Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

A chuva continua a cair mas as pessoas não se deixam desanimar. A feira tem de continuar. E o gado é manso.


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Domingo, 29 de Novembro de 2009

Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

Afinal, nem Santo António olha para o menino loiro, nem o menino loiro olha para o Santo António. No entanto, eu reparo na teia e no pó que cobre o paciente e bondoso santo.


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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

O menino loiro olha para o Santo António...


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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

O Santo António olha para o menino loiro...


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Sábado, 28 de Novembro de 2009

Portefólio – Litoral

 

Foto de família de costas voltadas para o mar...


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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Alguém pôs uma beleza crua nesta paisagem...


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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

E aqui vão os pensamentos e os olhares inquietos galgando montanhas...


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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

O carro vai numa direcção e o meu olhar vai noutra...


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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

O cão vadio

 

“Não surpreende pois que certas pessoas tenham tentado explicar o sucesso extraordinário de um homem medíocre como Hitler, vendo nele um instrumento de forças sobrenaturais, leia-se magias, ainda para mais quando ele próprio alimentava essas crenças ao fazer referência às suas inspirações «transcendentais». Se não tivermos em consideração as desordens da época, a ampla difusão e interiorização das ideias nacionalistas e anti-semitas radicais, bem como os incontestáveis dons oratórios do «pequeno cabo», a sua rápida ascensão pode, de facto, parecer «sobrenatural», sobretudo se lermos o retrato que dele fazem os seus contemporâneos. Um «especialista» em questões raciais de Munique, descreveu-o do seguinte modo: «Rosto e cabeça próprios de raça bastarda, mestiça. Testa baixa e metida para dentro, nariz feio, maçãs do rosto grandes, olhos pequenos, cabelos escuros. Um pequeno bigode em forma de escova, da largura do nariz, imprime ao rosto um ar particularmente provocante. A expressão não é a de um homem senhor de si mesmo, mas de um excitado extravagante.»

(…) Assim, o capitão Karl Mayr – que dirigia, desde 30 de Maio de 1919, o serviço de informações, incluindo a secção de propaganda e de instrução do comando militar na Baviera – escolheu Hitler devido à sua excelente conduta durante a guerra mas, também, por piedade – como escreveria mais tarde; foi da sua autoria a comparação de Hitler com um cão vadio.”

 

Hitler Marlis Steinert Verbo

 


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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Portefólio – Noite

 

Cai a noite sobre o bairro e as luzes, quais almas das casas, acendem-se para conforto dos humanos...


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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Espero pelas noites construídas

 

Espero pelas noites construídas como claustros. Vejo uma nova guerra anunciada na televisão por um soldado tocando clarim e atravessando cartazes repletos de juramentos de ferro forjado. Os macacos continuam a bailar no jardim zoológico exibindo cabeleiras loiras e falando inglês. Agora todos falamos inglês. Os beijos também são dados em inglês. Os beijos e os risos. Uma mulher que ri bem fá-lo em inglês. Também olha em inglês. E come em inglês. Até copula em inglês, mesmo que o copulador seja português. Copular é um verbo estranho mesmo em português. Mesmo as aves cantam em inglês. Os cães trotam em francês. Apesar dos gatos. Os anjos voam em latim. Os judeus gemem em yiddish. Os cavaleiros anónimos combatem epitáfios enquanto os santos de lábios grossos cantam salmos da bíblia. Um cavalo francês come as flores do jardim. Flores que esperavam ir para o paraíso dormir no regaço de um senhora bela. No paraíso as pessoas estão nuas e os anjos ansiosos fazem-lhe cócegas na planta dos pés. O poeta pede para sair do paraíso equilibrando-se em raios luminosos e correndo mais uma vez o absurdo da morte. Novo dia está prestes a jorrar. Uma mulher pega numa caixa e vai cerzir meias de peregrinos. Eles são mansos como o cordeiro de Deus. Lawrence Ferlinghetti bem costumava dizer que o amor é mais difícil de nascer nos mais idosos porque já percorreram os mesmos trilhos muitas vezes…


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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Na mesa do canto o caldo também faz parte da ementa. E o vinho e o pão... E ala que ainda há muita feira para ver.


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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Na mesa ao lado o vinho, o pão, o polvo, a feijoada, o convívio e a amizade. A felicidade, se é que existe, pouco mais é do que isto.


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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

O polvo, a feijoada, o pão, o vinho, a amizade, o convívio e a chuva. A felicidade é pouco mais do que isto.


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Domingo, 22 de Novembro de 2009

Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

O jovem S. Sebastião acariciado por duas devotas. Ao fundo, S. Miguel conforma-se com a sua sorte eterna...


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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

Uma senhora, e a sua sombra, meditam, sob a vigilância de S. Miguel Arcanjo, o seu elmo e a sua espada...  Paz, senhor anjo arcanjo, paz....


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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

Um senhor entra no templo à procura do seu santo favorito...


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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

Um beijo sentido à Senhora do coração fora do peito e trespassado por  punhais...


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Sábado, 21 de Novembro de 2009

Portefólio – Litoral

 

Lanço os meus olhos ao mar com pena de os molhar...


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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Alô, alô, Deus, onde é que tu estás?


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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

A paciência das oliveiras é enorme. E eu que tenho tão pouca...


