Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

308 - Pérolas e diamantes: esterilização de pombas e esgotos a céu aberto

 

 

Antigamente, a riqueza anunciava-se através de coisas fáceis de partir e impossíveis de limpar.

 

Atualmente, as pessoas que têm uma vida fácil estão constantemente a explicar-nos como ela é difícil.

 

Os “artistas” possuem uma caraterística irritante que é a de tentarem fazer-nos passar por tolos. 

 

O PAN – Pessoas Animais Natureza enviou às autarquias no início de agosto um plano de controlo da população de pombos citadinos que passa por criar aquilo que apelida eufemisticamente de pombais contracetivos.

 

Este método consiste em incentivar as aves a nidificarem em locais específicos, proporcionando-lhes para o efeito alimento e água. Em troca, substituem os ovos verdadeiros por ovos artificiais.

 

Para o PAN, este plano é uma “nova forma de gestão ética da população de pombos nas cidades”, pois pretende “controlar a população de pombos de forma ética, eficaz, sustentável, ecológica e económica, sem necessidade de recorrer a técnicas letais.”

 

Descobriram agora que os queridos pombos podem transmitir agentes patogénicos e que o contacto com as suas fezes pode causar problemas alérgicos.

 

Que o diga João Neves, um antigo columbófilo e atualmente vereador da autarquia flaviense, que teve de abandonar a sua paixão devido a problemas de saúde, pois, segundo o seu pungente depoimento, “o pó que eles (os pombos) produzem estava a provocar-me problemas de asma.”

 

Felizmente, em bom tempo abandonou essa sua apaixonante atividade. “Não obstante”, acrescenta o senhor vereador, “eu gosto muito de pombos.” Não especificou foi de que forma.

 

Em Chaves, a CM decidiu proceder à distribuição de alimento às referidas aves, em duas épocas distintas, impregnado de contracetivos. Em troca, as pombinhas vão ficar estéreis.

 

Mas para que a estratégia de esterilização funcione é necessário que as pessoas deixem de dar comida às pombas, para que elas procurem apenas um sítio para se alimentarem.

 

Toda esta história rocambolesca da esterilização dos pombos que, segundo o senhor vereador João Neves, não tem a intenção de acabar com as ditas aves, pois não vão matá-las, já que o pretendido é torná-las estéreis para que não se reproduzam descontroladamente, fez-me lembrar um texto de Filipe Homem Fonseca, intitulado “Soluções impossíveis para problemas insolúveis”, onde refere que há histórias de gente incrível a fazer coisas banais, gente banal a fazer coisas incríveis, gente incrível a fazer coisas incríveis, nunca gente banal a fazer coisas banais.

 

O meu problema é que não consigo decidir onde posso encaixar a história do senhor João Neves vereador e ex-columbófilo. Desta vez caberá ao estimado leitor essa tarefa.

 

 

 

PS – Este controlo preventivo de pombos pretende, nas declarações dos responsáveis autárquicos, evitar consequências nefastas para a saúde pública, ambiente e património.

 

Sendo assim, torna-se incompreensível que a CMC continue incapaz de resolver o problema dos esgotos a céu aberto no lugar de Vale de Salgueiro em Outeiro Seco – Chaves, situação que se arrasta desde 2007.

 

E, por favor, não me venham mais uma vez com a desculpa esfarrapada, ou com o argumento esdrúxulo, de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

 

De facto, esses argumentos estapafúrdicos, e as idênticas desculpas, começam a cheirar ainda mais mal do que as fezes dos pombos espalhadas pelas praças do município e os esgotos a céu aberto em Outeiro Seco.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 25 de Setembro de 2016

Vidago - Palace

vidago-Outono-out2015 018 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 24 de Setembro de 2016

paris

_JMD0893 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

Paris

_JMD0892 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016

Poema Infinito (321): confusões

 

 

