Sábado, 31 de Janeiro de 2015

Em fila

Marinho Pinto - Ponte de Lima 015 - Cópia (2).jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2015

São Sebastião - Couto Dornelas

São Sebastião Couto de Dornelas 2015 001 - Cópi

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

Poema Infinito (235): a essência e o desaparecimento

 

O destino chamou as terras que são só vales. As coisas novas caminham como o desejo. Continuo a perder-me no tempo. A eternidade escreve a lei da dissolução. Apagam-se-me os olhos quando não te vejo. Herdaste o verde dos jardins e o azul tranquilo dos céus resplandecentes. Foste regada com o orvalho de mil dias. Então as primaveras brilhavam sem queixume e os outonos eram como mantos de paz. Os poetas fechavam-se em casa reunindo imagens estrepitosas. As metáforas dançavam ao som de violinos transitórios. Mulheres novas criavam espaços de breve eternidade. Imprimiam-se então beijos e sorrisos. E o prazer habituava-se à dor. A saudade adormecia. Os mistérios acumulavam-se. Os bichos morriam. Em ti desaguava a opulência das brisas e a plenitude dos vales. Os sonhadores eram indolentes. Consumiam-se no seu próprio ardor. Aprendi a crer em ti, sobretudo quando inclinavas a face e sorrias devagar. Os montes expunham as suas veias. Aprendemos a compreender as imagens e os gestos. O tempo demonstrava a sua vaidade e tinha outro nome de que agora não me quero lembrar. As casas das aldeias estão cada vez mais sós. Os caminhos prolongam-se lentamente pela noite dentro. As encruzilhadas pressentem o medo do abandono. Antes, o futuro era imenso e plano como a eternidade. As figuras transformavam-se em destino. As coisas possuíam uma essência profunda. As palavras exibiam o seu esplendor. Tudo era novo, grande e forte. As terras estavam grávidas, as águas corriam fortes e as árvores eram gigantescas. Deus habitava fora das igrejas. As suas mãos eram como estuários. Os peregrinos sentavam-se nos jardins e cantavam. Os pássaros desdobravam as suas asas. Agora é a angústia que nos obriga a cantar. Os rios perdem-se sempre antes de encontrarem o mar. O escuro é muito mais profundo. Já não recebemos o brilho das estrelas. A verdade é como uma cidade cinzenta. As horas separam-se e transformam-se em seres hermafroditas. As noites tecem o seu silêncio em vigília permanente. A vida amadureceu sem darmos conta. Calculamos sempre as palavras como se elas fossem chorar. O tempo e os olhares inclinaram-se. As melodias continuam belas mas fecham-se dentro de si e tremem como se estivessem com febre. As folhas dos livros são agora como espadas. Os passarinhos continuam a cair dos ninhos empurrados pela sua angústia quase instantânea. Os mestres de agora nunca foram aprendizes. A saudade estende as asas na nossa direção. As palavras são agora como os sapatos altos, desprendem-se de nós com ostensivo desdém. Por vezes são como incêndios que devoram a beleza e os sentimentos mais longínquos. Os nossos olhos, de cansados, mal conseguem libertar-se da banalidade terna do dia-a-dia. Com as palavras amadurecemos o silêncio. Lá fora ainda há de tudo. Apesar dos anjos terem todos as bocas cansadas, ainda se brinca e canta. O tempo não larga os nossos braços. Os ciprestes enegrecem as alamedas onde já quase ninguém passa. O teu sorriso ligeiro acorda o perfume da esperança. Os teus olhos libertam-me da escuridão. As lendas que contas ainda sossegam as crianças. Continuo o menino angustiado que sempre fui.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|

Olhares

_JMD7522 - Cópia.JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

Na feira

_JMD8804 - Cópia (2).JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

224 - Pérolas e diamantes: temos de perder o medo

 

 

Aparentemente possuímos mais liberdade individual, mas a sociedade onde vivemos está cada vez mais fora do nosso controlo e alcance. A partidocracia e os interesses económicos e financeiros sobrepõem-se aos interesses dos cidadãos. Manobram tudo e tudo e corrompem.

 

Vivemos neste neoliberalismo inspirado em Bernie Madoff, que por um lado nos rouba e por outro se dá ares de altruísta.

 

Tudo isto nos deve dar que pensar. Chegamos a uma fase da História em que o capitalismo assimilou a filantropia e a caridade, não apenas como idiossincrasia, mas como uma circunstância inerente ao próprio sistema.

