Domingo, 31 de Maio de 2015

Cozinha São Sebastião - Couto de Dornelas III

São Sebastião Couto de Dornelas 2015 051 - Cópi

 


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Sábado, 30 de Maio de 2015

Cozinha São Sebastião - Couto de Dornelas II

São Sebastião Couto de Dornelas 2015 038 - Cópi

 


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Sexta-feira, 29 de Maio de 2015

Cozinha São Sebastião - Couto de Dornelas I

São Sebastião Couto de Dornelas 2015 037 - Cópi

 


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Quinta-feira, 28 de Maio de 2015

Poema Infinito (252): apogeu e declínio

 

 

Em mim se guardam os teus espaços. Alargo-me dentro do teu olhar. A minha solidão é imensa como o mar. Habito agora nas terras ermas dos meus antepassados. Por aqui os ventos são vastos. Junto aos mosteiros descansam as almas cingidas pela extensão do esquecimento. Caminho por trilhos que mais ninguém conhece. Sou como um cego em busca da luz que de nada lhe servirá. As árvores exaltam os seus frutos. Antigamente, junto a elas, as donzelas elevavam os seus cânticos de amor e pesar. Dos seus troncos construíam-se alaúdes. Os rapazes faziam-se homens e contavam às mulheres as angústias que não conseguiam expulsar. Os olhos contemplavam o eterno passado. Não havia futuro. Construíram-se casas já velhas. O sol pouco alumiava no inverno. No verão o calor entrava por todo o lado. Os deuses eram adorados com a ardência do lume. As mulheres sentiam os corações a ruborescer. No céu, os anjos passavam como se fossem bandos de estorninhos. As aves, assustadas, comiam os frutos ainda verdes. Todas as épocas possuem a sua praga. O tempo era então uma forma de riqueza que se podia esbanjar à vontade. A pobreza vestia-se sob a forma de fatos e vestidos puídos, passajados e engomados. Todos admiravam as vestes dos bispos. Isso aquecia-lhes a alma. O êxtase existia em forma de campo arado. Eram trigueiras as primaveras, as moças e os rouxinóis. Nos mais velhos, as alegrias morriam pouco a pouco. Ninguém dava conta. Ninguém se importava. Os casais mais fecundos, que eram quase todos, caminhavam pelos prados com as flores atrás das orelhas, ou entre os lábios, e falavam de si e de como a alegria se aplicava à natureza e tudo em volta se excitava até todos ficarem com os corações límpidos. A luz do dia era cada vez mais funda, os sorrisos cresciam nos rostos das crianças, quase todas magras e descalças. Amaduravam a história da sua infância. Quando as crianças cantavam, nos ninhos dos pássaros fazia-se silêncio. Os irmãos gritavam com as irmãs. As irmãs vociferavam com os irmãos. E os pais praguejavam com ambos, mesmo sabendo que era pecado. Na primavera, as canções espalhavam-se como o pólen. Realizavam-se muitos casamentos. As mulheres fechavam os olhos como se fossem gomos de rosas. As noites de amor pousavam nos leitos ásperos e eram grandiosas dentro da sua extraordinária velocidade. Os animais ficavam em silêncio. Os filhos faziam que dormiam. Até a Imaculada Conceição brilhava mais, pálida dentro do seu corpo e adornada com a sua alma de santa. As fêmeas davam fruto. As sementes, enterradas nos solos férteis, aqueciam interiormente e cresciam. Depois, os sonhos começaram a voar para longe. Muito longe. Cada vez mais longe. A vida afundou-se devagar no meio das flores, da erva e finalmente nos tojos. Chegou então o sossego e a serenidade dos cabelos brancos. Os invernos começaram a ficar doridos. A saudade tomou conta dos caminhos. As portas das casas fecharam dentro de si a vida no seu mistério mais fundo. As pessoas começaram a falar em silêncio. A escurecerem dentro do seu inverno. A procurarem o tempo que lhes restava nos braços dos anjos. As imagens quedaram quietas, impassíveis. Os espelhos ficaram escuros. Começou então a contagem finita das noites. A vida transformou-se em som. Escuto continuamente a voz de pedra do tempo até adormecer. 