Ignoro o que a verdade tem de mentira. Talvez as datas, os nomes e os lugares. Possivelmente as palavras fraudulentas. Por isso a piedade é temerosa. Por isso os outros tentam resgatar o meu último dia. O destino distrai-me porque vem carregado de conversa e viciado em cartas botânicas. Diz-me que nasci na margem boa do rio. Os pavões correm pelo jardim. No mercado da fruta Eva compra uma maçã. A minha voz assume novas batalhas. Os homens fazem versos dentro dos seus próprios sonhos. Ardem então todos os documentos da memória como ardeu a biblioteca de Alexandria. Os vários exércitos entram na sombra da sua própria batalha. Enumero os comandos, as divisões e as bandeiras. Os chefes parlamentares erguem a sua voz para abrir terreno livre à infantaria. Na planície desfila a cavalaria invencível. Os homens sábios congregam num só rosto todos os rostos que conhecem. Inicia-se o saque dos dias. Os visionários apropriam-se da fé dos crentes e disfarçam as suas fraquezas. Os exércitos são agora as suas próprias sombras. Contou-me tudo isto um velho senhor que morreu sonhando com a sua pátria. A sua viagem foi uma metáfora. Passei a possuir a realidade que abarco. A minha casa está virada a sul até ao momento de a madrugada nascer. Revejo a noite e espero pelo dia. A luz de uma vela velou o meu sono. A realidade foi tão minuciosa que fiquei extenuado. Ignoro o que a mentira tem de verdade. Homens vagos correm pelo bairro. Muitos assobiam a sua própria solidão. Andam lentos. Querem conter a sua espera, abrigar a sua gravidade, nivelar os destinos, integrar os pátios na noite, comover-se com a ínfima parte de toda a sabedoria, possuir as chaves dos livros sagrados, conhecer a genealogia dos milagres, tornar a morte inacreditável, reter a distinta realidade de cada flor, de cada pássaro, de cada olhar. Querem conhecer o hábito das estrelas. Pela manhã libertam-se das suas angústias. Querem perder o sentido de perdição. A mortalidade arde-lhes nos pés. As necrópoles disponíveis são feitas de nuvens e vento. As cúpulas dos templos são feitas de madeira. As cruzes são constituídas por peças de xadrez. A nossa pátria está cheia de vazadouros, de mortes incolores, de recintos disciplinados, de lazaretos, de palavras com prazo de validade, de convicções angustiosas, de rosas de mármore, de átrios de socorro, de consanguinidade, de frontarias, de pórticos garbosos, de árvores desbotadas, de pássaros aluados, de caminhos doentios e preguiçosos, de jardins adormecidos, de pensamentos levianos, de relíquias sonolentas, de comentários piedosos, de homens inexplicáveis, de mortos que ofendem os vivos e de vivos que ofendem os mortos. A nossa pátria está inapresentável. A nossa vontade é recusar as manhãs, invocar as frases depostas, predestinar as derrotas e as impossibilidades, reter o opróbrio, opor as vozes ao tempo, dissolver as confirmações, colocar música nas notícias indecifráveis, encontrar o centro de gravitação do amor, distrair os sonhos, sedimentar a eternidade. As nossas declarações são como segredos. O seu juramento é uma inutilidade. Os factos distantes acabam por morrer. A memória é cega. A lealdade obscura dos versos recolhe os primeiros raios de sol. Ignoro o que a verdade tem de verdade.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 21 de Setembro de 2016

paris

_JMD0890 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 20 de Setembro de 2016

Paris

_JMD0844 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016

307 - Pérolas e diamantes: entre o ipod e o iphone

 

Também eu sou um homem de bairro. Cresci num e nele muito aprendi.

 

Sinto agora que os bairros estão doentes. Por vezes são autênticos guetos.

 

O bairro remetia-nos para a cidade. A cidade remetia-nos para o país. Portugal remetia-nos para a Europa. E a Europa remetia-nos para o mundo.

 

Mas a moléstia que alastra nos bairros mais não é do que a doença que se instalou no mundo inteiro. O processo inverteu-se. É o que dá viver na aldeia global.

 

Habilidosamente, muitos dos protagonista da epidemia escondem a realidade. Nós, por outro lado, evitamos ver o mundo que nos rodeia, evitamos identificar o verdadeiro estado das coisas. Pode até ser humano, mas é lamentável.

 

Os donos de isto tudo conservam a propensão para os números, para as estatísticas, para a abstração. Alguns sentam-se no parlamento, outros preferem os conselhos de administração, ou dedicam-se ao exercício das consultadorias bem remuneradas ou ao exercício privado da sua profissão de administradores da causa pública. A promiscuidade é por demais evidente.

 

Falam que é necessário tutelar a Autoridade em toda a sua expressão. Defendendo, os mais corajosos, uma suspensão temporária da democracia. Na intimidade confessam que lhes corre nas veias sangue frio, mas que o seu coração continua a ser um carvão em brasa.

 

Alguns afirmam que a sua consciência os obriga a calar. Mas todos nós sabemos onde está a sua consciência, bem guardadinha no bolso, como a de quase todos nós, pobres pecadores que somos. Depois despejamos um pai-nosso e uma ave-maria e tudo volta ao normal.

 

O sucesso na vida corresponde atualmente a uma cabeça cheia de números e um coração vazio de sentimentos. Os homens e as mulheres que triunfam assimilaram que para serem um quadro superior com o sucesso de 90% não podem pensar profundamente nas mais pequenas coisas. Daí a Filosofia ter sido varrida das nossas instituições escolares.

