Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Douro


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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

208 - Pérolas e diamantes: Mudança

 

Pelo menos numa coisa estou de acordo com o guru do “conservadorismo” português, João Pereira Coutinho: “Na generalidade, os políticos são maus porque os portugueses não exigem melhor.” Basta olharmos para o governo da Nação para nos inteirarmos da qualidade, e da validade, do argumento. Então se o aplicarmos ao nosso concelho, temos que concordar que é tão verdadeiro que até dói.

 

De facto, basta olharmos para os líderes das diversas listas concorrentes às últimas eleições autárquicas para admitirmos que o argumento lhes assenta como uma luva. E nesta comédia trágica, os partidos, e não só eles, valha a verdade, têm também a sua dose de responsabilidade. Nalguns casos, parece mesmo que em vez de terem optado pelo candidato mais credível, apenas se empenharam em escolher uma sua caricatura. Como se em vez de levarem a sério a política autárquica, apenas se entretivessem em contar uma boa anedota.

 

Mesmo assim, há por aí muito boa gente, na qual me incluo, mesmo pedindo perdão pela imodéstia e pelo atrevimento, que coleciona várias e distintas cicatrizes nas costas feitas pelos pretensos amigos. As minhas, por exercício de estilo, exibo-as com orgulho.

 

Por isso não é de admirar que o país, e a autarquia, já agora, estejam de rastos. O pão e o circo para entreter os nativos deu no que deu.

 

Como sempre, os portugueses hão de protestar, mas tarde e a más horas.

 

Está claro que a nossa representação parlamentar também sofre do mesmo vício.

 

João Pereira Coutinho, relativamente ao nosso sistema eleitoral, refere que se torna necessário acabar com o “voto de cabresto”, uma expressão brasileira que identifica um tipo de sufrágio existente nos partidos com representação parlamentar.

 

Ora esse tal voto de arreio consiste em engrossar listas de deputados com “nulidades avulsas” que depois de eleitos fazem figura de corpo presente na Assembleia da República e, mesmo em matérias que não são estruturantes para o partido, votam sempre como manda o cabecilha. Mesmo que em causa estejam os legítimos direitos e interesses dos eleitores da região que elegeram filho, ou filha, tão ingratos.

 

Convém não esquecer que o governo que faz questão em nos desgovernar foi eleito propagandeando que não existia um problema com a moeda única, dizendo sempre que o problema com as Finanças Públicas se devia à má governação interna e à atitude passiva dos portugueses relativamente aos novos desafios, apostando até à exaustão na narrativa da austeridade a qualquer preço. Mas o que o atual estado da nossa economia demonstra é que com a austeridade não chegamos a lado nenhum.

 

Além disso, a boa gestão das Finanças Públicas não é uma questão de esquerda ou direita. Esse foi chão que já deu uvas.

 

E é uma mentira hedionda a tese propalada por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas de que para os portugueses garantirem o futuro dos seus filhos têm de abdicar do seu presente.

 

Isso não é verdade nem nas famílias e muito menos nas sociedades.

 

Estes argumentos falaciosos não são sequer negociáveis. No fundo, o que está atualmente em jogo é, sobretudo, uma questão política. É preciso, é urgente, é necessário, mudar de rumo. E isso implica mudar de política. Ou seja: temos de mudar de governo.

 

 

PS – Para podermos fazer uma ideia concreta de quais são os buracos financeiros que vão ser tapados pelo empréstimo de 20 milhões de euros negociado pela CMC com os bancos, que os flavienses vão pagar com língua de palmo durante os próximos 14 anos, mais uma vez solicitamos ao senhor presidente da CMC, mais aos seus distintos vereadores, nos quais incluímos necessariamente o catavento político João Neves, que aprovem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia. Quem não deve não teme. E à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo. Assim vamos todos conseguir dormir um pouco mais descansados.