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Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

A mulher e o galo

Vidago+Chaves+Barroso 175 - Cópia.jpg

 


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Terça-feira, 26 de Maio de 2015

Poldras

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Segunda-feira, 25 de Maio de 2015

241 - Pérolas e diamantes: o paladino da liberdade (de imprensa) ou o lobo com pele de cordeiro

 

 

 

João Vieira Pereira, diretor-adjunto do “Expresso”, na habitual coluna semanal que assina no suplemento de economia, acusou o PS de “falta de coragem”, após a leitura do relatório “Uma Década para Portugal”.

 

Perplexo pelo que leu, escreveu que “nada como pedir a uns independentes que façam umas contas que não comprometem ninguém. Se correr bem, o partido tinha razão. Se correr mal, eram apenas umas ideias loucas de uns economistas bem-intencionados”.

 

Essa “falta de coragem”, na perspetiva de JVP, “é a mesma que levou Sampaio da Nóvoa a avançar sozinho. Uma espécie de «vai andando que eu já lá vou ter». A política do tubo de ensaio. Cheia de falta de coragem e reveladora da ausência de pensamento político consistente.”

 

Na noite do 25 de Abril, entre vivas à liberdade (e entre elas à liberdade de imprensa, estamos em crer) e outras “boutades” pronunciadas religiosamente nesta data, o líder do PS (que se diz um dos paladinos da dita) resolveu escrever, e enviar, um SMS a JVP dando-lhe conta do seu espírito democrático e, sobretudo, republicano, laico e socialista.

 

Ei-lo, o SMS: “Senhor João Vieira Pereira. Saberá que, em tempos, o jornalismo foi uma profissão de gente séria, informada, que informava, culta, que comentava. Hoje, a coberto da confusão entre liberdade de opinar e a imunidade de insultar, essa profissão respeitável é degradada por desqualificados, incapazes de terem uma opinião e discutirem as dos outros, que têm de recorrer ao insulto reles e cobarde para preencherem as colunas que lhes estão reservadas. Quem se julga para se arrogar a legitimidade de julgar o carácter de quem não conhece? Como não vale a pena processá-lo, envio-lhe este SMS para que não tenha a ilusão que lhe admito julgamentos de caráter, nem tenha dúvidas sobre o que penso a seu respeito.”

 

Nem José Sócrates escreveria tão bem uma resposta a estes jornalistas “incultos” e “irresponsáveis”, que “têm a ousadia” de escrever sobre as “maravilhosas propostas” do PS que nos farão sair do atoleiro da crise. (O que está entre aspas neste parágrafo é da nossa inteira responsabilidade).

 

Na crónica seguinte, JVP publicou a crónica intitulada “É a liberdade, António Costa”, da qual aqui reproduzimos alguns excertos, com a devida vénia e com a correspondente solidariedade.

 

Convém realçar que JVP apenas publicou o SMS que recebeu de António Costa, após consultar os seus camaradas de direção do “Expresso”, cujo diretor é Ricardo Costa, o irmão do líder do PS.

 

Ei-la, a resposta: “Nunca fui atacado ou me senti tão condicionado por alguém com responsabilidades políticas ou públicas. Nem à esquerda nem à direita. Nunca um secretário de Estado, um ministro ou um primeiro-ministro me dirigiu tais palavras.”

 

“Denunciar esta situação é a forma mais transparente que encontro para que todos possam julgar e criticar as ideias que defendo, que sempre defendi e continuarei a defender.”

 

“Peço desculpa pelo incómodo de ser jornalista.”

 

O bom humor, a descontração e o apego à liberdade por parte de António Costa é (era?) um dos trunfos (medalhas?) do PS. Outra era (é?) a solidariedade e o respeito pelos camaradas do partido, como o demonstra “a facada nas costas” a António José Seguro.