 

O cérebro dos nossos líderes é constituído por uma máquina de calcular e por um dicionário Oxford.

 

As teorias económicas dominantes, a do mercado livre e mesmo a marxista, dão como garantido que o crescimento económico é sempre uma coisa positiva.

 

Mas basta pensar um pouco para concluirmos que esse exercício é pura e simplesmente inconcebível. Basta fazer as contas.

 

Uma taxa de crescimento do PIB de um ou dois por cento é atualmente considerada modesta. Uma taxa de crescimento demográfico de um por cento é a considerada desejável. No entanto, se multiplicarmos esses valores durante cem anos, o resultado obtido é terrível. Levar-nos-ia a uma população de dezoito mil milhões e a um consumo de energia a nível mundial dez vezes superior ao dos nossos dias. Então se avançarmos mais um século, com esse mesmo crescimento, os números serão impensáveis.

 

A solução tem de passar por procurar métodos mais racionais e humanos e colocar um travão ao crescimento que vai destruir o planeta.

 

Claro que, a nível político, quem defender uma coisa dessas está a cometer um suicídio.

 

Mas alguém vai ter de abordar o assunto e tentar influenciar a orientação política de, por exemplo, a Europa. Porque senão vamos matar o planeta e sufocar a nossa própria sobrevivência.

 

Vai ser necessário fazer compreender às nossas crianças que gastar vinte euros para adquirir uma pequena e fixe capa de silicone para o ipod ou o iphone, que custa à Apple trinta e nove cêntimos, é uma besteira das grandes.  

 

O maior problema reside no facto de os governos serem eleitos pelas massas, que, ao que sabemos, se estão a marimbar para a biodiversidade.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 18 de Setembro de 2016

Na aldeia V

_JMF6598 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 17 de Setembro de 2016

Na aldeia IV

_JMF6573 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016

Na aldeia III

_JMF6552 copy copy - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 15 de Setembro de 2016

Poema Infinito (320): alfabeto aleatório da criação do mundo

 

 

O meu mundo é pequeno, Senhor, mas não te peço desculpa, nem explicações. Tem rios, lameiros, umas quantas árvores, duas ou três casas, pássaros, arbustos e pequenas flores. Tem uma avó, um menino que se fere nos espinhos que brotam das mãos da sua mãe. A avó tem uns olhos exageradamente azuis, quase líquidos. Todos os lugares do meu mundo estão comprometidos com as aves mais pequenas que chilreiam cânticos alucinantes. Um velho pastor toca flauta para entreter as ovelhas e para inverter toda a lógica que há no universo. As coisas que imaginamos são sempre mais bonitas do que as outras. Eu tenho um modo esguio de estar de pé, os meus pensamentos possuem muitas curvas. A minha avó avisou-me de que eu nasci para alcançar o cheiro das árvores, para agregar os ventos, para multiplicar as folhas, para amanhecer devagar, para desenhar as vozes nos dias, para esconder as grutas. Caminho sobre as canções da terra, sobre réstias de azul, sobre os aromas da alfazema. Na água das poças, iniciam-se os girinos. Tudo parece surgir de uma ideia anterior. As tardes parecem mulheres incendiadas. As frases mais bonitas transportam consigo uma doença. Aprendo a limpar os meus receios, a carregar o resto da vida, a admirar tudo aquilo que continua. A minha avó fala-me no idioma das surpresas. Sinto-me um rapaz triangular. As paredes repetem-se em mim. Estico a timidez e o silêncio. A minha avó diz-me que as mentiras têm de ser comprovadas. Por isso guardamos as lágrimas junto aos olhos. Quando me obrigam a escolher uma coisa ou outra, não escolho nenhuma. A independência é uma palavra com posse. Construo o meu mundo alinhando aleatoriamente o alfabeto. Encontrei a minha alma quando a chuva veio puxada pelo vento norte. A cosmologia passou então a fazer sentido. A minha avó é agora quase uma árvore. Os passarinhos pousam nos seus braços e escutam o seu silêncio. Um dia recolheu na arca da cozinha, junto com os talheres, a carne, o café e o chocolate, o coador de manhãs e todos os outros instrumentos com que planeou o princípio do meu mundo. Iniciou então o seu período de árvore. Diz-me que agora já posso começar a prolongar os horizontes, a delimitar os rios, a regular o nascente e a aumentar o poente. No chão aumenta a fome. É lá que estão as raízes que me deram a vida. Agora compreendo melhor a metafísica e desentendo-me com Fernando Pessoa. Entendo melhor os idiotas, a fascinação pelas borboletas, a demarcação dos relentos, as palavras consagradas, as viagens das andorinhas, os autorretratos humildes, a decadência, o caminho infinito da ignorância, a moral e as suas diversas categorias. Sei que as árvores também morrem de dor. O poeta procura arrumar os sonhos na sua zona hermética. Tenta entender a razão pela qual os homens comovem as mulheres, por que motivo as crianças se entristecem. Os galos começam a cantar pela madrugada. Adormeci encostado à árvore. Os meus sonhos estão repletos de perguntas. Penso nas trevas e nas bombas, na surpresa do escuro, nos rostos que parecem brisas, nas ruínas interiores, nas cicatrizes do tempo, nos desejos e nas suas arestas, na impressão de pertencer às coisas mudas, na sensação de ser um peixe emergindo na inércia das águas. Olho para o céu. As estrelas continuam verdes. Olho para o quintal. A árvore necessita de ser regada.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 14 de Setembro de 2016