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Domingo, 28 de Setembro de 2014

Em Versalhes


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Sábado, 27 de Setembro de 2014

Em Versalhes


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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Marina em Versalhes


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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

Poema Infinito (217): as cúpulas e as arestas

 

A escuridão brilhante chama-nos para junto de si. As noites são agora vastas. Seguramos as horas como quando éramos pequenos. Continuamos a construir o nosso mundo, apesar de nos tremerem as mãos. As suas cúpulas são imensas e resplandecem. As arestas douradas dos telhados são o início do espaço onde os sentidos se formam e se constroem. Ouvimos o medo. Escutamos as emoções. Os sentidos adquiriram asas. As nossas almas estão vestidas de silêncio. As horas fecham-se abruptamente. Nas árvores nasceram folhas como espadas. O desejo envolve-nos como se fosse fogo. Pintamos os nossos sonhos no céu em formato gigante. Os montes crescem-nos nos olhos como incêndios. A esperança é como um deserto. Os amigos estão longe, mal os ouvimos. Caem da vida como ninhos. A sua memória é um passarinho de bico amarelo e garras cinzentas. Um passarinho de olhos grandes, que faz pena. A angústia vai-se escoando. A saudade tem sedes diferentes. Por isso nos dói o coração. Todos os ofícios possuem os seus segredos. Até o de viver. O vento vem agora do mar. É oscilante. Vem beijar-nos no rosto, sacode os montes e esboça um novo crepúsculo. O nosso querer é como uma vaga onde os dias se afogam. Os anjos estão estranhos. Também eles sentem saudades da sua antiga humanidade. Estão pálidos e estendem as asas. Proferem que tencionam voar sem margens, pois descobriram que as chamas não os atingem. Claro que andam a ler livros estranhos às escondidas de Deus. Deus acusa-os de deliberadamente se terem esquecido de tudo o que é incomensurável. Lembra-lhes que sozinhos e sem a sua graça divina nada valem. Com o peso da divindade, aos anjos abre-se-lhes um abismo no peito. Exigem de novo ter dor e prazer. Deus emudece de indignação e delineia novamente uma estratégia de inacessibilidade. Com Ele tudo volta a perder sentido. As palavras já não possuem de novo casa. E por isso caem de novo a seus pés e transformam-se nas suas sandálias de veludo. O seu manto é como uma enciclopédia enorme que ninguém consegue consultar. Fixo-me no teu rosto. Fixo o teu olhar. Perante ti preencho os meus sentidos. Lá fora o rebanho persiste em pastar. Cá dentro, as coisas continuam ajoelhadas. As imagens remanescem obscuras e atormentadas. Fazem lembrar mendigos que arfam continuamente as suas ladainhas. O tempo corre. Nós repousamos. O pomar velho perdeu definitivamente a primavera. Dos seus ramos redondos já não sai nenhum perfume. A decadência das coisas cresce como os incêndios. As palavras ficam temerosas e caladas. Sentimo-las nubladas na nossa boca. Cobrem tudo com o seu silêncio. Mesmo os anjos. Até Deus. Os nossos melhores sentimentos começam a dilatar-se e a ficarem cada vez mais longínquos. A idade continua a correr no nosso repouso. O outono é o novo senhor do tempo. As horas inclinam-se e golpeiam-nos com a sua firmeza metálica. Acontece a beleza e o pavor. Estamos perto da terra. A vida ainda nos chama. 


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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

João Ferreira em Versalhes


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Terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Axel em Versalhes


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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

207 - Pérolas e diamantes: Rui Veloso e Arquimedes

 

Ainda em pleno verão deparei-me com uma notícia que me deixou triste e ainda mais apreensivo. Rui Veloso, o rosto mais conhecido da música popular portuguesa, em entrevista ao DN, decidiu anunciar que vai parar de cantar e tocar.

 

Por vezes, parar até pode ser uma boa decisão, se o objetivo for, por exemplo, refletir, descansar ou até mudar de rumo. Ou de ramo. Mas não foi este o caso.

 

Rui Veloso apontou como principias razões desta sua travagem a fundo, a desilusão com o país, a falta de respeito pela cultura e o desprezo pelos profissionais do setor, em detrimento dos milhares de candidatos à fama enaltecidos e promovidos pelos concursos televisivos.

