. As casas entram numa espécie de coma induzido. Aos mais pobres até as palavras lhes mingam na boca. Ficam tão hirtos e tristes como os ciprestes. Esperam que o vento lhes traga à porta os anjos famintos. Os rosados tomam o caminho das casas luminosas onde os caroços da fruta amarela já foram parar ao balde do lixo. O vento arredonda o frio. A vida esconde-se nos rostos dos mais velhos e cansados. Todos olham para a cinza das lareiras vendo aí o seu futuro. Suspiram. Jerusalém é um nome longínquo. A morte espera. As orações esperam. O perdão tarda em chegar. Os anjos dos pobres são rijos como pedras. A luz da madrugada ilumina as leiras rasas de amargura e aves paradas. Os homens vão redrar a terra e as brumas. Deus podia ser imenso mas é apenas um pouco de angústia. Por vezes sentem que perdem a alma, ou que ela lhes desfalece com a canseira. Ensinaram-lhes que a devem procurar, mas não lhes disseram onde. A glória de Deus tem vários graus. O naco que lhes calha em sorte é tão delicado como as bolas feitas de sabão. O seu desgosto é uma espécie de susto consentido. Tudo o que é divino é feito de espanto e demora. Os mais devotos choram com mais rapidez do que os restantes pecadores. As últimas folhas de outono caem humedecidas pela raiva. A memória é feita de silêncios. O vento enxuga o medo. O inverno e o pranto virão mais cedo. O eremita entra na cova e pensa na sua reserva de água, pão, frutos silvestres e fé. A última brasa no borralho deixou de emitir qualquer sinal de luz. Oremos Senhor.


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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016

Em Paris

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Terça-feira, 8 de Novembro de 2016

Em Paris

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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2016

314 - Pérolas e diamantes: a fome e a ratoeira

 

 

A situação política em Espanha, mas sobretudo na Grécia e em Portugal, revela que o camarada Kondratiev tinha razão: “Não há revolucionários sem revolução.”

 

No entanto, a miséria continua a disseminar-se por esse planeta fora. O jornalista, e romancista, Martin Caparrós resolveu percorrer o mundo na tentativa de encontrar a resposta a uma pergunta: O que é a fome?

 

Dessa viagem global nasceu um livro: A Fome, onde o autor argentino nos dá conta de muitos casos dramáticos e de um sistema complexo que exige respostas complexas.

 

Numa entrevista à LER afirmou sem papas na língua que “cada vez mais é preciso fazer jornalismo contra o público”.

 

Caparrós considera que a influência do politicamente correto faz com que escondamos as coisas que queremos dizer ou que digamos muito menos daquilo que pretendemos afirmar.

 

Com o politicamente correto, esforçamo-nos por subutilizar a linguagem, refugiando-nos no “burocratês”.

 

Apesar disso, ou por isso mesmo, existe uma causa ativa que lança milhares de pessoas para fora do sistema, que não servem para nada. Existe atualmente um sistema que não sabe como pode aproveitar milhões de pessoas, mas, ao mesmo tempo, reconhece que não as pode deixar morrer, porque parece mal.

 

Martín Caparrós não se ilude nem deixa que nos iludamos: “Não digo que os queiram matar, mas que se pudessem deixá-los morrer, deixavam, porque não sabem o que hão de fazer com eles. A crise dos refugiados é prova disso.”

 

Ouviu muita gente, em sítios muito diversos. Passou horas a escutar o que tinham para lhe dizer. O que mais o entristeceu foi o facto da maioria das pessoas não vislumbrar nenhuma saída para a sua situação de fome e miséria. No máximo falam-lhes de Deus. Diz que conheceu poucos famintos ateus.

 

Por isso critica a religião organizada porque, na sua opinião, “se milhões de pessoas não acreditassem que a sua única saída é esperar que Deus lhes dê algo, procurariam outra solução”.

 

O papel da religião foi sempre o de acalmar aqueles que não têm nenhuma razão para estar calmos, porque lhes falta o essencial. Convencem-nos até de que sofrer é bom.

 

Chocado com a realidade e com o papel da religião na desculpabilização da fome e da miséria, zurze na Madre Teresa de Calcutá como em centeio verde. Há uma frase famosa da Madre que cita no livro, em que ela falava sobre o bonito que é ver o sofrimento dos pobres.

 

“Não é bonito, é terrível. Uma ideologia que admite que o sofrimento dos pobres é uma coisa bela, é terrível.”

 

Por exemplo, a Índia é o país onde mais pessoas passam fome. E isso acontece há gerações e gerações. “São pessoas que não só estão resignadas como, mais do que isso, vivem meias vidas, com um desenvolvimento físico e intelectual muito diminuído. São cerca de 800 ou 900 milhões.”

 

Entretanto, aqui na Europa, assobiamos para o lado. Longe da vista, longe do coração. Aqui continuamos a pensar nas cotas leiteiras e no subsídio para a vaquinha. Está bom de ver que um indiano é bem menos importante do que uma turina made in UE.

 

Esse facto lembrou-lhe um cidadão indiano que lhe disse que numa próxima encarnação queria ser uma vaca europeia, pois dessa forma recebia muito mais dinheiro do que nesta sua pobre situação.

 

No entanto, o cidadão europeu que preenche o impresso estandardizado para receber o seu subsídio da União Europeia não deve esquecer que só uma ratoeira oferece queijo de graça.


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Domingo, 6 de Novembro de 2016

Feira dos Santos - Chaves

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Sábado, 5 de Novembro de 2016

Feira dos Santos - Chaves

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