Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Pling...

Plong...


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Domingo, 30 de Março de 2008

O resto que se lixe

 

Quem me conhece sabe que não sou pessoa muito dada a sorrisos. Mas não me interpretem mal, também eu sorrio, o que é normal. Até gosto de rir. Mas detesto falsos sorrisos.

Tudo o que é artificial me repugna.

Sou daqueles que preferem uma expressão sincera a um sorriso falso.

 


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Sábado, 29 de Março de 2008

Algures a vida real

 

Li algures algo parecido com: “é frequente a vida real de uma pessoa ser aquela que ela não leva”.

Não sei porque carga de água pensei logo de imediato nos simbólicos conselhos de ministros do nosso país a caminho do socialismo.

 


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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Sinto pena…

 

Enfronhado nos livros, nas suas paisagens imaginadas, nos seus esboços drásticos e nas memórias relatadas, por vezes esqueço-me de que lá fora está a vida dos outros. Sinto pena, mas cada um escolhe o seu próprio caminho.


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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

A memória do mal

 

Chaves, 27 de Março de 2008: Miguel Torga - Coimbra, 9 de Setembro de 1952 – “Não sou feliz, nem poderei sê-lo nunca. A memória do mal acompanha-me como um cilício. As minhas ilusões lembram-me os frutos dos recantos sombrios: não amadurecem”.


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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

O tolo no meio da ponte

 

A nossa classe política - aquela que ainda pensa com alguma sinceridade ser capaz de resolver os problemas estruturais do pais -, à custa de tanto se valorizar, corre o risco sério de cegar.

O preocupante é que não sei se age assim de propósito.

Sei bem que no nosso pequeno país é necessário valorizar a nossa pequena realidade. Mas tanta pequenez e tanto complexo de virtude cristã são bem capazes de tornar todo o processo do nosso desenvolvimento inconsequente.

 


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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Ainda

 

Ainda há por aí muito bom português que se ilude com a ilusão dos outros. Alguns acreditam que é possível renovar o ser humano. E baseiam-se na vontade. E citam-na. E apregoam-na. Mas a vontade não é suficiente para substituir os hábitos por elucubrações interiores. Cada promessa de mudança definha de encontro às rotinas. Todos queremos modificar a nossa vida, a sociedade. Mas a banalidade é o que fica. Uma tremenda banalidade.


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Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Pling……………………ping………….

 

 

Pling…………………………………………………………………………….ping………………………………………………………………………………….plong…………………………………………………………………….pling………………………………peng……………………………..ping.pong…………………………………………………..pling……………………………………………………………….ping……………………………………………ping………………………..ping……………………………………….ping…


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Domingo, 23 de Março de 2008

Via Crucis

 

“Os nazis e bolcheviques podem estar certos de que as suas fábricas de extermínio, que demonstram a solução mais rápida do problema de excesso de população, das massas economicamente supérfluas e socialmente sem raízes, são ao mesmo tempo uma atracção e uma advertência. As soluções totalitárias podem muito bem sobreviver à queda dos regimes totalitários sob a forma de forte tentação que surgirá sempre que pareça impossível aliviar a miséria política, social e económica de um modo digno do homem”.

 

Hannah Arendt“As origens do totalitarismo”

 


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Sábado, 22 de Março de 2008

A descrença crescente

 

Poucos compreendem o tempo. Esquecemo-nos que é preciso tempo para criar algo de novo. E uma disponibilidade incansável.

Não pretendo ser redutor, nem das ideias, nem dos ideais, mas… não consigo olhar sem ironia para os crentes, todos os crentes.

Eu, limitado pela cultura, verifico a descrença crescente na crença do homem.

 


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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

A coerência religiosa

 

Tanto o Islão como o Cristianismo doutrinam as crianças no princípio de que a fé é inquestionável e, por isso mesmo, é uma virtude.

Enquanto aceitarmos o princípio de que a fé religiosa deve ser respeitada pelo simples facto de ser isso mesmo: fé religiosa, é extremamente difícil contradizer o respeito devido à sua fé por Osama Bin Laden e todos os bombistas suicidas. Como coerente é o Papa Ratzinger em defender, de novo, a existência do Inferno para os pecadores e apóstatas.

Voltaire bem avisou: “Quem conseguir fazer-nos acreditar em absurdos, conseguirá fazer-nos cometer atrocidades”. E Bertrand Russell, passados uns anos largos, lembrou: “Muitos há que mais depressa aceitam morrer do que pensar. E assim fazem de facto”.

Já estou a ouvir o argumento de que Bin Laden ou, também um pouco Ratzinger, são expressões do extremismo religioso, que é uma perversão da própria fé. Ora, ora, ora…

Deixai-me citar-vos Richard Dawkins: “Como pode haver maior perversão do que a fé, se a fé, carecendo de uma justificação objectiva, não possui um padrão demonstrável que se possa perverter?”

