Sábado, 28 de Fevereiro de 2015

Encosta do Pinhão

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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2015

Com os filhos ao colo

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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2015

Poema Infinito (239): a Deus

 

 

Crescem nos campos os tolos, os fantasmas, os homens famosos, os sonhos ardentes, a escrita mais engenhosa, as casas velhas, as mulheres ardentes, os filhos já feitos, as couves, os intelectuais, a perfeição dos colegas e as ameixoeiras. As raparigas enlouquecem improvisando sonetos e música jazz, a poesia dança nas praias, as almas dividem-se e trepam pelos troncos das árvores mais altas, os príncipes ajoelham-se em frente das suas princesas e esfolam os joelhos no veludo áspero dos tapetes mais antigos. Declaram-se heroicamente perdidos. Depois deixam-se envolver pela música mais desesperada e constroem a partir daí o seu triunfo. O povo transporta os fardos e carrega os cestos para a festa. A revolução que está para chegar é precedida pelo cheiro a pólvora. Um pobre a cavalo chicoteia um mendigo que o segue a pé. Após a revolução, o mendigo monta num burro e chicoteia o pobre que o segue de joelhos. Os bardos cantam o tempo que se perdeu. Novas batalhas se irão travar. Dizem que o reanimado rei é melhor do que o anterior. Os seus soldados açoitam de forma diferente. Fazem-no apenas quando nasce e se põe o sol. Os economistas planeiam os números com novo vigor. Mesmo não se mexendo, parece que se mexem. A sua lógica é feita de mármore, ferro e bronze. As raparigas e os rapazes ficam pálidos por causa do amor. Tudo volta a ser imaginado. As camas ficam mais isoladas, a paixão desenha-se a prumo, a meia-noite adquire lábios vivos e ardentes, o caráter passa a ser como uma praça pública. Os homens do poder, armados com martelos e cinzeis, modelam o homem novo. Calculam a sua nova dose de vulgaridade, a sua indistinta retidão, o seu imprescindível nível de submissão admitida. Fornecem-lhes os sonhos e as mulheres vestidas dentro dos espelhos. Atravessam-lhes as cabeças com imagens de felicidade. Sentam-nos à sombra, arredondam-lhes a bondade e a vontade, programam-lhes os pecados e as virtudes. Tudo neles cresce como uma irrealidade, transformando-os em espelhos que se refletem noutros espelhos até ao infinito. Benzem-lhes as horas de trabalho e anunciam-lhes a grandiosidade das divindades que estão para chegar do além. Calculam os níveis de orvalho das madrugadas, a intensidade da chuva, a beleza necessária dos rios e dos mares. Escolhem os suspiros de amor, as canções para o coro dos anjos, os níveis de sal para as lágrimas de felicidade e para as de dor. Definem o imprescindível número de jovens mortos para conservar a pureza da literatura de amor. Abrem feridas nas fotografias de arte. Estampam águas atónitas nos olhos da realeza e rodeiam-na de golfinhos majestosos e sorridentes. Os seus gritos são doces, os seus passos ancestrais. Coros de anjos fazem perpassar as suas melodias por cima do clero que abençoa o rei e a sua coroa de louro e azevinho. As ninfas desnudam-se e copulam com os sátiros, perante a raivosa perplexidade dos cavaleiros do apocalipse. O amor voltou a cegá-los. Os construtores do novo mundo inundam-lhes a cabeça com ciúmes. O céu fica frio. Os seus desenhadores não conseguem iluminá-lo com a tradicional miríade de pontos cintilantes. Os homens ficam com os corpos inclinados e separam-se do seu tempo de paixão. É o sétimo dia da criação e o amor declina, os corações ficam inconstantes, Deus lamenta que a eternidade o aguarde de novo. Sente-se como um pastor na margem de um lago vendo cair as folhas de outono. A vida é um contínuo adeus.


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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2015

Os amigos do Ozoco

O RExo - Poesia 103.JPG

 


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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015

Na conversa

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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015

228 - Pérolas e diamantes: O Feiticeiro de Oz e Corin Tellado

 

 

À medida que vamos envelhecendo damo-nos conta de que tudo aquilo que consideramos de vital importância não é tão importante assim.

 

É errado o conceito que diz que um homem deve ser delimitado, imutável nas suas ideias, categórico nas afirmações que profere, inabalável nas suas convicções, perentório nos seus gostos, enfim, resoluto para sempre na sua maneira de ser.

