Sexta-feira, 31 de Março de 2006

Simplicidade

2004_0918chavestarde20015.JPG

Uma casa rés-do-chão pintada de branco e com telhado de telha vermelha é um símbolo bem nosso
É uma coisa bonita. Simples. Concreta.
A beleza das construções é sincera.
A beleza dos seres humanos quase sempre é uma encenação.
Por vezes confundimos as coisas.
Ostentamos casas e empobrecemos a vida.
Falta-nos juízo. Que, ao contrário do que muitos pensam, é uma coisa abstracta, mas que nos faz muita falta na vida concreta de todos os dias.

publicado por João Madureira às 19:28
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Quinta-feira, 30 de Março de 2006

4000 visitas

2004_1005interioresq0041.JPG

Aqui fica mais um auto-retrato do “artista”.
Desta vez tendo por fundo um quadro do pintor Rui Rodrigues intitulado “Fernando Pessoa Engripado”.
A todos os que por aqui navegam votos de um desejado retorno.

publicado por João Madureira às 19:40
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 29 de Março de 2006

Elegância

2004_0918chavestarde20009.JPG

Há qualquer coisa de enigmático neste selecto e característico edifício da Rua de Santo António.
Tem algo que o torna singular no património arquitectónico da nossa cidade.
A altura e a elegância do conjunto de habitações provocam perturbações a quem as observa de perto.
Mas, mais do que as descrever, o melhor é sempre observá-las.
Este é mais um dos ícones flavienses que nos identifica e nos orgulha.

publicado por João Madureira às 18:52
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 28 de Março de 2006

O murmúrio dos muros

2004_1218torrervededo0009.JPG

Têm os muros velhos pedras há muito buriladas.
E também têm musgo e ervas e lagartixas, nos seus interstícios.
Por ali pousam alguns pássaros aflitos quando voam à procura de comida.
Por ali bate o sol em tardes frias de Outono.
É então quando os gatos esquecidos dos mimos vão à procura de caça.
Gritam os homens imprecações para os animais que se atrasam na ida para os lameiros.
As mulheres ouvem-nos ao longe e estremecem de inquietação.
As crianças correm rua abaixo para assistir à morte de um animal.
Choram as viúvas tempos idos.
Uma cabra questiona o pasto.
O pastor volta do ribeiro e começa a tocar uma flauta feita por si.
Alguém chora de desalento.
A tristeza morre-lhe nos olhos cansados de indiferença.
Degolaram a animação.
Só nos resta morrer aos bocados como os sonhos em tempo de guerra.

publicado por João Madureira às 20:24
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 27 de Março de 2006

Inclinações

2004_1218torrervededo0074.JPG

Tudo é uma questão de imagem.
As imagens põem tudo em questão.
Uma boa questão vale mais que mil imagens.
Uma boa imagem vale mais que mil palavras.
Palavras leva-as o vento.
Mas o vento costuma transportar folhas e pólen.
Os poetas costumam semear nele trovas.
Mas as trovas não são imagens.
As trovas são versos que se imaginam mensagens.
E para que serve uma mensagem?
Para que se escreve uma trova?
Porque se tira uma fotografia?

publicado por João Madureira às 20:19
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 26 de Março de 2006

Homenagem a Claude Monet

aaa.JPG

Monet (1840-1926) começou como ilustrador e caricaturista, actividades em que alcançou certa fama quando ainda era praticamente adolescente.
Em 1856 conheceu o pintor francês Boudin, que além de iniciá-lo nas técnicas da pintura paisagística ensinou-o a pintar ao ar livre, para captar melhor as cores e a luz. Três anos depois, mudou-se do Havre, onde vivia com os pais, para Paris, começando a estudar na Academia Suíça. Alguns anos mais tarde cursou a Escola de Belas-Artes, no atelier de Gleyre, onde fez amizade com Renoir, Sisley e Bazille. Depois de uma tentativa de suicídio em 1868, Monet viajou para Londres com Renoir, fugindo da guerra com a Prússia. Lá conheceu
Daubigny, e por meio dele o marchand e dono de galeria Durand-Ruel. Os seus quadros de Londres reflectem o interesse do jovem pintor pela pintura oriental e pela fotografia.
O espaço e a perspectiva são obtidos pela contraposição de estruturas geométricas e um intenso contraste cromático. Depois da apresentação em Paris, em 1874, do seu quadro Impressão, Sol Nascente (1869) ele e todo o seu grupo de amigos foram mencionados por um conhecido crítico de arte como impressionistas e mais depreciativamente como "a turma de Monet".
Aos poucos, foi abandonando as tonalidades escuras e tenebrosas de suas primeiras obras e adoptou uma paleta de cores frias e ao mesmo tempo transparentes. Em Argenteuil, passa a pintar com Sisley e Pissarro, tanto no Inverno quanto no Verão. Além das paisagens, tentou incluir motivos da vida moderna, como as locomotivas. Deu início também aos seus célebres quadros de catedrais, de contornos quase inexistentes, em que a forma é dada pela reprodução da luz e da cor.
A síntese de sua obra são os quadros que compõem a série Ninféias, especialmente o Tanque dos Nenúfares. Monet foi o mais puro representante do espírito impressionista.
Origem: www.historiadaarte.com.br

