Sábado, 31 de Maio de 2008

Detesto moralistas

 

 

Detesto moralistas.

Sei que nos tornamos moralistas logo após nos invadir a infelicidade.

Por isso não me quero enredar em tal teia, por muito que a tal seja levado.

 


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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Há algo…

 

 

Há algo de patético e absurdo na verdade. Apesar de todos a conhecerem, poucos lhes são fiéis. E mesmo esses, por vezes, renegam-na conjunturalmente. E fazem-no mesmo avisados pela razão e pelo galo bíblico.


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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

A arte sentimental das elites

 

 

A senhora Swann “tinha o hábito de dizer às suas amigas que mais facilmente passaria sem pão do que sem arte e sem limpeza e que lhe daria mais pena ver arder a Gioconda que «montes» de pessoas suas conhecidas”.

 

Marcel Proust“À Sombra das Raparigas em Flor”

 


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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

O triunfo da felicidade

 

 

 

Afinal, contra todos as expectativas humanas, sociais e políticas, o dinheiro ganhou a guerra. O luxo impôs-se e o poder, como finalidade, triunfou. Bem vinda sejas, felicidade. Bem vinda sejas. Felicidade, bem vinda sejas. Ó felicidade!


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Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Entre o pé e a boçalidade

 

 

É cíclico, mas amargura.

De dois em dois anos, a selecção faz com que os chineses confeccionem bandeiras portuguesas com pagodes em vez de castelos e incentiva as vendas no Modelo/Continente Belmiro Sonae e Azevedo de cachecóis e camisolas tingidas de verde, vermelho e amarelo.

Junto dos campos de futebol, naquelas arenas de sádicos malcriados, os carros e as pessoas misturam-se entre apitos e carvalhadas.  

Os passeios e as estradas transformam-se em mancha humana. O folguedo é de romaria.

De facto há festa. E fé. E santos. E pecadores. E pecadoras, também. E os fiéis lá depositam a dízima em troca de algum espectáculo de atordoamento e ferocidade.

Dizem-nos que vivemos na fase mais avançada da nossa civilização, que a nossa sociedade é cultural.

Eu desconfio. Afinal, basta um jogo de futebol para o homem se transformar num bárbaro.

 


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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Pling

 

 

Pling... plong... plang...


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Domingo, 25 de Maio de 2008

Avante camarada...

 

 

Dedicado a todos os valorosos idealistas marxista-leninista, que, apesar de tudo, ainda acreditam na utopia dos campos de concentração.

 

 

Kolyma

 

Os que estão doentes e não prestam

Fracos de mais para a mina

Descem em vão

Para o campo mais abaixo

Abater as árvores de Kolyma.

É muito simples quando

Se escreve no papel. Mas nunca poderei esquecer

A cadeia de trenós sobre a neve

E as pessoas arreadas.

Esticando os seus peitos fundos, puxam os carros

E param para descansar

Ou vacilam nas ladeiras escarpadas…

O peso pesado rola e desliza

E a qualquer momento

Vai atropelá-las…

 

Quem nunca viu um cavalo a tropeçar?

Mas nós, nós vimos pessoas com arreios…

 

Elena Vladimirova

 

(Gulag – Uma História; Anne Applebaum)

 


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Sábado, 24 de Maio de 2008

É difícil de admitir

 

 

 

É difícil de admitir, mas a visão límpida de certas intimidades não nos inferioriza em nada, antes ajuda a ternura.

A ternura, mesmo parecendo quer não, fortalece-se com a intimidade, tornando-se, por assim dizer, em encantamento.

 


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Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

O que dói...

 

A verdade dói. Dói até por cima da razão. As coisas nunca voltam a ser aquilo que já foram. E, o que ainda é mais doloroso, é quase certo que não o eram na altura em que o eram mesmo. Mas não importa. Agora somos. É bom que se acredite em algo límpido. As crenças perseguem os recursos.


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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Bico de prego

 

 

Eu sei que não sou propriamente um modelo de ser humano. Outra coisa não seria de esperar de um transmontano agreste, ateu e apátrida. No entanto não consigo, por mais que queira e me esforce, respeitar um mundo em que nada daquilo em que acredito é valorizado. Continuo a envelhecer dentro de uma cabeça que desdenho, dentro de uma cultura que desprezo e dentro de um país onde me não revejo.


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Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

De coração em riste

 

 

 

Disseram-me que quem faz do coração uma arma, acaba sempre por a usar em si próprio. E depois só resta imitarmos um daqueles árabes que são capazes de atravessar o deserto para se vingarem de uma miragem.

Há algo de triste na condição humana. É que os humanos são as únicas criaturas capazes de ter memórias de coisas que nunca aconteceram.

 


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Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Querer e não querer

 

 

Acontece muitas vezes sentirmo-nos isolados mesmo quando dizemos que é precisamente isso que queremos.


