Domingo, 30 de Abril de 2006

Divergência dos olhares

2004_1031feirasantos50019.JPG

A visão é um dos prodígios da natureza.
Olhar deve constituir a transcendência da percepção humana.
Quando olhamos fixamos as formas distintas dos acontecimentos que nos envolvem.
Se todos olham para um sítio diferente significa que os motivos são diversos e cada um olha para onde quer.

publicado por João Madureira às 19:25
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Sábado, 29 de Abril de 2006

O véu enganador

2004_0918chavestarde0064.JPG

Há um peso insustentável na percepção humanística da religião.
Qualquer coisa como um véu que se torna demasiado pesado por muito leve que pareça.

Dizemos sempre que vamos construir qualquer coisa quando apenas pensamos em destruí-la.

É a este sentido destrutivo dos humanos que Deus é incapaz de pôr cobro.

Esperar para ver não é uma atitude sábia.
Quem entrará no reino dos Céus?

publicado por João Madureira às 19:05
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Sexta-feira, 28 de Abril de 2006

O bordar do tempo

2004_1005interioresq0019.JPG

Lá fora a brisa agita as folhas novas das árvores, os pássaros cantam entusiasmados e os insectos dirigem-se aos seus sítios de eleição.
Dentro da sala alguém lê um livro de poemas de Herberto Hélder.
As cortinas estão calmas filtrando a luz do poente.
Miles Davis toca a sua trompete em surdina e o Mundo gira como de nada fosse com ele.
A quietude, por vezes, é um bálsamo para o espírito.

publicado por João Madureira às 20:47
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Quinta-feira, 27 de Abril de 2006

Com as orelhas a arder

2004_1031feirasantos50007.JPG

Quem quer um par de brincos para enfeitar as orelhas?

Tanto nos enfeitamos por fora que nos separamos cada vez mais da beleza interior, bem mais importante mas muito pouco estimada, estimulada e defendida.

Não subsistem dúvidas de que vivemos numa sociedade de pieguices, de indumentárias minimais, de conceitos ocos, de solidariedade zero.

O que distingue os seres humanos dos outros animais é a sua capacidade de viver a dor alheia como se fosse sua.
Só que agora parece que existe uma amnésia colectiva que vai deixando nas mãos de quem passa uma indiferença destrutiva, uma hipocrisia redutora, um individualismo seco.

Vão os tempos duros para quem sofre.

Vai a vida boa para os agiotas.

publicado por João Madureira às 19:42
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Quarta-feira, 26 de Abril de 2006

A magia do olhar

2004_0918chavestarde0093.JPG

Ao olhar simples de uma criança tudo parece mágico.

É mágica a pomba que voa sem cair.
É mágica a nuvem que se desloca sem motivo aparente.
É mágico o movimento dos automóveis.
É mágico o brilho dos olhos da mãe.

Deslumbrado, o menino ajoelha-se para ver as ervas crescer.

Depois pára e chora por não se lembrar como se chama a menina que lhe tirou o chupa-chupa.


publicado por João Madureira às 18:53
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Terça-feira, 25 de Abril de 2006

Recolher o momento

DSCF0021.JPG

É ao crepúsculo que se inventa a simbiose entre o dia e a noite.
Olhamos para o céu e só vemos beleza eterna, sempre idêntica, mas sempre diversa.
É este o momento específico dos amantes da paz.
Cortam as nuvens o azul específico da luz que nos vai deixar.
Voam os pássaros a meia altura para inventarem os vestígios do seu canto.
Os insectos lamentam-se estridentemente pousando na erva daninha que rebenta a terra inculta.
Os derradeiros raios solares divagam em curvas obsessivas pela metafísica dos elementos.
Faz-nos falta imaginar a blandícia profunda das nuvens.
Até amanhã.
Agora vou com as sombras.

publicado por João Madureira às 19:14
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Segunda-feira, 24 de Abril de 2006