 

A desigualdade cresce um pouco mais todos os dias. No entanto, para que o sistema não se desfaça, os mais ricos distribuem um quinhão aos mais desprotegidos, sabendo que essa é a melhor forma de reproduzir a situação que gerou esta brutal desigualdade.

 

O logro é esse. As elites criaram, e difundem, a ideia de que não existem alternativas ao poder que temos hoje. 

 

Claro que para a crise que vivemos atualmente não existem respostas fáceis. Mas veja-se o que se passa na nossa cidade, em Portugal e no resto da Europa: os amblíopes lideram os cegos. Para esta gente, as políticas de austeridade são como uma superstição.

 

Todos sabemos que a austeridade apregoada, e praticada, é uma forma de evitar que possamos ir à raiz do problema da crise.

 

Incitam-nos com a pressa da atuação. No entanto, essa é a forma perversa de nos impedir que pensemos. 

 

Os partidos no poder utilizam o argumento da crise para meter medo. Mas o que hoje todos percebemos é que eles foram o motor da crise. A sua principal razão.

 

Apesar dos mecanismos democráticos estarem a ser colocados em causa, não podemos desistir de ter esperança no futuro. Temos de perder o medo da mudança.

 

Mas, confesso, começo a ficar um pouco saturado da esquerda marginal que sabe que nunca atingirá o poder, mas, o que é ainda pior, secretamente nem sequer o deseja ocupar.

 

Os marxistas-leninistas e afins são os melhores teóricos do seu próprio falhanço.

 

Por incrível que pareça, e como muito bem referiu Slavoj Zizek, os neoliberais rejubilam com os comunistas. De facto, o caso da China é paradigmático e irónico. Os comunistas tornaram-se os agentes mais capazes do desenvolvimento do capitalismo.

 

Atualmente, o capitalismo asiático é mais dinâmico e produtivo do que o ocidental.

 

Os neoliberais deliciam-se com o feito. Afinal, quanto menos democracia melhor funciona o sistema. Com salários mais baixos e com menos direitos sociais, a economia desenvolve-se melhor.  

 

Apesar de estar na moda ser antieuropeu, continuo a acreditar na Europa. As suas ideias de igualdade, liberdade, democracia e direitos humanos são a visão correta de uma sociedade livre e justa.

 

Os valores democráticos e republicanos são a sua matriz mais consistente.

 

Se a Europa se desvanecer e claudicar, quais são os princípios que os substituirão?

 

 

PS – Porque todos sabemos que quando se quebra madeira saltam lascas, renovamos o apelo ao senhor presidente António Cabeleira, e aos seus distintos vereadores, João Neves incluído por inteiro, para que aprovem uma auditoria externa às contas da autarquia. É que o buraco da dívida camarária é de tal dimensão que tememos que nos arraste a todos para dentro dele e nos devore. Além disso quem não deve…

 

PS 2 – E, também em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior, da qual foi insigne presidente, até 2013, o risonho vereador João Neves (ex-MAI e atualmente do PSD), pois quem não deve não teme; certos de que aquele que tão insistentemente reivindicou, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da CMC, com toda a certeza verá com bons olhos e até enaltecerá fervorosamente, uma auditoria realizada às contas do seu íntegro mandato.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 25 de Janeiro de 2015

O guarda do parque

Marinho Pinto - Ponte de Lima 026 - Cópia (2).jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 24 de Janeiro de 2015

À procura da moeda

Marinho Pinto - Ponte de Lima 011 - Cópia (2).jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

Em Montalegre

montalegre+matança abobeleira 2014 027 - Cópia (

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

Poema Infinito (234): o esplendor do poema

 

