Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Por mais que se procure...

Por mais que se procure nunca se encontra um fanático com humor, ou, dito de outra forma, ninguém com sentido de humor se converte ao fanatismo.

Ter sentido de humor implica possuir a rara capacidade de se rir de si próprio.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Os tempos que morrem

 

Li num artigo sobre António Carlos Jobim, o seguinte desabafo do autor de “Sabiá”: “Há muitos anos eu não falava. Era entrevistado e não falava. Agora todo o mundo fala, até pintor está falando. É realmente uma época de falastrice. A minha tristeza é que cortaram as arvores e mataram os pássaros. Eles querem destruir o que não conseguem criar”.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong...

 

Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… pling, pling, pling… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong…  Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong…  Plof, ping, pong, plong, pling, plang… Plof, ping, pong, plong, pling… Plof, ping, pong, plong… Plof, ping, pong… Plof, ping… Plof…

Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… pling, pling, pling… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong…  Plof, ping, pong, plong, pling, plang, pong…  Plof, ping, pong, plong, pling, plang… Plof, ping, pong, plong, pling… Plof, ping, pong, plong… Plof, ping, pong… Plof, ping… Plof…,

 


publicado por João Madureira às 23:05
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 28 de Outubro de 2007

As árvores só atrapalham

 

É bem possível que a civilização esteja já muito avançada, mas é inegável que faz muito fumo.

O símbolo do nosso progresso pode muito bem ser o fumo subindo no ar.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Sábado, 27 de Outubro de 2007

Dédalos de fúria

 

À nossa volta tudo desaparece por força de impulsões sucessivas vindas de outro mundo.

As demolições desenvolvem-se em dédalos de fúria. Venho de outro mundo, do mundo da lentidão onde os sentimentos são eternos.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

O fanatismo e a traição

 

O fanatismo anda por toda o lado. Por vezes escolhe formas mais silenciosas ou mais civilizadas. Mas ele anda por aí. Rodeia-nos. Por vezes acolhe-se dentro de nós.

O fanatismo e a intolerância brotam quando se adoptam atitudes de superioridade moral que impedem a procura e a obtenção de consensos.

Amos Oz tem razão, os fanáticos são sentimentais incuráveis, pois preferem sentir a pensar, revelando uma fascinação especial pela sua própria morte. Desprezam este mundo e quem nele habita. Aspiram ao “Paraíso”. Ao seu próprio Paraíso.

O fanatismo é perito em procurar e encontrar a traição.

Mais uma vez Amos Oz tem razão quando afirma que “só quem ama se pode converter em traidor”.

A traição não é o reverso do amor. Antes fosse. É uma das suas opções: “Traidor, julgo, são aqueles que mudam aos olhos dos que detestam mudar e não mudarão, daqueles que detestam mudar e não podem conceber a mudança, apesar de quererem sempre mudar os outros. Por outras palavras, traidor, aos olhos do fanático, é qualquer um que muda. E é difícil a escolha entre converter-se num fanático ou converter-se num traidor”.

No fundo, o grande drama humano é que todas as espécies de fanatismo acabam de forma shakespeariana: ou em comédia ou em tragédia”.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

O desejo da felicidade

 

Acho que foi Rousseau quem disse que todos queremos ser felizes, mas para sê-lo temos de descobrir primeiro o que é a felicidade.

Penso que a felicidade não existe, tão só existe o desejo de felicidade, especialmente porque os que afirmam ser felizes não evidenciam sinais relevantes de a possuírem.

No limite, a felicidade é, apenas, a ausência de infelicidade.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

O que é irreversível

 

Na vida só há duas coisas irreversíveis: a morte e o conhecimento.

Pois, como todos sabemos, ninguém é eterno e é impossível deixar de saber o que se sabe.

A inocência, quando se perde, é para sempre.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

A esquerda verdadeira

 

Quando oiço falar de esquerda, de pessoas de esquerda, daquela esquerda romântica a que todos pertencemos quando fomos jovens, lembro-me sempre do meu modelo ideal. E não foi nem Marx, nem Lenine, nem Fidel ou, sequer, a imitação barata de Cristo redentor, Che Guevara.

 O meu ídolo foi uma mulher, não a Rosa de Luxemburgo, mas a “Leoa de Berry”, Aurore Dupin, mais conhecida por George Sand, amiga de Chopin, Flaubert ou Dumas filho, e que, apesar dos seus 60 anos, conseguiu ter uma intensa relação carnal com o elegante pintor George Marchal, vinte anos mais novo do que ela.

O seu pai era filho de um duque bastardo, filho reconhecido do rei da Polónia, Frederik Augusto. A sua mãe era da ralé, uma prostituta dos batalhões de soldados, que casou com um tenente quando praticava a mais velha profissão do mundo.