Viva a música

2006_0423brotas10098.JPG

Ontem, por vício e por rotina, desloquei-me até ao recinto da festa da Senhora das Brotas.
Como quem não quer a coisa, pus-me a escutar a Banda dos Pardais.
A impressão com que fiquei é que actualmente soam mais afinados.
Também reparei nos muitos jovens e crianças que lá tocam. É bom sinal. É indício de que tem futuro.
Fiquei a saber que estrearam nesta sua actuação nova farda. Agora a normal é azul escura com camisa branca e quépi azul, alternando com uma de gala composta por casaco azul-escuro, calças, camisa e quépi branco.
Mas o que me doeu foi o facto de, sendo eu um amante da música, ser incapaz de ler uma pauta razoavelmente ou sequer tocar um instrumento, por simples que seja.
Sou um frustrado. E já não tenho remédio.
O que me consola é que já há na família quem perca (ganhe) algum tempo com a interpretação musical e toque um instrumento com alguma qualidade.
Do mal, o menos.

publicado por João Madureira às 19:34
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Domingo, 23 de Abril de 2006

Nossa Senhora das Brotas

2006_0423brotas20006.JPG

Esta festa realiza-se anualmente no domingo e na segunda-feira de Pascoela. É, ao que julgamos, a mais antiga das festas populares de Chaves e arredores.
Segundo Ribeiro de Carvalho, as despesas do culto eram em tempos cobertas pelos pequenos recursos de uma confraria, com a invocação da Senhora das Brotas, cuja instituição devia ser muito antiga, pois num documento então existente na capela constava que em 1682 essa irmandade se achava de facto extinta “por terem falecido todos os irmãos que a constituíam”.
Depois essa atribuição passou para outras mãos.
Mas donde virá a origem desta devoção?
Ainda segundo Ribeiro de Carvalho, a festa das Brotas é uma simples transformação, ou adaptação ao cristianismo, das festas pagãs que em honra de Ceres, deusa da agricultura, se celebravam na antiguidade.
Na nossa língua a palavra “brotar” tem, entre outros significados, o de “germinar”. Parece ter sido desse verbo que se formou a palavra “brotas”como designação da fecundidade da Primavera quando os campos se enchem de gomos, rebentos e espigas.
O que sim sabemos é que este culto religioso se tem mantido até aos dias de hoje e que na segunda-feira muitos dos flavienses vão até ao forte de S. Neutel comer as suas merendas constituídas principalmente por folar, cordeiro, leitão… ou rancho, para os mais tradicionalistas.

publicado por João Madureira às 19:56
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Sábado, 22 de Abril de 2006

Pedras no tempo

2004_0605Chavesdiversos0057.JPG

Os homens escrevem no granito para perpetuarem as suas mensagens e as suas memórias.
O tempo também escreve nas pedras com a erosão do clima e com o desgaste da chuva, do vento e dos líquenes que se lhes agarram com uma firmeza contínua.
São redondas as pedras mais importantes para assim poderem rodar melhor na passagem dos séculos, apontando aos céus a sua dimensão indefinida.
Acariciar uma pedra com o olhar entusiasmado de preceptor humano é um prazer imenso.
Nada nos falta quando acariciamos uma pedra quente pela luz do sol.
Afinal é o sol que nos torna possíveis.
Os seres humanos precisam de sol, água e ar.
As pedras dispensam isso tudo.
São constantes em períodos perturbados.
São doutro tempo.

publicado por João Madureira às 17:42
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Sexta-feira, 21 de Abril de 2006

Parece que vai chover

2004_1031feirasantos50008.JPG

Começam a cair os primeiros pingos de água, mesmo que não queira vou ter de abrir o guarda-chuva.
Dói-me a paciência de tanto subir e descer… de tanto encontrão.
Esperem aí que já volto.

publicado por João Madureira às 23:06
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Quinta-feira, 20 de Abril de 2006