Na aldeia II

_JMF6533 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 13 de Setembro de 2016

Na aldeia I

_JMF6532 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016

306 - Pérolas e diamantes: o caso do camarada Paulo Portas

 

 

Não simpatizo, ou melhor, não simpatizava lá muito com os cães. Sobretudo os de fila. Mas depois de ler o que li tenho de modificar a minha posição.

 

Estudos recentes confirmam que os cães entendem palavras e distinguem entoações.

 

Ao contrário de muitos humanos, conseguem mesmo atribuir significado às palavras e não reagem apenas ao tom e ao contexto.

 

Os cães sabem quando o dono está a chegar, sentem ciúmes, evitam tratá-los mal e reconhecem emoções nos seres humanos.

 

Também ao contrário de muitos humanos, preferem carinhos a comida. Mas o que me fez pensar seriamente em adquirir um, nem que seja através da Liga dos Animais de Chaves, é o facto de os donos dos cães serem mais felizes.

 

Segundo o estudo, ter um cão só traz vantagens: os seus donos são mais felizes, mais sociáveis, fazem mais sexo e ganham mais dinheiro.

 

Já alguns seres humanos, mal divergem nas amizades, começam logo a traí-las. É bem verdade que os melhores amigos dão os melhores inimigos. Eu que o diga.

 

Fernando Lima, que esteve ao lado de Cavaco Silva desde 1986, e foi seu assessor, decidiu escrever um livro acusando o ex-Presidente da República de ter tido medo dos ataques socráticos e de, por causa da sua temeridade, o ter despromovido na sequência do chamado “caso das escutas”.

 

Ter-lhe-á dito: “Tome lá cuidado.”

 

A infidelidade foi de tal monta que Fernando Lima, após o ataque socrático, só reapareceu uma vez num evento do PR em dezembro de 2009, aquando da inauguração da árvore de Natal.

 

O seu lugar na assessoria para a comunicação social foi entretanto ocupado por uma jovem que fizera carreira na JSD. Rapariga simpática, mas inofensiva e pouco experiente, contudo da confiança da família Cavaco Silva.

 

FL confessa que lhe aconteceram coisas que ultrapassaram a sua imaginação e que ainda hoje não compreende a razão por que Cavaco Silva teve para com ele comportamentos inexplicáveis.

 

Também Manuel Monteiro resolveu atacar o seu ex-amigo, e ex-presidente do CDS, Paulo Portas.

 

Numa entrevista ao jornal i, acusa-o de ter colocado o partido ao serviço dos seus interesses. Relativamente à aproximação do CDS ao MPLA, diz que tal posição é reveladora de “um partido que rasgou a sua história, que esqueceu o passado e que não respeita a sua própria identidade de partido que sempre lutou pela defesa da dignidade e dos direitos humanos.”

 

Como se isto não fosse suficiente, acusou o CDS de se “render e vender aos interesses pessoais e de negócios do dr. Paulo Portas”.

 

Na sua opinião, “o CDS não tinha necessidade deste sentido bajulador de quem perdeu a sua dignidade na ânsia de servir interesses que não são interesses políticos. Isto é profundamente lamentável”, desde logo porque revela “a falência do caráter, da decência e da integridade”.

 

Acusa ainda os elementos da direção do CDS de “não acreditarem rigorosamente em nada”. De passarem pela política para “tratar da sua vida e não da vida dos cidadãos”, confundindo “os negócios da política com a política dos negócios, que são coisas completamente diferentes”.

 

No seu ponto de vista, Paulo Portas “preparou todo o caminho para justificar a sua nova assessoria numa empresa que tem claramente interesses em Angola”, a Mota- Engil, “subjugando o poder político aos interesses pessoais, pois está sobretudo “interessado em enriquecer”.

