Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Observando

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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Poema Infinito (222): história clássica

 

Deusas antigas gregas continuam a habitar os vastos céus, ainda escravas. Ainda estranhas. E suplicantes. Todas muito próximas da sua antiga formusura. São filhas dos homens, das suas humildes grandezas e dos seus singelos dons naturais. Filhas dos homens mil vezes ditosos que habitam a terra e veneram as suas mães e os seus irmãos. Elas continuam a sentir intensamente uma contínua alegria na alma. E, mesmo grávidas, dançam. Apesar da felicidade e da riqueza, os seus olhos continuam mortais. A sua destreza ergue-se no ar como palmeiras bravas. Por vezes acompanham os seus amantes nas viagens e assistem às guerras, espantadas e surpreendidas. E sentem um medo terrível de tocar os seus corpos afetados. Permanecem junto ao mar vendo os conquistadores embriagarem-se de sexo. E vinho. E sangue. Sobre as montanhas sopram fortes rajadas. O tempo encolhe. Alguns deuses superiores trazem-lhes, para proveito conveniente, novas desgraças. E dizem-lhes que têm piedade deles por conseguirem suportar tanto mal com tamanha paciência e submissão. Dizem-lhes ainda que aos que conseguirem triunfar lhes concederão a ventura do desassombro. E que atarão as suas deusas amantes à cintura. E que as envolverão de sentimentos harmoniosos. E que compensarão os seus desgostos e as suas insatisfações. E que distribuirão felicidade às insensatas e paciência às inférteis. As deusas, desiludidas, suplicam então que as deixem amar os deuses imortais. Essas criaturas divinas que fazem tremer de medo os homens simples e que vivem lá longe no mar, rodeadas de ondas alterosas e de expectativas celestiais. Mas eis que a felicidade chega errante, bajulando de magnanimidade as divindades embuçadas. Elas banham-se nos rios de púrpura, permitindo que os mortais lhes ofereçam os seus óleos sacros dentro de frascos dourados. Os mortais rejubilam e oferecem-lhes os filhos mais belos para que os utilizem em privado. Os filhos dos mortais limpam dos corpos o óleo com que foram ungidos e vestem roupas limpas. E derramam sobre os deuses ocultos ouro em pó. E exibem as suas artes e os seus engenhos. E imploram que as celestes divindades espalhem a graça pelas suas cabeças. Vendo-os indiferentes, os jovens choram irradiando beleza e desespero. E humildade. Afinal, tudo foi feito contra a secreta vontade dos deuses. E eles afastaram-se ainda mais. E avisaram que os mortais não sabem obedecer. Pois não obedece quem quer, mas sim quem sabe. Obedecer, todos os mortais o deviam saber, é uma arte difícil. Isso foi o que lhes ensinaram. Desde sempre. E para sempre. Adestraram-nos eternamente na difícil arte da obediência. Na delicada arte da submissão. Desesperados, os mortais foram-se dali percorrendo os campos, caminhando rapidamente como servos que são, atrás das cavalgaduras e dos carros. E percorreram os caminhos velhos. E cercaram a cidade, que já estava sitiada por outros servos, e quando conseguiram penetrar por uma entrada secreta, mataram os servos, os servos dos servos e os servos dos servos dos servos. E estupraram todas as mulheres, sem distinção alguma. E incendiaram as casas, os castelos e até as naus que se encontravam em porto seguro. Depois, despojados das armas ensanguentadas, entraram no templo e puseram-se a rezar.


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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Sorriso

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Terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Olhares

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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

212 - Pérolas e diamantes: falar explicado

 

A maior parte das vezes é preciso coragem para falar explicado.

 

Apesar da contundência da verbalização, da mímica agressiva e da alteração de voz, ao primeiro-ministro de Portugal já só lhe falta espumar pela boca.

 

Afinal Pedro Passos Coelho não é só desmemoriado – pois todos nos lembramos muito bem do que disse durante a campanha eleitoral –, é, também, incompetente e videirinho. Ele e quase todo o seu governo.

 

Então dos exemplos da ministra da Justiça e do seu colega da Educação nem é bom falar.

