Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

Portefólio – São Caetano/Ervededo


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Portefólio – São Caetano/Ervededo


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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Portefólio – Chaves/Bragança, de carro


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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

O que dizem os olhos

“Ao encontrarem-se, os olhos destes dois homens diziam um ao outro muita coisa que seria difícil descrever em palavras e que era completamente diferente daquilo que dizia o intérprete. Expressavam directamente e de forma muda toda a verdade sobre um e o outro: os olhos de Vorontsov diziam que ele não acreditava numa única palavra do que Khadji–Murat tinha dito, que ele sabia que Khadji–Murat era inimigo de tudo o que era russo, que sempre assim seria e que se estava a submeter somente por tal ser obrigado. E Khadji–Murat compreendia isso e todavia assegurava-lhe a sua fidelidade. Quanto aos seus olhos, diziam que este velho deveria pensar mais na morte do que na guerra, mas que, apesar de velho, era astuto e era preciso ser cauteloso com ele. E Vorontsov percebia isso e dizia no entanto a Khadji–Murat o que considerava necessário para o sucesso da guerra.”

 

Khadji–Murat – Lev Tolstoi – cavalo de ferro

 


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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Portefólio – Tâmega (em) cheio


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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

A arte elementar

 

Escondida no sono obscuro da carne, a arte da melancolia aprisiona o barro moldado pelas mãos de deus e do demónio. É esse o talento elementar que os teus dedos praticam. A solidão do teu nome multiplica-se nos dias compactos arrastando à força o vento cruel que sacode as árvores embriagadas. Em baixo os sorrisos morrem ostentosamente deitados nas paisagens anunciadas. Os retratos antigos começam agora a fazer sentido. Por isso sorriem agarrados às memórias das crianças. A tua infância morreu em cima de uma mesa numa noite violenta e fleumática. As árvores despiram-se vertiginosamente frias. Como pudeste ausentar-te numa primavera hesitante? Beijo os teus olhos presos nas estrelas. É esse o testemunho da alegria e da morte. Sinto a teu pensamento como um punhal erguido que se enche a cada instante de símbolos. Pedes-me para cantar a razão. Pelos meus lábios perpassam testemunhos de loucura. A memória é imponderável. Sei-o quando respiro. As palavras cegas erguem-se como vozes ardidas. A tua boca pousa agora sobre a terra onde brincaste. O meu amor está guardado numa fonte oculta. Dói-me o silêncio plantado na tua boca. Fecundo é o prazer onde a invenção ilumina o corpo que se vai possuir. Apenas a minha força sobe as escadas do teu corpo. Os pés e as mãos são forças invasoras. É manhã e os teus sussurros batem na nossa intimidade quente. A minha inquietação levita. Feneço debaixo do brilho do teu sexo. Os olhos morrem de novo. E as palavras de amor também. A mudez come a tua boca. Eu afogo-me no teu silêncio. É feroz a presença dos espelhos. As facas iluminadas do tempo rasgam os nossos corpos.  As raízes da carne apoderam-se da demora de uma vida. Nascem de novo as árvores como crianças vingadoras. As crianças são espaços infinitos. Sinto-me enlouquecer inspirado pela velocidade triste da poesia. O teu corpo é uma luz infinita inspirada pela purificação do sexo. Dói-me a loucura masculina do desejo. Às vezes penso que as palavras de um homem se deixam despedaçar devagar sobre magnifica violência do amor. É lenta a minha agonia. É lento o esquecimento. A minha cabeça sangra com todo o esquecimento. Sei que as minhas mãos se confessam no teu corpo. Espero que a suave loucura do meu amor se prolongue enquanto te possuo. É essa a romântica antropologia da vida. Pela boca morre o amante.


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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB


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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

O Homem Sem Memória

 

6 – José pensava em Deus e abominava os pobres. Ou melhor, detestava a pobreza. Uma criança não consegue ter sentimentos tão cruéis para odiar pessoas apenas pela sua condição. E o que ele detestava era a condição. Apesar de a igreja apregoar para os pobres o reino dos céus e para os ricos a difícil tarefa de se defrontarem com o pavoroso dilema de arranjarem a maneira de um camelo passar pelo cu de uma agulha.

