Terça-feira, 31 de Janeiro de 2006

O que foge

2005_1126ChavesA11nov0029.JPG

Os ramos das videiras desenham quase sempre curvas verdadeiramente sinuosas.
Depois o fotógrafo deseja captar a luz solar que foge.
Foge a luz mas não foge a beleza simples dos dias e das noites.
Tento eternizar sentimentos.
Ficam-me nas mãos apenas saudades eternas.

publicado por João Madureira às 20:17
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006

Duas mil visitas

2004_0606Chavesdiversos0023.JPG

De mil em mil visitas pretendo publicar,
sempre que possível,
um autoretrato reflexivo quanto baste.
Aqui fica o segundo.
Estão de parabéns os visitantes.
Desculpem a cara de pau.

publicado por João Madureira às 19:21
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Olhar para poente

2005_1126ChavesA11nov0001.JPG

Põe-se o Sol lá para os lados do barroso.
Hoje enchi-me de olhar para o ar.
Passeei logo pela manhã em busca de um sorriso sincero.
Só encontrei rostos fechados.
Vão maus os tempos.
Vai mal a vida.
Anda desesperada a alma dos homens e mulheres de boa fé.
Outros tempos virão.
No entanto continuo a viajar sempre para outro lado.
Para o lado de lá.
Agora apetece-me descansar.
Revejo de olhos fechados as fotos que não tirei.

publicado por João Madureira às 19:04
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Domingo, 29 de Janeiro de 2006

Para além das nuvens

2005_1126ChavesA11nov0009.JPG

É o céu que nos deslumbra.
É o azul que nos equilibra.
É a beleza que nos destroi.
Uma imagem vale mais que mil palavras.
Para sempre.
Um olhar está para além do que é inteligível.

publicado por João Madureira às 18:23
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Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Vasos no telhado

2004_0605Chavesdiversos0081.JPG

Há falta de melhor, sobra sempre um espaço no telhado onde podemos colocar os vasos para que as plantas recebam a luz do Sol antes das outras.

publicado por João Madureira às 17:33
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2006

Almas roçando as paredes

2004_0605Chavesdiversos0071.JPG

Nunca me canso de passear pelas ruas antigas da minha cidade.
Há por ali tanta história, tanta memória, tanta ternura, que me esqueço de onde venho e para onde vou.
Voam sempre por ali almas ancestrais e saudosas.
Por vezes sinto-as tocando as paredes, as portas e as janelas.
Quase sempre lhes mando mensagens para os meus antepassados.

publicado por João Madureira às 19:19
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006

Público e Privado

2004_0605Chavesdiversos0026.JPG

O Jardim Público é hoje um espaço sitiado.
Sem espaço para se poder observar o Brunheiro.
Alguém colocou paineis opacos para reduzir as vistas de um espaço público.
Porque será?


publicado por João Madureira às 19:56
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

Utilidade

2004_0605Chavesdiversos0036.JPG

Quando o cansaço toma conta do nosso corpo é sempre bom ter um banco disponível para descansar.

publicado por João Madureira às 19:13
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2006

Verticalidade

2004_0605Chavesdiversos0069.JPG

Por vezes, quando olhamos para o céu vemos coisas insólitas, como é o caso destas telhas colocadas em posição vertical.


publicado por João Madureira às 19:35
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006

Folhas

2004_0605Chavesdiversos0010.JPG


Nas pequenas nervuras das folhas das árvores corre a seiva
que permite que cresçam.
São esses movimentos imperceptíveis
que possibilitam o milagre da vida na terra.
Esse é o movimento vital.

publicado por João Madureira às 19:46
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Domingo, 22 de Janeiro de 2006

Sou como um rio

2004_0605Chavesdiversos0018.JPG

Não interessa a quantidade de água.
Não nos limitam as margens.
Não nos mete medo a diferença.
Só nos incomoda a indiferença e a desistência.
Há sempre vida e futuro para além do que dizem os permanentes.
Quem não sabe sair a tempo pode ser levado pela enxurrada.
O futuro é sempre plural.
Viva a Madalena.



publicado por João Madureira às 21:53
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Sábado, 21 de Janeiro de 2006

Anjos nas alturas

2004_0605Chavesdiversos0054.JPG

Anjos de pedra não voam.
Para eles o céu fica sempre alto de mais.






publicado por João Madureira às 19:00
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Bónus

2004_0605Chavesdiversos0003.JPG

Um repuxo de água em Chaves é uma redundância.
Como estamos em período de reflexão eleitoral, aqui fica a água que não presta para consumo mas que serve para nos transmitir uma mensagem de inutilidade compulsiva.
Existe sempre algo de mais profundo que uma ideia consentida, e é esse o sentimento de utilidade democrática.
A nossa liberdade existencial leva-nos sempre à liberdade como condição humana.
Há sempre algo que se move mesmo quando a inquisição pretende o contrário.
Glorifiquemos a poesia e a liberdade de expressão.

publicado por João Madureira às 16:50
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006

Erva ruim

2004_0605Chavesdiversos0017.JPG

Cescem ervas daninhas nos nossos campos.
Mas, mesmo belas, essas ervas não deixam de ser nocivas.

publicado por João Madureira às 20:25
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006