O Guerreiro Imaginário

2004_0918chavestarde0051.JPG

Os altaneiros guerreiros vigiavam lá do alto do castelo as investidas do inimigo.
Enquanto olhavam o vale com preocupação pensavam na sua amada que deveria andar a tratar dos porcos, a dar de comer às galinhas e aos coelhos, a dar de mamar aos filhos pequenos e a cantar alegremente uma canção de roda.
O guerreiro sentindo o vento a acariciar-lhe o rosto sonhava em salvar o rei numa batalha, acto que lhe devia proporcionar uma ascensão rápida na corte.
Lá ao longe os burros zurravam e espojavam-se no chão sentindo a fêmea por perto.
Tudo se embrulhava terrivelmente enquanto o céu se carregava de nuvens negras, caíam os relâmpagos e ribombavam os trovões por todos os lados.
Sentindo as pedras da fortaleza tremer, o guerreiro então tremia e rezava muito a Santa Bárbara.
A sua esposa, em casa, pressagiando o perigo do guerreiro rezava fervorosamente a S. Caetano.
No berço, o bebé chorava por causa do barulho dos trovões.

publicado por João Madureira às 20:38
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Quarta-feira, 19 de Abril de 2006

A amargura nítida das margens da noite

2004_1208chavesDezPonteRio0056.JPG

É a noite eterna amiga dos solitários.
O rio ali ao lado consome incêndios interiores.
Invejam os pássaros a volúpia dos humanos.
Descobrimos alternativas proféticas nos ramos das árvores.
Incendeiam-se olhares em quartos mal iluminados e insatisfeitos.
Nada, mas mesmo nada, nos separa da desditosa sina dos encontros.
A alma que nos segue foge por instantes para gozar a liberdade do prazer.
Bendita seja a angústia dos ausentes.



publicado por João Madureira às 19:31
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Terça-feira, 18 de Abril de 2006

Ser ou não ser

2005_1126ChavesA11nov0020.JPG

São as heras plantas trepadeiras que enchem de folhas as paredes.
Concedem uma sensação potente de vida e crescimento a tudo quanto cobrem.
Ramificam-se com muita facilidade.
Às casas mais simples proporcionam-lhe um toque de labirinto e seiva.
São plantas obsessivas.
Trepam e trepam e trepam.
Desenvolvem-se de uma maneira aflitiva.
Por vezes tornam-se incontroláveis.


publicado por João Madureira às 21:05
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Segunda-feira, 17 de Abril de 2006

Nuvens

ceus j.mad.JPG

Ó céus!...

publicado por João Madureira às 17:32
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Domingo, 16 de Abril de 2006

Redenção

re2.JPG

Quando chega a Primavera, as pessoas desejam buscar alguma paz interior dentro dos templos.
Quase todos esses espaços são belos, sumptuosos e austeros.
A cristandade gosta de se encher de esperança celebrando rituais cheios de dor e salvação.
Todos sabemos que a vida é assim: felicidade, sacrifício e redenção.
Mesmo dentro da mortalidade há algo de imortal.
É por isso que dentro da imortalidade de Cristo subsiste a sua própria mortalidade e a de todos nós.
Afinal Cristo era um ser humano e é aí que reside a sua mestria redentora.

publicado por João Madureira às 15:27
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Sábado, 15 de Abril de 2006

Pormenores

s.JPG

Hoje chove de novo.
Talvez seja boa ideia comprar um abrigo.
Ou talvez um chapéu impermeável.
Ou então umas meias novas.
É agradável sentir cair a chuva no tecido esticado do guarda-chuva.
Tic, tic, tic… tic, tic, tic… tic, tic, tic…
A água inunda os campos.
O rio corre transbordante.
Tudo na natureza se harmoniza, mesmo parecendo o contrário.

publicado por João Madureira às 17:26
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Sexta-feira, 14 de Abril de 2006