Somos felizes quando voamos sobre a lisura da tarde e o tempo adquire a plenitude aquática do espaço. As casas retêm o envelhecimento. A noite caminha devagar, como a idade. É chegada a altura de nos despedirmos dos montes e da sua abstração verde. As aves dançam por cima da lucidez e abrem a eternidade ao mundo. As aves sulcam o azul e o esplendor das coisas. A base do seu voo é a nostalgia. O rio impõe as suas margens ao vale e vinca assim os pontos agudos da sua caligrafia alegre. O olhar puxa pela densidade que transportamos dentro de nós e fixa-se na transparência surreal dos barcos. A transcendência surge como a ponta de um véu invisível. Cumpre-se então o espírito das coisas. Lá ao longe deslizam as traineiras. A sua glória é pacífica. As suas quilhas rompem o nevoeiro que se espalhou sobre as águas. A bruma desprende-se dos pinheiros. O tempo fica tépido como se fosse em eco. Alguém dá brilho à solidão da aldeia. Com os nossos filhos vem a luz, a memória das suas brincadeiras, os seus olhos sorrindo, o amor fixado nos seus dedos como se fosse sal. A madrugada desfralda o rasto da luminosidade que deslumbra o mundo. A noite foi mais um esforço para não enlouquecer nas suas redes, nos seus sobressaltos. Sentimos a vacilação dos astros enquanto o mar recuava na praia. Aos poucos, a praça surge perante nós jubilosa e inquieta. As ondas profundas tornam o tempo agudo. Os pescadores vão rompendo o seu caminho. O mar redime-lhes os vultos. A claridade intensa da manhã transforma-se em movimento acústico. O sol amornece a lisura do rio. Uma brisa fresca sopra sobre a nossa idade. O tempo fica mais aberto refletindo a luminescência da chuva. Recolhemos o silêncio e o seu infinito imenso. Afinal os deuses estão vivos. E escutam. E sentem os nossos corpos acesos. E sentem ainda mais o peso íntimo da sua angústia. A idade costuma abrir caminhos e reconhecer nomes. Descemos o rio em paz. Na mesma paz que o rio costuma transportar. O azul do céu fica ainda mais azul e mais aberto como se fosse um buraco jubiloso. Submetemos as palavras ao voo abstrato dos livros e elas adormecem. O azul desce sobre elas como se fosse um anjo. Ainda confio no seu assombro. O largo da aldeia ondula por dentro como se fosse invisível. Em tempos foi como uma flor aberta. Possuía a eficiência da vida e deixava-se inundar de resplendor. A evidência do tempo matou-o. Tudo se perde na abóboda infinita do espaço e do tempo. As despedidas apagaram-se da memória de quem as viveu. Todos temos de cumprir o ímpeto inexorável do desaparecimento. A felicidade explicita-se no seu sinal de fronteira. É daí que nos escuta. Contamos os passos graves que a velhice nos obriga a dar, orientando-nos no seu esplendor vagaroso. A lucidez move-se dentro de nós como um réptil. A festa despede-se das pessoas e da tarde. Sentimos a sua gratidão como uma grande distância. As promessas ficam invisíveis. O trabalho ilumina-nos a paciência. Um enxame de luz transforma-se numa aragem. Com ela finda esta pequena eternidade. A nossa imagem fica de pé à espera de implodir. Ajustamo-nos ao interior da nossa incandescência. O tempo revela os vestígios das cicatrizes antigas. A verdade, a infância, o silêncio e o espanto crescem por dentro. Aí reside todo o esplendor do poema.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015

Castelo de Montalegre

montalegre+matança abobeleira 2014 003 - Cópia (

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015

Em Montalegre

_JMD9718 - Cópia (2).JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

223 - Pérolas e diamantes: a barra de pirite

 

 

Gosto muito da parábola do rabino Ósia, contada por Isaac Babel, escritor russo que foi fuzilado secretamente pelo KGB em 1940. E relembro-a sempre com um misto de alegria e angústia existencial.

 

Ei-la.O rabino deu todos os seus pertences aos filhos, o coração à mulher, o medo a Deus, o tributo a César e, para si próprio, deixou apenas um lugar debaixo de uma oliveira onde o sol demorava a esconder-se.

 

Mas por cá a “parábola” é outra. Um ex-presidente da Câmara deixa a cadeira do poder, por imposição legal que o impossibilita de concorrer a um novo mandato, e logo de seguida vai ocupar o lugar de primeiro secretário da CIM do Alto Tâmega, tacho criado pelo ex-ministro Miguel Relvas para os boys do PSD, ou similares, que não enxergam poleiro vazio à sua altura.

 

Tal ideia, estamos em crer, aprendeu-a o ex-ministro Relvas, qual fervoroso adepto, na Universidade quando leu a opinião de T. S. Eliot acerca do budismo e da sua benevolência, pois passam a vida a tentar imaginar sistemas tão perfeitos, que ninguém terá de ser bom.

 

Estes 23 substitutos dos 17 antigos governadores civis possuem chofer à disposição, secretárias às suas ordens, muito boa remuneração e todo o tempo do mundo para inaugurar o pouco que por aí se vai construindo, assistir a reuniões que para nada servem e nada decidem, bocejar, passear de carro, sorrir, cumprimentar velhinhos e velhinhas, beijar meninos e meninas, receber e entregar medalhas, cortar fitas e descerrar lápides. 

