Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Quem és tu?

 

 

- Olá, quem és tu?

- Sou o homem vazio.

- O T. S. Eliot?

- Por favor não me encadeies com essa luz.

- Que luz?

- Prometes não lançar essa luz sobre mim?

- Prometo.

- Olá, quem és tu?

- Sou o homem vazio…

 


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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

O princípio da escrita

 

 

Li algures que a existência não possui grande interesse, a não ser nos dias em que a poeira da realidade se mistura com areia mágica, em que qualquer vulgar incidente se torna energia romanesca. É esse o princípio da escrita.


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Terça-feira, 29 de Julho de 2008

A sabedoria não se recebe

 

 

“A sabedoria não se recebe, todos temos de a descobrir por nós mesmos, depois de um trajecto que ninguém pode fazer por nós, que ninguém nos pode poupar, porque é um ponto de vista sobre as coisas”.

 

Proust (Elstir) – Em Busca do Tempo PerdidoÀ Sombra das Raparigas em Flor

 


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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Splach, pling, plong, ping…

 

 

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Domingo, 27 de Julho de 2008

Ainda há-de chegar o dia…

 

 

Ainda há-de chegar o dia em que vamos poder dizer de um político português, tal como o personagem principal do romance de Proust referindo-se ao seu amigo Robert Saint-Loup: “A sua cabeça fazia lembrar aquelas torres de antigos baluartes cujas ameias inutilizáveis permanecem visíveis, mas que foram interiormente adaptadas a bibliotecas”.


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Sábado, 26 de Julho de 2008

Nenhum de nós sabe ao certo…

 

 

Nenhum de nós sabe ao certo onde se encontra aquilo que procuramos. Muitas das vezes até fugimos do lugar para onde nos convidam, sem suspeitarmos de que era ali onde podíamos encontrar a razão dos nossos pensamentos. Ou a pessoa certa.


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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

A política por outros meios

 

 

 

A religião, que é a política por outros meios, costuma viver das verdades eternas.

Só que a História demonstra, para nosso grande espanto, que cada verdade eterna contém, pelo menos, outra verdade, se não várias, idênticas a ela.

Qualquer homem sensato deve, por isso, revelar profunda desconfiança quando se trata de verdades eternas.

Ninguém, no seu perfeito juízo, é capaz de negar que elas são imprescindíveis, mas estou convencido de que quem as toma à letra é louco.

Alguns ideais humanos contêm exigências tão exorbitantes que podem levar qualquer pessoa à desgraça. E só há uma maneira de o acautelar: evitar, desde logo, levá-los completamente a sério.

 


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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

À medida que avançamos…

 

 

À medida que avançamos na vida, perguntamo-nos como é que chegámos a ser aquilo que somos, porque temos prazer com determinadas coisas, porque partilhamos determinada visão do mundo, porque exercemos esta ou aquela função, ou o porquê do nosso carácter. E é nesse preciso momento que nos damos conta que a partir daí as coisas já não irão mudar muito.

Podemos até concluir que fomos enganados, porque não há ninguém que consiga descobrir em lugar nenhum a razão suficiente para que tudo tenha acontecido como aconteceu, porque é certa a possibilidade de tudo ter acontecido de outra forma.

Aliás, raramente o que acontece depende da iniciativa dos homens, antes resulta das mais variadas circunstâncias, dos caprichos, da vida e da morte das outras pessoas. Quase sempre o que acontece vem ter connosco no momento próprio e inadiável.

 


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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Os ideais têm…

 

 

Os ideais têm qualidades curiosas, os melhores são mesmo capazes de se transformarem no seu contrário quando os queremos seguir à risca.

 


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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Voltar a Voltaire

 

 

 

Ontem, enquanto via e ouvia no telejornal o primeiro-ministro e a chefe da oposição, lembrei-me de uma frase de Voltaire que diz que os homens só utilizam as palavras para esconder os pensamentos e só se servem dos pensamentos para justificar as suas injustiças.