 

Também na música as pessoas começam a preferir as imitações ao original.

 

Apesar de atualmente termos muito mais acesso à informação do que no passado, é preocupante que, como cogumelos venenosos, seja a desinformação a proliferar nos meios de comunicação social.

 

Nos dias de hoje, tudo se nivela por baixo: a governação do país, a gestão das autarquias, o debate político.

 

A semelhança entre os principais atores políticos, especialmente entre os do apelidado arco da governação, é intrigante.

 

Aos portugueses custa-lhes entender as trocas azedas de palavras, pensando que correspondem a ideias e sentimentos divergentes, e depois vê-los a jantar e a passar férias juntos.

 

Rui Veloso confessou que há um caldeirão em que os mestres estão misturados com os analfabetos e que não gosta dessa sensação. Nem ele, nem nós. Verdade seja dita.  

 

Convém no entanto lembrar que, certa manhã, quando estava a tomar banho, o matemático Arquimedes descobriu o princípio da impulsão.

 

No entanto, apesar da sua excecionalidade, ainda hoje lamentamos o facto de ter sido assassinado posteriormente por um soldado.

 

Cada um tire daí as suas conclusões, se for capaz.

 

Por hoje termino com o sábio conselho do mordomo Jeeves, um personagem dos melhores livros de P. G. Wodehouse: “Se me permite a sugestão, senhor, e embora isto não venha constituir mais que um paliativo, tem-se verificado que o vestir de um fato de soirée costuma trazer um efeito estimulante para a moral.”

 

 

PS – O livro Poder e Mudar, de Gustavo Cardoso, começa com o seguinte facto histórico: Na época da Grande Depressão, um sociólogo vai entrevistar um conjunto de pensadores europeus. Embora o mundo esteja à beira de uma guerra mundial e à beira da catástrofe, quase nenhum percebe que vive o momento antes do passo para o abismo.

 

Descontadas as necessárias diferenças, é bem possível que estejamos num momento de rutura e que precisemos de meditar.

 

Mais uma vez, e para que os flavienses não fiquem com a impressão, incorreta por certo, de que o acordo estabelecido entre o PSD de António Cabeleira e o vereador eleito em nome do MAI, não foi a derradeira tentativa para que a prometida, e devida, auditoria externa às contas da CMC não vingasse, aqui fica mais uma vez o nosso apelo ao senhor presidente da autarquia flaviense, e aos seus distintos vereadores, incluindo necessariamente João Neves e João Moutinho, para que, em nome da transparência e do bom nome da Câmara de Chaves, aprovem uma auditoria externa às contas da CMC.

 

Passaríamos todos, com certeza, a dormir um pouquinho mais tranquilos. 


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Domingo, 21 de Setembro de 2014

Olhares


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Sábado, 20 de Setembro de 2014

Sorriso


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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

O burro e o balde


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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Poema Infinito (216): o outro sentido do universo

 

