Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Somente o silêncio é verdadeiro

 

 

Somente o silêncio é verdadeiro. Sei que nos campos se ilumina a alma das rosas. Sei que os teus olhos de cansados se deixam escurecer pelas pálpebras. É este um dia masculino. Um dia de cantos rigorosos. Agarras nas palavras silenciosas e dizes que não te interessavas de enlouquecer a murmurá-las. Os campos jazem abandonados pelos animais. As estrelas entristecem no céu porque ninguém as olha. E esperam na eternidade pela salvação da matéria. As noites costumam agora ser de pedra. Tu és um gesto. Eu sou uma raiz. Uma raiz que divaga. Tu és uma estrela que foge num gesto de Deus.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

ZZZZZZZZ... pling...

 

 

Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz… pling… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz… plong… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz… pling, pling, plong… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz… ping…                                        

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

A Igreja Católica tem uma obsessão...

 

 

 

“A Igreja Católica tem uma obsessão com o corpo, o corpo que supostamente foi criado por Deus mas que para a Igreja – mais particularmente a Católica – é suspeito. O que desejam não é controlar a alma mas o corpo.”

 

Uma Longa Viagem com José SaramagoJoão Céu e SilvaPorto Editora

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Onde é que está Deus?

 

 

 

“Imaginando que cada um tem o seu deus, é complicado decidir aonde é que eles estão? Alá está aonde? O Deus dos cristãos onde é que está? Como é que funciona? Isto é uma máquina que foi posta a funcionar por um determinado deus ou por todos. Eles estão ou não de acordo quanto ao funcionamento da máquina? E porque é que eu hei-de, em nome da crença – e exactamente porque é uma crença não está assente na razão – odiar aquele que crê noutro deus? O que é que isto significa? Quando falamos muito orgulhosos da racionalidade do ser humano, eu duvido dela e costumo dizer que somos todos enfermos mentais.”

 

Uma Longa Viagem com José SaramagoJoão Céu e SilvaPorto Editora

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Portugal: Fotografia de corpo inteiro

 

 

“Em tempos disse que Portugal estava culturalmente morto. Talvez tenha dito em determinado momento mas também o diria hoje porque Portugal não tem ideias de futuro, nenhuma ideia do futuro português, nem uma ideia que seja sua e vai navegando ao sabor da corrente. A cultura, apesar de tudo, tem sobrevivido e é aquilo que pode dar ao país uma imagem aberta e positiva em todos os aspectos, seja no cinema, na literatura ou na arte – temos grandes pintores que andam espalhados pelo mundo. Mas o Almeida Garrett definiu-nos de uma maneira que se tem de reconhecer que é uma radiografia de corpo inteiro: «O país é pequeno e a gente que nele vive também não é grande». É tremenda esta definição mas se tivermos ocasião de verificar, desde o tempo do Almeida Garrett e, projectando para trás, efectivamente o país é pequeno. (…) E nós estamos à espera – antigamente esperávamos o D. Sebastião… - de que alguém aparecerá para nos ajudar a atravessar a rua. Tal como os cegos que ficam parados até que aparece uma alma caridosa que os leva por um braço, nós estamos sempre à espera que alguém chegue para ajudar a atravessar a rua para o outro lado.”

 

Uma Longa Viagem com José SaramagoJoão Céu e SilvaPorto Editora

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Os fracos são tão engraçados...

 

 

“Os fracos são tão engraçados na sua ilusão de serem os mais fortes.”

 

Histórias de Amor - Robert WalserRelógio D’Água

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Pling, pling, pling, plong...

 

 

Pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong, pling, pling, pling, plong…


publicado por João Madureira às 22:22
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Mantenho a recusa de sentir...

 

 

Mantenho a recusa de sentir as planícies desordenadas, de olhar os reflexos do fogo, de ceder à tortura do desgosto, de deixar de contemplar a continuidade viva das folhas das acácias. Tu preferes reter a surdez do vermelho, elogiar a banalidade dos violinos, ou memorizar a frivolidade do jogo das proporções. Todo o género é relativo. Toda a poesia é inútil. Todo o espelho é arbitrário. Um dia alguém fixará a pureza secundária dos objectos. Então o desenho da cor azul triunfará sobre as superfícies sólidas da prepotência. Um dia alguém amará os ancestrais caminhos que levam os animais a beber ao rio e não os carros que entopem os acessos aos hipermercados.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Terça-feira, 16 de Junho de 2009

No meio da tempestade...