 


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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Splach, splach, splach, splach, ping…

 

 

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Domingo, 20 de Julho de 2008

Nadir na televisão

 

 

Ontem vi na televisão uma reportagem sobre Nadir Afonso. Vi-o contente entre amigos, no seu jardim em Cascais. Até lá descortinei dois rostos conhecidos: João Batista e Carlos Magno.

Vendo o pintor eloquentemente expondo as suas ideias, notei-o, no entanto, um pouco triste. Foi então quando me lembrei das palavras de Proust (Em Busca do Tempo PerdidoÀ Sombra das Raparigas em Flor): “Aqueles que julgam as suas obras duradouras – e era esse o caso de Elstir – ganham o hábito de as situar numa época em que eles próprios já serão apenas pó. E assim, forçando-os a reflectir no nada, a ideia de glória entristece-os porque é inseparável da ideia de morte”.

 


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Sábado, 19 de Julho de 2008

A superficialidade profunda

 

 

É uma infelicidade, mas também verdade: a grande maioria das pessoas é ambígua naturalmente. As pessoas são estruturalmente ambíguas, apesar de afirmarem o contrário. Mesmo dizendo-se inequívocas por fora, são inevitavelmente equívocas interiormente. Por isso, quando, perante uma situação importante e delicada, que julgávamos tratar-se de algum mal-entendido, afinal o que se nos revela é que desconhecíamos o seu verdadeiro carácter. Em vez da confusão superficial, o problema residia na profundidade da sua falta de carácter.


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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Penso de mais

 

 

 

Penso de mais e isso não é bom.

E não é bom porque me desgasta a alma e porque me inquieta o espírito.

 


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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Comparações

 

 

Há pessoas que gostam de comparações e há pessoas que detestam comparações.

Eu limito-me a constatar que as comparações são a base da ciência e, curiosamente, a essência da metáfora.

 


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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

O princípio da incerteza

 

 

Penso que todos nós estamos muito mal preparados para o que ai vem. E seja lá o que for o que por aí dá sinais de surgir, parece-me que é bem capaz de não ter grande capacidade de nos revigorar.


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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Este país é para parvos

 

 

“O meu pai sempre me disse para fazer o melhor que sabia e dizer a verdade. Dizia que não há nada que nos dê mais paz de espírito do que acordarmos de manhã e não termos de decidir quem somos. E, quando cometemos um erro, dar um passo em frente e reconhecermos que o cometemos e dizermos que estamos arrependidos e continuarmos a viver a nossa vida. Para não termos nada a pesar-nos na consciência. Se calhar, dito hoje, tudo isto soa bastante singelo. Até para mim. Mais uma razão para eu meditar nestas palavras. Ele não falava muito, por isso eu lembro-me bem de tudo o que ele me dizia. E, se bem me recordo, ele não tinha paciência para repetir as coisas duas vezes, por isso aprendi bem à primeira. (…) Acho que a verdade é sempre simples. Tem de ser, não há outra hipótese. Tem de ser suficientemente simples para uma criança a atender.”

 

Comarc McCarthyEste país não é para velhos

 


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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf…

 

 

Pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf, pling, plong, plang, plaf, plaf, plaf…

 


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Domingo, 13 de Julho de 2008

No que diz respeito…

 

 

No que diz respeito a questões de religião, as pessoas são culpadas de todos os tipos possíveis de desonestidade e ofensas intelectuais.

 

Sigmund FreudO futuro de uma ilusão

 


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Sábado, 12 de Julho de 2008

As diversas formas…

 

 

As diversas formas de adoração que prevaleceram no mundo romano foram todas consideradas pelo povo como sendo igualmente verdadeiras, pelo filósofo como igualmente falsas e pelo magistrado como igualmente úteis.

 

Edward GibbonDeclínio e queda do império romano

 


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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

A trave e as cancelas

 

 

Corremos o país de lés-a-lés e não encontramos moldura que preste. Portugal assemelha-se muito a um pequeno bosque que, aparentemente, tem o seu encanto.