Ficou órfã de pai muito cedo, com apenas cinco anos. Nessa altura a sua mãe foi para Paris e deixou-a a cargo do avô.

Casou cedo. Sendo tremendamente austera, sendo capaz de viver com pouca coisa, era de uma generosidade sem limites.

Pagava aos filhos, aos amantes, aos ex-namorados, aos seus amigos e companheiros de luta política e a todos os que lhe pediam ajuda. Foi uma republicana intrépida, defensora do proletariado e das diferentes revoluções do século XIX francês.

Amou muito, escreveu imenso, e passou a vida sempre apaixonada.

Vestia-se de homem para poupar dinheiro e foi boémia.

Rodeada de jovens artistas e activistas, ia ao teatro, discutia em tertúlias políticas e literárias, fumava cigarros nos cafés e ceava borrachos com vinho tinto até altas horas da madrugada em tascas barulhentas.

Gostava de dormir sozinha quando fazia excursões a pé ou montada a cavalo pelos campos, escalava montes, deleitava-se com a natureza agreste.

Sabia apreciar a glória da carne. Foi difamada, amada e odiada. Mas sempre viveu livre.

E, sobretudo, pensava que “o ofício de escrever é uma paixão violenta, quase indestrutível”.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Pling pling pling pling… Pling pling pling pling…

 

Pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling…

pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling…

pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling…

pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling…

pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling…

pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling…

pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling…

pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling…

pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling…

pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling… pling pling pling pling…

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Domingo, 21 de Outubro de 2007

Assim não se vai lá

 

Intriga-me, mas sobretudo incomoda-me, que a civilização nunca faça os seus progressos em termos de igualdade ao mesmo tempo em todo o mundo.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 20 de Outubro de 2007

Vai não vai, desmaias…

 

Escreveu Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro e xará de António Carlos Jobim: “O poeta é um ressentido e o mais são nuvens”.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

O ofício das águas

 

Vou seguir o conselho de Brás Cubas: “Trata de saborear a vida; e fica sabendo que a pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-la.”


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Abominação das generalidades

 

A mim, o que me emociona são os pormenores.

Einstein disse-o de forma laudatória: “Deus está nos pormenores”.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

A comédia inútil

 

O pintor Juan Pablo Castel, personagem principal de “O Túnel”, do escritor argentino Ernesto Sabato, revela logo no início do romance que matou Marta Iribarne.

Tentando compreender absurdos, confessa numa das suas reflexões: “Às vezes creio que nada tem sentido. Num planeta minúsculo, que corre para o nada há milhões de anos, nascemos no meio de dores, crescemos, lutamos, adoecemos, sofremos, fazemos sofrer, gritamos, morremos, e outros estão nascendo para tudo voltar a começar a comédia inútil”.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

Confiança

 

Cada vez mais necessito da quietude das tuas palavras. Do teu ciciar. Tu amplias as coisas boas. Por isso me fazes falta.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Peng, ping, pong, plong, plong, plong…

 

Peng, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pongPeng, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pongPeng, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pongPeng, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pongPeng, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pong… pling, pling, pling… Peng, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong, pongPeng, ping, pong, plong, pling, plang, pong, pong…  Peng, ping, pong, plong, pling, plang, pong Peng, ping, pong, plong, pling, plang Peng, ping, pong, plong, plingPeng, ping, pong, plong… Peng, ping, pongPeng, pingPeng…,


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 14 de Outubro de 2007

A banalidade do mal

 

Li algures que as pessoas que reduzem tudo à forma mais banal são as que criam o mal.

É que o mal tem a forma grotesca da grosseria, a alma repetitiva dos infames. A predestinação repetitiva da eliminação.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 13 de Outubro de 2007

O sopro dos deuses

 

É preciso avisar os crentes que Deus, quando nos fez, limitou-se a soprar sobre o nada.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

A recusa da imbecilidade

 

Quando os imbecis revelam tão pouca consciência social e tão pouca sabedoria política, quando afirmam que José Sócrates é primeiro-ministro de um governo socialista, digo-lhes tranquilamente que desconfio da sua concepção particular de justiça social.

Desconfio que o líder do PS se enganou no partido e, sobretudo, considera os portugueses uma cambada de néscios prontos a abdicar de serem cidadãos com direito à indignação.

Estou em crer que José Sócrates pensa que os responsáveis pelo malogro de Portugal enquanto projecto com futuro são os trabalhadores portugueses.

Cada vez mais se sente chegar o momento crucial onde vamos ter de decidir que ou José Sócrates muda de povo, ou o povo muda de primeiro-ministro.