 

Na sua opinião Passos Coelho só fala de contas e o CDS ainda não se percebeu do que é que fala.

 

Razão tem o personagem do romance de Victor Serge O Caso do Camarada Tulaev, Ryjik, quando após abater uma raposa cor de fogo e de focinho afilado, nas terras geladas da Sibéria, se vira para o seu companheiro de caça e murmura: “O homem é um animal mau, irmão”.

 

Ao que o camarada Pakhomov responde, recorrendo a todas as suas forças e quase sem fôlego por causa do frio e do esforço em mexer os esquis: “Seja como for, irmão… havemos de transformar o Homem.”


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 11 de Setembro de 2016

Aldeia sem homens

Vidago+Chaves+Barroso 134 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 10 de Setembro de 2016

Paisagem sem homens

Vidago+Chaves+Barroso 122 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 9 de Setembro de 2016

Homens no castelo

Soajo - Lumbudus - maio 2015 033 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 8 de Setembro de 2016

Poema Infinito (319): fragmentos da criação

 

 

O futuro foi comido pelo medo. Os bichos erguem-se desprevenidos pelo instinto. No ventre da deusa da fertilidade lateja o calor. O sémen do criador reluz como os seixos ao sol. As raízes cantam, as linhas de água repetem-se. Os corpos nascem longe uns dos outros. Adão esqueceu-se de cantar de emoção. Nos montes cresce a aridez e o espanto. As aves abrem as suas asas de sombra. Tudo isto parece um sonho sem sonhador. Afinal é apenas um poema numa outra versão. Do lado de fora, alguém pinta um panorama feliz com anjos salvadores, com gaivotas e areia, com poemas repletos de meninas e bibes e ternura, com imagens de deslumbramento, com musas e poetas debruçados sobre janelas altas, com telas emolduradas contendo um céu azul, com nuvens, com serenidade, com olhos que choram e outros que sorriem. Depois alguém acena e a paisagem muda. A tarde cai como um fruto maduro. Nós apanhamo-la do chão e tentamos saboreá-la. Gravamos no mar o nosso sossego. As ilhas lá ao longe ficam puras. Lemos o sol e o vento, estudamos os movimentos da paixão e da saudade, investigamos os escritos mais antigos. O sentido da vida está rodeado de cor e solidão. A liberdade já não diz naquilo em que acredita. O Criador deixou de se excitar com a sua criação. Agora exercita-se. Atualmente costuma pousar os seus olhos comovidos sobre a terra e depois adormecer. Quer estar distante da razão e ver passar o tempo e a beleza. Tem sede e saudade das virgens eternas, da água limpa das fontes, dos gestos naturais das sementeiras, de mastigar uma côdea de pão quando tinha fome, de colher os frutos, de beijar a sua imagem nos espelhos e de se apaixonar pelos homens e pelas mulheres apaixonadas. Eva aquece-se na fogueira que Adão acendeu e esconde as maçãs que amadurecem. Parece uma rainha parida. O inverno está para chegar. Ela deita-se sobre uma cama de folhas e adormece. O sol vestiu-se de novo. Hoje durou pouco. Adão luta contra o seu próprio desalento. O seu suor é frio. Lá ao longe, bandos de patos rasgam o céu com os seus voos de setas. Adão, como por acaso, descobriu a sua própria imagem. O Criador descansa. A fogueira da Eva arrefece. A manhã brota da escuridão. Não há forma de combater a monotonia. Eva chora de medo e de abandono. Depois volta a adormecer. Adão acha que nasceu puro e que puro há de morrer. O Criador veste-se de luz para enfrentar um novo dia. Já sonha com a cruz e com o seu filho salvador. As fixações são eternas. Eva tem saudade da sua nudez e de correr pela terra húmida. O Criador atira-se lá do alto, dobra as asas e cai com estrondo no chão. Tenta esquecer-se que é imortal. Do céu à terra é um pulo. O mar nasceu-lhe como se fosse um aceno de protesto. A sua individualidade é um caminho de incertezas. Adão sente-se traído. Começa a achar bom sentir a escuridão. Eva reflete a sua tristeza. Acena-lhe de longe. O Criador prega as primeiras quimeras. Entrega-lhes imagens de frutos e flores e diz-lhes para acreditarem nos sermões. Adão atreve-se a dizer-lhe que a sua fé murchou e que o seu amor por Eva morreu. O Criador ensina-lhe que a vida é um conceito. Depois faz parar o tempo. Adão implorou um milagre. O Criador compôs um, mas vazio, para Adão caber lá dentro. Adão pediu para se sentir criança, pois o Criador moldou-o já adulto. O Criador gerou então uma mãe e disse-lhe que Adão era seu filho. Desta breve ilusão fomos gerados todos nós.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 7 de Setembro de 2016

Homens na rua

Dornelas-HB - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 6 de Setembro de 2016

Homem à porta

barroso - volta por SAlto 068 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 5 de Setembro de 2016

305 - Pérolas e diamantes: fogos, subvenções vitalícias e meditações no parque

 

 

O senhor secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, afirmou no parlamento que a indústria do fogo dá dinheiro a muita gente. Ou seja, o que é flagelo para uns é negócio chorudo para outros. Há muitos interesses por detrás dos incêndios.