 

Em vez de gritarmos que acreditamos nisto ou naquilo, o mais avisado será defender os nossos pontos de vista com um misto de convicção e ceticismo.

 

Andamos sempre com aquela inquietação que nos aperta a alma e que, por sua vez, nos comprime o corpo. E vice-versa.

 

A nossa vida não pode ser ditada pelo fatalismo e pelo destino.

 

Não podemos permitir que a inépcia e a tacanhez vagabundeiem por aí, proliferando pela cidade e pelas suas instituições.

 

Querem fazer-nos acreditar que a angústia é uma fonte de prazer e um padrão para a força do caráter.

 

Desconfio das pessoas que extraem da impotência dos outros a sua fonte de poder.

 

Fiquei perplexo com a mirabolante, para não dizer patética, história da celebração do amor pelas ruas da cidade, no evento “Aquae Amor – Chaves Romana”.

 

Veio-me logo à ideia o título da obra de Gabriel García Márquez, O Amor nos Tempos de Cólera. Não no sentido literal da doença sugerida no título do livro, mas antes no do sentimento para que nos remete a leitura do romance.

 

Da cólera do livro passei para a raiva que sinto pelo facto desta gestão autárquica celebrar o “Aquae Amor” (ai se o ridículo matasse!), em cima das ruínas do Centro Histórico de Chaves; da desqualificação dos serviços do nosso Hospital e do Tribunal; do desemprego da nossa população, sobretudo a mais jovem; do definhamento irreversível do nosso comércio; da anemia da nossa agricultura; da indigência dos esgotos a céu aberto em Vale de Salgueiro, Outeiro Seco.

 

E como se isso fosse pouco, agora, a seguir à “Sexta-feira 13” em Montalegre, considerada já a capital das Bruxas, Chaves, pela batuta do Procônsul romano António Cabeleira (ai se o ridículo matasse!), pretende passar a ser a cidade do amor.

 

É como passarmos do filme “O Feiticeiro de Oz” para uma fotonovela do Corin Tellado, com todos os riscos associados ao choque cultural que isso comporta.

 

Depois das “Sextas 13” barrosãs, o edil flaviense, teve a criativa ideia de organizar os “Sábados 14”, com os traços de originalidade e arreganho que todos lhe reconhecemos.

 

O Procônsul romano António Cabeleira, baseando-se na História, pretende oferecer aos flavienses pão e circo. Como gesto político é o paradigma perfeito desta gestão autárquica do PSD/João Neves.

 

Como se isto não bastasse, Chaves possui ainda uma oposição, dita socialista, que veio dizer-nos que o preço da água vai aumentar; e tem um poder, apelidado de social-democrata, que confirma a notícia. Ou vice-versa, o que vem a dar no mesmo.

 

Esta conversa da treta entre políticos tradicionais faz-me sempre lembrar um pequeno diálogo, muito ao jeito dos Monty Python, que li no livro Ferdydurke, de Witold Gombrowicz, que reza mais ou menos assim: “Eh, Eh, hum, então amigo, que tal? Que tal amigo?” “Que tal?” redarguiu o outro sujeito. – “Os preços baixaram.” “Baixaram?” – disse o primeiro sujeito. – “Tenho a impressão de que subiram.” “Subiram?” – perguntou o segundo sujeito. – “Acho que qualquer coisa baixou.”

 

Vivemos nesta triste realidade, comprimidos entre um poder camarário frouxo e ridículo e uma oposição dita socialista que não é capaz de se articular como uma alternativa credível, ou, pelo menos, com um projeto portador de forma e sentido.

 

É tempo de possibilitar a alternativa de um projeto realista e sério que nos tire deste atoleiro de vulgaridade política protagonizado pelo BCI (Bloco Central dos Interesses – PSD/PS). Basta da política do faz de conta.

 

 

PS – Seriamente inquieto e preocupado com o que vejo ocorrer de norte a sul de Portugal, incluindo necessariamente as ilhas, relativamente às contas autárquicas, às dos bancos e às do governo do país, venho, em nome de, pelo menos, mais de metade dos eleitores flavienses que votaram nesse sentido, solicitar ao senhor presidente António Cabeleira, e demais vereadores, que aprovem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia. Quem não deve não teme. E à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo. Assim poderemos todos dormir um pouco mais descansados.