No comboio descendente

2004_0605Chavesdiversos0019.JPG

Acordei atordoado.
Passei toda a noite a sonhar com o comboio em que ia passar férias ao litoral e regressava cheio de saudades e de certezas no futuro da minha terra.
Uma andorinha não faz a Primavera.
Nem um pardal povoa uma terra.
Alguém vai ter que responder pelo assassinato do interior.
Estou em crer que há muita gente na política verdadeiramente implicado.
A seu tempo a verdade será evidente.

publicado por João Madureira às 21:03
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2006

Folhagem

2004_0605Chavesdiversos0011.JPG

Ainda não vai lá muito tempo e estas escadas estavam constantemente a ser subidas e descidas por adultos e crianças.
Agora sentem saudades desses tempos.
Os proprietários foram para o Litoral, lá para o Sul, ou Centro.
Aqui os que restam definham na inércia da cidadania.
Os que vão já não voltam.
A terra fica dorida e só.
Só nos resta morrer sozinhos.

publicado por João Madureira às 19:41
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2006

Dispersar o 20

2004_0605Chavesdiversos0013.JPG

Estou à tua porta e tu foste para Lisboa.
Passo à tua porta e toco na campainha.
Depois dizem-me que já não há pachorra para aturar os chatos da província.
Alguém vai ter que proteger a terra dos nossos antepassados.
Serás tu?
Vais e vens de jipe, vais e vens, vais e vens, vais e vens... vais.
Já não vens.
Será que fazes cá falta?

publicado por João Madureira às 22:06
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006

Batentes e ausentes

2004_0605Chavesdiversos0073.JPG

Nesta casa já há muito tempo que ninguém bate à porta.
Os seus donos foram para o litoral, lá para o sul.
Vêm cá de ano a ano e ficam na casa de familiares.
Dizem que têm saudades desta sua terra.
Mas, lá no fundo, estão sempre a suspirar por ir embora.
A província é uma chatice.
Aqui já as aranhas puseram a sua mensagem.

publicado por João Madureira às 19:04
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Domingo, 15 de Janeiro de 2006

Espaços abandonados

2004_0605Chavesdiversos0001.JPG

Penso nos seres humanos que se aqueceram com o calor do sol acumulado dentro deste alpendre.
Agora aquecem-se lá as aranhas e outros pequenos animais.


publicado por João Madureira às 18:44
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Vazios

2004_0605Chavesdiversos0047.JPG

Já ninguém se senta nos bancos do jardim em tempo de lazer.
Já não há lazer, só a fazer.
Já não há fazer, só há dizer.
Já não...


publicado por João Madureira às 03:05
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006

Onde páram as pessoas?

2004_0223exp0007.JPG

Vou por aí a baixo e não vejo ninguém.
Só os gatos se enrolam no seu ronronar incomodativo.
As pessoas foram todas embora.
Agora dizem que têm saudades da terra.
Mas uma terra não vive de saudades.
Um território povoa-se com gente, não com memórias.
Chaves merecia melhores filhos, mas parece que só tem enteados.



publicado por João Madureira às 22:10
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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006

No centro do nosso final anunciado

2004_0605Chavesdiversos0087.JPG

O interior da cidade de Chaves cada vez se degrada mais.
Já não há pessoas. Foram todas para fora.
Muitas delas ainda se agarram às memórias.
Só que essas brumas cada vez são mais etéreas.
São as ruínas do interior.
Já não há pessoas. Foram todas para Lisboa.
Até os cemitérios ficam abandonados.




publicado por João Madureira às 21:51
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006

Levantar a cabeça

2004_0605Chavesdiversos0053.JPG

Olha-se para cima e vemos flores, janelas e um céu demasiado azul.

publicado por João Madureira às 22:08
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

Olhar descendente

2004_0605Chavesdiversos0058.JPG

A Ponte Romana de Chaves é um lugar privilegiado
para se observar o lento deslizar das águas do Tâmega.

publicado por João Madureira às 19:27
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2006

Voos

2004_0605Chavesdiversos0006.JPG

Este é um dos primeiros voos dos aeroplátanos flavienses.

publicado por João Madureira às 19:12
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Domingo, 8 de Janeiro de 2006

Subtilezas

2004_0605Chavesdiversos0016.JPG

Enaltece-me...
Não me de"grades".

publicado por João Madureira às 17:44
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Sábado, 7 de Janeiro de 2006

Ascendências

2004_0605Chavesdiversos0031.JPG

Plátanos que sobem e descem.
O azul é o fundo eterno.

publicado por João Madureira às 20:28
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2006

Tristeza

2004_0605Chavesdiversos0048.JPG

Num dia triste, uma ponte triste olha para um rio triste.
Parece que nada mexe, nem a água que corre debaixo dos arcos se dá conta do seu mínimo deslizar.
Amanhã é outro dia.
No entanto a ponte é a mesma. Só que esta água já não passará segunda vez debaixo destes arcos.

publicado por João Madureira às 22:35
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

Inícios

2004_0605Chavesdiversos0008.JPG

No início uma árvore frondosa parece um singelo arbusto.
Depois cresce.
É então quando a árvore toma conta de si própia.
Finalmente a árvore expande-se e triunfa.
É o triunfo do verde. É o triunfo dos verdes. É o triunfo da natureza.




publicado por João Madureira às 22:32
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006

A casa mais a ponte

2004_0605Chavesdiversos0055.JPG

Se observarem bem, existe um galo de latão lá bem no cimo do telhado.
São os pormenores que tornam a vida interessante.

publicado por João Madureira às 19:41
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