 

Talvez a solução não esteja em deitar dinheiro por cima dos fogos como quem esparge água (benta?), pois já vimos que não resulta. Todos os anos a tragédia é idêntica.

 

Estou em crer que os incêndios são, sobretudo, um caso de polícia judiciária. Investiguem-se os interesses, e os interessados, nos terrenos, na indústria e serviços ligados ao combate a incêndios e na madeira e de certeza que encontrarão as mãos enluvadas que controlam e incentivam os incendiários.

 

Ascenso Simões, ex-secretário de Estado do Ministério da Administração Interna, assumiu entretanto que houve “erro grave” nas decisões de há uma década. Segundo AS, há dez anos tudo podia ter mudado, mas o Governo de então rejeitou um plano arrojado argumentando que não tinha dinheiro para obra tão ambiciosa. No entanto, os técnicos garantem que custaria menos do que um Canadair. O ministro da AI da altura, e atual primeiro-ministro, António Costa, preferiu não comentar.

 

O que não arde, para muita pena nossa, são os privilégios dos políticos. Numa lista divulgada pela primeira vez pela Caixa Geral de Aposentações ficámos a saber que 330 políticos portugueses têm direito à subvenção vitalícia para serem compensados pelo tempo que, supostamente, dedicaram à causa pública.

 

O topo da lista é ocupado pelo ex-governador de Macau, Rocha Vieira, e por Carlos Melancia. O primeiro recebe como subvenção mensal 13607 euros, enquanto Melancia se fica pelos 9727.

 

Já o pobre do José Sócrates aufere uns míseros 2372 euros. Assim não vai conseguir pagar a gorda dívida ao seu querido e estimado amigo de juventude.

 

Já Assunção Esteves recebe 3432 euros, que não lhe deve dar para a toilette e muito menos para a oxigenação do cabelo.

 

O poeta Manuel Alegre recebe 3052 euros, Carlos Carvalhas 2819 e o inenarrável Duarte Lima aufere 2289.

 

Apenas um deles, segundo a CGA, o conselheiro do Presidente da República Marques Mendes, suspendeu, por iniciativa própria, a reforma de 3311 euros a que tinha direito.

 

Talvez por isso, o jardim da Estrela em Lisboa foi o local escolhido para receber o encontro Meditation in the park, para praticarem a meditação em grupo.

 

A meditação faz-se em posição de sentado e é uma forma de ajudar a organizar os pensamentos e a lidar com as emoções. Os exercícios servem para treinar a mente e descobrir o que é melhor para cada um.

 

A técnica é simples: basta fechar os olhos e deixar-se levar pela voz de um líder. Toca então uma campainha e o exercício começa. É sobretudo uma prática de respiração e concentração, onde se apela a que os meditadores imaginem sons, memórias e imagens. A seguir tem de se sentir os joelhos, os pés e os olhos. No final exige-se introspeção.

 

Há intervenientes que se queixam do barulho dos pássaros e do vento a bater nas árvores, o que evita a concentração total. Está visto que nem mesmo um exercício de meditação impede o pensamento.

 

Segue-se o exercício de compaixão. O líder apela a que sintam o chão e se esforcem por pensar nas pessoas com que cada um se relaciona.

 

Não posso, por mais que queira, dizer que os meus exercícios de meditação me tornem mais crédulo, ou mais bonito, ou até mais novo. Mas posso afirmar que fico com a impressão de que sim. Sou enérgica e intencionalmente simplório. Podem tentar roubar-me o dinheiro com impostos e imposturas, e a razão com mentiras e trampolinices, mas não podem, porque eu não deixo, extorquir-me a alma e os princípios.

 

E por mais que me esforce não consigo sentir compaixão pelos políticos vitalícios.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Domingo, 4 de Setembro de 2016

Polícia na exposição...