Valha-nos Deus

ter4.JPG

Lá ao fundo as nuvens tentam submergir a cidade.
Os cães e os gatos correm sem destino.
Os bebés choram vítimas de depressão enquanto os seus pais procuram na Internet alguma informação sobre essa doença esquisita.
Do Vaticano chega-nos a notícia de que agora também isso é pecado.

publicado por João Madureira às 18:01
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Quinta-feira, 13 de Abril de 2006

Homenagem a Vermeer - A Menina do Turbante - Variações sobre um olhar (primeira)

vermeer 1.JPG

Jan Vermeer nasceu em 1632 em Delft, Holanda, e morreu na mesma cidade em 1675.
Apesar de ser um dos grandes pintores de género holandês e da sua obra ser única na História da Arte, pouco se conhece sobre a sua vida.
Era filho de um tecelão de seda e cetim que veio a ser negociante de arte e proprietário de uma estalagem.

publicado por João Madureira às 18:07
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Homenagem a Vermeer - A Menina do Turbante - Variações sobre um olhar (segunda)

vermeer 2.JPG

Em 1653 casou com Catharina Bolens que retratou inúmeras vezes nas suas pinturas.
Vermeer trabalhava vagarosamente e por essa razão a sua produção foi reduzida e insuficiente para sustentar uma família grande, não obstante o facto de os seus quadros, mesmo em vida, terem atingido preços elevados.
Por isso tentou complementar os rendimentos actuando como negociante de arte, mas o negócio não prosperou.

publicado por João Madureira às 18:03
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Homenagem a Vermeer - A Menina do Turbante - Variações sobre um olhar (terceira)

vermeer3.JPG

Da sua autoria conhecem-se apenas 36 quadros.
As suas obras mais apreciadas datam da época posterior a 1660. São cenas íntimas onde a própria luz parece transformar-se no tema da pintura; um momento de quietude captado na tela.

publicado por João Madureira às 17:57
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Homenagem a Vermeer - A Menina do Turbante - Variações sobre um olhar (quarta)

vermeer 4.JPG

Vermeer encontra-se numa posição relativamente à parte dos pintores de género seus contemporâneos, pela soberba técnica de desenho e habilidade na perspectiva, pela harmonia das cores, em que predominam o azul frio e um amarelo brilhante, e a sua mestria incomparável em criar pontos mais luminosos como de esmaltes se tratassem, conferindo brilho às superfícies.
À data da sua morte, as pinturas foram leiloadas, o artista esquecido e a sua verdadeira importância apenas foi reconhecida por volta dos finais do século XIX.

publicado por João Madureira às 17:54
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Quarta-feira, 12 de Abril de 2006

Abraça-me

2004_0918chavestarde0098.JPG

Chegou a Primavera e apetece-nos descansar nos braços um do outro.
Eu olho para ti.
Tu olhas para mim.
Sorrimos e beijamo-nos suavemente, como aquele pássaro voando em busca do azul.
Sinto o calor do teu corpo.
O desejo percorre o seu paciente caminho.
Depois aguardamos que a brisa se transfira um pouco mais para a essência.
Finalmente sussurras palavras simbólicas aos meus ouvidos.
Sou todo teu.

publicado por João Madureira às 17:53
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Terça-feira, 11 de Abril de 2006

Improvisos

2004_1218torrervededo0004.JPG

As árvores e os seus ramos quase sempre me fazem lembrar música de Jazz, a minha preferida, devido à sua forte componente de improvisação.
Mesmo no meio da dispersão musical existe sempre um conjunto lógico capaz de nos surpreender.
Esta imagem faz-me recordar Miles Davis.

publicado por João Madureira às 19:23
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2006

Trocos

2004_1031feirasantos50011.JPG

Já lá vai a estação das meias de lã.
O Inverno despediu-se como um verdadeiro cavalheiro.
Para a Primavera ficaram os trocos.

publicado por João Madureira às 18:51
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Domingo, 9 de Abril de 2006