 

Agora tudo é clarinho como a água. O executivo do PSD/CDS teve, desde o início, um propósito deliberado: degradar a tal ponto o Estado e os principais serviços que presta para que cada português fique a pensar que o melhor é desistir da defesa da oferta pública de saúde, da educação e da proteção social. Que o melhor, mesmo, é privatizar os ativos saudáveis e deixar para o Estado apenas o lixo tóxico.

 

O governo de Portugal resolveu fazer ao país o que aconselhou para o BES: dividi-lo num Portugal bom e noutro Portugal mau, sendo que o bom é para privatizar e o mau para ficar sob a alçada do Estado.

 

PPC, atualmente, apenas consegue sorrir num registo cínico e macilento, de quem sabe mais do que anuncia e de quem patenteia mais do que diz.

 

Tudo fez para que a maior parte dos portugueses adotasse a estranha convicção de que a política é como uma corrida de cavalos. De quatro em quatro anos apostamos num vencedor. E seja o que Deus quiser.

 

Passos Coelho exerce o poder tirando-o às pessoas.

 

É dessa subtração que se alimenta.

 

Convenceu-se de que consegue persuadir os portugueses de que quando os castiga é porque a culpa é deles, devido a não seguirem as suas ordens e os seus conselhos.

 

No fundo acredita que a culpa é nossa porque somos assim: crédulos, apáticos e desobedientes.

 

Gonçalo M. Tavares conseguiu definir este tipo de pessoas muito bem. “O homem que só consegue ser forte é evidentemente mais frágil do que o homem que por vezes é fraco. O homem que só consegue ser forte tem aí, como é óbvio, a sua principal fraqueza.”

 

Relativamente à Tecnoforma, e à trapalhada do dinheiro lá ganho, um homem que não devesse e não temesse teria dito taxativamente que nunca na sua vida tinha recebido tal quantia. Assim todos perceberíamos. Mas não. Passos Coelho afirmou que não se lembrava se estava ou não em exclusividade como deputado e muito menos se tinha auferido os tais mil contos.

 

O comentador político Pedro Marques Guedes, um simpatizante confesso do PSD, disse em entrevista ao jornal Negócios que o neoliberalismo do governo de Passos e Portas “é de badana, de quem só leu metade do livro.” “Deste governo apenas vai ficar um terramoto social…” “É uma confusão sem nome.”

 

E a concluir: “Há um traço brutal neste governo: Incompetência.”

 

Já quase no fim da entrevista, refere que para voltar a rever-se no PSD gostaria “que se regenerasse na perspetiva de aparecerem menos pessoas que, se não fossem deputados, ou não fosse o partido, dificilmente arranjariam emprego nas obras”.

 

 

PS – Porque todos sabemos que quando se quebra madeira saltam lascas, renovamos o apelo ao senhor presidente António Cabeleira, e aos seus distintos vereadores, João Neves incluído por inteiro, para que aprovem uma auditoria externa às contas da autarquia.

 

É que o buraco da dívida camarária é de tal dimensão que tememos que nos arraste a todos para dentro dele e nos devore.

 

Além disso quem não deve não teme e à mulher de César… o senhor presidente sabe, com toda a certeza, o resto do refrão.

 

Assim o saiba rematar, não apenas com as palavras, mas, sobretudo, com a ação.


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Domingo, 26 de Outubro de 2014

Em Versalhes

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Sábado, 25 de Outubro de 2014

Teto de salão de Versalhes

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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Em Versalhes

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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Poema Infinito (221): o dilúvio da criação

 

