Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Portefólio – Noite

 

Auto-retrato com o Duque de Bragança às costas...


publicado por João Madureira às 15:00
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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Uma extensão de luz

 

 

A rude beleza das tuas mãos acendidas pela inquietação precipitam-se para os incêndios da noite. Quem ouvirá a imagem da morte com o seu sorriso cru suspenso de um lenço viciado no frio das glicínias? Quem? Quem sofrerá com a energia rápida dos segredos? Quem? A inocência impetuosa dos dedos cheios de vozes rompe os crimes ardentes e as ausências abertas nos espaços. Pergunto: quem se alimenta da velocidade dos nomes inquietos? Digo: depressa anda a loucura anunciando ciclistas amarelos ou elefantes azuis cobalto. Comentas: a velocidade do tempo é um crime sagrado. E lento. Oh, a inteligência. A inteligência demorada dos braços abertos. Ofereço-te o respirar da espuma. Uma parte de mim morre logo ao despertar. O teu rosto volta lentamente da febre fria dos domingos, do canto inocente dos ângulos, dos anjos inaugurados como as crianças famintas. Procuro os teus braços abertos que anunciam uma canção de embalar. Olha: eu queria saber quem atravessa o mar de nuvens para voltar ao silêncio da terra fria. De tanto correr o teu rosto treme com o silêncio das ilhas. Uma flor morre ao trespassar o sono leve da ausência. Devagar o cheiro chama a adolescência. A ideia é sempre a mesma: uma extensão de luz escrita nos teus lábios. 

 


publicado por João Madureira às 12:00
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Continua a chover e eu a ver...


publicado por João Madureira às 17:00
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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Vou-me embora antes que me chateie...


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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Só vejo guarda-chuvas...


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Domingo, 27 de Setembro de 2009

Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

São Caetano e a concorrência de fora (3) iluminada em pleno dia...


publicado por João Madureira às 19:00
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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

 

São Caetano e a concorrência de fora (2)


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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

São Caetano e a concorrência de fora (1)


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Sábado, 26 de Setembro de 2009

Portefólio – Litoral

 

João Madureira e o mar da Figueira...


publicado por João Madureira às 12:00
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Linha do horizonte à direita...


publicado por João Madureira às 19:00
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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Saída para Mosteiró de Cima seguida de curva à esquerda...


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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Seguir a direito...


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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

A verdade e a mentira

 

 

“Contudo, neste mundo, em distintas e bastas ocasiões, muitas virtudes se encontram tanto na verdade quanto na mentira. E tanto na verdade como na mentira se vislumbram, em bastas e distintas ocasiões, muitas máculas e sofrimentos. Olhai o mundo, se duvidais! Mata-se por se dizer a verdade, se mata servindo-se da mentira, morre-se por se defender a verdade e se morre ao abraçar-se a mentira. Em nome da verdade, por mor da mentira, pelos dois motivos, se oprime e se tira a vida, se perde a vida e se é oprimido.

Aliás, pelas suas semelhanças, a verdade dos homens é a irmã da mentira. Embora tantas vezes possam parecer dissemelhantes, são como as duas faces de uma mesma moeda, não existindo uma sem a outra. E por esse motivo se confundem, se transmutam, quantas vezes, uma na outra. São ambas maleáveis, por não dependerem da razão e da realidade, que são imutáveis. Ao invés, são elas flexas perante o poder, que é inconstante. Se juntardes uma assembleia de povos malquerentes, cada um dirá ser a sua opinião ou causa a verdadeira, acusando as outras de falsas. A verdade para uns é a mentira para outros. Quem decide quem mente, quem profere a verdade, acaba por ser um atributo do vencedor, que a impõe não tanto pela razão mas pelo poder da persuasão, pelo poder da argumentação, pelo poder da força, tantas vezes pelo poder das armas. E depois lutam, continuadamente, na defesa da sua verdade, mas não pela defesa da razão nem da realidade.

E assim sucede, marquês de Villanueva de Barcarrota, porque nem a verdade nem a mentira são perenes. A verdade hoje aceite pode ter sido a mentira de ontem e transformar-se no engano de amanhã. Por isso, o mundo dos homens é uma constante guerra para impor a verdade, aniquilando a mentira, por receio de esta lhe usurpar o lugar. E é nestas transmutações que muitos males sucedem, não necessariamente apenas aos reputados mentirosos.

Quantos foram os homens e até as mulheres, marquês de Villanueva de Barcarrota, que morreram por defenderem a verdade antes do tempo correcto, durante o tempo errado ou depois do tempo certo? E quantos mataram impondo como verdade o que antes era considerado mentira? E quantos mataram ou morreram na luta para verem a sua mentira olhada como verdade? Confundo-vos com palavras, mas se assim procedo é com uma simples intenção: a verdade não é sempre boa, nem a mentira é sempre má. Por serem iguais na essência, se exaltamos uma, não podemos aviltar a outra.