A sua ideia de Deus ficará ligada para sempre ao passarinho que alguém lhe deu já com gaiola e tudo. José gostava do passarinho, de o ter à sua disposição e a viver numa pequena prisão de arame e madeira onde o podia observar sempre que quisesse. Deleitava-se a vê-lo piar, a limpar as penas, a olhar para cá e para lá, sempre nervoso, a mexer a cabeça, a voar de poleiro em poleiro, a beber, a cantar sempre a mesma melodia, a ingurgitar a água e a comer as minúsculas esferas de cereal. Sempre que se lembra do pássaro associa-lhe pequenos raios de sol a transparecerem nas cortinas ou fixos no chão da cozinha. A sua vida de criança era preenchida entre a admiração do pássaro, a fugaz presença de um vizinho atrasado mental, uma velha rabugenta, um gato meloso e um missal que ele trazia sempre consigo. Deus possuía os olhos do pássaro, a loucura compassiva do vizinho, a velhice da velha senhora, a languidez do gato e a sabedoria monótona das orações do missal. No fundo, José vivia sozinho. A sua mãe ia trabalhar para a farmácia e o seu pai ia para o posto da guarda. E ele para ali ficava fixo à rotina entre o quarto, a sala e a varanda. Deus não falava com ele, emprestava-lhe sentimentos, fornecia-lhe indicações. Ele é que falava com Deus. Deus era rico, apesar de o seu filho ser pobre. Deus era mau, apesar de o seu filho ser bom. Deus era Deus, apesar de o seu filho ser homem. Deus ensinava-o através do missal, o seu filho brincava com ele através dos desenhos finos do livrinho das orações. Cristo foi o seu primeiro amigo. Um Cristo de papel, mas que lhe servia de companhia quando estava sozinho. E ele estava sempre sozinho. Ainda hoje é um solitário. Um guarda hermético do seu mundo feito de sombras e de medos. José tem medo de ter medo. Sempre teve. O pássaro morreu sem ele dar conta. Um dia foi dar com o pintassilgo de patas para o ar, com a cabeça virada para o lado direito e frio. Os seus olhos vítreos fizeram-no pensar em Deus. Por isso agarrou-se ao missal e vociferou de cor todas as orações que a mãe lhe tinha recitado. Depois chorou. Deus é choro. Quando a sua mãe chegou a casa e o viu a chorar chorou com ele. Chorou com força. Se a sua mãe tinha força era no momento de chorar. Chorava melhor do que ninguém. Mas o pássaro continuou morto na pedra da cozinha. Com os seus olhos vítreos, com as patas para o ar e com a cabeça virada para o lado direito. Ele disse que era preciso enterrá-lo. A mãe, prática, propôs dá-lo ao gato da vizinha, pois não havia por perto sítio com terra. O pai, quando chegou a casa fumando o seu cigarro, pegou no pintassilgo morto e atirou para o telhado da frente. Depois comeram o jantar que a sua mãe preparou no fogão a petróleo e foram deitar-se. Não ouviram rádio porque as pilhas estavam gastas e ainda não havia dinheiro para comprar umas novas. Custou-lhe a adormecer. A sua mãe perguntou-lhe várias vezes se já dormia. Ele encheu-se de responder que não. Os olhos vítreos do passarinho não lhe saíam da cabeça. Depois foi o pai quem lhe perguntou se já dormia. José não respondeu. Entretanto começou a ouvir a mãe a gemer e a agitar-se na cama. José pensou que ela tinha sentido a morte do pintassilgo da mesma forma que ele. Enquanto a sua mãe gemia ele rezava. Por fim ela deu um pequeno berro e calou-se. Ele ainda rezou durante mais algum tempo. Por fim adormeceu.

 


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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Portefólio – São Caetano/Ervededo


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