Arco de luz

2004_1208chavesDezPonteRio0045.JPG

Andamos sempre a “arquear” com as responsabilidades.
Mas há sempre uma luz que se acende e ilumina aquilo que devemos ver.
A luz reflecte-se. A luz contorna. A luz embeleza.
A luz é vida e espelha-se nos olhos dos seres humanos.
Por vezes registamos um décimo de segundo desse reflexo. E aí fica ele pronto a imortalizar um momento que nunca mais será repetido.
É essa a sua beleza.
É esse o sentido da sua peculiaridade.

publicado por João Madureira às 18:52
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Sábado, 8 de Abril de 2006

O bugalho do carvalho

j.mad.JPG

No sítio onde me criei havia muitos bugalhos, muitos carvalhos e diziam-se muitos caralhos.
Algumas vezes utilizávamo-los como berlindes ou bolas de hóquei que arremessávamos com trochos de couve-galega.
Afirmava-se que as moscas punham os seus ovos dentro dos bugalhos e que era aí que se desenvolviam as crias que nos iriam torturar no próximo Verão. Muitos abri para descortinar esses insectos. Nunca encontrei nenhuma mosca.
No entanto sempre gostei de observar estes estranhos objectos esféricos sem saber bem o que eram.
Sei agora que o bugalho é uma tumefacção que se forma em algumas espécies de árvores, tais como carvalhos, sobreiros e azinheiras, na sequência do depósito, num dos seus ramos, de um ovo de vespa. A vespa desenvolve-se e alimenta-se no interior do bugalho, onde passará por todas as fases das suas metamorfoses: larva, ninfa e insecto adulto.

publicado por João Madureira às 18:29
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Sexta-feira, 7 de Abril de 2006

Espaço vital

2004_0918chavestarde0100.JPG

Dizem-nos espaço de fronteira, mas o que nós somos é uma janela aberta sobre o mundo.
Não deve haver país na Terra onde não viva um transmontano.
Mesmo longe, um flaviense nunca esquece o seu canto e sonha sempre em vir para cá terminar os seus dias.

publicado por João Madureira às 21:39
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Quinta-feira, 6 de Abril de 2006

A memória das castanhas.

2004_1031feirasantos50002.JPG

As castanhas assadas têm um gosto muito especial.
Há quem as asse com carinho.
Há quem as coma com prazer.
Uma dúzia de castanhas assadas ou cozidas são por si só uma refeição nutritiva.
Castanhas assadas fazem-me sempre lembrar os meus tempos de Liceu. E os meus colegas. E as calças à boca-de-sino. E o cabelo cumprido. E a música dos Deep Purple.
E os bailes no Pingue-pongue. E também um bom copo de jeropiga.
Imagens lembram sempre outras imagens. É disso que vive a nossa memória e se alimenta o nosso coração.

publicado por João Madureira às 18:53
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

Maldita comida de plástico

2004_1031feirasantos50016.JPG

Aqui vemos uma linda família de dezasseis potes expostos com uma medalha ao peito prontos a marcharem para uma casa onde haja uma lareira que lhes dê trabalho e sentido.
Sempre que olho para um, lembro-me eternamente das excelentes sopas que comi em casa dos meus avós.
Junto à lareira, comia em malgas o caldo do meu contentamento: suculento, quente, apetitoso, saboroso e nutritivo.
Também nos potes se coziam batatas, carne, feijões, couves, fumeiro, polvo e bacalhau.
O resto são saudades.
E que saudades!

publicado por João Madureira às 18:59
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Terça-feira, 4 de Abril de 2006

O espaço do meio

2004_0918chavestarde0019.JPG

Vivemos tempos confusos, onde o apelo ao transcendental cada vez ocupa mais espaço nas nossas depressões.
Isto só acontece porque o Homem não é capaz de se sentir mortal.
Saber que nos dirigimos para o nada é uma perspectiva angustiante.
Ninguém sabe o que está para além do além.
Entretanto visitamos os templos de Deus para arranjar intermediários com o intrigante segredo do início da vida.

publicado por João Madureira às 18:50
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