 

Depois deste episódio começou a fazer sentido no meu espírito a tal legislação que queria impor a “lei da rolha” na cobertura das campanhas eleitorais, da autoria do PSD, do CDS e do PS. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és?

 

Termino por hoje citando as palavras de Michelle Obama: “Não baseie o seu voto no medo, mas nas possibilidades. Oiça. O jogo da política passa por fazê-lo sentir medo para que deixe de pensar. Aquilo de que precisamos não é de retórica política, não é de jogos. Precisamos de liderança.”

 

 

 

 

PS – Porque pensamos que existe uma situação paradoxal entre o declínio da nossa cidade (o seu empobrecimento e a desgraça crescente do comércio local e da classe média) e a enorme dívida contraída pela CMC, mais uma vez solicitamos ao senhor presidente e aos seus distintos vereadores, que aprovem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia. Tchékhov dizia que “a arrogância é uma qualidade que fica bem aos perus” (ou talvez aos pavões que são aves de cauda mais vistosa). Quem não deve não teme.

 

PS 2 – Em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior.

 

PS 3 – Era um ato de coragem redentora, o senhor presidente deixar-se de desculpas de mau pagador e pôr fim ao deplorável espetáculo dos esgotos a céu aberto em Vale de Salgueiro – Outeiro Seco.


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Domingo, 24 de Maio de 2015

Barroso

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Sábado, 23 de Maio de 2015

Na feira

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Sexta-feira, 22 de Maio de 2015

Olhares

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2015

Poema Infinito (251): fome de luz

 

 

Aprendemos de repente a desobedecer ao mundo. Essa é uma outra forma de vida. Não gostamos que nos emprestem os dias, nem os nomes, nem o amor. Tudo isso é mentira. Também não se emprestam os pais. É durante a noite que nos procuramos a nós próprios, percorrendo o labirinto deserto das ruas da cidade. Somos como atores que se escondem dentro do palco do seu teatro. Todas as mentiras deixam atrás de si um rasto de pranto e assombro. Os olhares ficam embaciados. Apoderamo-nos da coragem do vento. A verdade também se confessa. Não tem medo de magoar. Amamos sempre através da memória. Sentimo-nos libertos e purificados. Este é o protótipo da noite automática. Uma noite em tudo idêntica à primeira noite do mundo que surgiu antes do primeiro dia. As portas do tempo não se conseguem fechar. O diabo prolonga a agonia do escuro. O dia continua a ser uma incerteza. A sua utilidade é inútil. Durante a madrugada saudamos o orvalho, que é uma espécie de purgatório humano. As luzes apagam-se. As vozes assombram-se quando penetram no vazio. Segredam os nomes esquecidos. As imagens sobrepõem-se umas às outras. Luminosas raparigas descem a rua abraçando vários soldados desconhecidos. Concluem que os mortos tinham mesmo de morrer, como se essa fosse a fórmula com que se fabricam os pesadelos infantis. Não vale a pena tentarmos perceber a aleatoriedade da vida. O seu motivo mais plausível remete-nos sempre para o infinito. Através dos vitrais da catedral, a luz revela a sua forma sagrada. O seu esplendor anuncia a forma perfeita da nulidade divina. De pouco valem as preces. Não é a doçura do mel o que mata a fome. A natureza não consegue responder à metamorfose da divindade. Deixemo-nos levar pelo esquecimento. Não vale a pena cantar o tempo que passou, nem a sua sombra refletida em nós. Continuamos a atravessar os jardins que alguém deixou a arder. Perdemos o regresso quando pensamos na sua ineficácia. A memória dos rostos é indelével. Chove na cidade. Sílabas antigas desaguam no rio triste. Ninguém adivinha o rumo do vento. Nos teus olhos dormem estrelas incandescentes. Nelas me aqueço. As vozes chegam até nós suspensas. Ao longe brilha o arco-íris. O teu rosto adquiriu a textura da seda. As verdades já não se escrevem com letras maiúsculas. Os comboios atravessam mil cidades. Difícil é adivinhar-lhes os labirintos com saída. Mil razões tem o futuro para o ser. A nossa infância ficou fria no passado. Muitos dos seus sonhos não se revelaram. O seu sobressalto foi desenhado em mapas inventados. O passado também pode ser uma ficção. Ou uma fixação. Ou ambas as coisas. O passado é como um espelho morto, como uma canção que soubemos e já esquecemos. Agora somos como músicos que devoram a sua própria música. As nossas bocas estão cheias de segredos. Dançamos enquanto vemos a luz subir no ar. Repetimos os jogos, a sua surda fantasia, o universo pintado de fresco. A vida navega dentro de um barco de papel lançado ao mar da humanidade. A nossa sede busca uma outra fonte, uma outra água, uma outra fantasia. Perdemos os gestos mais espontâneos sem saber porquê. Nem todas as viagens têm uma razão. O caminho para o destino é sempre ziguezagueante. A luz ainda nasce dentro de nós. Ainda conseguimos abraçar o arco-íris.