Engana-se assim quem julga que por apenas falar verdade será conduzido à salvação, que a mentira encaminha somente para a perdição. E engana-se quem julga que a mentira é contrária à ordem natural, à harmonia dos povos e até contra a nossa religião. Se o é, então o mesmo sucede com a verdade. (…)

De igual sorte também acreditei, marquês de Villanueva de Barcarrota, que Deus permitia, mesmo em casos especiais, que a mentira prevalecesse sobre a verdade, e influía até em certos homens para obrarem o Bem. Isto é, Ele os levava a mentir, mas com bom coração, para, contornando a verdade dos homens, se poderem salvar e cumprir uma missão divina. Exemplos daquilo que vos digo encontram-se nas Sagradas Escrituras. Se Cristo desejasse que proferíssemos sempre a verdade acreditada pelos homens, jamais teria permitido que Simão Pedro o negasse por três vezes antes do galo cantar. Aquele apóstolo não O negou por fraqueza humana ou cobardia, pois Deus não escolheria alguém com esses desdourados atributos para erigir a Igreja. Simão Pedro mentiu sim por influência divina, porquanto sem a mão de Deus nada lhe aniquilaria a sinceridade e lealdade. E sendo sincero e leal, dizendo a verdade, Simão Pedro se perderia, sem qualquer vantagem nem glória, perdendo-se assim a missão que Deus lhe destinara.

(…) Podemos dizer que, sendo perseguidos, encontram glória em Deus, que morrem e se tornam santos mártires. No entanto, deixam este mundo como o encontraram. Olhai, aliás, o exemplo de Cristo sacrificado pelos fariseus. Foi morto por usar palavras e actos verdadeiros, sem subterfúgios e manhas, para remissão dos nossos pecados, mas milénio e meio após o seu sacrifício está o mundo igual. Ou talvez pior. Continuamos a matar, a fazer sofrer, a ser intolerantes para aqueles que têm opinião contrária, com a agravante de ser a nossa religião, a religião de Cristo, quem mais comete estes ignóbeis actos, ao difundir dogmas, para perpetuar a sua verdade e aniquilar quaisquer desvios.”

 

A Mão Esquerda de DeusPedro Almeida Vieira – Publicações Dom Quixote


publicado por João Madureira às 17:00
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Portefólio – Noite

 

A velocidade do camião


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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Tudo está fora de sítio

 

Há pessoas assim, leves. Que adormecem sonhando com a loucura acesa dos que amam. Na sua ardente visão descobrem espíritos virtuosos iluminados pelos antigos mitos e pelas cores adormecidas das paisagens insinuadas pelos jovens. São eternas porque se multiplicam no amor. Levantam-se com os olhos imensos apossados de desejo. Vivem por detrás de tudo, num espaço límpido. O seu silêncio apaixona. Têm nomes húmidos. Usam pedras celestes ao peito. Amam-se na confusão do musgo, em dias terrivelmente ardentes. Usam a linguagem pura das exaltações. Ressuscitam a profundidade indefinida dos segredos. Dizem: tu és uma onda grávida, um nome plural, uma musa profunda, uma linguagem de locuções tensas, como a palavra saudade. E chega o mundo concreto. O amor deitado com uma mulher. Ou a luz de um coito efervescente como a dilatação dos dias. Dizes: toco as palavras, toco a luz, toco a paixão. Depois pensas na palavra que invade a paixão do sangue. O desejo desce como o orvalho. Na tua carne mergulho os meus dedos. Os meus dedos mínimos. Amas a palavra amor e apaixonas-te pela força dos beijos. Há uma razão oculta para o amor. Existe uma causa humilde para a vida. Sobre a sombra do desejo a mulher beija a própria boca. Antes beijar o ar, pensa. Mas brevemente desiste. As demoradas paisagens dos corpos nus alimentam-se da energia dos orgasmos. Os sexos aprofundam os espaços. A pele queima. Os teus movimentos cosem a rapidez dos espelhos. Hoje renasce o silêncio central. Tudo agora está no sítio.


publicado por João Madureira às 15:00
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Em vez de feira do gado, esta é uma feira de guarda-chuvas...


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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Obrigados... Ei, ei, ei, lá em baixo, deixem ver os bois...


publicado por João Madureira às 15:00
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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Por favor, deixem ver os bois...


publicado por João Madureira às 10:00
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Domingo, 20 de Setembro de 2009

Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

 

Alguém vende serras eléctricas e óculos de sol para o pó...


publicado por João Madureira às 21:00
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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

Outros sobem-na de bicicleta...


publicado por João Madureira às 18:00
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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

Alguns romeiros sobem a ladeira a pé...


publicado por João Madureira às 15:00
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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

 

Cristiano Ronaldo exibe os bíceps para espanto do São Caetano...


publicado por João Madureira às 13:00
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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

Nesta barraca os santos descansam na ligeireza das folhas impressas...


publicado por João Madureira às 11:00
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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

 

Por ali sobe-se...


publicado por João Madureira às 10:00
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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

Por aqui desce-se...


publicado por João Madureira às 09:00
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Sábado, 19 de Setembro de 2009

Portefólio – Litoral

 

Mar tranquilo... banhistas a preguiçar!


publicado por João Madureira às 15:00
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Nova curva à esquerda... Ó diabo, isto está a tornar-se enfadonho!


publicado por João Madureira às 21:00
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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Árvores a virar à direita...


publicado por João Madureira às 17:00
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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Nova curva à esquerda...


publicado por João Madureira às 14:00
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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Árvores à direita...


publicado por João Madureira às 11:00
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