publicado por João Madureira às 20:41
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Sábado, 25 de Março de 2006

Implusão

2004_0918chavestarde0029.JPG

O que mais nos angustia é o sentimento do perdão.
Ali onde o olhar assenta fixa-se a consciência do transitório da vida.
Nascer para morrer é uma precisão dos humanos, mas essa é também a nossa maior desventura.
Entretanto vamos desdizendo virtudes, amalgamando sentimentos, descolorindo fantasias.
Afinal o que é que sobrevive depois disto tudo?
Os nossos olhos serão devorados.
E é neles que percebemos toda a perturbação da beleza.
Por agora fixamos a inconsciente comoção da plenitude.

publicado por João Madureira às 21:45
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 24 de Março de 2006

O sagrado e o profano

2004_0918chavestarde0020.JPG

Lá no alto voam as pombas. Depois, as persistentes aves pousam sobre o granito trabalhado.
Pedem os homens misericórdia aos que não têm perdão.
Deus faz-se distraído. Mas olha. Isto é, se existe.
Se não existe, não há nada quem castigue os que em seu nome praticam actos negadores de humanidade.
Voam e desviam-se as pombas.
O Espírito Santo redimensiona-se e volatiliza-se em contacto com a ignomínia.

publicado por João Madureira às 19:26
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quinta-feira, 23 de Março de 2006

Sentir o olhar

2004_0918chavestarde0090.JPG

No cimo de algumas habitações na parte velha da cidade existem sótãos que alegram a vista de quem tem a paciência de olhar para eles com olhos de ver.
É aí onde o Sol aquece os gatos logo pela manhã. Ou seca alguma roupa, ou alguns frutos.
Também é aí que algumas plantas vão vivendo a sua enclausurada existência.
Nada que não tenha remédio.
Nas noites de Verão ainda é aí onde se sente a brisa mais fresca da noite.
Quando os pássaros pousam no telhado, os seus cânticos inebriam os velhos e os novos.

publicado por João Madureira às 21:16
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 22 de Março de 2006

Fina estampa

2004_1031feirasantos50005.JPG

Na feira podemos encontrar de tudo.
Este kitsch artístico tem a sua dose de gentileza.
Nele podemos observar vários ícones religiosos misturados com quadros retratando mulheres voluptuosas e, porventura, pecadoras; paisagens que não existem e meninos chorando provocadoramente para dentro da nossa sensibilidade.
Tanto podemos adquirir um Cristo sofredor, como uma santa pura e virginal, como, ainda, uma Nossa Senhora com um aro iridescente à volta da cabeça.
O mau gosto para uns é uma obra de arte para outros.
Então se tudo for relativo, lá se vai a nossa educação artística por água abaixo.
E até nos é bem feita.
Considero que estas ilustrações estão para a arte assim como o engenheiro Sócrates está para o socialismo.
E até nos é bem feita por acreditar em quem já não crê nos portugueses que o elegeram.
Tristes dias nos esperam.
A adversidade tem o condão de fortalecer o espírito e de separar o trigo do joio.
Mas se não há bem que não acabe, também não há mal que sempre dure.

publicado por João Madureira às 20:48
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 21 de Março de 2006

Árvores alinhadas

2005_1126ChavesA11nov0004.JPG

O intrincado dos ramos nus das árvores desenha sempre linhas interessantes.
Sem folhas, as árvores reduzem-se ao essencial.
Gosto até mais de as ver assim: erectas, nobres, em descanso, reproduzindo e guardando a seiva que lhes possibilita acordar na próxima Primavera.
É por isso que as árvores morrem de pé.

publicado por João Madureira às 19:13
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 20 de Março de 2006

Mas que cruz!