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Quarta-feira, 20 de Maio de 2015

Meninos

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Terça-feira, 19 de Maio de 2015

Baile

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Segunda-feira, 18 de Maio de 2015

240 - Pérolas e diamantes: O BCI (PSD/CDS e PS) e a moral de Freud

 

 

A gritaria, a exaltação e as promessas nas hostes do PS acabaram por “dar à luz” um documento informe e ambíguo, que, nas palavras dos bem-aventurados dirigentes socialistas, não é nem um “plano”, nem uma “proposta”, e, valha-lhes a imodéstia agnóstica, muito menos uma “bíblia”.

 

O documento “Uma Década para Portugal”, no seu conjunto, não passa de uma espécie de errata à atual política do Governo. Com isso, a direita ri-se entre dentes e a esquerda, incluindo nela, se nos é permitido, muita gente do PS, mostra-se “verdadeiramente” indignada.

 

A receita de António Costa não se baseia numa política alternativa à do PSD/CDS, é antes uma espécie de lenitivo, prologando um pouco mais a austeridade. O que não sabemos é se o pretenso alívio não será o princípio de um novo desastre.

 

Afinal, o PS não consegue libertar-se, citando as palavras de Vasco Pulido Valente, do seu “socialismo de casino”, tentando o milagre de aumentar as despesas e cortar nas receitas e dessa forma acabar com a crise.

 

Desta forma o PS pode vir a ter aquilo que o António José Seguro conseguiu e António Costa rejeitou: uma “vitoriazinha”.

 

Mas uma “vitoriazinha” é uma grande derrota para o PS, pois deixa tudo em aberto, até a deplorável hipótese de um Bloco Central (dos Interesses, acrescentamos nós que já sabemos do que a casa gasta), pois convém não esquecer que se as acusações de corrupção a José Sócrates incidirem sob o período em que chefiou o Governo, isso afetará todo o governo do PS, provavelmente até António Costa.

 

António Costa faz parte dessa classe de políticos que quer as vantagens da celebridade sem incorrer nos seus inconvenientes: aspira ardentemente a que se fale dele, mas apenas em seu proveito e nos termos escolhidos por si. Pensa, à boa maneira socialista, que mais vale uma bonita história falsa que uma lastimável história verdadeira. Já o vimos a defender uma coisa, depois o seu contrário e mais à frente outra coisa diferente. Instala-se no terreno da moral moralizadora.

 

Nós pretendemos seguir o princípio de Espinoza: não rir nem chorar, mas compreender.

 

A meu ver, o contrato do PS com os portugueses, pretendido através do documento “Uma Década para Portugal”, lembra a adivinha da qual se sai sempre vencedor: “Se sair cara, ganho eu; se sair coroa, perdes tu.”