 

Para os estimados leitores perceberem o custo de tamanho embuste, basta referir que dos 180 mil euros do orçamento da CIM do Alto Tâmega, cerca de 150 mil são gastos em remunerações com o pessoal, que é pouco, mas fidelíssimo ao Partido, sem o qual estariam a dar largas à sua resplandecente mediania.

 

Todos sabemos que estas pessoas estão imbuídas de efetivas convicções, pois desenvolveram durante todo o seu percurso político a habilidade do ziguezague.

 

Elas sabem que em Portugal ou se é político ou não se é nada. Então João Batista sabe-o melhor do que ninguém.

 

Já o seu substituto à frente do município é comoventemente incapaz de nos retirar do atoleiro da dívida que ajudou a criar com todo o empenho e denodo. Essa qualidade ninguém lha pode negar. Honra lhe seja feita.

 

Todos reconhecemos que a estrutura do nosso poder autárquico continua sem estrutura, mas agora de uma forma menos fútil.

 

António Cabeleira tem de fazer que acredita que a forma impulsiona o conteúdo. Por isso insiste em regressar atrás, pegar na velha fórmula, que caiu entretanto em desuso, e tentar fazer algo de novo com ela.

 

Não se apercebe que esse foi chão que já deu uvas. Faz lembrar a história daquele homem que conseguiu guardar uma barra de ouro, mas que afinal se revelou pirite.

 

O senhor presidente sabe que uma arma serve sempre o seu propósito independentemente de quem a dispara. Por isso é que, nas suas mais variadas intervenções públicas, repete várias vezes os slogans de campanha como se fossem música e depois repete a música sem eles, para que dessa forma a música nos traga à mente esse mesmo slogan.

 

Esse tipo de estratégia do uso da linguagem visa esconder o seu pensamento e sonegar todas as respostas importantes e diretas.

 

O uso da propaganda, todos o sabemos, pretende sempre esconder e iludir a realidade.

 

António Cabeleira tudo faz para que a história que nos conta, e nos pretende continuar a contar, sobre a sua gestão autárquica, se assemelhe a um conto de fadas, mas nós pressentimos que as suas linhas condutoras a aproximarão da tragédia. Oxalá nos enganemos. Para bem de todos.

 

 

PS - Para que o exercício do poder democrático e a respetiva transparência das contas públicas não se transformem em duas forças antagónicas, mais uma vez renovamos o nosso apelo para que o senhor presidente da Câmara, mais os seus distintos vereadores, aprovem uma auditoria às contas do nosso município, pois à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo. E quem não deve não teme.

 

PS 2 – E, também em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior, da qual foi insigne presidente, até 2013, o risonho vereador João Neves (ex-MAI e atualmente do PSD), pois quem não deve não teme; certos de que aquele que tão insistentemente reivindicou, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da CMC, com toda a certeza verá com bons olhos e até enaltecerá fervorosamente, uma auditoria realizada às contas do seu íntegro mandato.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 18 de Janeiro de 2015

Sentados lá no cimo

Lumbudus - Douro - Out (4).jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 17 de Janeiro de 2015

Em Montalegre

_JMD9724 - Cópia (2).JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015

Mosteiro de Oseira

Carbalinho e Mosteiro de Osa 022 - Cópia (2).JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

Poema Infinito (233): luz

 

