Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Investigadores subtilmente aparvalhados

 

Desde muito pequeno que fui seduzido pela literatura e pelos bons contadores de histórias, escritores que contavam as suas ficções da própria cabeça.

Actualmente Portugal está enxameado de gente que escreve obras eruditas com muitas notas ou baseadas noutros livros, ou em catálogos, cadernos gramaticais ou em calhamaços estrangeiros ilegíveis, com carradas de bibliografia que nem em cem anos conseguiriam ler.

Nas nossas universidades ainda se ouve dizer que fulano ou beltrano copiou as ideias de um livro e que isso é muito feio, pois é considerado plágio, roubo literário e assalto intelectual imperdoável.

Mas eles, que copiam de vinte livros, ou mais, apelidam-se, ou intitulam-se, de investigadores.

Então se copiarem de cinquenta livros temos aí um insigne doutor e, sobretudo, um investigador notável.

 


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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Sinais de desintegração (II)

 

 

E aqui estamos nós naquilo a que os velhos do Restelo profetizavam e, por incrível que pareça, aconteceu.

Somos agora um pequeno rectângulo no extremo sul da Europa.

Europa que não nos quer, não nos ama e apenas nos tolera, porque somos mestiços.

Aos seus olhos somos uma pequena possibilidade turística, um mercado com interesse moderado, uma fonte de mão-de-obra barata e um bom mercado para recrutar trabalhadores.

Todos os sacrifícios feitos pelos portugueses ao longo dos séculos foram borda fora.

Agora somos, apenas, um povo vazio e indefeso.

E, na sucessão inglória dos nossos vários líderes partidários e dos sucessivos primeiros-ministros, ninguém nos diz, em nome da nossa dignidade, e sem mistérios, para onde vamos, porquê e para quê.

Resta-nos adivinhar.

 


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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Comportamentos circulares

 

Seja qual for a parte do lago para onde se atire uma pedra, as ondas espalham-se sempre da mesma forma.


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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Pling, plang, plonk…

 

Pling, plang, plonk, pling, pling, pleng, pling, plang, plonk, pling, pling, plong, plonk, pling…


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Domingo, 27 de Maio de 2007

Trivialidades

 

E o poeta, olhando fixamente a folha de papel branco que, subitamente, lhe pareceu a neve do Larouco, interrogou-se levianamente: será possível mudar o que é vulgar?


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Sábado, 26 de Maio de 2007

Sinais de desintegração (I)

 

Afonso de Albuquerque, na sua carta a El-Rei D. Manuel, escreveu:

“Digo-vos Senhor, isto, porque se bem olhardes os vossos regimentos e determinações, cada ano vem um contrário a outro, e cada ano fazeis uma mudança e haveis novo conselho, e a Índia não é o Castelo da Mina, para cada ano bulirdes com ela”.

 


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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Segundas intenções

 

De Gaulle um dia disse para o General Petit, ainda no exílio em Londres: “É preciso estarmos sempre de acordo com as nossas segundas intenções.”

Está bom de ver que outra não é a preocupação de José Sócrates desde que ocupa a cadeira do poder.

 


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Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

Arrombando superstições

 

Dizem que a última medida das tiranias é desafiar o próprio tempo. Talvez seja por isso que nas democracias as luzes permanecem acesas ao longo de toda a noite.


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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007

A teimosia do abate

 

Razão tem o meu amigo José. Cada vez é mais difícil de honrar o imperioso preceito de manter a dignidade neste país que se vai desmantelando em pequenos golpes de corrupção, vaidades pessoais e anacronismos socais e políticos.

A cada dia que passa mais a nossa história colectiva se assemelha à história da “Abelha Maia” adaptada para os correctores e demais pessoal da bolsa.

O parlamento parece um palacete de duendes parasitas, histriónicos e histéricos, ou, quando não, um teatro radiofónico ao jeito dos “Parodiantes de Lisboa”.

O nosso primeiro-ministro assemelha-se, em muito, a um lenhador que agora, e de repente, pretende endireitar o país abatendo as árvores de uma floresta que o próprio ajudou a tratar e a ampliar.

Tem fé no abate das árvores. Não na sua plantação.

Para si, e para os seus, pretende ficar com os grandes troncos e distribuir, com justiça social, os guiços sobrantes.

Muita gente avisada já lhe tentou explicar que o abate indiscriminado de árvores não é o melhor caminho para ordenar a floresta. Mas ele lá continua a serrar e a rachar lenha e a não dar ouvidos a ninguém.

Não tarda muito para que Sócrates confesse amargamente que não foi ele quem abandonou o povo português, mas que foi o povo quem o abandonou a ele.

Entretanto deverá rumar para qualquer empresa pública de topo, ou para alguma organização internacional, rachar lenha em silêncio. Tomando atenção às clareiras onde tornarão a crescer, ano após ano, jovens árvores que ele, como líder audacioso, sonhará abater quando novamente surgir a ocasião apropriada.

É que a história tende a repetir-se.