Atentemos na reflexão: “A fé é um mal precisamente porque não exige justificação e não permite qualquer discussão”.

Eis a epílogo, assente no fundamento: “Se se ensinasse as crianças a questionar e a analisar reflectidamente as suas crenças em vez de lhes ensinar a superior virtude de uma fé que nada pergunta, aposto que não haveria bombistas-suicidas.

 


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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Ponto de interrogação

 

Os demagogos continuam a falar de civilização, de espírito, de cultura. Os néscios lamentam o esforço, riem baixinho e lamentam o sucedido.

Basta-nos olhar para o mundo para experimentar um pavoroso sentido de perdição e barbárie. A morte gratuita em nome da fé, do império ou da civilização, continua a sua corrida infatigável contra a razão.

De que tribo ressurge esta desintegração em cadeia?

Depois lembro-me da Revolução Francesa e as cabeças rolantes sob a lâmina da guilhotina “libertadora”. E, mais recentemente, o cheiro inebriante a pólvora e a sangue da revolução russa ou chinesa.

Sei que há ricos e pobres, proletários e burgueses, reis e súbditos, intelectuais e analfabetos, cristãos e islamitas. Sei que o mundo está dividido.

Mas será a intolerância do “bem” a razão da morte das civilizações? Será que a História é uma forma de espírito do “mal”?

Os óptimos ideais morreram no talho das ideologias igualitárias.

Afinal, o que é que nos resta?

 

 


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Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Para o Inferno ou mais além...

Prolifera por aí, à laia de manifestações solidárias católicas, muita casa de beneficência que dá de comer aos pobres e enche os bolsos a muita gente.

São esses lugares misericordiosos espaços de penúria mental onde o caldo, o pão e algum conduto caem em estômagos amargurados.

Sonolentos, os idosos, fecham os olhos ao desinteresse a que são sujeitos. Pelo Natal cantam-lhe canções de embalar e na Páscoa falam-lhe na redenção e na morte.

Mas toda a forma se assemelha demasiado ao Carnaval.

É a inversão da mensagem de Cristo.

O Papa tem razão: para os malfeitores, que em nome de Deus arrecadam fortunas, tem de haver Inferno.

É que a mensagem dos evangelhos tem de ser coerente. Ou há inferno ou comem todos.

 


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Terça-feira, 18 de Março de 2008

A arte de governar, segundo Proust

 

“Uma grande cocotte, como ela fora (a senhora Swann), vive muito para os seus amantes, isto é, em casa, o que pode levá-la a viver para si mesma. As coisas que se vêem em casa de uma mulher honesta e que certamente também a ela podem parecer importantes são, em todo o caso, as que para a cocotte o são mais. O ponto culminante do seu dia é, não aquele em que se veste para a sociedade mas aquele em que se despe para um homem”.


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Segunda-feira, 17 de Março de 2008

Ping, pling, ping, pling, vvvv...

 

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Domingo, 16 de Março de 2008

A cultura acabou

 

A cultura acabou, porque o tempo de descanso é tão escasso como os tortulhos. Agora os interesses são outros.

Os vilões dizem servir o povo, mas apenas se lhes nota o divertimento que sentem por dirigir as massas ignaras e as multidões cronometradas, cada vez mais sem emoções ou ideais.

O tempo da insubmissão e da espontaneidade morreu às mãos dos guardadores do Templo.

Nem o próprio Cristo seria capaz de expulsar os vendilhões da Casa da Democracia.

 


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Sábado, 15 de Março de 2008

O regime das incompatibilidades

Sente-se no ar que há uma incompatibilidade insanável entre este governo e a nossa sociedade.

Os que mandam com sorrisinhos de incomodidade, ou de subtil indiferença, querendo, ou dizendo querer, alargar a liberdade social, realizando a obra imperfeita do nosso desenvolvimento, tomam-nos por néscios, parvos, ou ingovernáveis.

O povo, essa entidade mítica que a todos serve, e de quem todos se servem, tenta fazer depender a sua adesão ao progresso socialista com calma, disfarçando mal o incómodo do trabalho, da perseverança e da cultura que lhe falta.

Sendo este o cenário, é fatal o conflito.

 


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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Premissas falsas

 

 

Neste mundo cheio de premissas falsas onde a religião tenta a todo o custo acabar com os maus, ou com o mundo, é bom reparar na verdade dos factos históricos através dos milénios para nos apercebermos que o cristianismo e o islamismo, as duas religiões monoteístas mais cruéis da humanidade, se alicerçam em documentos moralistas que são terríveis à luz da racionalidade e do conhecimento. Talvez por isso os homens de ciência ainda consigam indignar-se e afirmarem coisas como as que Steven Weinberg, físico norte-americano galardoado com o Prémio Nobel, teve a coragem de enunciar: “A religião é um insulto à dignidade humana. Com ou sem ela, haverá sempre gente boa a fazer o bem e gente má a fazer o mal. Mas é preciso a religião para pôr gente boa a fazer o mal”.