 

PS 2 – E, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, da qual foi digno presidente, até 2013, o atual vereador João Neves (ex-MAI e presentemente do PSD), pois quem não deve não teme; certos de que aquele que tão intrepidamente reclamou, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da Câmara de Chaves, com toda a certeza verá com bons olhos, e até aclamará de pé, uma auditoria realizada às contas do seu próprio mandato.


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Domingo, 22 de Fevereiro de 2015

Luzia

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Sábado, 21 de Fevereiro de 2015

Ponte de Lima

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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015

Estação CP - Pinhão

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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2015

Poema Infinito (238): as duas portas dos sonhos

 

 

Os pais são sábios como as casas. Por vezes parecem insensatos, levantam-se como se fossem estrangeiros e partem das cidades. Percorrem os campos como se fossem servos. As mães indicam-lhes novos caminhos. Chegados a outras cidades, procuram os portos, entram nas ruas estreitas, visitam as tabernas e os templos. E sonham com arcos e flechas como se fossem guerreiros antigos. Depois embarcam em negras naus e agarram-se aos remos e aos mastros e vomitam. São homens da terra, feitos de giestas e urzes. Ninguém os censura, nem Deus. A sua alegria é cinzenta como o mar. A sua tristeza é cinzenta como o mar. Por vezes encontram indivíduos errantes que rezam repetidas súplicas. E choram. Lembram-se de serem estrangeiros na sua própria terra, de regressarem às suas aldeias mesmo antes de partirem, de reconhecerem as suas crianças, de caminharem pelos bosques, de se deitarem à sombra dos choupos na beira dos atalhos, de se deixarem ali ficar esperando o tempo e a sua magnanimidade. Chegam então os guerreiros do desespero, cercam-lhes as torres e os pátios, atravessam as ruas, deitam abaixo os portões das casas e atravessam as salas para se sentarem à lareira como se viessem das florestas geladas do norte. Adoram o fogo e apaixonam-se pelas mulheres que fiam lã da cor púrpura dos mares. À sua volta sentam-se as servas. Passam a idolatrar um homem que se senta numa cadeira alta, que bebe o vinho oferecido pelos devotos, abraçando as mulheres que se ajoelham na sua frente pedindo que as fecunde. Esse deus diz-lhes que a alegria se esconde sempre no tempo do regresso. Depois vão para os portos e embarcam em naus. Ficam tristes e vertem lágrimas. O vento incha as velas. Os homens tentam ser como a água profunda. Esperam que o sol se afaste, para se cobrirem de trevas. As naus chegam aos confins dos oceanos, onde encontram novas terras e novas cidades cobertas de neblina e nuvens. O sol resplandecente nunca ali entra, os seus raios perdem-se no brilho inóspito do firmamento. Um terror pálido apodera-se dos homens. Nunca viram tantas almas juntas. As almas dos mortos. As almas de mulheres jovens, mancebos, velhos e velhas. E de crianças. É-lhes difícil contemplar esses lugares. Os rios são grandes e assustadores. O tempo é como uma cova negra. Os pais permanecem nos campos, não descem às cidades, não possuem camas, dormem no chão como se fossem o inverno. Nenhum cumpre o seu destino. O que lhes aumenta a dor. Ficam todos velhos de repente. As suas mãos transformam-se em sombras. As palavras fogem-lhes da boca. Os seus sonhos possuem duas portas e são preenchidos por olhares vazios. Os estrangeiros asseguram sempre a desgraça dos autóctones. Os homens são involuntariamente tolos. Por isso ficam ansiosos e planeiam voltar às suas terras, mas a viagem de ida foi tão longa que já não têm coragem de se aventurarem no regresso. O mar afinal também é cinzento como a sua tristeza. E como a sua alegria. O sol resplandecente rouba-lhes a vitalidade. Presos no seu destino, veem chegar todas as mulheres em grupos, em grandes lamentações, derramando lágrimas, encostadas umas às outras, procurando os seus novos maridos como se já estivessem mortos. Lavam-nos com esponjas embebidas em lágrimas. Por fim, dormem com os seus pretendentes. Outro mundo vai ali nascer. A infelicidade é infinita. A felicidade também.


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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2015

Á sombra

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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2015

Sentados para a fotografia

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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015

227 - Pérolas e diamantes: bem prega Frei António (AC/NV-fm)

 

As entrevistas são, como sabemos, usadas em forma de panfleto. Por isso é que os políticos as escolhem para propagandearem as suas meias verdades, quando não mentiras inteiras.