O vento na varanda procura a tua voz. A tua voz de ouro vem de cima. O silêncio é o seu tímpano secreto. Os teus olhos de água possuem a forma das marés. Conténs a transparência e a densidade das emoções profundas. O teu corpo sopra a luz. As fontes do tempo ficam iluminadas. O ar transforma-se num diamante. A singeleza das palavras bate na tua pele e perpassa a paisagem do teu sexo. O tempo fica fecundo. O vento na varanda transforma-se numa história brusca de amor e ânsia. As constelações do desejo tornam-se violentas. A cidade adquire a instantânea turvação das borboletas, o calor abundante de agosto, os sinais azuis do firmamento. A cidade é agora um sinal oculto de prazer. A matéria libidinosa transforma-se numa onda, num número perfeito. Seres extraordinários saem das casas carregados de gestos imóveis. As criaturas carregam nos rostos o tempo devastado. As palavras suspeitam do árduo ofício de inventar a vida. Fingem-se frias e descansadas dentro dos nomes, como se quisessem ocultar a fluência das estrelas. O tempo ganha a lentidão azul do céu e dissolve-se na areia. A luz arrasa tudo à sua volta. Os nossos olhos brilham com a lentidão oxidada da memória. Adquirem a quase perfeição da desordem da matéria. O caos é a lei da ordem. Enfrentamos o tempo com a nossa pequena voz, envoltos na subtil brancura da paixão. Por vezes a humanidade abandona-se aos monstros e põe em marcha o motor dos pesadelos. Ainda há quem acredite em cegos visionários e em deixar-se guiar por eles. A sua aceleração cria o vácuo. Creem na capacidade de renascer pelo fogo. A sua memória esquece tudo. As palavras arrefecem-lhe nas mãos. Por vezes enlouquecem. E falam da razão que existe dentro da razão e da sua infância ressuscitada. A luz fica então difusa e a sua voz dispersa. Todo o movimento é uma queda. O excesso de luz magoa tudo. É impossível navegar no meio de tanta fascinação. O tempo carrega-se de deslumbramento e solidão. Sentamo-nos em cima da arca dos desejos para os proteger. As casas ficam monótonas tentando reproduzir a ressurreição dos sonhos. O verde viaja pelas árvores. Deus serena a voz louca dos átomos. As almas convertem-se em sombras e os cérebros transformam-nas em luz. Os caminhos alongam-se. A água cintila junto à erva. As pedras das casas abandonadas ficam violentas. Olhamos o mundo por entre os pinheiros. As formigas florescem cinzentas dentro dos seus carreiros. O vento canta nos choupos o seu desalento e a sua inútil transparência. A distância da solidão começa a doer-nos. Deus aproxima-se da gravitação das estrelas. Possui a eterna e inútil sabedoria de não tocar em nada. A sua epifania é como um corpo devasso. Raras são as suas recordações. O seu coração possui a desordem do universo e a liberdade da distância. Abrimos as janelas para que a noite as atravesse sem as magoar. As portas continuam abertas dentro do nosso peito. O amor é como uma vasta depressão no tempo e pousa em nós como as mãos das mães ao acariciarem os seus filhos quando adormecem. Os seus sorrisos ficam então leves como o vento. Quando se amam as aves, o mundo gira com a amplidão da vida. As tuas mãos pousam suavemente sobre minhas. Na varanda, a luz do sol procura a claridade dos teus olhos.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2015

Barroso

_JMD1778 - Cópia (2).JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 13 de Janeiro de 2015

Poldras de Chaves

_JMD0190 - Cópia (2).JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2015

222 - Pérolas e diamantes: regressão

 

Muito bem diz o jagunço Riobaldo, herói do Grande Sertão: Veredas, “uma coisa é por ideias arranjadas, outra é lidar com país de pessoas, de carne e sangue, de mil-e-tantas misérias… Tanta gente dá susto se saber – e nenhum se sossega: todos nascendo, crescendo, se casando, querendo colocação de emprego, comida, saúde, riqueza, ser importante, querendo chuva e negócios bons…”

 

Também o acompanho na sua ideia de que “muita gente não me aprova, acham que lei de Deus é privilégios, invariável.”

 

Afinal isto já vem de longe: “Quem desconfia fica sábio.”

 

E nós desconfiamos. A maioria dos flavienses desconfia. E muito. Desconfiamos das palavras e dos atos do presidente da Câmara de Chaves.

 

A política para o senhor arquiteto possui a lógica da batata. Ele vê virtudes onde apenas existem defeitos.

 

A sua “obra” é um amontoado de promessas vagas e esdrúxulas.

 

Seguindo este caminho, a população do nosso concelho verá chegar o fim do mandato autárquico do PSD com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.

 

O que aconteceu, e está para acontecer em Chaves, é o descalabro. A situação financeira é desastrosa. O município de Chaves está numa situação de emergência financeira. Por isso vai contrair um empréstimo de dezenas de milhões de euros para conseguir continuar a disfarçar que cumpre alguns dos seus compromissos básicos. Ou seja, empurra a dívida com a barriga lá mais para a frente.

 

Quem vier a seguir que feche as portas do município e apague as luzes, um pouco à semelhança do que hoje vai acontecendo nas ruas e avenidas da cidade e em algumas aldeias.

 

Em doze anos (+ um) de mandato autárquico PSD, João Batista e António Cabeleira, conseguiram o impensável: elevar a dívida, que era cerca de 14 milhões, para mais de 60 milhões de euros. Conseguiram o “milagre socrático” de quadruplicarem a dívida camarária, com um imponderável sorriso no rosto, e de não assumirem a sua inteira responsabilidade pelo facto. Para estes senhores, a verdade em política vale zero.