2004_0918chavestarde0062.JPG

Num poema de Fernando Pessoa o Espírito Santo é associado a um pombo.
Pois também é essa a sensação que tenho quando olho para esta fotografia.
O Espírito Santo, cansado do tempo eterno, descansa mesmo em cima da cruz.
E a Cruz é também um sinal bem intenso do tempo que nos toca viver.
Se lá por fora nos fica a impressão que chove, o pressentimento dentro de casa é que, com este Governo, troveja. E forte.

publicado por João Madureira às 20:01
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 19 de Março de 2006

Folhas

2004_1208chavesDezPonteRio0001.JPG

Ali estão as folhas que me embalam os olhos.
Parecem mortas, mas apenas descansam.
Antecipo o prazer de as pisar.
Sei que elas não se importam.

publicado por João Madureira às 19:42
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 18 de Março de 2006

não entres tão depressa nessa noite escura

noite.JPG

Ando a ler o romance de António Lobo Antunes com o título acima respigado.
Antes de tudo, este escritor português remete-nos quase sempre para o genial William Faulkner, autor do extraordinário romance “Absalão, Absalão!”
O António é um escritor de dimensão mundial e sem pretensões moralistas, bem ao contrário de José Saramago, o eterno homem-deus que anda sempre a lembrar-nos que todos somos cegos, menos o próprio e meia dúzia de comunistas iluminados.
A cada um as suas idiossincrasias.
Do espanhol Saramago prefiro, desde logo, a sua personagem Blimunda ao autor do “Ensaio Sobre a Cegueira”.
Não seria a primeira vez que um imprudente chegava à conclusão de que ser cego é não enxergar.
Mas não há pior cego do que aquele que não quer ver.

publicado por João Madureira às 19:40
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 17 de Março de 2006

Outro dia será

2004_1208chavesDezPonteRio0016.JPG

Há gente que está sempre do lado de lá.
Do outro lado da margem.
Ou se não estão querem, ou aspiram, a estar.
Estar ou não estar é sempre um dilema.
O que ele tem de especial é o seu sentido absoluto de insatisfação.
Por isso quando se está do lado de cá o nosso maior desejo é atravessar o rio e chegar ao lado de lá.
Estamos sempre cá e lá.
Lá e cá.
Só os loucos respiram a beleza desta insatisfação.
Os outros suportam-na ou rejeitam-na compulsivamente por causa da fatalidade das coincidências.
É a loucura objectiva das margens.
Hoje só nos resta indefinir sombras.

publicado por João Madureira às 21:01
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 16 de Março de 2006

O paradoxo da vida

2004_0918chavestarde0084.JPG

Há na vida dos seres humanos um paradoxo intransponível.
Passamos uma vida inteira a aprender e quando o nosso conhecimento está amadurecido, morremos.
Passamos uma vida a armazenar informação, a desenvolver a nossa cultura e quando já temos o nosso saber devidamente desenvolvido, quando já temos a serenidade da sabedoria e da experiência, eis que a morte se aproxima e transforma aquilo tudo em nada.
Para a vida ter sentido o processo devia ser ao contrário: nascermos culturalmente desenvolvidos, cheios de sabedoria e, a pouco e pouco, atingir o estado inocente de a conseguir desprezar.
Assim a fenecimento tinha sentido e morríamos ignorantes, mas em estado puro.
Tudo se tornava mais inteligível, alguma coisa passava a ter sentido

publicado por João Madureira às 20:06
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 15 de Março de 2006

Passa por cá um rio

ponte ar.JPG

Passa por cá um rio que nos acaricia os olhos cansados já de ver nos objectos noticiadores tanta melancolia, tanta violência e tanta crueldade.
Nas suas águas reflectem-se sentimentos múltiplos, esperanças esgotadas e desejos esquecidos.
Passa por cá um rio que já vai sendo eterno de tanto penar.
Todos os que aqui vivem se alimentam da sua calma e ininterrupta presença.
Todos lhe devemos amor e veneração.
Ele nada pede, mas sente a falta dos que o amaram como a um filho.