Trazes junto a ti o meu sossego, como se fosses um barco enfunado de silêncio e júbilo. As velas são o arroubo do pensamento. Por isso és o meu rumo certo. Por isso repetimos os olhares. O nosso rio vem do mar e entra pela floresta dentro. O vento fica cada vez mais concreto. A brisa é lenta. As aves regozijam-se com o azul da abóbada celeste. A solidão exige um eixo que a dirija. As andorinhas e as gaivotas sossegam com a persistência do rio. As imagens frustram-se com o tempo presente. A primavera é perene. O verão é altivo. O inverno é industrioso. Apenas o outono é uma imagem de sossego. O nevoeiro esconde-se no norte e escuta o rigor do pensamento. O tempo torna-se impercetível e espiritualiza o curso lento do rio. O tempo fica com rugas e transforma-se em memória. O espanto sobrevém sempre de dentro de nós. A sua magnificência é convincente. A eficácia torna as pessoas infelizes. Por isso as suas almas ardem como se fossem ocasiões de assombro. O amor requer uma eficácia exata. Ao crepúsculo, as gaivotas e as andorinhas escurecem os seus voos. Os olhares designam os dias de aflição. São como imagens de sossego invertidas. Contemplamos o limbo e ouvimos as asas dos anjos e o justíssimo gemido das anjas. O espaço torna-se nítido. Os espíritos duplicam-se. As imagens santas transformam-se em barcos. São agora veleiros dos tempos antigos. Os domingos continuam a ser dias santos. Por isso as pessoas vão às igrejas observar as abóbadas do tempo. As luzes dos domingos são sempre antigas. Os seus alicerces são nus. Hoje o nevoeiro vai comendo as casas e a felicidade transformou-se numa coisa abstrata. Os anjos e as anjas elevam-se nos céus e fulgem repletos de glória. Quando o sol se ausenta ficam escuros e as suas asas ficam sonolentas e frias. A sua tarefa divina consiste em recolher as palavras malditas do fundo da memória dos humanos pois sabem que toda a glória se consuma no pecado. O mar absorve-lhes a exaltação. As anjas e os anjos enaltecem-lhe a espuma. As luzes do crepúsculo tornam-se difusas. O rio oculta as suas águas mais profundas. Deus calcula o peso do silêncio e desespera. O seu pensamento ajusta-se à drástica abundância da angústia. Deus possui a doce exaltação dos citrinos. O mar repete-se nas suas ondas. E ergue a luz dos barcos que naufragaram. Deus é como o mar, uma resplandecência antiga inundada de sal. Deus é a porta do tempo. O mar brilha na escura rebeldia dos penhascos. Deus procura o ímpeto da certeza na força oculta do mar. O próximo dilúvio será constituído por tempestades de palavras. Nessa altura, Deus bloqueará a mecânica efetiva do tempo. Tudo parará. Os pássaros ficarão sem o conforto do seu calor. Todos os animais passarão ao estado letárgico. Os anjos e as anjas ficarão encurralados num sono vigiado. As palavras transformar-se-ão em fogo. O poente ficará em brasa. Tudo o que é vagaroso e humano será submerso pela imensa redenção do apocalipse. Então os anjos e as anjas lembrar-se-ão de como eram abençoados quando voavam sofrendo a eterna felicidade da sua lisura assexuada, quando o tempo possuía a fluência imortal da redenção, quando Deus dançava dentro da sua fluência abstrata, como se quisesse morrer, e quando o mundo se abria à tormentosa perpetuidade do Criador.


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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Subindo escadas em Versalhes

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Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

João Ferreira em Versalhes

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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

211 - Pérolas e diamantes: Sair ou não sair? Eis a questão…

 

Todos sabemos que os partidos políticos já não são organizações que formam a opinião pública e lhe dão corpo. São, nos tempos que correm, sobretudo agências de promoção social dos seus principais membros.

 

Mas existe especialmente um que apenas tem espaço, e alma, para o pensamento económico. O seu líder, em campanha eleitoral, afirmou desejar um novo tempo, protagonizado por pessoas capazes de criar valor porque possuíam valores.

 

É agora evidente que nem ele nem os que o rodeiam são capazes de evoluir e, muito menos, de cumprir com a palavra dada. É o triste fado dos políticos portugueses, nunca acompanham os movimentos das ideias, vão sempre atrás dos outros. E mentem descaradamente.

 

Ângelo Correia tem razão quando afirma que os partidos se comportam como comunidades numa sala cerrada, pois não dialogam, preferindo antes jogar em círculo fechado.

 

A Visão, com o título “A face oculta do PSD”, noticiou que a Procuradoria, a Judiciária e as Finanças andam a investigar uma agência que trabalhou em dezenas de campanhas eleitorais do PSD. Pela tal agência terão passado milhões de euros em faturas falsas, financiamento eleitoral proibido, concursos forjados e comissões para intermediários.

 

Esses dinheiros terão circulado por câmaras municipais e estruturas partidárias.

 

No universo dessa agência desfilaram governantes, deputados, autarcas e dirigentes partidários.