As árvores, os arbustos e as flores até compõem lindos atavios e felizes arranjos florais. No entanto, o que devíamos ser era uma floresta onde há de tudo.

Mas, infelizmente, somos a imitação do pinhal de Leiria. Só madeira de fraca qualidade, caruma e resina.

Atravessamos o bosque e não encontramos uma árvore que dê uma trave mestra. Só deparamos com arbustos sofríveis para tábuas de cancelas.

 


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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

O Princípio da Razão Insuficiente

 

 

A História aí está para provar que a verdadeira filosofia, a verdadeira moral e a verdadeira fé, são coisas que nunca existiram; mas que, antes pelo contrário, as guerras, as selvajarias, e os ódios a que deram origem transformaram o mundo de forma produtiva.


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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

E esta transição…

 

 

“E esta transição entre achar o mundo velho ou achá-lo belo é bastante semelhante à distância que medeia entre os ideais de um homem novo e a moral superior do homem maduro, que é vista como preceito ridiculamente edificante até ao momento em que nós próprios a assumimos.”

 

 

MusilO homem sem qualidades

 


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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

A trilogia da arte desinteressada

 

 

Segundo o Marqués de Bradomín: “Eu não aspiro a ensinar apenas a divertir.”

Segundo Poe: “A didáctica é uma heresia”

Segundo Boudelaire, que é apenas a definição de Poe, só que em francês normativo: “L’hérésie de l’enseignement”.

Estas são as três formas de cada um se referir ao livro da sua vida.

 


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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Pling, pling, (…), plang…

 

 

Pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, plang, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, plang, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, plang, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, plang, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, plang, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, pling, plang…


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Domingo, 6 de Julho de 2008

Certa vez

 

 

 

Certa vez, um dramaturgo espanhol que não ficou para a história, fez o seu herói romântico dizer em pleno palco que a sua heroína era de seda por fora e de ferro por dentro. Valle-Inclán, que assistia na plateia, não se contendo, vociferou: Isso não é uma mulher, é um guarda-chuva.

 


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Sábado, 5 de Julho de 2008

O nó dos dedos

 

 

Há dois estados distintos na vida dos seres humanos, ou duas formas de viver e de encarar o mundo, estados que até nos distinguem uns dos outros.  

Uns limitam-se a observar e outros a criar.

Proust escreveu que o estado de espírito dos que observam está muito abaixo do nível dos que criam.

Parece uma evidência. Mas… Herberto Helder escreveu de outro modo: “Sei de um poeta que passou os anos mais próximos do seu \ «suicídio» \ a bater com os nós dos dedos pelas paredes a abrir e fechar \ as mãos para que o ar saltasse…”

 


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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Nesse caso

 

 

Quando se investe sempre a maior parte da nossa energia unicamente naquilo que não se considera necessário, nesse caso é-se um idealista verdadeiro.


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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

A política e a gramática

 

 

Um professor universitário japonês defende que o uso impreciso da gramática corresponde precisamente ao caos que reina na vida de muita boa gente. E refere: “Falando com propriedade, não podemos falar em caos, uma vez que a gramática é como o ar: mesmo que alguém do alto da sua cátedra determine quais as regras a seguir, isso não quer forçosamente dizer que as pessoas as sigam”.

Estou em crer que a política portuguesa se assemelha muito à gramática japonesa.

 


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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Nomeadamente no que se relaciona…

 

 

A história de José Sócrates, e do seu governo, nomeadamente no que se relaciona com a competência, com a seriedade, com o seu compromisso político e social (leia-se socialismo), é muito interessante e, até, plena de mistério, tal e qual como uma boa história. No entanto já começou a perder um pouco o seu fulgor inicial depois de ouvido nove ou dez vezes de enfiada. Mas dá-nos prazer, eu por mim falo, continuar a ouvir tais relatos encantatórios. Muito deles excedem em muito a minha própria imaginação.


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