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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai…

 

 

 

Pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai… pling, plang, plong, ai, plong, ai, plong, ai, ai…

 


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Domingo, 18 de Maio de 2008

Este não é…

 

 

Este não é um planeta de pessoas. É um mundo de produção. Esse mito moderno da vacuidade. Esse tempo inesgotável de trabalho.

Depois do mito materialista da produção ininterrupta, que justificavam com o acudir à fome saciável do necessário, assistimos hoje à satisfação da fome insaciável do supérfluo.

É verdade, o excesso da técnica devora o espírito. O homem passou a ser um meio. Não um princípio. Não um fim. Apenas um interregno das máquinas.

 


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Sábado, 17 de Maio de 2008

Diz-me como te vestes, dir-te-ei quem és

 

 

A diferença entre o PSD e o PS, é que a primeira agremiação partidária tem um “D” e a segunda mandou o “P”, de português, às urtigas. E com alguma razão, diga-se de passagem, já que o “PSP” originário podia confundir-se com Polícia de Segurança Pública, e isso, sendo cada vez mais plausível, não é lá muito lisonjeiro.

A verdade é que, em termos práticos, tanto o PS como a PSP nos multam da mesma maneira: por pisar o risco, ou não atender aos sinais de STOP, ou de passar ligeiros pelo vermelho dos semáforos.

Mas voltando à lógica partidária, devemos lembrar-nos que tanto os ministros, como os dirigentes, ou os esforçados deputados das colectividades partidárias citadas, usam apenas fatos de cor azul, na intenção de disputarem o colectivo eleitoral situado ao centro.

Os do CDS, sendo de direita, por vezes elitista, por vezes populista, oscilam entre os fatos azuis às riscas e os bonés aos quadradinhos, tipo inglês.

Os do PCP desunham-se em dar ares de proletários, vestindo com fato domingueiro a cheirar a naftalina, comprados nos saldos do mercado tradicional, que, por sua vez, se alimentam dos saldos do Modelo ou do Continente.

Já os rapazes do Bloco, e, já agora, as raparigas (para não ferir susceptibilidades), segundo João Pereira Coutinho, também conhecido pela sua cara larocas e pela inicias JPC, não confundir com JSP, que são uns vinhos medianos da região do Sado, vestem roupa “trendy”, que é tão cara como a dos rapazes do CDS, só que não aceita gravatas.

A gravata, para eles, assemelha-os demasiado aos reis absolutistas e parvos que ao usarem guardanapos puseram a burguesia imbecil a imitá-los.

Tudo isto veio a resultar num apatetado ritual hoje profundamente disseminado nas cerimónias importantes na vida social portuguesa: repastos de casamento, baptizados, jantares partidários e campanhas eleitorais.

 


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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Maio, maduro Maio

 

 

 

1969, após o Maio de 68, paredes da Associação Académica de Direito de Lisboa:

“O Estado é uma mákina de opressão de uma classe por outra (Engels)”.

“Os dirigentes são impotentes; as dirigentes são frígidas”.

 

Muitos dos que ajudaram a escrever, escreveram, ou inspiraram tais escritos, são hoje quem dirige a nossa sociedade.

 


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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Alma lusa

 

 

Os portugueses autodefinem-se como sendo adeptos de um fervoroso nacionalismo. Torga definia-o como um “amor canino à pátria”. Basta olhar para o apoio à nossa selecção para nos cair logo uma lágrima, ou várias, quando a bandeira sobe no mastro ou soa a primeira nota do hino. E é absolutamente maravilhoso, um autêntico milagre, observar o amor do mister Scolari à nossa selecção - à sua selecção -, para nos subir logo o orgulho de pais adoptivos, ou de avós históricos do “gaúcho” que tão bem se dá com a Nossa Senhora de Fátima.

De facto, os portugueses adoram abdicar da sua personalidade para se vergarem e se ajoelharem aos pés dos chefes. Torga considerava que tal atitude não é ocidental. Que tal subserviência é egípcia, assíria, bizantina, “lá do Oriente de onde vêm as religiões. A Europa é outra coisa: analisa, confronta, julga, exalta-se, mas não se roja…”

Muitos de nós julga tal divagação um sinónimo de verdadeiro cinismo. Mas não é. O verdadeiro cinismo consiste, não na “paixão telúrica”, mas antes “numa serena consciência cultural”.

O nosso povo, a ser alguma coisa, é patrioteiro. Esquece-se facilmente de fazer qualquer coisa de positivo pela sua terra, a não ser umas ruas de paralelo, uma capela no cimo do monte e pôr umas quantas tabuletas em ruas e travessas com os nomes de um escritor que não leu, de um qualquer militar que nunca participou numa batalha decisiva, ou de algum doutor da mula ruça.

De novo vou recorrer a Torga: “Não há maneira! Com oitocentos anos de vida, não conseguimos até agora a maioridade intelectual. Permanecemos numa infância pré-escolar, ainda agarrados às saias da mãe, com os nossos mitos familiares: a Virgem Maria, o Menino Jesus, S. José – figurações transportadas do núcleo caseiro, de onde nunca nãos libertámos”.