publicado por João Madureira às 20:03
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Terça-feira, 14 de Março de 2006

Homenagem a Jackson Pollock

2004_0605Chavesdiversos0088.JPG

Jackson Pollock, (28 de Janeiro de 1912 – 11 de Agosto de 1956) foi um importante pintor dos Estados Unidos da América e referência no movimento do expressionismo abstracto.
Pollock nasceu em Cody, no estado de Wyoming. Começou os seus estudos em Los Angeles e depois mudou-se para Nova Iorque. Desenvolveu uma técnica de pintura, criada por Max Ernst, o 'dripping' (gotejamento), na qual respingava a tinta sobre suas imensas telas; os pingos escorriam formando traços harmoniosos e pareciam entrelaçar-se na superfície da tela. O quadro "UM" é um exemplo dessa técnica. Pintava com a tela colocada no chão para se sentir dentro do quadro. Pollock parte do zero, do pingo de tinta que deixa cair na tela elabora uma obra de arte. Além de deixar de lado o cavalete, Pollock também não mais usa pincéis.
A arte de Pollock combina a simplicidade com a pintura pura e suas obras de maiores dimensões possuem características monumentais. Com Pollock, há o auge da pintura de acção (action painting). A tensão ético-religiosa por ele vivida impele-o no sentido dos pintores da Revolução Mexicana. A sua esfera da arte é o inconsciente: os seus signos são um prolongamento do seu interior. Apesar de ter o seu trabalho reconhecido e com exposições por vários países do mundo, Pollock nunca saiu dos Estados Unidos. Morreu num acidente de carro em Agosto de 1956.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

publicado por João Madureira às 20:53
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 13 de Março de 2006

Espera perpétua

2004_1208chavesDezPonteRio0022.JPG

Reflectem-se as casas e as árvores nas águas do rio.
Os anjos de pedra da igreja contemplam estupefactos a Veiga de Chaves.
Lá ao longe descobrem ninhos e pássaros atormentados pela fuga das pessoas para a cidade.
Nas estradas circulam os carros sempre para um lado e para o outro. Sem descanso. Sem rumo. Sem sentido.
Impávida e serena, a Ponte Romana deixa passar as pessoas por cima da água sem se molharem.
Nada mais quer. Nada mais deseja.
Só lhe resta esperar pela placidez bárbara dos tempos.

publicado por João Madureira às 19:23
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 12 de Março de 2006

Alegoria cinco

janelo bl.JPG

Este é um janelo também tipo marxista-leninista, variante trotskista, versão Bloco de Esquerda.

publicado por João Madureira às 19:36
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 11 de Março de 2006

Alegoria quatro

janelo1.JPG

Este é um janelo estilo marxista-leninista, versão PCP.

publicado por João Madureira às 18:53
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|
Sexta-feira, 10 de Março de 2006

Alegoria três

2004_0605Chavesdiversos0077.JPG

Esta é a janela em que o engenheiro Sócrates nos enfiou.

publicado por João Madureira às 19:31
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 9 de Março de 2006

Alegoria dois

2005_1126ChavesA11nov0011.JPG

Esta é a janela que o engenheiro Guterres… (perdão) Sócrates nos prometeu.

publicado por João Madureira às 23:12
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 8 de Março de 2006

Alegoria um

2004_0605Chavesdiversos0070.JPG

Esta é a janela que o Estado Novo nos legou.

publicado por João Madureira às 19:11
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Terça-feira, 7 de Março de 2006

De um lado para o outro

foto.JPG

O pensamento é como o vento.
Por vezes entretemo-nos a pensar.
Vamos e vimos.
A vida, dizem-nos, é movimento.
Todos os dias nos transferimos de um lado para o outro.
Pensamos num objectivo, pomos pés ao caminho e lá vamos nós.
Vimos e vamos.
Andar é como pensar.
E pensar é como voar.

publicado por João Madureira às 20:01
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 6 de Março de 2006