 

Ainda segundo a revista Visão, a agência de publicidade WeBrand fez dezenas de campanhas do PSD e por “ela terão passado milhões subtraídos ao erário público em negócios polémicos e ilícitos”. As ordens internas eram para “triplicar” os valores dos trabalhos efetuados, que os partidos pagariam depois do ato eleitoral.

 

 A mentora da agência terá escrito a um amigo: “Estes trabalhos em Portugal não precisam de concurso… precisam de amigos para serem ganhos.”

 

Por isso é que a cada dia que passa todos nos sentimos um pouco como Silva Peneda. Já não são as pessoas que saem dos partidos. São antes os partidos que vão saindo das pessoas.

 

 

PS – Qualquer estudante do Secundário sabe que a teoria geral da relatividade explica as coisas maiores do universo, nesse sítio onde a matéria faz curvar o espaço e o tempo.

 

A teoria mais elaborada dos quanta aclara o muito pequeno, onde a matéria e a energia se dividem em ínfimos pedaços.

 

Mas, se tentamos usá-las juntas, as duas revelam-se absolutamente antagónicas.

 

Para que ao exercício do poder democrático e à respetiva transparência das contas públicas não lhes suceda o mesmo que às duas teorias citadas, mais uma vez renovamos o nosso apelo para que o senhor presidente da câmara, mais os seus distintos vereadores, aprovem uma auditoria às contas do nosso município, pois à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo e quem não deve não teme.


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Domingo, 19 de Outubro de 2014

Procissão

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Sábado, 18 de Outubro de 2014

Olhares

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À varanda

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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Sorriso

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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Poema Infinito (220): os profetas e as mulheres

 

Debruça-se nos séculos o pó dos imortais. Acende-se a cabeça de Cervantes. As esfinges ficam presas nas hastes do vento. A boca passa a ser o limite dos mistérios. Os pensadores metálicos olham as pedras de Tebas e choram como o fazia Dante. Talvez o inferno seja a memória do tempo e o céu a limpidez cáustica do pecado. Pascal continua a viajar no seu comboio feito de nostalgia, amor e fama. Esse era o seu vício branco. Os seus olhos são números. Agora os cientistas vendem as suas ideias em barracas de feira. Os seus membros são voláteis. O seu coração já não gira à volta do mundo. Os profetas são como megafones. São tudo e não são nada. Ajoelham-se nos lajedos e choram perante as câmaras de televisão. São os servos utópicos da decadência. As suas imensas falas corroem o mundo e chegam apressadamente aos sentidos, como uma droga dura. As raízes cuidam das lágrimas do tempo. O sol, enorme, penetra nos pássaros. Os profetas absorvem a alegria. As suas metamorfoses fremem como se fossem um milagre. Várias mulheres dançam envoltas pela aurora. Os profetas pensam em lavar-lhes a alma. As suas mãos erguem uma ponte à entrada da noite. As mulheres engravidam, vítimas da sua febre tentadora. Os profetas falam-lhes com palavras abortadas, numa longa conversa comprimida. Lavam os séculos. O seu Deus é o léxico. As suas palavras são loucas. As suas mensagens são rápidas. As mulheres ficam sombrias por verem os pénis dos homens a entardecer. Colocam as mãos em concha e gemem. Bebem a idade por cálices de amargura. Em tempos foram felizes. Foram o motor do vento, os sonhos dos homens, a cama onde dormiam. Foram as suas estrelas confusas. Foram mães inquietas que tatearam o tempo à procura dos filhos. Os profetas afirmavam a presença dos deuses e definiam os homens como os seus desperdícios, como as suas sobras. Como a suas sombras. E louvavam o sol que assusta os animais. As mulheres sentiam então os seus sentimentos levados pelas manhãs. Mas não se renderam. Os pássaros pousam nas imagens. Uma espécie de fé banha a memória. As crianças ficam sonolentas olhando para a ciência das mães. O amor é um abismo onde os corações incham. Os profetas louvam o deus dos objetos, a história afeiçoada dos mortos, os séculos de caos, as vozes escritas na madeira, a cegueira do cosmos, os exílios, os vagões da loucura, as linhas do delírio, a tristeza das mãos assustadas dos anjos míopes. Os profetas recomeçam com as perguntas e afogam as imagens. As mulheres envelhecem. Os profetas recitam-lhes a poesia das tragédias e lembram-lhes a terra que devora os corpos. As mulheres adormecem embrulhadas no seu próprio cansaço. E exclamam que uma vida não se constrói apenas com anos, nem com metáforas. Os profetas movem os símbolos como se estivessem a jogar xadrez. O tempo fica liso. O desejo fica transparente. Os profetas põem máscaras novas. O seu céu fica cada vez mais abstrato, ligado aos homens por redes invisíveis de assombro. As palavras começam a sobejar-lhes. As pedras crescem debaixo dos seus pés. As suas mãos ficam frias como as do seu Deus. Repartem entre si o júbilo da morte. Hieronymus Bosch começa a pintá-los com a sua louca objetividade.