Por vezes o universo toma outro sentido. Sobra-nos no fim do verão um sorriso triste. A alma da cidade fica cada vez mais longínqua. Embalamos a chuva com os nossos braços já cansados. Todo o espaço é misterioso. Aproximamo-nos da metafísica das horas. Aí nasce a nossa ansiedade. Os nossos desejos balouçam. Ficam-nos os gestos. Os gestos que se abrem dentro do medo. A ausência. O estremecimento dos olhos. O abismo dos nossos lábios em riste. As horas arrastam os sonhos. As ideias ficam mais tranquilas. As tardes ficam eternas e adornadas de torpor. As sombras ganham ritmo e balançam. As fadas ficam tresloucadas e dizem sentir saudades dos gnomos e das noites voláteis e do som das badaladas da meia-noite e das estrelas e do luar. As cidades ficam sem horizontes. Onde se refugiou a esperança? Os sonhos estão cansados. Até os voos das aves entristeceram. Passou o tempo das asas simbolizarem liberdade. O erro mudou. Continuam a nascer e a morrer deuses. A eternidade é agora distinta. A fé vive a ilusão do seu próprio culto. Os desejos são fraquezas. As manhãs são agora dos outros. Deixámos de acreditar na esperança. Os sonhos vivem de noite. São invisíveis. Dormimos na utopia de existir. Nesse lúbrico espaço negro, nesse íntimo torpor do desaparecimento. Os símbolos perderam o seu significado interior. O silêncio cerca-nos. Converteram a magia em estátuas. Recordamos o som das águas lentas, a sua impaciência líquida, o seu sonho atrasado. Transformaram os jardins em desertos. Tudo é passado. Tudo ficou vago e incógnito. Já não nos guia a razão mas o tempo incógnito. A loucura acode-nos quando tentamos compreender. A verdade não tem poiso. Lemos a dor como se fosse ferro, mas é apenas um comboio de corda. As flores acordam nos canteiros e influenciam-nos com o seu disfarce. Misturamos o sonho e a realidade. Ouvimos brincar as crianças. A sua alegria continua a ser um enigma. Por isso acreditamos na saudade. O céu dorme enquanto chove. A sua vontade é como um sentimento cego. Grande mistério é a alegria da luz. No entanto os nossos momentos são escuros. Queremos acreditar de novo na felicidade, no seu sossego incerto. Os anjos erguem a voz. Deus dorme no seu silêncio. A solidão fica totalmente preenchida. E ostensiva. Despertamos do sonho de que somos feitos. Essa é a nossa dor mais antiga. É uma verdade falsa. É uma realidade de sombras. Já nos cansámos da mocidade e da sua falsa esperança. Agora seguimos as estações com o olhar e ficamos tristes com o pôr-do-sol. A tristeza sossega-nos a imaginação. Fingimos não compreender aquilo que compreendemos. A liberdade aprisionou-nos dentro do seu labirinto. Apesar disso, a liberdade, como a chuva, engrandece os caminhos por onde corre. Esse é o mistério das coisas. O sentido do universo é não ter sentido nenhum. Essa é a sua incrível razão de ser. Ilumina-se o tempo por dentro. O dia apaga-se. Os nossos olhos brilham como estrelas misteriosas. Sorrimos como se fossemos anjos anónimos. Abrimos as mãos que são as nossas janelas secretas. Por isso terminam em segredos. 


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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Fanfarra Kaustica em Montalegre


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Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Axel com chapéu


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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

206 - Pérolas e diamantes: De onde veio esta gente?

 

A escritora Luísa Costa Gomes escreveu que o nosso sistema político, aparentemente, é uma democracia.

 

Mesmo a digníssima oposição é da confiança do governo.

 

Parece que até havia por aí alguns comunistas, mas comeram-se uns aos outros.

 

O povo, em geral, também é da confiança do governo.

 

Existe mesmo um processo formal de eleições de vez em quando.

 

A população é mansa e gosta muito de ditadores magros, austeros e do tipo paternal.

 

Defendem que a eficiência advém da ideia de que o chefe deve sobretudo propagandear para convencer.

 

O Português admira a propaganda acima de tudo, porque sabe que é um valor mítico que está fora do seu alcance.

 

Esta gente que está atualmente no poder conseguiu transformar a cultura em beberete de festarolas e futilidades.

 

Arranjaram maneira de que as denominadas feiras antigas, as passagens de modelos e os cozinhados sejam tidos como cultura.

 

Estão sempre a manipular.

 

No tempo de Salazar faziam-no através da ditadura ideológica, da censura, do silêncio e da violência.

 

Em tempo de democracia, violentam-nos com o chinfrim das gaitadas e com a sedução pueril da encenação do circo romano.

 

Está visto, o 25 de Abril não foi conduzido por gente preocupada em pensar, e repensar, Portugal, como era urgente fazer.

 

O Portugal profundo foi trocado pela Europa light e sedutora. Ninguém deu conta que os bolos e o champanhe custam muito dinheiro e são alimento de festas.