O casario

2004_0918chavestarde20016.JPG

O casario tem a beleza geométrica das coisas construídas com cuidado.
Tem bonitas janelas, portas bem debruadas, conceitos estéticos muito coerentes.
Vê-se que por detrás houve um desígnio harmonioso.
Lembramo-nos bem de por aqui namorar deambulando pela brisa da tarde.
Lembramo-nos bem de correr por aqui para irmos tomar banho ao Tâmega.
Em grupos discutíamos música, literatura, meninas e apontamentos de estudo.
Olhávamos longe a definição insistente do futuro.
Não queríamos o futuro.
Só sonhávamos em não perder o presente.
E por vezes o presente era um deslumbramento perseguidor em forma de rapariga fantasista e apetecível.
O cinema punha-nos malucos.
E isto foi antes da política, que veio distorcer-nos a compreensão da realidade.
A revolução era um filme estrábico que nos deixou desavindos.
Agora que a calma nos acalma, voltamos a sonhar com tardes passeando pela brisa da memória.

publicado por João Madureira às 20:49
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 5 de Março de 2006

O início

2004_0821luzia0018.JPG

Um olhar foi sempre um momento de encontro.

Um olhar é um ponto infinito no infinito da Humanidade.
Um olhar é um Universo.
Um Mundo no Mundo

Então um olhar autêntico é o princípio do Mundo…se há Mundo.

Creio que se existe Mundo o seu primeiro movimento foi um olhar.

publicado por João Madureira às 18:06
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 4 de Março de 2006

Beleza indómita

2004_0918chavestarde0078.JPG

As ruas da Chaves Medieval possuem o charme circunspecto da beleza indómita.
Por mais desvios que se façam tudo volta a ter os contornos do entendimento altruísta da ancestralidade.
Voam os pássaros, deslizam as nuvens, passeiam as crianças, desentorpecem as pernas os mais idosos. E, apesar disso, a vida discorre suavemente sobre as pedras da calçada.
Tenho a estranha impressão de que se desfalece sempre que se ama.

publicado por João Madureira às 22:10
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Sexta-feira, 3 de Março de 2006

3000 visitas

2004_0606Chavesdiversos0032.JPG

Por causa dos três milhares de visitas ao TerçOLHO, aqui fica novo autoretrato do "artista" com porta e espelho.

publicado por João Madureira às 21:09
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Deslizamento

des.JPG

Há na geometria das lâminas um jogo tão perfeito que chega a incomodar.
Molda-se a substância para proteger os espaços da visão desabusada dos transeuntes.
Depois os pregos perfuram as chapas sem meditações.
Escorregam os olhares na virtude arrepiante da moldagem.
Pressentimos que a beleza, mesmo fleumática, é beleza, mesmo que o não pareça.

publicado por João Madureira às 19:56
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

.Keith Jarrett - La Scala

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9



30
31


.posts recentes

. 344 - Pérolas e diamantes...

. São Sebastião - Vilarinho...

. São Sebastião - Couto Dor...

. Couto de Dornelas (III)

. Poema Infinito (356): O a...

. São Sebastião - Couto Dor...

. S. Sebastião - Couto de D...

. 343 - Pérolas e diamantes...

. A gaivota (III)

. A gaivota (II)

. A gaivota

. Poema Infinito (355): O n...

. Maresias (II)

. Maresias

. 342 - Pérolas e diamantes...

. HAZUL - Porto

. The Augustus no Porto

. A ponte é uma miragem...

. Poema Infinito (354): Um ...

. Interações

. Diversões...

. 341 - Pérolas e diamantes...

. Assando sardinhas - S. Jo...

. Ribeira - Porto - S. João...

. Porto - Ribeira - São Joã...

. Poema Infinito (353): O e...

. Ribeira - Porto - S. João...

. Estação de S. Bento - Por...

. 340 - Pérolas e diamantes...

. Cabo da Roca

. Cabo da Roca

. Cabo da Roca

. Poema Infinito (352): Out...

. Na exposição

. Cavalos no Barroso

. 339 - Pérolas e diamantes...

. Janela

. Eira

. Garrafeira

. Poema Infinito (351): A c...

. À porta

. Reflexos

. 338 - Pérolas e diamantes...

. A vendedora de fumeiro

. O sapateiro

. O barrosão

. Poema Infinito (350): Inv...

. O camarada

. O artesão

. 337 - Pérolas e diamantes...

.arquivos

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

.tags

. todas as tags

.Visitas

.A Li(n)gar