Pelo caminho autoritário que isto leva, qualquer dia o chefe do governo vai ter de demitir o povo e nomear outro.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

A náusea

 

Uma coisa é sofrer a náusea de ver o primeiro-ministro e ouvir o seu discurso profilático em relação ao país. Outra, bem pior, é, fazendo precisamente o mesmo, escolher as palavras com que irei descrever a minha indignação perante a sua total ausência de valores sociais.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

Sociedade do raio

 

Não sei que raio de sociedade é que os iluminados do costume andam a construir onde a cada dia que passa mais uma dezena de desempregados choram a sua inutilidade social numa aflição rigorosa.

Alguém tem de ser responsável pela desgraça.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

O equívoco da cultura ocidental

 

Há um equívoco civilizacional que se estende por toda a cultura ocidental.

Tudo nos leva a pensar que a nossa superior educação reside na manifestação dos próprios sentimentos. Mas a verdade é que cada qual apenas se limita a colocar os pensamentos em exposição.

Há uma diferença essencial entre revelar os nossos sentimentos e falar abertamente dos dos outros.

Pensa-se que tudo está visível, mas a verdade é que já não há nada para ver.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Plang, plong, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng…

 

Plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, lang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, lang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong, plang, plong, plang, plung, plang, plang, plang, pling, plung, pleng, pleng, pleng, pling, pling, plong…


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 7 de Outubro de 2007

A tristeza

 

 

Arthur Japin, no seu romance “O Preto de Coração Branco”, põe na boca da sua personagem Ana Paulovna estas sábias palavras: “As pessoas pensam que a recordação traz tristeza. O contrário é que é verdade. A tristeza vem com o esquecimento”.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Sábado, 6 de Outubro de 2007

A espera

 

Sempre te esperei. Esperei-te ansiosamente toda a vida. Eu não me canso de esperar. De esperar por ti. E tu voltas sempre para me acalmar. Voltas sempre com os teus olhos brilhantes.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

Aflição

 

 

Por vezes fico tão estranho que sinto que tudo é quase nada.

O que resta é a memória. E as mudanças no corpo.

A vida é o tempo que existe entre o nascer do sol no teu olhar e o crepúsculo do voo das crisálidas.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Olhar interior

Algo me leva a deter numa imagem reduzida, talvez a sua infinidade de sugestões.

Pelo contrário, sou avesso à vastidão do olhar porque a carga da sua realidade me mostra que há limites para tudo.

Talvez seja este o tempo de cada um olhar para dentro de si.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

O princípio do desentendimento

A vida cada vez mais teima em demonstrar-me que o que para mim é claro e evidente, para os outros não passa de duvidoso e incerto.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

O desespero dos deuses

A minha avó bem me avisou: “A vida não é boa nem é má, é aquilo que fizermos dela”.

Os seres humanos fazem rapidamente um juízo sobre como é a vida das outras pessoas. E parece que isso lhes é suficiente para aturar a sua. Assim ficam contentes. Mas todos sabemos que as coisas são bem mais complicadas do que aquilo que parecem.

Muitos aspiram a não fazer nada. Outros contentam-se em fazer muitas coisas que não servem para nada.

É árduo o tempo em que não se faz nada.

Eu, pelo sim pelo não, entretenho-me a ver o céu, o trajecto dos pássaros e a insustentável ligeireza do crepúsculo.

Os deuses devem andar desesperados.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|

.Keith Jarrett - La Scala

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9


23

24
25
26
27
28
29
30


.posts recentes

. Músicos

. Poema Infinito (372): O t...

. Músicos

. Músicos

. 359 - Pérolas e diamantes...

. Pose

. No carnaval de Verim

. O senhor Ventura e o seu ...

. Poema Infinito (371): De ...

. Bombos e cabeçudos

. Músicos

. 358 - Pérolas e diamantes...

. Louvre - Vermeer

. No Louvre

. No Louvre

. Poema Infinito (370): A r...

. Louvre

. Louvre

. 357 - Pérolas e diamantes...

. Louvre - Quadros e Pessoa...

. Louvre - Interior - Pesso...

. Louvre - Interior - Escad...

. Poema Infinito (369): A m...

. Louvre - Entrada

. Paris - Sena - Noite

. 356 - Pérolas e diamantes...

. Na aldeia

. Na aldeia

. Na aldeia

. Poema Infinito (368): A e...

. Na aldeia

. Na aldeia

. 355 - Pérolas e diamantes...

. Pose e olhares

. Homens, chouriças e garra...

. Homem sentado com vara

. Poema Infinito (367): A t...

. Na conversa

. Pensando

. 354 - Pérolas e diamantes...

. Porto - Sardinhas - S. Jo...

. Porto - Ponte D. Luís

. Porto - Telhados, Barcos ...

. O poema infinito

. Porto - Casas

. Porto - Bicicleta

. Como se escreve um haiku

. Porto - Ponte D. Luís

. Porto - Ribeira - São Joã...

. Porto - Ribeira - São Joã...

.arquivos

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

.tags

. todas as tags

.Visitas

.A Li(n)gar