 

Usam-nas convenientemente para, das suas já gastas posições políticas, insinuarem novidade. Prefere-se a entrevista para dar aos leitores/eleitores um arzinho da sua graça, insinuando um mínimo de espontaneidade.

 

A entrevista é uma forma teatral do senso comum. Pretende-se com ela que os eleitores/leitores possam raciocinar muito pouco. É uma forma de oralidade com ninguém vivo e verdadeiro lá dentro. Excetuando aquelas que nos causam estranheza e nos espantam. Mas essas são pouquíssimas e nenhuma pertence a um político, muito menos de província.

 

Os políticos falam para dentro das suas palavras e das suas verdades até se bastarem. Depois vão praticar os seus atos políticos e administrativos que, quase sempre, desmentem as promessas, destinados a satisfazer as suas clientelas político-partidárias. E por aí se ficam com um sorrisinho travesso nos olhos.

 

E foi em forma de entrevista que as lideranças do PSD e do PS flaviense se digladiaram, e digladiam, quais frangos eriçados, na comunicação social.

 

Os segundos acusando os primeiros por estarem em estado de negação e os primeiros culpando os segundos de não possuírem memória.

 

Ambos os partidos foram, e continuam a ser, apesar das manobras dilatórias, responsáveis pelo destino da nossa terra durante as últimas quatro décadas, com os resultados que todos sabemos.

 

Os socialistas “atreveram-se” mesmo a acusar a gestão do PSD de pouco ou nada ter feito pelo desenvolvimento do nosso mundo rural.

 

Só que os camaradas socialistas realmente não possuem um passado político brilhante nesta matéria.

 

Além disso, o passado só é válido se o presente o reconhecer. O que não é manifestamente o caso. Bem antes pelo contrário.

 

Por isso, António Cabeleira resolveu vir a terreiro desmentir o líder do PS, e o seu companheiro de retrato jornalístico, e apelar à memória dos flavienses.

 

Acusou Nuno Vaz e Francisco Melo de terem feito parte da equipa da gestão socialista da CMC, um como chefe de gabinete e o outro como secretário.

 

Durante os 12 anos que durou o mandado socialista na Câmara de Chaves, lembrou António Cabeleira, o PS nunca viu mérito na feira de fumeiro de Montalegre porque não organizou nenhuma em Chaves. Limitando-se, na sua perspetiva, a organizar festas onde nada se vendia ou se expunha, servindo tais eventos apenas para se comer e beber de graça. Não existindo, por isso, nenhuma visão estratégica nem preocupação com os produtos locais.

 

Sobre a brilhante proposta de Nuno Vaz para que cada produto tenha a sua feira, AC refere, em tom de mofa, por certo, que levando à prática a ideia do seu adversário, a CMC teria de realizar a feira da alheira, a do salpicão, a do chouriço, a das compotas, e quem sabe, a feira da compota de pêssego, de abóbora, de amora, etc.

 

Lembrou que o PSD iniciou os processos de certificação de produtos regionais, como é o caso do pastel de Chaves, pois nada lhe veio do passado.

 

Recordou que Nuno Vaz assistiu impávido e sereno à certificação do Presunto de Barroso com uma área geográfica extensível ao território do concelho de Chaves, o que impediu poder registar a marca de Presunto de Chaves, pelo simples facto de não ser possível haver dois registos de um mesmo produto.

 

António Cabeleira, falando sempre em nome do PSD e nunca no da Câmara de Chaves, pois, ao que parece, o PSD é uma instituição que se sobrepõe à autarquia flaviense (diz-me como falas, dir-te-ei quem és), lembrou que o seu partido construiu o Mercado do Gado; iniciou a organização do concurso nacional das Raças Mirandesas, Barrosã e Maronesa; em 2014 criou a 1ª feira de Portugal do Porco Bísaro de Chaves; sobrevindo-lhes ainda a incrível ideia da fundação da Feira do Cão de Gado Transmontano e ocorrendo-lhes a inaudita criação (ó excelsa glória!) da Confraria de Chaves.

 

Se nos for permitido o conselho, e pegando no exemplo do senhor presidente AC relativamente à proposta de NV sobre as feiras de produtos locais a realizar, atrevemo-nos a sugerir que as feiras do gado devem ser extensíveis ao gato de companhia autóctone do Centro Histórico de Chaves, à galinha pedrês flaviense, ao coelho bravo do Brunheiro, ao galo da Veiga de Chaves, à perdiz de Montanha, ao pavão raiano, ao rafeiro de Aquae Flaviae e, para terminar em apoteose, ao burro Altotameguense.  