 


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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

A verdadeira fé

 

Acabei de ler uma velha história contada por Amos Oz, passada em Jerusalém, onde um dos personagens está sentado num café ao lado de um homem de provecta idade, com quem entabula conversa.

O velho é Deus em pessoa. Só que o personagem não acredita assim à primeira, até porque não é nada fácil de admitir tal coincidência.

Mas Deus envia-lhe alguns sinais inconfundíveis e a dúvida dissipa-se.

Por isso chega o momento em que surge a pergunta das perguntas, a pergunta crucial: “Querido Deus, diz-me, por favor, e definitivamente, qual é a verdadeira fé? A católica romana? A protestante? A judaica? Ou será antes a muçulmana? Qual a fé verdadeira, a única?

E, na história, Deus responde com toda a convicção: “Para te dizer a verdade, meu filho, não sou religioso, nunca o fui, nem sequer estou interessado na religião”.

 


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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong…

 

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Domingo, 20 de Maio de 2007

A relatividade

 

Hoje sei, e por isso sou muito mais tolerante do que era, que tudo na vida deve ser encarado com um certo sentido relativista.

Isto é, agora sei que todo o indivíduo tem uma história e que nenhuma delas é mais valiosa, nem mais verídica, nem mais convincente, do que a do meu amigo do lado.

 


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Sábado, 19 de Maio de 2007

A liberdade de estilo

 

Diderot, no seu livro “Jacques, o Fatalista”, escreveu estas sábias e profundas palavras, que, para mim, são como a estrela polar para o pastor: “A liberdade de estilo [de um autor] é quase a garantia da pureza da sua moral”.


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Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

Mas afinal, o que é isso que se apelida de Paz?

Se repararem bem, a guerra nunca acabou.

Nem a primeira, nem a segunda, nem a guerra química, nem a guerra psicológica, ou mesmo a revolucionária, nem a guerra de guerrilhas, nem a guerra surda, nem a guerra entre israelitas e árabes, nem a guerra civil americana, nem a guerra contra a ignorância, ou contra a fome, nem a guerra das rosas, ou a guerra entre os meios de comunicação social, ou entre os partidos políticos, ou entre famílias, ou entre claques de futebol, ou a guerra aos pobres, ou a guerra à riqueza, ou entre namorados, ou entre católicos, ou entre muçulmanos, ou entre católicos e muçulmanos, ou a guerra das audiências, ou as guerras interiores, ou a guerra dos amantes.

As guerras nunca acabam para os seres humanos. Nem eles conseguem existir sem se guerrearem.

 


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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Procuras

 

Quando reparo em muitos dos candidatos partidários às câmaras municipais, a deputados e a membros do governo, e muito especialmente no actual primeiro-ministro, lembro-me sempre de uma passagem do conto de Gabriel Garcia Marques “Boa Viagem, Senhor Presidente”, quando o personagem principal, jantando em casa de Homero Rey de La Casa e Lázara, desabafa: “Alguns procuram apenas o poder, mas a maioria procura ainda menos do que isso: um emprego”.


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Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

A melancolia das migalhas

 

Num dia de Feira dos Santos, sentado em frente de uma frágil mesa de madeira, enquanto comíamos um prato de polvo à galega, ouvi uma discussão sobre o que era o Universo, as Galáxias, as Nebulosas e as distâncias de anos-luz que nos separam de tal imbróglio celestial tão difícil de imaginar.

Foi então quando o meu tio, virando-se na direcção da sua distanciada mulher, explicou: “A nossa Terra, ou melhor dizendo, tudo o que nela se passeia e se dá ares de importância, não passa de migalhas”.

Melancólico, e suficientemente baralhado, mandei vir outro prato de polvo à galega, um trigo de cantos, uma caneca de vinho tinto e, ainda, um Sumol para o meu filho mais novo.

 


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Terça-feira, 15 de Maio de 2007

Pessoas sossegadas

 

Tenho uma admiração particular por quem, durante uma discussão, em vez de tomar partido por um dos lados, consegue apresentar as coisas sob um olhar e uma perspectiva diferentes. E, quase sempre, o fazem em poucas e contidas palavras que têm o condão de acalmarem o ambiente e de nos descontraírem, incutindo na conversa um silêncio de reflexão.

Depois, quando saímos do silêncio que se impôs, de novo dizem alguma coisa interessante e a conversa volta, então, a ser a mesma.

Sei que a essas pessoas as fascinam os segredos dos seres humanos, mas, nas conversas de maledicência, limitam-se a escutar com um sorriso incómodo nos lábios.

Geralmente são pessoas caladas.

 


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Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Plink, plong...

 

 

 

Plong, plink... plang...


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Domingo, 13 de Maio de 2007

Fidelidade

Uma pessoa passa a vida a afeiçoar-se ao que nos rodeia e a ser fiel aos outros. Foi essa a educação que nos deram.

É, está bom de ver, a nossa maneira de viver.