 

Os pilares da nossa sustentabilidade – agricultura, pecuária, silvicultura, têxteis, pescas, conservas, minérios e construção naval – foram destruídos pelo afã liberal, imposto de fora, que nos colocou nesta humilhante posição de estarmos sujeitos aos espirros da Alemanha e às constipações da França.

 

A visão deste governo, e dos seus apaniguados dispersos pelas cadeiras do poder autárquico, sobre o país e os seus quadros superiores, fazem-me lembrar a governanta de Alexandre Herculano, que uma vez disse a um jornalista: “O meu patrão não trabalha, passa o tempo sozinho a ler e a escrever. É um grande preguiçoso!”

 

Numa leitura profana, estamos em crer que o seu ícone de referência, pelo exemplo, será Jesus Cristo, pois não andou na escola, não cumpriu a tropa, não arranjou emprego, não teve filhos, nem constituiu família. Vivia até na casa de seus pais.

 

Foi crucificado dias antes de poder emigrar.

 

Deixem que, antes de terminar este escrito, vos lembre as palavras de Natália Correia, grande amiga e defensora de Sá Carneiro e Snu Abecassis: “De onde veio esta gente minúscula que nos quer comandar, feita não de sangue mas de números, não de nervos mas de fórmulas? São todos iguais, saídos de forma única, bonitos, apetecíveis por fora, medonhos, repelentes, por dentro. Cimentados a egoísmo, habita-os o gelo, impele-os a implacabilidade…»

 

 

PS – Diz o filósofo que o irresponsável também trabalha contra si mesmo.

 

Porque sabemos que nem o senhor presidente da Câmara de Chaves, nem os 3 vereadores do PSD, e muito menos o trio de vereadores do PS, trabalham para aquecer, e muito menos contra si mesmos, vimos mais uma vez solicitar a vossas excelências a aprovação de uma auditoria externa às contas da nossa autarquia, pois quem não deve não teme e à mulher de César… etc.


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Sábado, 13 de Setembro de 2014

Sexta-feira 13 em Montalegre


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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Olhares


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Olhares


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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Poema Infinito (215): perplexidade

 

Admiro em ti essa poderosa arte da criação de expressões, essa maneira própria de formar gestos, essa intenção lúdica de extrair sons da ternura e do medo. Depois murmuras poemas antigos com os cabelos encostados aos vidros húmidos da janela. A chuva lá fora cai com violência. As pessoas lúcidas elaboram teorias da vida e do destino e dedicam-se a congeminar axiomas metafísicos e morais. Depois adormecem até ser madrugada. Essa é a fase espantosa do assombro. Estudamos agora as grandes extensões de terra, o mar sob o céu escuro, a duração dos dias e das noites, o voo duplo das gaivotas e dos corvos, o caráter subterrâneo das raízes. Procuramos tudo o que é efémero para lhe dar sentido. E a vida transforma-se numa duração ordenada exibindo alguns traços de divindade genial. As coisas olham para nós procurando vigiar-nos a inocência. Os horizontes tornam-se sucessivos e reproduzem-se revelando a sua forma material. Estudamos então a cidade com a atenção inquieta dos gestos. Tudo permanece intacto no meu desequilíbrio interior. Os poemas são demasiado equívocos e frágeis. A minha personalidade varia dentro dos seus limites. Toda a solicitação humana se torna imprecisa. As imagens do tempo remanescem imateriais. O vento levanta-se para o lado do mar. As janelas e o telhado da casa gemem a sua rigidez de madeira e barro. A solidão é novamente uma ameaça. Adormecemos sem arrependimento. Sonhamos a possibilidade de voltarmos a aprender a falar. A hora é de decadência e de espasmos. Os sentimentos transformam-se em palavras. O tédio desce das montanhas. As tempestades desenvolvem-se e desmoronam-se enquanto nos beijamos. Percorremos o esboço dos nossos corpos com a ponta dos dedos. Libertamos as nossas deliberadas obsessões. As lágrimas correm-nos pelos olhos. E exigem paisagens e fragmentos do céu e da terra. As palavras sentem-se inúteis e querem sair dos poemas. Homenageamos a antiguidade e o seu estilo memorativo, a reminiscência interior dos presságios, a ousadia dos olhares lógicos, a navegação das cópulas, o voo dos gestos, a celebração silenciosa da rutura, a intenção paranoica dos elogios, a origem das descrições, a espaçosa genealogia dos teus lábios, a extensa nomenclatura das imagens, o espírito reversível das metáforas. A cidade fica abstrata, os movimentos dos corpos fragmentam-se, o lirismo transforma-se num símbolo injusto. As palavras ficam cinzentas porque procuram evidências. As ondas entram pela porta do quarto como se fossem uma nova realidade filosófica. O mundo perde por momentos a sua qualidade poética. Toda a eternidade é arbitrária. As almas criam-se a si próprias e movimentam-se dentro da sua obsessão. O destino é uma intenção húmida. Os espíritos antigos tentam esclarecer a verdadeira natureza das profecias. Improvisamos o desassossego. Elucidamos os crentes da apócrifa memória dos poetas. Por fim, ganhamos o conhecimento absoluto da perplexidade. 