 

Os partidos pertencentes ao Bloco Central dos Interesses (PSD/CDS e PS) utilizam entre si a algazarra solipsista (além de nós, só existem as nossas experiências) da nudez do rei. Já para o povo adotam o procedimento psitacista, isto é, repetem, como os papagaios, tudo com severidade e gravidade, convencidos de que essa linguagem desprovida de coerência faz sentido, já que um punhado de discípulos a subescreve, a aplica e a propaga.

 

Convém lembrar que os partidos do BCI sofrem do complexo de Édipo. Mas temos de convir que matar (metaforicamente, claro) pais como Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Mário Soares não é tarefa fácil.

 

No entanto, não nos podemos esquecer que Freud o pai da psicanálise iniciou a sua carreira estudando o sexo das enguias, para depois desenvolver as suas teorias sobre sexualidade, interpretação dos sonhos e teoria do inconsciente, não seguindo nenhum método científico, não curando nenhum paciente, nem libertando a sexualidade.

 

Nisso tanto o PSD, como o CDS e, sobretudo o PS, são moralmente freudianos. Numa carta a Fliess, Freud escreveu: “A minha moral depende muito dos meus proveitos. O dinheiro é para mim como um gás hilariante.”

 

 

 

 

PS – Porque pensamos que existe uma situação paradoxal entre o declínio da nossa cidade (o seu empobrecimento e a desgraça crescente do comércio local e da classe média) e a enorme dívida contraída pela CMC, mais uma vez solicitamos ao senhor presidente e aos seus distintos vereadores, que aprovem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia. Tchékhov dizia que “a arrogância é uma qualidade que fica bem aos perus” (ou talvez aos pavões que são aves de cauda mais vistosa). Quem não deve não teme.

 

PS 2 – Em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior.

 

PS 3 – Era um ato de coragem redentora, o senhor presidente deixar-se de desculpas de mau pagador e pôr fim ao deplorável espetáculo dos esgotos a céu aberto em Vale de Salgueiro – Outeiro Seco.


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Domingo, 17 de Maio de 2015

Discutindo

Santos 2014 012 (2).jpg

 


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Sábado, 16 de Maio de 2015

No Rexo

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Sexta-feira, 15 de Maio de 2015

Passear o reco

montalegre+matança abobeleira 2014 111 - Cópia.j

 


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Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

Poema Infinito (250): o tempo e o nada

 

 

 