DSCF6762 - Cópia.JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 3 de Setembro de 2016

Músicos e sorrisos

DSCF6626 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 2 de Setembro de 2016

Sorrisos

DSCF6609 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 1 de Setembro de 2016

Poema Infinito (318): crescimento, redenção e desaparecimento

 

 

Edifico-te a voz, o corpo e o pensamento sílaba a sílaba, como se a primavera entrasse numa árvore pelos ramos e não pela raiz. Depois os pássaros cantarão por breve tempo dentro de ti e irão povoar novas solidões. O teu silêncio é branco e nele deixo impresso o rosto do meu desejo. Cruzamos as esquinas para preencher os espaços enquanto a tarde de domingo consente as frases do abandono. Abrem-se as ruas. Os sítios amados ficam demasiado precisos. O tempo veste-se com as linhas sinuosas do voo dos pássaros. Habitamos a ilha onde Deus guardou o seu silêncio. Os ventos agitam as estações, os rios correm fora das margens. Num pequeno reduto, as pegadas mais primitivas do divino desvanecem-se. A grande humildade dos homens transforma-se na pobre grandeza da humanidade. As palavras mais sinceras correm o risco de se desvanecerem no mar do tempo. Os amigos abandonam o cais e edificam uma nova babel do remorso. Somos todos caminhantes em busca de um lugar de peregrinação. Temos saudades da curva dos dias. Todos os poetas fitam a morte depois de sorrirem. Não acreditam em Deus mas sim na teoria geral da sua presença. Gostam de olhar sem serem olhados. Ensaiam os gestos do dia-a-dia, seguem as marcas que outros deixaram, sorriem quando as manhãs lhes parecem inocentes, complicam a tarde para não repetirem a noite. Por vezes, os sábados parecem não ter fim. Os meus passos caminham em direção à tua ausência. Nos campos, as searas amadurecem, os pombos arrulham, as cerejeiras florescem. A tua linguagem alcançou o idioma das giestas. Todos estes caminhos vão dar à infância. Se repararmos bem ainda conseguimos identificar a marca indelével dos teus pés. Não me lembro da tua partida, mas não consigo esquecer-me da tua ausência. Cada vez há menos lugar para nós na primavera. No paul dos malmequeres, os grilos repetem as noites. O outono já traz no bico o seu novo álibi. O céu ainda é o mesmo da minha infância. As estrelas ainda possuem o mesmo peso, as histórias ainda se escrevem percorrendo as mesmas ruas e os autocarros continuam a transportar a mesma lonjura e o mesmo pedaço de tempo. Defendo-me disso tudo, recolhendo-me no teu olhar. Os mistérios esgotaram os seus melhores enigmas, alguém deixou distraidamente abertas as gavetas que os guardavam. As linhas dividem agora a beleza do teu rosto. O teu olhar é mais exposto. As sombras são mais domésticas e os segredos mais ínfimos. Há sempre novos olhos abertos nas paredes do tempo. O mar dá volta à terra. Sobre a superfície do mar, Deus expande o seu olhar. Por isso a sua água é salgada. Crescemos dentro de casa à medida que a aldeia ia morrendo. Todos os dias se abriam as janelas. Todos os dias se fechavam. A terra invadiu as ruas. A terra invadiu as casas. Os animais agora são uma outra coisa. Tudo aquilo que não nos matou, redimiu-nos. A noite já não nos adormece, desperta-nos. As manhãs varrem as memórias. Os pássaros estão mais profundos. A luz antecede os anjos. As palavras dos anjos mordem o tempo. Deus morde os anjos. Do Livro subsistem as metáforas. As parábolas ficam mais distantes. Os diálogos de Deus estão repletos de silêncios. Os olhos dos filhos procuram as mães. Perto do fim, os gestos são mais decididos na sua inutilidade. Buracos de luz iluminam os evangelhos. Os camponeses já não semeiam o pão das palavras. O caminho da partida é o mesmo do regresso. Enchemo-nos de ausência. Cortaram definitivamente os choupos do meu caminho de infância. A solidão transformou-se numa epígrafe.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016

Sorrisos

DSCF6603 - Cópia.JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 30 de Agosto de 2016

Olhares e sorrisos

DSCF6597 - Cópia.jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 29 de Agosto de 2016

304 - Pérolas e diamantes: o trabalho e a filantropia

 

Entardece devagar, devagarinho. Como quem se refresca em pleno verão com uma brisa vinda do Brunheiro, leio no jornal que o João Teixeira, o João Freitas e o João Alves, os três alunos do Agrupamento de Escolas António Granjo, tiraram vinte valores no exame nacional de matemática.

 

O segredo reside, segundo estes jovens, no muito trabalho que fazem ao longo do ano, no esforço e na dedicação. No entanto, continuaram a fazer o que faziam nos seus tempos livres.