 

Mas possuem as suas medalhas. Ou melhor, António Cabeleira – pois João Batista anda a fazer que faz e a dizer que diz, sentado na sua cadeira de Secretário da CIM –, carrega-as dentro da pasta para que não as vejamos. Mas elas estão lá, a pesar-lhe a ele e, sobretudo, a pesar-nos a nós.

 

O Pólo de Chaves da UTAD foi encerrado. O senhor presidente emitiu um lamento.

 

A Unidade de Cuidados Continuados cessou o seu funcionamento. O senhor presidente sibilou um lamento.

 

O Hospital de Chaves perdeu, e continua a perder, valências e pessoal. O senhor presidente emitiu um ligeiro lamento. Isto apesar do governo ser do PSD, do presidente da República pertencer ao PSD, do parlamento possuir uma maioria do PSD, e do ministro da Saúde ser do PSD.

 

As Termas estiveram encerradas durante um ano, ou mais, prejudicando a economia local em cerca de meia dezena de milhões de euros. O senhor presidente esboçou uma desculpa esfarrapada e exalou outro lamento.

 

O edifício da Fundação Nadir Afonso, investimento que rondou aproximadamente uma dúzia de milhões de euros, afinal já não vai servir para os fins destinados e acordados com a família do Mestre, sendo desqualificado para albergar um suposto Museu Nadir Afonso, sem honra nem brio e sem destino percetível. O senhor presidente atamancou uma desculpa esfarrapada e sussurrou novo lamento.

 

E de lamento em lamento, lá nos vamos transformando numa vila periférica e cinzenta.

 

Resumindo: a gestão autárquica de António Cabeleira não tem estratégia nem projetos para o médio e longo prazo e no pequeno prazo navega à vista. 

 

Triste é que os flavienses assistam ao triste espetáculo da sua terra ser irremediavelmente vencida e desqualificada e continuem de braços cruzados, como se não fosse nada com eles.

 

Será esta regressão irremediável? Compete aos flavienses responder.

 

PS – Para que todos os flavienses fiquem a ter uma ideia aproximada do dinheiro que foi gasto pela CMC durante os últimos 12 anos, em propaganda política e o que efetivamente foi gasto em obras necessárias e estruturantes na cidade e no concelho, mais uma vez solicitamos ao senhor presidente da autarquia, António Cabeleira, mais aos seus distintos vereadores, para que, em nome da transparência e do bom nome da Câmara de Chaves, aprovem uma auditoria externa às contas da CMC.

 

Passaríamos todos, com certeza, a dormir um pouquinho mais tranquilos.

 

PS 2 – Em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aceitar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior, da qual foi famoso presidente, até 2013, o sorridente vereador João Neves (ex-MAI e atualmente do PSD), pois quem não deve não teme.

 

Estamos certos de que aquele que tão teimosamente reivindicou, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da CMC, com toda a certeza verá com bons olhos, e até enaltecerá fervorosamente, uma auditoria realizada às contas do seu inatacável mandato.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Domingo, 11 de Janeiro de 2015

Olha o que chove!

Marinho Pinto - Ponte de Lima 001 - Cópia (2).JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 10 de Janeiro de 2015

Olhares

O RExo - Poesia 066 - Cópia (2).jpg

 


publicado por João Madureira às 07:45
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2015

No Rexo - Alhariz

O RExo - Poesia 118 - Cópia (2).JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2015

Poema Infinito (232): o paradoxo da luz

 

