Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Matrix

 

 

G. K. Chesterton (A Inocência do Padre Brown) escreveu que “há na vida um elemento de coincidência mágica que as pessoas que pensam prosaicamente deixam perpetuamente escapar. Como foi bem expresso no Paradoxo de Poe, a sabedoria devia contar com o imprevisto”.

Por seu lado John Updike (Regressa, Coelho) põe na boca de um dos personagens que um céptico é um pragmático cansado.

Logo o meu subconsciente me reconduziu em direcção ao problema que o nosso primeiro-ministro enfrenta.

Algo que Chesterton põe na boca do chefe da polícia Aristide Valentin pode definir o dilema de um suspeito: “O criminoso é o artista criador, o detective é apenas o crítico”. Se substituirmos o “detective” pelo “jornalista”, fica a situação definida relativamente ao caso Freeport.

O que me pergunto é quem será Flambeau, o “colosso do crime”.

 


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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Há nas máquinas a arte...

 

 

Há nos gestos obsessões geométricas. E verdades físicas que nos desarrumam o espírito.

Há nas máquinas a arte da invenção dos lírios. A arte dispõe-se a estas causas: ao fenómeno congénito do amor.

O amor é matemática teórica. Um assumido materialismo do crepúsculo. Como se de uma determinação de descrer se alimentasse.  

O amor nasce da guerra individual que permite a instabilidade. É como uma realidade nunca adquirida. Tu seres o meu texto. E eu ser a tua parte inquieta.

 


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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Alguém veio do sítio das metáforas

 

 

Alguém veio do sítio das metáforas e naufragou em plena rua do desencanto. Nem a extinção nem o amanhecer atrapalharam o poeta que escreveu um poema vazio. Um poema cheio de vazio, tal como ele estava por dentro. Por isso o ar lhe dói mais quando respira.


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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Pling, plong, plang, pleng, plung, ping, ping, ping, Bruuuum...

 

 

 

 

 

 

 

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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Dizem que sim

 

 

Dizem que sim. Que o diálogo entre civilizações continua. Que a abertura entre as diversas religiões se estende. Mas todos nós sabemos que no meio existe um mar repleto de indiferença dissimulado entre os tímidos simulacros de amor e as efémeras fragrâncias do ódio. Pela economia, o diálogo cristão e muçulmano progride. Pelo cérebro, o encefalograma é uma linha morta.  

André Glucksmann (O Bem e o Mal) descreveu bem a situação do mundo actual, pois os breves encontros entre intelectuais, quadros e responsáveis de todos os credos e ideologias ficam em águas de bacalhau. A situação não nos surpreende. A receita é sempre a mesma: “Falar sem nada dizer, viajar sem nada fazer, visitar sem nada ver, constituem o habitual dos diálogos culturais”.

 


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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Não há espaço

 

 

Não há espaço para tanto vazio. Ouvimo-los e não os compreendemos. Eles. São sempre eles os que escolhem, os que decidem, os que nos explicam o vidro e não a sua transparência.


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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Vai o vento

 

 

Vai o vento beijar as casas que agora estão vazias. O vento desce triste até ao rio. Já ninguém olha para os campos. Já ninguém se ri ao pé do chafariz. Os olhos das crianças tornaram-se azedos.


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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Nem sempre

 

 

As linhas que imprimem verdade aos dias são difusas. É a tua velocidade o que torna as viagens surrealistas. Para além das nuvens o sol brilha como sempre. Nem sempre o que não se vê não existe.


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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Pling, pling, pling...

 

 

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Domingo, 18 de Janeiro de 2009

As linhas perenes

 

As linhas perenes das montanhas deixam-me fixo na observação dos dias. Os dias passam como universos fixos na eternidade. Lá ao longe os arbustos crescem sem se interessarem pelo instante seguinte. Há instantes longos e instantes curtos. Os pequenos animais mexem-se por instinto e por instinto fenecem. É o caos da existência. Muito olho para nada perceber. Muito percebo para nada justificar. Muito justifico para nada ter sentido. Muito pouco há para amar. Tudo justifica a vida, mas pouco justifica a inteligência. Saber voar é um sonho rápido e isso é triste. Mas nem por isso as aves deixam de nascer com esse instinto. É o instinto uma justificação vital. O vento sopra nas empenas dos telhados antigos. O musgo preenche os buracos ou alisa os caminhos dos jardins. O mundo passa ao segundo seguinte.


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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Toda esta chuva me molha os olhos

 

 

Toda esta chuva me molha os olhos. E também as memórias de infância. E o sorriso fixo dos meus pais. E as palavras desfeitas de carinho. E as manhãs fixas de azul. E o ciciar de metáforas aos ouvidos da pessoa amada. E de olhos molhados vou até onde o eco dos sentidos me conduzem. Nada mais tenho para escrever. Ninguém redige com a água da chuva. Nem com a chuva a cair nos olhos molhados.


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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Também os pássaros...

 

Há quem deixe de estar em pé por causa da luz dos espaços. As formas iludem a vida. Também os pássaros morrem abrigados pela luz do Inverno.


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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Estreita-se o tempo

 

 

Estreita-se o tempo e parece que são as paredes quem o faz. Os caminhos já não têm caminhantes, por isso deixam de o ser. Tudo se envolve em confusão.


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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Pinga, plinga, plinga, pinga, pinga...

 

 

Pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga, plinga, plinga, pinga, pinga, pinga… boa.

 

 

 


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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

O tempo não tem sentido

 

 

Tudo começa quando a imaginação se intromete. Por isso somos teimosos. A obstinação é uma angústia humana. Mesmo quando o momento se impõe sem interlocutores, o vento fustiga os pássaros que desejam comer. O resto é frio. A própria fantasia é vaga porque não se sustenta em nada. Por vezes a velocidade dos aparelhos voadores renasce com a aproximação da susceptibilidade do movimento dos astros. Até os dedos se contraem quando o dia começa a desfalecer. As crianças choram ou riem consoladas por poderem brincar sem pensarem em nada. E gritam bem alto a sua alegria. O mundo agita a matéria. O mundo gira. O mundo ergue o céu até lá bem alto e as sombras dos carvalhos desenham os nervos dos dias. A noite desce quando alguém se cansa de sonhar. O sol respira o oxigénio dos ascetas e bronzeia o mar calmo. Há paz nos caminhos velhos onde a poeira dos dias se acumula sem préstimo. As pedras dos muros ganham musgo e encostam-se à solidão dos lagartos imóveis. Todos os dias se perde algo. Todos os dias a angústia é maior. Pequenas flores germinam no frio do musgo. E os insectos moram longe. A cor das giestas ganha consistência na humidade dos montes. Também os montes amam as pedras e os fetos e os míscaros e as ervas daninhas e as urzes e os pinheiros que despontam e os animais que dormem nas suas tocas. As horas rodam em círculos confusos como que à procura de sentido. O tempo não tem sentido só teimosia. O tempo é tão teimoso que não tem presente. Desliza o gelo no vidro obstinado dos carros parados na noite. Alguém ao longe tosse. Um cão ladra. Uma luz apaga-se numa casa já apagada. É hora de descansar a desilusão humana.


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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

À espera

 

 

Esperar cansa. O silêncio cansa. E os dias descansados também cansam na mesma.


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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Pling, plong...

 

 

Pling, plong, pling, pling…


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