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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Mulher sentada


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Terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Subindo a ladeira


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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

205 - Pérolas e diamantes: da necessidade de ter ilusões

 

Passamos por um momento de rutura. É necessário meditarmos.

 

Os políticos pequenos têm duas características identitárias: possuem um grande talento para a demagogia e um outro, exíguo, para a causa pública, a verdade e o compromisso.

 

Eu sempre apreciei os homens de palavra, não os de muitas palavras.

 

Está claro que muito do que aprendemos, e aquilo que somos, advém do nosso modo de nos misturarmos com os grupos de proximidade. Também eu passei por isso. Todos passámos.

 

No entanto, tenho de admitir – por muito que isso me doa, e doa também a gente que me foi próxima –, que nunca me senti completamente integrado em nada.

 

Aprendi que os grupos demasiado identitários, e fundamentalistas, são constituídos por gente perigosa. E digo isso por um facto fundamental: é sempre mau acreditar cegamente numa ideia, principalmente quando se possui apenas uma.

 

O escritor chileno, Carlos Cerda, escreveu que sempre vivemos abaixo das nossas ilusões. Por isso as temos, para vivermos por cima do que seríamos sem elas.

 

Antigamente iludiam-nos com as ideias. Hoje iludem-nos com a economia. Daí o sermos vítimas de uma lógica inquisitorial e, como defende Gustavo Cardoso, no seu livro O Poder de Mudar, ainda vítimas de uma legitimação das elites.

 

O argumento principal do livro é que apesar da crise financeira nos ter apanhado recentemente, antes de ela existir já tínhamos passado por uma crise política.

 

Essa crise surgiu com o facto de os portugueses terem perdido a confiança no sistema e também com a incapacidade dos protagonistas políticos de correrem o risco de mudar e sobreviver.

 

Podíamos pensar que a solução poderia (poderá?) estar nos partidos que se afirmam ser contra o sistema. Mas também eles revelam elementos de conservadorismo.

 

Por exemplo, tanto o PCP como o BE, ou os seus derivados, temem fazer alguma coisa de concreto, pois sabem que essa é a forma de se exporem e de perderem aquilo que possuem.

 

Por isso se limitam aos protestos, sabendo que, por experiência própria, a gritaria das margens do sistema político irá, mais cedo ou mais tarde, desaguar no centro do próprio sistema.

 

A isto nos levou esta praxe política que se transformou numa espécie de mera gestão de ciclos eleitorais.

 

A ação política é hoje vista como a mera gestão de uma pastelaria de bairro.

 

Necessitamos, urgentemente, de pessoas que se dediquem à política por intuição, que a desenvolvam com inteligência e que a comuniquem pela crença.

 

Necessitamos de acreditar na energia fulgurante da verdade.

 

 

PS – Diz o filósofo que não há pior surdo do que aquele que não quer ouvir. Mas nós ainda acreditamos que o político sério e honrado tudo faz para que as contas públicas sejam transparentes.