 

A acabar, o nosso querido e estimado presidente lembrou que o PSD tem estratégia (nós acrescentamos que talvez seja por isso que a CMC anda à deriva). Pena é que o ex-chefe de gabinete socialista, NV, tenha pouca memória, esquecendo-se da tremenda ausência de políticas socialistas para o meio rural. 

 

O presidente da autarquia flaviense lembra que “é preciso ter memória”, pois “Chaves necessita de uma oposição diferente, uma oposição que reconheça os seus fracassos e consiga destacar os méritos dos outros”.

 

De facto, António Cabeleira tem memória, e boa, por sinal. Pena é que não revele outras qualidades, como, por exemplo, a de ter coragem para aprovar uma auditoria às contas da Câmara Municipal de Chaves, para podermos saber como se consegue protagonizar uma gestão política autárquica do BCI que endividou o Município Flaviense em mais de 60 milhões de euros.

 

 

PS – Diz o filósofo que o irresponsável também trabalha contra si mesmo.

 

Porque sabemos que nem o senhor presidente da Câmara de Chaves, nem os 3 vereadores do PSD, e muito menos o trio de vereadores do PS, trabalham para aquecer, e muito menos contra si mesmos, vimos mais uma vez solicitar a vossas excelências a aprovação de uma auditoria externa às contas da nossa autarquia, pois quem não deve não teme e à mulher de César… etc.

 

PS 2 – E, também em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior, da qual foi insigne presidente, até 2013, o jubiloso vereador João Neves (ex-MAI e atualmente do PSD), pois quem não deve não teme; certos de que aquele que tão continuamente exigiu, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da CMC, com toda a certeza verá com bons olhos, e até celebrará fervorosamente, uma auditoria realizada às contas do seu inatacável mandato.


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Domingo, 15 de Fevereiro de 2015

Potes do São Sebastião - Couto de Dornelas

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Sábado, 14 de Fevereiro de 2015

Na feira

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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015

Cortando castanhas

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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015

Poema Infinito (237): o brilho do crepúsculo

 

A casa sempre foi a topografia dos nossos sentidos. Os corações das mães crescem dentro dela e afastam as cenas cruéis que quase flutuam no infinito. Não conseguimos preservar o tempo. O instinto protege ainda a delicadeza da água. O tempo invoca as vozes rosáceas dos avós, a sua matriz perpétua, a sua metamorfose poética. O corpo transforma-se num palco. O pesadelo é cada vez mais recorrente. Afogo-me em palavras. Sinto a alma na boca. E os teus lábios. E o sangue. E o surdo rumor do prazer. E da morte. Sinto-te como a minha coroa de glória. As mãos mexem nos sexos. O meu olhar cresce junto dos teus seios. Os meus ouvidos são a gruta que guarda o som doce da tua voz. A casa continua habitada. Choram nos meus olhos as crianças que se vestem devagar como se fossem para o monte trabalhar. As mães, infelizes, caminham à sua frente com as lágrimas nos olhos. A minha língua treme. Fico de dentes cerrados esperando o medo. Os espelhos devoram a memória. Observo-te sentada no esplendor dos teus dias de juventude. Sorris pouco. És como uma manhã inquietante. O tempo fica da cor da terra. Nuvens esplendorosas cobrem-te o corpo. A tua boca dilata-se de encontro ao meu prazer. Aves loucas compõem o teu vestido. Recolhes-me dentro do teu olhar. Acreditei em ti desde o primeiro momento. Apesar do teu silêncio. A minha memória transformou-se em ondas. Quando te beijei na testa, as tuas mãos desceram até as minhas mãos e senti que baixávamos até ao seio da terra. Não há no universo lugar para guardar os teus olhos. Beijo os teus lábios e eles sabem-me a amoras silvestres. No teu rosto provo um discreto sabor a lágrimas de prazer. O meu corpo absorve a sombra enérgica do teu. Tento falar mas tu calas-me a boca com a delicadeza sincera do teu ventre. Procuro um caminho de palavras onde possa passear contigo entre as nossas memórias. No início, os gritos tropeçam sempre nos silêncios. As frases mais quentes arrefecem entre o que antes foi fogo e agora é água. Recordo a minha infância como se ela fosse uma fornada de pão quente. Nela comunguei o branco da cal na Páscoa, a secura triste dos olhos da minha avó, a força inexpressiva das mãos angulosas do meu avô, os gestos tristes de indiferença do meu pai. Os olhos da infância são sempre sinistros e sinceros como punhais. Na infância nenhuma palavra nos protege. Acordamos sempre dentro do silêncio cúmplice dos adultos. As perguntas habitam o nosso corpo. A natureza é sempre atravessada pelos ecos das vozes dos adultos. E os adultos flutuam lentamente dentro dos nossos olhares. Agora sentimos a nostalgia. É ela que ainda nos faz caminhar perdidos na poeira ambígua do tempo. A infância é como uma lâmpada fundida, carregada de beleza mas que já não dá luz. Por isso a nossa alma se entretém a disfarçar-se de esteta, a procurar prazer na exiguidade da arte. Os nossos corpos são intransmissíveis. A sua luz é agora fria. As coisas de que gostámos ficam cada vez mais esquecidas dentro da memória. E as memórias ficam frágeis, caem-nos ao chão e partem-se. Juntamos os seus pedaços, meticulosamente. Procuramos as respostas para a sua dor. As memórias fazem ruídos estranhos dentro de nós. A sua luz por vezes provoca demência. Dentro delas movem-se presentemente as folhas rútilas do outono. Diz-me o teu olhar que é tempo de te beijar de novo.