 


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Quinta-feira, 13 de Março de 2008

A desilusão humana

 

Os socialistas liberais, que tem muita fé no mercado, nas suas leis e nos números, tal e qual os homens de fé e batina, querem no seu redil, e ao seu redor, cidadãos obedientes que rezem pelo livro, cantem quando devem cantar os cânticos que aprenderam de cor, repitam as palavras do sacerdote (dirigente) e dêem a esmola que apenas serve para manter as velas acesas na igreja fria e austera e os mendigos expostos como as figurinhas de Natal.

O meu agnosticismo é, agora, geral. Depois da desilusão de Deus, chega-me, entre murmúrios frios, a desilusão humana.

 


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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

A trilogia do desespero

 

Segundo os homens sábios, existem três atitudes perante a vida, que, a seu ver, e a meu ver, diga-se de passagem, é absurda.

A primeira, que é a mais comum às “massas”, hoi polloi, é a da recusa da evidência de que a vida é um disparate. Os “membros” deste grupo, como os burros presos a uma nora, não riem, mas trabalham, acumulam riqueza ou poder, comem e defecam, fornicam, reproduzem-se e morrem. São os idiotas. É esta a grande maioria.

Os segundos sabem que a vida é um disparate e têm a coragem de rir dela, à maneira taoista. 

O terceiro grupo é constituído por aqueles que sabem que a vida é um disparate e sofrem por causa disso.

 


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Terça-feira, 11 de Março de 2008

O poder reflector

 

Já há provas mais do que suficientes para tirarmos a limpo que aqueles que produzem obras geniais não são os que foram criados em meios delicados, nem aqueles que apresentam a conversa mais brilhante e a cultura mais extensa, mas os que conseguiram conquistar o poder de, e parafraseando Marcel Proust, “parando de repente de viver para si mesmos, tornam a sua personalidade semelhante a um espelho, de tal maneira que a sua vida, por muito medíocre que, por outro lado, pudesse ser mundanamente falando, nele se reflicta, já que o génio consiste no poder reflector e não na qualidade do espectáculo reflectido”.


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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Pling, plang, pling, plang, plong...

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Domingo, 9 de Março de 2008

O guardador de seixos

Por desajuste existencial, eu não consigo ser guardador de rebanhos. O que eu sei guardar são seixos do rio.


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Sábado, 8 de Março de 2008

O outono partidário

 

É trágico. Dizem que os partidos políticos são necessários à democracia. E é verdade. O trágico é que não se distinguem uns dos outros, estão todos, fora alguns arrebatamentos efémeros, irmanados na mediocridade e, com vossa licença, passo a citar Torga: “tal como rãs do mesmo charco que entoam a mesmíssima cantilena”.


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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Bonaparte da religião…

 

Desde sempre, e para sempre, a religião, segundo os estadistas e moralistas, tem a concordância de Napoleão Bonaparte: “A religião é excelente para manter sossegada a gente comum”.


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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

A dimensão religiosa

 

Foi Séneca, já lá vão uns séculos largos, quem afirmou: “A religião é vista pela gente comum como verdadeira, pelos sábios como falsa e pelos governantes como útil.”


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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

O sono do Mal (D) … ou do Bem (D)…

 

Dorme, ou faz que dorme… shhh…

O Demónio faz que… shhh e não dorme. Dorme Deus ou faz que shhh? Faz que shhh Deus?

O Demónio faz que dorme… Ou faz de Deus! Não sei se shhh… ou Deus… ou o Demónio… ou… shhh… shhh…

O Demónio dorme…

Deus dorme…

Shhh…

 


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Terça-feira, 4 de Março de 2008

Esperança

 

Por vezes dizem-me que sofro de pessimismo crónico. E eu sorrio.

Um meu amigo costuma defender que um optimista é um pessimista parvo. E eu sorrio. Há por aí muito boa gente que solenemente celebra todas as datas cristãs com o mínimo de disponibilidade humana e o máximo de hipocrisia social.

A todos digo que, apesar de preservar alguma consciência crítica, de persistir e insistir no meu caminho em busca da verdade, apesar disso, tenho alguma reserva de esperança. É que ninguém escreve se não tiver esperança.

 


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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Pleng, pang, pang, ping, ping…

 

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publicado por João Madureira às 22:00
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Domingo, 2 de Março de 2008

Provavelmente

 

Ainda me resta alguma consolação.

Sou levado a pensar, com algum alívio intelectual à mistura, que as pessoas grosseiras e ignorantes são o seu próprio castigo.

 


publicado por João Madureira às 22:00
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