 

Por isso mesmo renovamos o apelo ao senhor presidente António Cabeleira, e aos seus distintos vereadores, João Neves incluído por inteiro, para que aprovem uma auditoria externa às contas da autarquia.

 

É que o buraco da dívida camarária é de tal dimensão que tememos que nos arraste a todos para dentro dele e nos devore.

 

Além disso quem não deve não teme e à mulher de César… o senhor presidente sabe, com toda a certeza, o resto do refrão.

 

Assim o saiba rematar, não apenas com as palavras, mas, sobretudo, com a ação. 


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Domingo, 7 de Setembro de 2014

Padre Fontes


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Sábado, 6 de Setembro de 2014

O pastor de Póvoa de Agrações


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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

Passeando


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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

Poema Infinito (214): a perseguição do desejo

 

Apreciamos a liberdade da chuva e a liberdade do sol mesmo quando nos chega distorcida pela velocidade do pensamento. A luz chega-nos com a velocidade das vozes, atravessando lugares, trespassando fluidos, percorrendo os espaços, cavalgando a totalidade das memórias humanas. Abrem-se todos os lugares da infância. Toda a natureza é brava e violenta, por isso nos atrai. Agora as paisagens são catastróficas, alimentam-se de movimentos exteriores, reproduzem-se dentro da nossa inquietação. São passagens ilimitadas dentro dos olhos que se incendeiam. O prazer afunda-se através da pele. Uma espécie de assombro agita o mundo. Respiramos a lenta simetria do desaparecimento. Oscilam os mares, misturam-se os climas, flutuam os sonhos. As paisagens tornam-se leves. Até a terra se agita com o movimento dos nossos olhares. A luz diminui com a cadência das idades. Tentamos apagar os sinais do tempo. As almas bravias fincam-se nas plantas. A solidez do mundo decai. Os desiludidos bebem até a sua própria sombra. Tudo se metamorfoseia. Nos lugares mais profundos encontramos a água. O tempo tomba pelo eixo da matéria. Esse é o seu modo oculto de reprodução. Os objetos inúteis caem na sua forma imóvel. Fechamo-nos dentro das nossas próprias emoções. Distinguimos perfeitamente as pulsações das pessoas que abrem as portas do tempo. Essa é uma realidade longínqua. Algumas vozes mais puras sustentam a realidade. O amor simples encontra-se nos gestos humildes. O amor intenso é leal ao silêncio. Tentamos recordar as vozes invisíveis, os gestos milenares, o nascimento do vento, a raiz densa das tempestades, a realidade das explosões solares, a cara dos deuses, o nascimento das estrelas, as palavras que brilham, o sossego da luz, o equilíbrio das pontes astrais, toda a vibração do esforço humano, as cidades varridas pelas vagas da opulência, o esforço dos desertos. O excesso dissimula o excesso. Entendemos a caligrafia límpida do ar, o exato repouso da terra, a ordenação da água, a paciência ritual do fogo. Entendemos a paciência cerimonial das ondas do mar e os gestos caligráficos da vida. Os nomes transformam-se purificados pelo assombro. O tempo oscila. A violência dança mesmo à nossa frente. Parece que o mundo continua disposto a acreditar na palavra sagrada. Daí a lentidão do entendimento. Sobre a terra tombam os paramentos da fé. As palavras mágicas tentam orientar-se dentro dos labirintos. As paisagens expandem-se. Tudo brilha impelido pela ascensão dos mitos. As palavras aceleram a memória. Falamos do misterioso silêncio dos astros, do murmúrio dos mares, da mágica rutilação da arte, da arte oculta do mundo, da arbitrária violência do caos, da densidade monótona dos sonhos, da louca rotação das almas, da desordem calma da dor, das cores maravilhosas do apocalipse, da cintilação interior do desaparecimento e do isolamento perfeito das distâncias. As palavras são rápidas quando se abrem. Os homens perseguem o desejo para não enlouquecerem. As mulheres desejam aproximar-se da alucinação. Nascemos e morremos a tentar perceber o porquê das coisas. 