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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Passeando

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Olhares

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Terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Ao sol

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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

210 - Pérolas e diamantes: o buraco da CMC e o aumento de impostos

 

O senhor presidente da Câmara, António Cabeleira, na reunião da Assembleia Municipal de Chaves de 24.09.2014, resolveu distribuir um documento de duas páginas relativo à atividade camarária compreendida entre 30 de junho e 11 de setembro. Dela constavam três pontos: 1 – Situação Económica/Financeira, com documento em anexo de 2 páginas (onde se encontra plasmado, em números redondos, o descalabro da dívida astronómica); 2 – Obras em Curso, com documento em anexo de uma página (que são as tais de Santa Engrácia, pois demoram uma eternidade a ficarem concluídas); 3 – Atividades relevantes.

 

Respeitante ao ponto 3, foi-nos fornecida uma listagem de 11 atividades. A saber: Comemoração do Centenário do nascimento do marechal Costa Gomes; reunião com o Ministério da Saúde, com o Diretor Regional da Cultura, com a Direção da Fundação Nadir Afonso, com o Conselho Municipal de Educação e com o Ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional; participação numa apresentação na UTAD em Vila Real e numa manifestação sobre o mapa judiciário em Lisboa; reunião no Conselho da Comunidade dos Agrupamentos de Centros de Saúde do Alto Tâmega; reunião da Assembleia geral do MARC, SA e da Associação Promotora para o Ensino da Enfermagem.

 

De tudo isto resultou uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Ou quase. Pois na citada comemoração do senhor Marechal, os serviços camarários arranjaram uma tal confusão protocolar que só não deu barraca porque os “não-protocolados” resolveram pôr acima da falta de respeito e consideração da Câmara de Chaves em relação aos eleitos autárquicos, os legítimos interesses dos cidadãos flavienses e, sobretudo, o respeito pela memória do ilustre flaviense. 

 

Relativamente à Saúde e à Justiça no nosso concelho, tudo continua na mesma como a lesma. Ou quase. Pois a condição do nosso Hospital persiste em degradar-se a cada dia que passa. E sobre o Tribunal nem é bom falar.

 

Mas até não viria daqui grande mal ao mundo se, nos intervalos das denominadas “Atividades Relevantes”, o senhor presidente não se tivesse dado ao trabalho de aumentar ainda mais os impostos e penalizar de forma evidente os contribuintes flavienses, pela mais que evidente incompetência dos executivos do PSD, que sufocou as contas da autarquia.

 

Algumas almas mais tolerantes, muitas delas ligadas ao PSD local, esperavam que a “sua” Câmara fosse capaz de atenuar o esforço fiscal dos flavienses, diminuindo os impostos municipais. Mas não, António Cabeleira e os seus distintos vereadores, decidiram aumentá-los. Apesar de a receita global resultante dos impostos se ter ampliado nos últimos dois anos.

 

O IMI, que em 2011 era de 0,2%, e que atualmente se situa nos 0,3%, vai passar para taxa de 0,35%.

 

Dir-me-ão que 0,05% até nem é um grande aumento. Eu relembro que é mais um imposto a agregar a todos os outros impostos, diretos e indiretos, os quais, todos juntos, perfazem uma pipa de dinheiro que nos retiram dos bolsos sem nos pedirem, sequer, licença.

 

Além disso, é bom ainda recordar que o recente processo de avaliação geral de imóveis originou um enorme aumento do imposto a pagar pelos proprietários.