Encontro-me como uma criança diante do fogo. Aliviaste-me da angústia da negação da poesia. A paisagem é feminina. O teu rosto expõe um sorriso com lágrimas. As cores ressoam em nós. Somos como espelhos que nunca embaciam. Os nossos corpos refletem-se na unidade impossível do tempo. As razões da perdição são imensas. Os trilhos sobre a terra sobem até ao limite do céu. O horizonte é ainda um motivo desconhecido para os olhos, apesar de ser o elemento necessário para as aves. Dentro de nós nascem as chaves dos olhares. A natureza é nossa. Identificamos as estrelas. Sob o céu rebentam os botões das flores e as primeiras folhas verdes. O mar cobre-nos com as suas asas azuis. E o sol ocupa o lugar dos corações. O sonho é um devaneio. A luz é a imortal função da vida. A luz. A luz real. A luz imaginada. O amor possui o peso específico do acaso. O tempo transborda. O tempo colide com o espaço. Alguns corpos ganham a lividez do abandono. Outros ficam em ruínas, como se a infelicidade tivesse limites. Os olhos começam a perder a confiança do seu brilho. As mãos separadas não conseguem segurar nada. Deixamos de sentir o peso do repouso. Todos os caminhos repousam dentro da sua inquietação. O amor é um esboço de fogo. As nossas sombras estendem-se sobre o jardim. Fazemos parte do entardecer. A minha imobilidade é agora tua. Sou um voluntário da revolta. Essa é a minha solitária obstinação. O tempo continua a escorrer-nos pelos dedos. E gira em nosso redor à velocidade da terra. O teu sorriso continua leve e fresco como uma manhã de maio. As palavras são como poeira dos astros. A vida confia nas respostas do silêncio. Os teus olhos pertencem ao meu mundo. As suas lágrimas convocam o brilho da luz. Sinto-me o gérmen da desordem. A certeza da morte destrói o equilíbrio do tempo. Todos os passados se dissolvem dando origem ao silêncio. Dantes orgulhava-me de entender o mundo através da rigidez das palavras. Hoje acontece rigorosamente o contrário. O esquecimento possui a propriedade destruidora da reminiscência. A solidão possui a sua própria sedução, a estúpida caraterística do prazer pelo sofrimento, a modéstia do orgulho, a perversão do mérito, a ruína perfeita da exegese. Agarramo-nos à nossa própria queda, como se fossemos um barco que se funde com a água para voltar a nascer. Apenas os amores imperfeitos geram tempestades. Nós iremos até ao fim. Somos o corpo memorável de um poema traduzido do infinito. Cantamos o seu ritmo, a sua textura, a sua realidade oculta, a sua dúvida evidente, a sua imperfeita verdade. Apreciamos as delícias da banalidade habitual. A passagem do tempo é uma vulgaridade infinita. Por vezes as palavras chegam-nos como uma revoada de pássaros. Algumas guardamo-las no calor da nossa boca embalando-as com os lábios. A claridade é para nós um refúgio. As palavras mais belas somem-se um pouco antes de serem escritas. O seu encanto é tão prudente que morrem enroladas dentro da sua própria beleza. São como os pássaros de inverno. A luz do luar cobre agora o nosso rosto com a sua doçura lívida. Os campos ficaram húmidos. As florestas cerraram-se em si mesmas. O sol está do outro lado do mundo expondo a sua perfeição distante. É noite. Abrimos as mãos e os corpos. Somos como duas estrelas que se atraem rodeados por este silêncio ensurdecedor.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015

Xurxo Souto no Rexo

O RExo - Poesia 130 - Cópia (2).JPG

Xurx


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 6 de Janeiro de 2015

Na feira

Santos 2014 001 (3) - Cópia.JPG

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2015

221 - Pérolas e diamantes: a política e a dignidade

 

 

António Costa chegou a líder do PS igual a si próprio: falando de tudo com um sorriso nos lábios, mas dizendo muito pouco ou quase nada sobre o programa político do seu putativo governo. Por exemplo, afirmou que ia acabar com a sobretaxa de IRS, mas não disse quando, e prometeu promover uma “nova atitude” em relação à Europa, mas não explicou em quê.

 

No PS passou-se da timidez de António José Seguro ao vazio tonitruante de António Costa. A sua agenda para a década é um assumido enunciado de intenções.

 

Não se cansa de afirmar que a situação portuguesa se resolve com crescimento económico, mas não mostra como será feito esse crescimento.

 

O Obama do PS, com as promessas que vai fazendo de forma avulsa e descoordenada, poderá transformar a sua imagem de salvador de Portugal em falso milagreiro. A ver vamos.

 

É por demais evidente que estes quase quatro anos de governação PSD/CDS constituem uma legislatura falhada. A carga fiscal foi violentíssima, nomeadamente nos cortes feitos aos funcionários públicos e na forma profundamente injusta como se taxaram os pensionistas.

 

Além disso, o executivo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas cometeu um erro de palmatória: tentou aguentar as finanças públicas esquecendo a economia real.

 

O problema é que não foi por uma questão de falta de vontade, foi mesmo por incompetência e falta de maturidade.

 

Em Portugal não há incentivos para que os melhores fiquem por cá. Este continua a ser o país das cunhas.