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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015

Fogueira na Abobeleira

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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015

Cozinhando no pote

montalegre+matança abobeleira 2014 069 - Cópia -

 


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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2015

226 - Pérolas e diamantes: da possibilidade de mudança

 

O jurista João Taborda da Gama escreveu no DN que “Todo o político é um mentiroso. Se não fosse mentiroso era cientista. Ou conservador do registo predial. As relações entre a política e a realidade são complicadas.”

 

Eu não sei se acompanho o jurista em conclusão tão absoluta. Prefiro antes solidarizar-me com Vatal Nagaraj, presidente de um partido local indiano da cidade de Bangalore, que resolveu no passado mês condecorar os seus dois burros pelo trabalho prestado e pela sua lealdade.

 

Rosseau dizia que somos prisioneiros das nossas necessidades. Agora sabemos que também já somos prisioneiros dos nossos políticos de pacotilha.

 

A sociedade portuguesa está cada vez mais pobre e exaurida. As pessoas estão tolhidas pelo medo, pela necessidade, pela crise e pelo desespero.

 

Na nossa cidade passa-se o mesmo.

 

A imagem que tenho da gestão política da autarquia flaviense é que ela é carrancuda e obscura como se fosse uma fotografia desfocada. Cansa-se e esgota-se em pequenas guerras de bastidores, anima e manobra exíguas intrigas entre instituições e associações. Fica mal no retrato.

 

No nosso concelho não se conseguem levar por diante projetos de qualidade porque a Câmara está dividida entre os que são do PSD e os que pertencem ao PS. E esta gente detesta-se uma à outra.

 

A política define-se como a defesa do bem comum. Mas por cá tal não existe. A política está reduzida ao formalismo.

 

Os que defendem que a política formal é a que resolve tudo, sabem perfeitamente que essa é a forma perfeita de que ninguém faça aquilo que tem de fazer.

 

Existe cada vez mais a sensação de que a política se centra apenas em jogos de conquista do Estado e do poder autárquico.

 

Não é por acaso que a palavra escolhida pelos portugueses para definir a gramática política portuguesa tenha sido “corrupção”.

 

Apesar disso, penso que o nosso problema é mais de qualidade política do que de corrupção. Na prática política dos nossos dirigentes não existe coerência.

 

A política deste governo e desta maioria é má porque procura mobilizar o medo e o desespero.

 

A maioria dos nossos ministros nunca trabalhou. Eles não conhecem, nem querem conhecer, a realidade. E isso é mau.

 

Grande parte da diferença política que defendemos tem a ver com a capacidade de afrontar as forças do BCI (Bloco Central dos Interesses formado pelo PSD, CDS e PS), que se mexem nas areias movediças da corrupção e da prepotência. Daí a necessidade de novos protagonistas e de novos partidos. Os tradicionais já deram aquilo que tinham a dar.

 

A promiscuidade entre o poder económico e o poder político deu nisto. As ideologias já nem sequer existem. O que é triste. Em Portugal não temos democracia cristã, nem social-democracia e muito menos socialismo.