 

Como se isto não fosse proeza bastante, leio noutra edição d’A Voz de Chaves que a Bruna, a Célia e a Laura, também alunas do Agrupamento de Escolas António Granjo, conseguiram a mesma proeza: alcançaram nota 20 no exame nacional de matemática.

 

Por vezes as coisas fazem sentido. Os mitos também se abatem e os preconceitos também se desfazem.

 

O sol esconde-se por detrás dos pinheiros e dos carvalhos. As sombras nos bosques estendem-se pelos caminhos. Por fim param e desaparecem. Os raios de luz penetram no arvoredo e são filtrados através da folhagem, inundando os troncos com uma luz morna. Por cima de nós ergue-se o céu azul já pálido do crepúsculo. Algumas aves voam alto. O vento parou por completo.

 

Beberrico o meu gim tónico Nordés (versão leve) com água tónica Nordic, muito gelo, bagas de zimbro, casca de lima e um pedaço de folha de louro.

 

Tudo isto é bonito. Eu continuo entregue aos meus devaneios, ora amargos e por vezes doces (daí eu apreciar gim), próprios, segundo os escritores românticos, dos espíritos solitários.

 

Por vezes gosto de sonhar com a vida no campo. Lembro-me bem de um tio meu que parecia saído de um romance de Ivan Turguéniev, pois possuía um olhar doce, tinha os lábios enrugados, amava a natureza, especialmente de verão, pois era muito friorento, e era homem para expressar-se com toda a vulgaridade do mundo, dizendo coisas como esta: “Adoro ver cada abelhinha a transportar no seu corpinho, de flor em flor, o seu grãozinho de pólen…”

 

Conhecia quase todas as frases bempostas com que se socializava na época. Por isso acompanhava, com alguma perseverança, a evolução da literatura. Quase toda de cordel, por certo.

 

Gostava, no entanto, de se mostrar um leitor prático. Ouvi-lhe muitas vezes dizer que não se consegue alimentar um pintassilgo com cançonetas.

 

Também eu, qual Vassíli Ivánovitch, me vejo a trabalhar no meu jardinzinho, com árvores plantadas por mim, com frutos e bagas e flores e ervas medicinais.

 

Não me hei de despedir por hoje sem vos citar o velho médico militar russo reformado que, virando-se para os senhores jovens, lhes dá conta das suas cogitações.

 

“Como sabeis, deixei a prática, mas duas vezes por semana tenho que recordar os velhos tempos. Vêm-me consultar e eu não os posso pôr na rua. Acontece que os pobres me vêm pedir ajuda. E por aqui não há médicos. Há um vizinho, um major reformado, imagina, que também dá consultas. Eu pergunto: estudou medicina? Respondem-me: não estudou, não, ele é mais por filantropia… Ah-ah, por filantropia! Hem? Vejam só. Ah-ah! Ah-ah!”

 

Para homenagear quem devo, aqui fica a expressão latina suum cuique, que em português de lei podemos traduzir por a cada um o seu. E voilà tout.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 28 de Agosto de 2016

Alimentando a fogueira

JMD_4689 - Cópia.JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|

.Keith Jarrett - La Scala

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9



27
28
29
30


.posts recentes

. 308 - Pérolas e diamantes...

. Vidago - Palace

. paris

. Paris

. Poema Infinito (321): con...

. paris

. Paris

. 307 - Pérolas e diamantes...

. Na aldeia V

. Na aldeia IV

. Na aldeia III

. Poema Infinito (320): alf...

. Na aldeia II

. Na aldeia I

. 306 - Pérolas e diamantes...

. Aldeia sem homens

. Paisagem sem homens

. Homens no castelo

. Poema Infinito (319): fra...

. Homens na rua

. Homem à porta

. 305 - Pérolas e diamantes...

. Polícia na exposição...

. Músicos e sorrisos

. Sorrisos

. Poema Infinito (318): cre...

. Sorrisos

. Olhares e sorrisos

. 304 - Pérolas e diamantes...

. Alimentando a fogueira

. À roda dos potes

. Pinóquio em Vila Real

. Poema Infinito (317): sub...

. Burro com fome

. Vaca no repouso

. 336 - Pérolas e diamantes...

. Cabo da Roca

. Poses

. Cabo da Roca

. Poema Infinito (316): eni...

. Poses

. Olhares

. 302 - Pérolas e diamantes...

. Paris

. No cimo de Notre Dame

. Gárgulas II

. Poema Infinito (315): ale...

. Gárgulas I

. Notre Dame - Paris

. 301 - Pérolas e diamantes...

.arquivos

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

.tags

. todas as tags

.Visitas

.A Li(n)gar