 

Para nos inteirarmos do que verdadeiramente significa este aumento da taxa do IMI, basta dizer que, com ele, a autarquia flaviense pensa vir a arrecadar, no próximo ano, cerca de mais um milhão de euros, a juntar aos cerca de €3.138.491,60, que é o que representa a taxa de 0,3%.

 

Mas a fúria do aumento de impostos não termina aqui. A autarquia vai cobrar a cada flaviense a taxa máxima de IRS a que tem direito, em vez de seguir, por exemplo, a Câmara de Lisboa, que, para contrariar a política de agravamento fiscal sistemática do governo, resolveu apenas cobrar aos seus munícipes 2,5%, ou a de Boticas que pura e simplesmente decidiu abdicar da sua participação de 5% no IRS, para desta forma “apoiar a população e minimizar as suas dificuldades financeiras, procurando colaborar para um maior desafogo das famílias”.

 

A Câmara de Chaves, por causa da sua incompetência política e financeira, passa para os ombros dos flavienses a árdua tarefa de, com os seus já magros rendimentos, suportar o descalabro das contas autárquicas.

 

Só nos resta a esperança de que, como bem diz o nosso povo, como não há bem que sempre dure, também não há mal que nunca acabe.

 

PS – Para podermos fazer uma ideia concreta de quais são os buracos financeiros que vão ser tapados pelo empréstimo de 20 milhões de euros negociado pela CMC com os bancos, que os flavienses vão pagar com língua de palmo durante os próximos 14 anos, mais uma vez solicitamos ao senhor presidente da CMC, mais aos seus distintos vereadores, nos quais incluímos necessariamente o catavento político João Neves, que aprovem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia. Quem não deve não teme. E à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo. Assim vamos todos conseguir dormir um pouco mais descansados.


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Domingo, 12 de Outubro de 2014

Ao sol

 


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Sábado, 11 de Outubro de 2014

Padre Fontes

 


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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Montalegre

 


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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

Poema Infinito (219): a decadência da fé

 

Os pássaros já não pousam nas árvores porque as protegeram com grades. Por isso escurecem o seu gorjeio. Os pescadores já não pescam poemas, apenas apanham peixes estandardizados de aquacultura. As crianças já não transportam nos bolsos o sol e os passarinhos nem caem no rio onde mergulhavam os pés rasos de água. Os dias aparecem-nos chorando com as suas bocas pequenas de cobras. Os rostos das pessoas parecem feitos de chão e desalento. Os rios vão-se embora atrás das andorinhas. Alguma da sua água fica guardada nos nossos olhos. As nossas bocas ficam secas como pedras ao sol. Também o vento deixou de subir ao cimo das árvores. Alguém engoliu os últimos raios de sol. Recordamos o tempo em que o vento brincava com os pássaros perto do nosso quarto, junto ao pomar. As palavras viajavam pelo chão claro das ruas, seguindo a água. Então inventávamos barcos feridos que conseguíamos salvar cantando canções de alegria. Subíamos até ao céu ascendendo pela árvore da esperança. Bebíamos água no rio, apanhávamos as sombras da tarde e dávamos beijos com os lábios repletos de aromas molhados. Brincávamos com as borboletas que se alimentavam de luz. As nossas mãos derramavam os frutos maduros com a arte do amanhecer. Agora os sorrisos fogem dos nossos rostos e os pássaros ficam desinquietos nos pontos cardeais. Molhamos o rosto na chuva. As nossas mãos ainda carregam algum amor. Pousamos o olhar nos rostos que amamos como quem planta flores nos jardins. Por vezes comentamos o sabor que a tarde deixa nas nossas bocas. O azul possibilita que as garças voem no firmamento. Temos saudades do cavalo de pau e das estrelas verdes no céu. Descobrimos que mesmo as estrelas amadurecem e ficam tristes. Temos saudades do tempo em que os frutos cheiravam a verão. Agora os dias escondem-se atrás das noites e as manhãs são como escaramujos. As nuvens comem as árvores mais viçosas e o vazio desfolha as noites. O silêncio adquiriu a forma das raízes. No crepúsculo cantam as últimas cigarras. Os pássaros voam desconfiados por dentro do orvalho. As mãos aumentam pelo meio do tempo. Ao longe, o luar adormece as árvores. A gente mais crédula ainda espera pelos sonhos. As plantas ensinam-nos o chão. Quem se mete pelos atalhos encontra sempre o inferno. O musgo sobe-nos até aos lábios. O entardecer é como o gume de uma adaga. Experimentamos a sensação de nunca termos onde chegar, de sermos como as coisas que não têm boca, de nos sentirmos como crianças secas. Agora entregamo-nos aos objetos. Somos como formigas sem sono. Os novos ícones desfazem as flores e as aves. O tempo de esperar começa a desaparecer. Apesar de termos ainda alguma fé, estamos sozinhos como os sorrisos tristes. A tristeza veste uniforme e senta-se ao pé de nós como se fosse nossa amiga. Estamos silenciosos como ruínas. Mastigamos as esperanças destruídas. A nossa esperança reside no facto de os nossos corpos ainda se arrepiarem diante das flores silvestres banhadas pelo orvalho da manhã.