 

Mas a verdade é que as pessoas continuam a ter as suas alegrias, a tirar prazer das pequenas vitórias do dia-a-dia e a exercer o seu direito à vida.

 

As pessoas têm dificuldades, mas as dificuldades não impedem as lutas, o convívio e a solidariedade.

 

A mudança é possível. Ainda há futuro… no futuro. 

 

 

PS – Péricles escreveu: O segredo da felicidade é a liberdade; o segredo da liberdade é a coragem. Por isso, senhor presidente da CMC, mais uma vez o incitamos, a si e aos seus distintos vereadores, a aprovarem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia, pois quem não deve não teme e à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo. Com esse seu ato de audácia, com toda a certeza que passaríamos todos a dormir um pouquinho mais tranquilos.

 

PS 2 – E, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior, da qual foi digno presidente, até 2013, o gracioso vereador João Neves (ex-MAI e atualmente do PSD), pois quem não deve não teme; certos de que aquele que tão corajosamente reivindicou, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da Câmara de Chaves, com toda a certeza verá com bons olhos, e até louvará expressivamente, uma auditoria realizada às contas do seu virtuoso mandato.


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Domingo, 8 de Fevereiro de 2015

Alhariz V

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Sábado, 7 de Fevereiro de 2015

Alhariz IV

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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015

Alhariz III

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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2015

Poema Infinito (236): origem

 

Podemos e devemos ser simples e calmos como as árvores e as fontes. Daqui observamos toda a terra e parte do universo. Dói-nos a imaginação. As casas das cidades fecham-se por dentro e por isso escondem os horizontes e empurram os olhares para bem longe do céu. Ontem desci para a minha aldeia pousado num raio de sol antigo. Crianças lindas limpavam o nariz, riam naturalmente e chapinhavam na água. As mães colhiam flores antes de as arrumarem e esquecerem dentro dos seus olhos. Os pastores liam o tempo e a natureza antiga. Os riachos desciam do cimo do monte. A luz batia na relva. A tua mão leve passou-me o agrado da brisa. Os olhos ficaram com a precisão dos outeiros. O dia ficou então excessivamente nítido. Fomos pelos campos fora colher reparos. A realidade ficou a olhar para nós. As janelas abriram-se projetando a sua filosofia inventada. As máquinas compuseram pequenas peças de felicidade. As crianças ficaram de repente desconhecidas e espantaram-se com a realidade das coisas. Os seus desassossegos ficaram imensos. Nada mais lhes resta do que seguir o seu destino. A fúria é um mecanismo de excesso. A vida constrói-se segundo a lei dos mecanismos dos desastres. A luz fica dolorosa. Remanescemos com os lábios secos. Os ruídos do desaparecimento expandem-se em linhas simétricas. As catástrofes irrompem dentro das almas dos deuses. As noites antigas vestem-se de infinito. As casas ficam pálidas como se vestissem crepúsculos invisíveis.  A aldeia envergou a terna angústia da inutilidade. O horizonte ficou lívido. Os pássaros rumaram a sul. As estrelas voltaram a luzir nas tuas mãos. A noite caiu de repente como se não conseguisse começar a ser real. Dentro das minhas mãos começou a surgir a sensação exata do tédio e a misteriosa unanimidade das almas transgressoras. O desejo é uma inquietação profunda. Sonhámos com a existência plausível de um Deus exterior às horas e às sensações. Os nossos olhos contentaram-se em ver o impossível. Os segredos transformaram-se em silêncio. O amor metamorfoseou-se numa doçura dolorosa. Tudo se nos revelou diferente daquilo que pensávamos. Os navegadores do tempo fartaram-se da misteriosa solidão do mar e rumaram às ilhas mais longínquas do universo. Os seus navios ficaram abstratos e passam cada vez mais longe dos nossos portos de abrigo. O mundo tem agora o sabor das coisas do deserto. Sentimos morrerem-nos no peito as metáforas, as imagens e a literatura. Os homens continuam a fingir-se gloriosos. E narram factos sinistros. Os seus olhos dilatam-se e ganham uma espécie de ânsia violenta. As suas vozes ficam surdas e as suas almas omnívoras. Por fim as portas abrem-se aos versos. Os nossos corpos transformam-se em adivinhas. Deus vê-nos ao contrário. As horas passam sem nos tocarem. O prazer é uma nova angústia. A tua ausência é mais nítida durante as manhãs. A floresta que nos rodeia encheu-se de árvores e esquecimentos. Chegou a noite. Os nossos propósitos ficaram ainda mais incompletos. O universo remanesce ainda mais subjetivo. Os sorrisos transportam agora paz. Sonhamos com a encantadora cavalgada da origem.