Aprendemos a ser fiéis aos amigos, aos lugares, aos cafés, aos horários, aos supermercados, às lojas, às corridas, aos carros, aos costumes e, até, à religião.

Só que por vezes esquecemo-nos do mais importante: sermos fiéis a nós próprios.

 


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Sábado, 12 de Maio de 2007

Convívios tristemente sábios

Com a idade aprendemos a reconhecer e a conviver com as nossas próprias limitações.

É esta uma sabedoria bem triste.


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Sexta-feira, 11 de Maio de 2007

A beleza aparente da razão

 

Só na juventude podemos aprender a ser belos.

Com a idade, absurdamente, cada vez aprendemos mais a ser tímidos e fechados.

Até os amigos nos viram as costas sem razão aparente.

 


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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

A deficiência da resignação

 

Por vezes pergunto-me sobre, afinal, o que é que aprendemos durante a vida inteira.

Não andarei longe da verdade se disser que é a resignação às nossas próprias deficiências.

 


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Quarta-feira, 9 de Maio de 2007

A nitidez dos olhares alheios

 

Cada vez há mais pessoas que não conseguem ter uma imagem nítida delas próprias. Dizem que têm autoconfiança, mas não a possuem.

São indivíduos que só conseguem imaginar e moldar a sua suposta personalidade através dos olhos das outras pessoas. Mas o mais caricato é que é exactamente através dos olhares dos outros que essas pessoas dizem desprezar.

 


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Terça-feira, 8 de Maio de 2007

Diário da Guerra aos Porcos segundo Bioy Casares (III)

 

“Já na cama, formulou com relativa lucidez (péssimo sintoma para o acordado): Cheguei a uma altura da vida em que o cansaço não serve para dormir e o sono não serve para descansar.”


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Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

Pliiing, ping-peng... pong

 

Pang, pong, pung, pliiing, plong, plong, plong, ping-peng, plong, plong, plong, ping, pang, pliiing, pong, ping-peng, ping, pang, pong, pung, ping, peng, ping-peng, pung, ping, pliiing, pung, ping, ping peng, ping-peng, pung, ping, plong, plong, plong, plong, ping-peng,  plong, plong, pliiing, pung, ping, ping, peng, ping-peng, pung, ping, pung, pliiing, plong, pling, pang, ping-peng, pong, pung, plong, plong, plong, plong, ping-peng, plong, plong, ping, pang, pong, pliiing, ping, ping-peng, pang, pong, pung, ping, ping, ping, ping-peng, peng, pung, ping, pung, ping, ping, ping-peng, plong, pliiing, plong, plong, plong, plong, plong, ping-peng, pung, pliiing, ping, ping, peng, pung, ping, ping-peng, ping, plong, plong, plong, plong, pliiing, plong, ping-peng, plong, plong, plong, plong, plong, plong, ping-peng…


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Domingo, 6 de Maio de 2007

Todos os Poentes

 

­Todos os poentes do meu passado, do meu presente e do meu futuro, serão recordações intemporais, oportunidades felizes de evocação.

Todos os poentes de todas as cores de todas as tardes de todos os mundos são todas e uma única imagem.

São uma esperança de Eternidade.

Por mais que tente, não consigo que o meu poente cicatrize.

A tua ausência entristece-me a tarde.

 


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Sábado, 5 de Maio de 2007

Diário da Guerra aos Porcos segundo Bioy Casares (II)

– Intervenhamos. Vão matá-lo.

(…)

– Caladinho.

(…)

– Que sanha.

(…)

(…) Com uma dicção demasiado clara, a rapariga afirmou:

– Eu sou contra toda a violência.

 


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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

A Eternidade segundo Borges (II)

 

“A eternidade é uma invenção mais copiosa” (do que o disco gramofónico de Berliner ou o periscópio cinematográfico que, na perspectiva de Jorge Luis Borges, são meras imagens de imagens, ídolos de outros ídolos).

“É verdade que a eternidade não é concebível, mas o humilde tempo sucessivo também não o é. Negar a vasta aniquilação dos anos carregados de cidades, de rios e de júbilos, não é menos incrível do que imaginar o seu total salvamento.”

 


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Quinta-feira, 3 de Maio de 2007

A Eternidade segundo Borges (I)

 

Jorge Luis Borges, na sua “História da Eternidade”, escreve para os tempos presentes: “Sabe-se que a identidade pessoal reside na memória e que a anulação desta faculdade implica a idiotia”.


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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007

O perpétuo acaso

 

Franz Kafka sempre me fascinou porque consegue, como nenhum outro escritor, dar-nos a entender que a vida humana, vista através do conceito de superstição do destino, é um perpétuo acaso.

Por isso ainda hoje temos tendência para querer encontrar um significado sobre-humano para os casos cuja interpretação racional se encontra além do conhecimento e da compreensão do ser humano.

Por isso denunciou, como nenhum outro, o orgulho da posse fora da necessidade, a emergência do mal sem origem definida e sem razão objectiva, e a industriosa vaidade que é adversidade, e o caminho do mal como destino humano.

 


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