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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Vamos virar à esquerda e caras a Bragança...


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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Quilómetro a quilómetro enchem as petrolíferas o papo...


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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Nápoles, a Camorra, o professor Iannomoto, a kalashnikov e o «big mac»

 

“Tudo o que existe passa por aqui. Aqui, pelo porto de Nápoles. Não há manufactura, tecido, peça de plástico, brinquedo, martelo, sapato, chave de parafusos, cavilha, jogo de vídeo, casaco, calças, broca, relógio, que não passe pelo porto. O porto de Nápoles é uma ferida. Grande. Ponto final das viagens intermináveis das mercadorias. Os barcos chegam, introduzem-se no golfo aproximando-se da doca como as crias das mamas, só que não têm de mamar, mas, pelo contrário, ser mungidas. O porto de Nápoles é um buraco no mapa-mundo donde sai o que foi produzido na China, no Extremo Oriente, como os cronistas ainda se divertem a defini-lo. Extremo. Muito longínquo. Quase inimaginável. Fechando os olhos aparecem quimonos, a barba de Marco Polo e um pé no ar de Bruce Lee.”

(...) “Estás a ver aqueles? São eles que mandam realmente. São eles que decidem tudo! Há aqueles que comandam as palavras e aqueles que comandam as coisas. Deves perceber quem comanda as coisas e fingir acreditar em quem comanda as palavras. Mas tens de saber sempre a verdade no teu corpo. Só comanda verdadeiramente quem comandada as coisas.”

(…) “O professor Iannomoto e a mulher. Não os tinham cumprimentado e eles não tinham ousado oferecer-lhes a refeição. Mas tinham-lhes oferecido, através de um empregado, uma garrafa de limonada, um camorrista sabe que também deve cuidar dos inimigos leais dado que são sempre mais preciosos do que os escondidos. Quando queria dar um exemplo negativo o meu pai apontava-me o professor Iannomoto.

(…) À escala internacional, a kalashnikov fez aquilo que os clãs de Secondigliano fizeram ao nível local, liberalizando de maneira total a cocaína e permitindo que qualquer um se torne narcotraficante, consumidor, vendedor a retalho, libertando o mercado da mera mediação criminosa e hierárquica. Da mesma maneira, a kalashnikov permitiu que todos possam tornar-se soldados, mesmo crianças e raparigas franzinas: e transformou em generais do quadro do exército pessoas que não conseguiriam conduzir uma vara de dez porcos. Comprar metralhadoras, disparar, consumir pessoas e coisas, e voltar a comprar. O resto é apenas pormenor. O rosto de Kalashnikov está sereno em todas as fotografias. Com a testa angulosa eslava e os olhos de mongol que ao envelhecer se tornam cada vez mais subtis aberturas. Dorme o sono dos justos. Vai para cama talvez não feliz, mas sereno, as pantufas debaixo da cama, em ordem; mesmo quando está sério tem os lábios em arco como o rosto de Palla di Lardo em Full Metal Jacket. Sorriem os lábios, mas não o rosto.”

(…) Os institutos de pesquisa económica internacionais fornecem continuadamente dados. Produzem-nos como carne quotidiana para os jornais, as revistas, os partidos políticos. O célebre índice «big mac», por exemplo, que considera tanto mais florescente um país quanto mais cara é a sandes nos McDonald’s. Por sua vez, para avaliar o estado dos direitos humanos os analistas observam o preço a que é vendida a kalashnikov. Quanto mais barata é a metralhadora, mais os direitos humanos são violados, o Estado de direito está gangrenado, a ossatura dos equilíbrios sociais está podre e em desagregação.”

 

Gomorra Roberto Saviano Caderno

 


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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Portefólio – Noite

 

À espera dos músicos. É sempre o mesmo fado.


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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

O sal das estátuas

 

 

Arde a matéria no pavor da linguagem. Ouvem-se vozes brancas cheias de palavras impossíveis. Enquanto eu paro sobre a madrugada tu avanças usando palavras plenas de paixão. Ferve o amor no silêncio acarinhado pelas tuas mãos. Existe uma desordem geográfica no teu sorriso. Só agora se vê a geografia circular dos violoncelos. A solidão das paisagens começa num livro triste. As imagens sobrenaturais cobrem as paredes de giz. Os desertos lembram despedidas lentas. O meu coração nunca mais dorme. Tu moves as mãos como se fossem pássaros. A noite apoia-se na sua própria escuridão. Os nossos corpos apoiam-se em flores atadas. Uma vagina viva expõe-se a todas as deslocações. O amor apoia-se no seu próprio deslumbramento. Tu ferves no meu extremo. O amor é a solidão de um espaço preenchido. O dia começa a expandir-se duplicando-se para trás. O teu rosto treme olhando as estátuas de sal. Não há cidades pecadoras. Nas cidades sobram os espelhos, as portas e os retratos vazios. As portas vigiam a desolação dos mendigos. Tudo serve de inspiração para as frases desesperadas das mães. Uns dias trocados pelos outros servem de pretexto para a duplicação do tempo. Alguém que conhece Deus tenta iludir a morte. Mas nenhum corpo se salva.


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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

E vamos ao polvo que já se faz tarde...


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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Mais outra volta por acolá...


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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Mais uma volta por aqui...


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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Uma visita ao correeiro...


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