 


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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

O que por aí se vende

 

 

Quase todo o artesanato português cabe dentro da definição de Gertrude Stein. Realmente o que por aí se vende são «coisas feias feitas à mão».


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Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Orifícios

 

 

 

 

 

Consideram-se heróis e cidadãos acima de qualquer suspeita. Eternamente jovens e intelectualmente tão desenvoltos como semi-deuses. São glorificados. Sobrestimados.

Construíram a sua carreira a partir da exploração dos vários orifícios corporais: oral, anal, genital. Ou: genital, oral, anal. Ou na variante mais original: anal, oral, genital.

Quanto aos orifícios morais, a esses mandam-nos às urtigas.


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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Pling, plang, plong, plong, plong…

 

 

Pling, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, pling, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plang, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong, plong…


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Domingo, 11 de Maio de 2008

É tudo uma questão de palavras

 

 

“A senhora Swann aprendera a palavra «horrendo» através de um amigo que venerava – palavra essa que lhe abrira novos horizontes porque designava precisamente as coisas que alguns anos antes considerava chics…”

 

Marcel ProustÀ Sombra das Raparigas em Flor

 


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Sábado, 10 de Maio de 2008

Nostalgia

 

 

Há sempre paz nos cavalos que pastam.


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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

De repente sentimos

 

 

 

Chega a parecer bruxedo. De repente sentimos que temos tudo e, de repente, apercebemo-nos de que nos falta o essencial. Um pouco além uma presença oculta faz-nos desconfiar da realidade. É quando a verdade se move.

 


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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Por vezes

 

 

 

 

 

 

Por vezes desnorteio-me no horizonte circular da minha imaginação. E também na vontade circular dos portugueses.

No início começamos todos por ser revolucionários.

Cada geração costuma dizer-se subversiva. Daí a pouco verifica-se que também ela não fez nada.

Falhou na prática. Envelheceu. Acomodou-se. E depois passou a justificar os princípios que a princípio combatia.

 


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Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Sente-se

 

Há na alma portuguesa traços de reacções epidérmicas, quase sempre sentimentais. Dizem-na inspirada, mas é apenas dramática.

Por isso o português que a transporta se ri com anedotas grossas ou com histórias de faca e alguidar.

Sente-se que não é o impulso interior que o move, mas antes a pressão exterior que o obriga. Parece que a vida intelectual não é impulsionada de dentro para fora. Sente-se que os livros nascem de fora para dentro.

 


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Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Ora bem

 

A idade e a experiência de vida têm destas coisas. Com certas pessoas já nem é preciso cansarmo-nos em raciocinar. Basta apenas afirmar o contrário do que eles dizem e acertamos sempre na verdade.


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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Pling, pling, pling…

 

Pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, 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Domingo, 4 de Maio de 2008

A espiral da História

 

Miguel Torga, Diário, Vol. VIII.

Coimbra, 8 de Outubro de 1953 – A harmonia da nossa mediocridade presente acaba por me fazer acreditar nos paraísos às avessas. O rasteirismo entrou-nos de tal modo no sangue, que, quanto mais banais, charros, idiotas, mais nos admiramos mutuamente. Cada livro ilegível que aparece nas montras é uma obra-prima; um discurso vazio, oco, conselheiral, arranca-nos uivos de espanto; um acto de isenção que deveria ser obrigação de rotina, entra nos feitos do heroísmo. E assim sucessivamente.

Que pestilência, quando o futuro esventrar o cadáver deste tempo português.

 


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Sábado, 3 de Maio de 2008

A defesa intransigente

 

Revista Tabu (semanário SOL), nº 85, 25 de Abril de 2008 – Entrevista a José Mário Branco.

Jornalista – A ideia que passa é que neste momento será quase um eremita.

José Mário Branco – Que ideia! Trabalho com muito gosto e tenho muitos amigos. Mas defendo-me intransigentemente da mediocridade, que é das coisas mais agressivas que há.

 


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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

A Cruz e o castigo

 

A alienação já vem de longe.

Primeiro rumaram os cristãos por esse mundo fora impondo a sua fé civilizadora. Só que a fé não permite o diálogo. O diálogo é ímpio. Por isso massacraram os incas no Peru, os astecas no México, que por seu lado subjugaram e massacraram outro povos vizinhos, impondo-lhes os seus deuses vingativos e sanguinários.

Impôs-se um deus branco na África Central e Jeová aos muçulmanos. Depois a luta centrou-se entre os defensores da penitência da Cruz com as volúpias do Crescente.

Recentemente o Papa deslocou-se aos EUA e centrou a sua preocupação teológica a dar lições de moral aos bispos e padres da sua igreja denunciados por pedofilia.

Ao que chegou a religião.

Se Deus não castigar os pedófilos, o Demónio ri-se.

Por isso os velhos muezines, do alto dos seus minaretes, incendeiam as mentes dos seguidores de Alá.

 


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