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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2015

O Rexo - Alhariz II

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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2015

O Rexo - Alhariz I

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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2015

225 - Pérolas e diamantes: está na hora

 

 

Vivemos num país onde um ministro das finanças fez uma lei para seu benefício próprio, onde numa legislatura os deputados aumentaram cem por cento os seus ordenados (com efeitos retroativos), onde um secretário de Estado meteu ao bolso verbas destinadas à publicidade e às obras dos hospitais, onde alguns ex-deputados recebem reformas chorudas e onde os subsídios da União Europeia desapareceram sem deixarem rasto.

 

Agora até temos um ex-primeiro ministro preso preventivamente por suspeita de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

 

Todos sabemos que na nossa sociedade existe uma forma de criminalidade cuja amplitude desconhecemos, mas que intuímos que nos assustaríamos se viéssemos a descobrir quem nela toma parte.

 

Chegámos a um ponto onde o reduto da privacidade não é o recôndito da alma e do lar, mas sim a conta do banco.

 

Nos tempos que correm já não há certezas simples. Atualmente ninguém é capaz de distinguir entre bons e maus, corruptos e honestos, entre vencedores e vencidos.

 

Daí eu pensar que Portugal funciona segundo as leis da teoria do caos, pois por cá tudo acaba por criar o seu próprio e eficiente sistema de funcionamento.

 

Os nossos políticos gostam que os perpetuem em pedra ou bronze. Para muitos, a inauguração de um repuxo numa praça é o momento alto da sua carreira.

 

São essencialmente uma fraude moral. As suas promessas eleitorais baseiam-se sempre em estatísticas que contradizem os números e a própria realidade.

 

Cuidam sempre primeiro dos seus interesses pessoais, depois divertem-se, gozam connosco e finalmente fingem tomar a peito os cuidados da coisa pública. 

 

Tudo isso é teatro. Os seus momentos de disputa e debate político com os opositores são feitos a horas certas e em palcos específicos próprios para a opereta.

 

E da mesma forma como os atores se zangam, discutem e se agridem em palco, também os nossos políticos se insultam sob as luzes da ribalta, mas por fim felicitam-se com fervor nos corredores do poder. Pois sabem que todos eles verão chegar a sua vez de se locupletarem com o orçamento de Estado ou com as leis que confecionam em benefício da classe a que pertencem.

 

As pessoas dos partidos tornaram-se tão inconscientemente perigosas que quando andam em campanha eleitoral, as pessoas ao vê-los chegar, dizem com o mesmo ar preocupado dos agricultores perante as pragas que ameaçam as suas colheitas: “Vêm aí os políticos.”

 

Está na hora de dar volta a isto.

 

 

 

PS – Afinal o que seria a nossa vida sem o inalterável fluxo de obrigações desagradáveis, de compromissos vagos e de vocações frustradas.

 

Um personagem do livro de Alberto Manguel, Todos os Homens São Mentirosos, distinguia entre o falso verdadeiro e o verdadeiro falso, sendo que o primeiro lhe parecia mais real.

 

Da pluma de Berens, outro personagem do livro de Manguel, presenteamos o senhor presidente da CMC, mais a sua distinta vereação, com esta «citação grátis»: “Sempre  pode haver um trevo / entre a erva selvagem / que embora igual na terra / difere pela sua coragem.”

 

Certos de sermos compreendidos nesta nossa mensagem, mais uma vez reiteramos o pedido de aprovação de uma auditoria externa às contas da nossa autarquia, pois quem não deve não teme e etc.

 

PS 2 – E, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, da qual foi digno presidente, até 2013, o agora vereador João Neves (ex-MAI e presentemente do PSD), pois quem não deve não teme; certos de que aquele que tão garbosamente reclamou, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da Câmara de Chaves, com toda a certeza verá com bons olhos, e até aclamará de pé, uma auditoria realizada às contas do seu próprio mandato. A transparência política e financeira de que fez público alarde, assim o exige.


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Domingo, 1 de Fevereiro de 2015

Pescando no Douro

Lumbudus - Douro - Out. 2014 133.JPG

 


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