 

Sinceramente confesso que não acredito em nenhum dos partidos do BCI (PSD/CDS/PS) para tratar do nosso futuro coletivo.

 

Não acredito neste governo porque falhou em tudo. Sobretudo nas reformas estruturais e nas da administração pública. 

 

Não acredito em António Costa porque o partido que ele lidera continua refém do velho aparelho, que sabe que apenas poderá subsistir se continuar a manobrar no segredo dos gabinetes.

 

A solução ou vem de fora deste triângulo de interesses ou não será solução competente e capaz.

 

A crise financeira e monetária deve-se muito mais à corrupção do que às más políticas.

 

O BCI é responsável pelo facto de as ideias já nada representarem e os valores estarem a desaparecer, por vivermos num regime de puro pragmatismo, negando assim a grande tradição democrática e republicana e o imprescindível espírito crítico.

 

As pessoas têm razões objetivas para começarem a desprezar a política. É compreensível. Mas também é extremamente perigoso. Se virarmos as costas à política, ela ficará nas mãos dos piores. É necessário convencer os elementos mais brilhantes e idealistas da nossa sociedade a ela se associarem.

 

De uma coisa podemos todos ficar cientes: a política só se torna digna se as pessoas dignas nela participarem.

 

Se a deixarmos nas mãos dos ignorantes, dos medíocres, dos prepotentes e dos corruptos, porque a consideramos detestável, então a própria política só pode tornar-se detestável.

 

 

PS – Para podermos fazer uma ideia concreta de quais são os buracos financeiros que vão ser tapados pelo empréstimo de dezenas de milhões de euros negociado pela CMC com os bancos, que os flavienses vão pagar com língua de palmo durante os próximos 14 anos, mais uma vez solicitamos ao senhor presidente da CMC e aos seus distintos vereadores, nos quais incluímos necessariamente o catavento político João Neves, que aprovem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia. Quem não deve não teme. E à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo. Assim vamos todos conseguir dormir um pouco mais descansados.

 

PS 2 – E, também em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior, da qual foi insigne presidente, até 2013, o risonho vereador João Neves (ex-MAI e atualmente do PSD), pois quem não deve não teme; certos de que aquele que tão insistentemente reivindicou, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da CMC, com toda a certeza verá com bons olhos, e até enaltecerá fervorosamente, uma auditoria realizada às contas do seu íntegro mandato.


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Domingo, 4 de Janeiro de 2015

Na feira

santos 2014 030 (2) - Cópia.JPG

 


publicado por João Madureira às 07:45
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 3 de Janeiro de 2015

Versalhes

_JMD0530 - Cópia (2).jpg

 


publicado por João Madureira às 07:17
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2015

Taberna de São Martinho de Anta

Lumbudus - Douro - Out (6).jpg

 


publicado por João Madureira às 07:15
link do post | comentar | favorito
|

.Keith Jarrett - La Scala

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9


23
24
25
26
27
28
29

30
31


.posts recentes

. No Barroso

. No Barroso

. Poema Infinito (364): A b...

. No Barroso

. No Barroso

. 351 - Pérolas e diamantes...

. Na aldeia

. Na aldeia

. Na aldeia

. Poema Infinito (363): Med...

. Na aldeia

. Na aldeia

. 350 - Pérolas e diamantes...

. O músico e o santo

. Músicos

. Olhares

. Poema Infinito (362): Flo...

. Onde está o Dinis?

. Dar de beber a quem tem s...

. 349 - Pérolas e diamantes...

. Carnaval de Verin

. Carnaval de Verin

. Carnaval de Verin

. Poema Infinito (361): O s...

. Carnaval de Verin

. Carnaval de Verin

. 348 - Pérolas e diamantes...

. Pormenor

. Barroso

. Bombeiros

. Poema Infinito (360): A f...

. Bombeiros

. Bombeiros

. 347 - Pérolas e diamantes...

. Feira dos Povos - Chaves

. Feira dos Povos - Chaves

. Feira dos Povos - Chaves

. Poema Infinito (359): Chu...

. Feira dos Povos - Chaves

. Feira dos Povos - Chaves

. 346 - Pérolas e diamantes...

. Dois amigos

. Sorriso

. Sorrisos

. Poema Infinito (358): O d...

. Vendendo pão

. O sapateiro de Chaves

. 345 - Pérolas e diamantes...

. Interiores bovinos

. Festa dos Povos - Chaves

.arquivos

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

.tags

. todas as tags

.Visitas

.A Li(n)gar