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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

Observando II


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Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Observando


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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

204 - Pérolas e diamantes: semear ventos

 

Numa tarde deste tempo pesado que nos toca viver, neste tempo de vacas magras e empréstimos camarários gordos, li no Público uma entrevista a Mario Vargas Llosa. Dela retive duas ou três coisas que passo, com vossa licença, a partilhar.

 

O maior inimigo da democracia encontra-se no seu próprio seio. É ele o desaparecimento da cultura enquanto questionamento constante da realidade.

 

Ou seja, em Estados pretensamente democráticos como o nosso, a própria cultura tornou-se uma derrota em si mesma.

 

As estruturas políticas estão muito distanciadas da realidade. “A corrupção, por outro lado, contribuiu muitíssimo para o desprestígio da política.”

 

Adriano Moreira, fundador e líder histórico do CDS, em entrevista ao Jornal I pôs o dedo na ferida: “A resposta que se é contra o Estado social porque não há dinheiro implica a pergunta se também não há princípios.”

 

Quanto mais não seja, numa coisa o acompanho: Este neoliberalismo repressivo, que teima em multiplicar as sanções, aumentando os impostos e restringindo a maioria dos nossos direitos, é antidemocrático.

 

Como ele sou “contra este neoliberalismo repressivo”.

 

De facto, o êxito passou a ser o prémio destes novos caçadores de recompensas. A fé inabalável nos mercados veio substituir a “velha” crença nos valores.

 

Os aprendizes de feiticeiro incorporaram a filosofia de que a iniciativa privada em total liberdade é a responsável pelo progresso e pela abundância. Ora isso é rotundamente falso. E a prova aí está à vista de todos. Portugal definha. O sacrifício neoliberal pode levar-nos à desagregação social e à violência política. 

 

O distinto professor lembra aos mais distraídos que as pequenas pátrias estão a querer mostrar-se. E isso afeta a unidade dos Estados.

 

Também o nosso, infelizmente, dá indícios de desintegração. O abandono do Interior é um sinal disso mesmo. Não sei durante quanto tempo mais, as populações que teimam em habitar este vasto território português vão aguentar ordeiramente que lhes roubem os principais serviços, condenando-as a uma vida de subserviência e de subdesenvolvimento.

 

O governo do PSD/CDS desculpa-se com o Tribunal Constitucional. Mas a resposta de Adriano Moreira é concludente: “Se alguma coisa contraria o governo, é a Constituição, não o Tribunal que a defende.”

 

A finalizar a entrevista coloca o dedo na nossa ferida mais evidente, o «Sistema»: “Um dos piores vícios é a promiscuidade entre o poder político e o poder económico.”

 

É caso para dizer que o nosso primeiro-ministro e o nosso, salvo seja, presidente da Câmara, ao mesmo tempo que são frusta-talentos, agudizam a memória do nosso passado pobre, fazem-nos estar fartos do nosso paupérrimo presente e encaminham-nos para a eterna desconfiança de um futuro isento de promessas dignas.

 

Toda esta crise me leva a estar cada vez mais de de acordo com António Costa: “O fim da austeridade não é uma promessa: é uma necessidade.”

 

PS – Para que os vereadores do PS da CMC também se ponham de acordo quanto à sua verdadeira posição relativamente ao pedido de auditoria externa às contas da Câmara de Chaves – até porque não é bonito atirar a pedra ao (ex-) vereador do MAI e esconder a mão relativamente à posição de um seu vereador que, num primeiro escrutínio votou favoravelmente a realização de uma auditoria externa às contas da autarquia flaviense, para depois, numa segunda fase, dar o dito por não dito, e votar em sentido inverso –, vimos por este meio solicitar mais uma vez ao senhor presidente António Cabeleira, e aos seus distintos vereadores, João Neves incluído por inteiro, que tenham a coragem de assumir a necessidade de uma auditoria externa às contas da autarquia. Pois quem não deve não teme e à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo. Até porque estamos todos com necessidade de dormir um pouco mais descansados. 


publicado por João Madureira às 07:45
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