 

 

No meio da tempestade ocorrem ressonâncias instintivas. Quem cede às solicitações do talento fica com a consciência saturada de ideias desordenadas. São essas as harmonias dispersas. Dentro das inflexões talentosas, alguém percorre o mundo cheio da energia das imagens. Outro alguém exalta a frivolidade do espanto. Os machos frívolos desatam a formular coitos e perdem a memória. As fêmeas fazem flexões talentosas. Cada imagem mental dá origem a uma revelação. A visão instintiva dos triunfadores encosta-se às metáforas. É essa outra impressão de uma cidade perdida no desenho das suas ruas. Gemem os aspectos sólidos dos ângulos do teu corpo transfigurado em objecto. Essa visão instintiva muda a regulação obscura da cor. É preciso outro objecto para construir uma alma. O corpo – esse escravo do tempo – morre mais um pouco em cada coito.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Pling...

 

Pling... e nada mais!


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Tento reconstruir...

 

 

 

Tento reconstruir algumas atitudes que empalidecem no rosto tranquilo da solidão.

Há uma vontade indómita de renascer no teu olhar, como se invocasse a razão difícil de existir.

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Continuo na expectativa...

 

 

Continuo na expectativa da imagem da sabedoria do silêncio. Esse espelho da metafísica. Essa intuição mística da realidade.


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Pling...

 

 

Pling, plong, plang, ping, pleng, plong, pling, ping, plang, pling, ping, plong, plong…


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Quando o coração se dobra sobre si mesmo

 

 

“Há um momento na vida em que cada um de nós que sobrevive se começa a sentir como uma espécie de fantasma que se esqueceu de morrer na altura certa, e a verdade é que muitos de nós éramos bem mais divertidos quando jovens. A idade parece fazer o coração dobrar-se sobre si mesmo. Alguns caminham agora sozinhos, a sonhar com o passado; outros apercebem-se de que perdem o jeito de se aguentarem ao sol. A ideia de futuro é, para muitos e nós, mais um motivo para irritação do que para optimismos, como se já tivéssemos a nossa conta de novidades e apenas ansiássemos pelo longo sono que envolve as pontas das nossas vidas, eu próprio sinto esse cansaço.”

 

“Pássaros Sem Asas” - Louis de Bernières - ASA

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Apologia das campanhas eleitorais

 

 

“Ibrahim, o Louco, era um dos mais divertidos quando era novo. Dizia-se que nascera com um sorriso no canto dos lábios, e era, desde jovem, um especialista em interjeições inoportunas. Para ser mais preciso, ele aperfeiçoou um reportório de balidos que imitava na perfeição os comentários estúpidos de uma cabra nos seus vários estados de espírito: uma cabra que é apanhada de surpresa, uma cabra que anda à procura da cria, uma cabra perplexa, uma cabra no cio. Contudo, o seu balido mais popular era o de uma cabra que não tem nada para dizer.

(…) Ibrahim já não solta os balidos dele, agora escuta as cabras no seu movimento de arbusto em arbusto. Verá que não tardará a reconhecer o balir de uma cabra que não tem nada a dizer.”

 

“Pássaros Sem Asas” - Louis de Bernières - ASA

 


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Ping, pling...

 

 

Ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping, pling, ping...


publicado por João Madureira às 22:00
link do post | comentar | favorito
|

.Keith Jarrett - La Scala

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Abril 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9





.posts recentes

. Cabo da Roca

. Cabo da Roca

. Cabo da Roca

. Poema Infinito (352): Out...

. Na exposição

. Cavalos no Barroso

. 339 - Pérolas e diamantes...

. Janela

. Eira

. Garrafeira

. Poema Infinito (351): A c...

. À porta

. Reflexos

. 338 - Pérolas e diamantes...

. A vendedora de fumeiro

. O sapateiro

. O barrosão

. Poema Infinito (350): Inv...

. O camarada

. O artesão

. 337 - Pérolas e diamantes...

. Alturas do Barroso com ne...

. No bailarico

. Na conversa à lareira

. Poema Infinito (349): A o...

. Na conversa

. Casebre

. 336 - Pérolas e diamantes...

. Senhora das Brotas - Chav...

. Senhora das Brotas - Chav...

. Senhora das Brotas - Chav...

. Poema Infinito (348): A d...

. Senhora das Brotas - Chav...

. Senhora das Brotas - Chav...

. 335 - Pérolas e diamantes...

. Senhora das Brotas - Chav...

. Senhora das Brotas - Chav...

. Senhora das Brotas - Chav...

. Poema Infinito (347): A g...

. Senhora das Brotas - Chav...

. Senhora das Brotas - Chav...

. 333 - Pérolas e diamantes...

. Observando

. Dançando

. Falando

. Poema Infinito (346): O m...

. Olhando

. Pensando

. 332 - Pérolas e diamantes...

. Na aldeia V

.arquivos

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

.tags

. todas as tags

.Visitas

.A Li(n)gar