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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

Barroso

 


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Terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Montalegre ao fundo

 


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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

209 - Pérolas e diamantes: o direito a ser decente

 

Tal como a jornalista inglesa Lara Pawson, também eu aprendi que as democracias bem-sucedidas permitem que as pessoas se manifestem, mas os governantes não reagem. É aqui que reside a perfeição do processo: deixar que a população proteste à vontade, mas ignorá-la por completo.

 

Ninguém imagina o que é ter-se talento para fazer algo e não o poder fazer. Ou pelo menos imaginar que se possui essa vocação para fazer algo e, no entanto, não a conseguir realizar.

 

Alguns meus amigos possuem tanto talento que nem se quer se dão ao incómodo de fazer alguma coisa de útil para a sociedade.

 

Eles dizem-me que as coisas que parecem diferentes na realidade são iguais. Eu oiço e nada respondo. Mas desconfio que as coisas que parecem o mesmo é que na realidade são diferentes.

 

Cada vez estou mais convicto de que os homens de bem não conseguem prosperar. E na nossa terra ainda menos. Quem teima em ser impoluto, leva mais porrada do que um liteiro.

 

Mas a mim ensinaram-me em pequeno que um homem tem o direito a ser decente.

 

Por aqui parece que apenas existem duas soluções: ou nos conformamos ou fazemos de conta que nos conformamos.

 

Conheço gente que diz cobras e lagartos de muitos seus conhecidos, ou correligionários políticos, mas, quando estão juntos, parecem unha com carne e estão sempre a sorrir, a bater nas costas ou a aplaudir.

 

Já não há valores, só há preços. E estou em crer que o preço da frontalidade está em época de saldos.

 

Depois veem-nos sempre apelar à conciliação e ao diálogo. Mas são sempre esses os que já têm a faca e o queijo na mão e o assunto cozinhado.

 

Quando oiço falar os nossos principais responsáveis autárquicos fico sempre com a sensação desagradável de que falta ali alguma coisa. Como quem assiste a uma missa em latim.

 

E rio-me sempre baixinho dos que pensam que o poder é uma virtude positiva. Esses acabam sempre por gostar automaticamente daqueles que o possuem, pois gostam de permanecer agradáveis e incolores.

 

Mas como não há mal que sempre dure, esperamos sinceramente que deste poder autárquico, daqui a uns anos, nada mais reste do que apenas recordações.

 

Olhando para trás, apenas me apetece dizer como o personagem Paco Gay, do livro de Gonzalo Torrente Ballester, Onde os Ventos Mudam: “Ai, a terra, a terra! Se nos apanha, dá cabo de nós.”

 

 

PS – Para que todos os flavienses fiquem a ter uma ideia aproximada do dinheiro que foi gasto pela CMC durante os últimos 12 anos, em propaganda política e o que efetivamente foi gasto em obras necessárias e estruturantes na cidade e no concelho, mais uma vez solicitamos ao senhor presidente da autarquia, António Cabeleira, mais aos seus distintos vereadores, incluindo necessariamente João Neves e João Moutinho, para que, em nome da transparência e do bom nome da Câmara de Chaves, aprovem uma auditoria externa às contas da CMC.

 

Passaríamos todos, com certeza, a dormir um pouquinho mais tranquilos.


publicado por João Madureira às 07:00
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Domingo, 5 de Outubro de 2014

Passeando na natureza


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Sábado, 4 de Outubro de 2014

Rebanho


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