Nos olhares persinto um novo tipo de violência inacessível. Olho-me ao espelho com espanto. Por vezes sinto-me a desaparecer. A minha voz fica cansada. Tu dás-me os gestos de que me alimento. Toco-te para viver. A luz é uma espécie de armadilha. A minha memória é agora ascendente. A paisagem ilumina-se como se fosse o filamento de uma lâmpada enorme. As horas fazem da vida ritual. O vento levanta a poeira como se fosse um paramento. A paisagem está cheia de erros, sinto-lhe a dor e a sua dimensão tumultuosa. O tempo escurece como que tapado por um aguaceiro. Os seus distintos momentos obrigam-nos a olhar para trás. Vemos as fontes a afastarem-se e os diversos animais das fábulas a brilhar, metamorfoseando-se através do vazio e do silêncio. O seu mapa astral é uma experiência obscura. De onde virá esta música infinita? As montanhas detêm o segredo das cores e dos cheiros. Deus revela-lhes a sua face morta, a sua lenta aprendizagem de mineração. Em distintos lugares da terra, os climas ficam luminosos. Os homens e as mulheres começam a tremer como se fossem paisagens vivas. A natureza molda-lhes a respiração. A memória queima. Os astros pousam no ar. As raízes magoam-se nas luras. As mãos remexem a escrita táctil. As mãos agitam a terra. Lavram-na. Os animais ficam assombrados. Deus sopra as nuvens e a noite para muito longe. As paredes das casas abrem fendas. Há sinais estranhos gravados nas portas. O desejo anseia por luz e assentimento. A espera é como um labirinto. Os teus olhos abrem-se do outro lado do mundo. O silêncio fragmenta-se. A água repousa lá ao fundo, onde tudo é glauco. As pessoas erguem colunas de sal para combaterem o pecado e constroem as cidades em redor dos templos. Chamam Deus e dizem que querem entendê-lo. Volto a ti. Tu defines-me a existência. Ofereço-te um colar com distintas aparições. A tua beleza une todos os pontos, tranquiliza as águas, adoça as uvas, nivela a terra, dá o verde às folhas das árvores, ilumina os insetos, põe flores nas urzes e nas giestas, ventila o tempo, mistura o que é doce com aquilo que é amargo, dá repouso a tudo aquilo que oscila. Por isso reconheço as árvores, aceito a claridade e a sombra. Tudo se expande. Os teus olhos fixam a luz. O amor emite sinais breves mas carregados de intensidade. Sinto a sua aceleração. Mesmo junto ao fogo, muitas das palavras que amamos arrefecem. Outras refugiam-se na noite. Os caminhos alongam-se e formam labirintos. Sentimos o tempo a abandonar-nos o corpo. Cada estrela tem a sua própria solidão. A noite continua a crescer por dentro, como se fosse infinita. Os dias são como corpos que não se mexem. Tento reconhecer as paisagens do futuro e também adivinhar a alegria da sua imperfeição. Todos os anjos são como espelhos. As suas asas são como abismos. São eles que transmitem alegria aos lavradores que podam as videiras e os sossegam depois dessa pequena violência. Alguns devoram os seus frutos como se fossem os seus filhos. O tempo respira através da sua boca negra e abre os seus olhos invisíveis. O mundo perde a sua geometria. A minha voz soa como uma catástrofe. Eu sou uma metáfora e tenho a forma de uma esfera. Durmo dentro das horas. Sou tão útil como um pesadelo. Apareço sempre em jeito de comoção. Em forma de poema instável. É aí o meu lugar, entre o tempo e o nada.


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Quarta-feira, 13 de Maio de 2015

No feira

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Terça-feira, 12 de Maio de 2015

Ponte de Mirandela

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Segunda-feira, 11 de Maio de 2015

239 - Pérolas e diamantes: PSD, CDS e PS é tudo vinho da mesma pipa

 

 

 

Como o PSD e o CDS, também o PS quer que o Estado, tal como os bancos portugueses, seja uma casa de jogo.

 

A meu ver, o PS é apenas mais ingénuo, ou inculto, pois julga que basta ser maneta para ser Vénus do Nilo ou o almirante Nelson.

 

Todos sabemos agora que as fraquezas dos chefes ideológicos refletem-se necessariamente nos seus adeptos.

 

Quando seguimos por um caminho errado, recuar é a única forma de seguirmos em frente.

 

A “polifonia” resultante da apresentação de propostas feita pelos “economistas do PS”, no dia 20 de abril, mais não fez do que não deixar perceber praticamente nada das palavras e dos conceitos que foram proferidos. O PS de António Costa é mestre nestes “arranjos musicais” a várias vozes. Não é António Costa que fala, são os seus camaradas que cantam.

 

O que devemos exigir é entender as palavras, ou, no mínimo, o sentido final das propostas. Ou seja, o que fica para além da demagogia.

 

Sobre as qualidades dos políticos atuais, lembro-me sempre do que disse Verdi sobre Wagner: “Há pessoas que fazem crer aos outros que têm asas, porque, na realidade, não se aguentam nas pernas.”

 

Atrevo-me a dizer que Pedro Passos Coelho é o grande político das pequenas ideias e António Costa é o pequeno político das grandes ideias.

 

O primeiro é a modos como um professor de natação que não sabe nadar e o segundo um mestre de equitação que não sabe sequer montar um burro.

 

Os discursos de Pedro Passos Coelho fazem lembrar as desculpas maliciosas do lobo mau disfarçado de avozinha tentando enganar o Capuchinho Vermelho. Já as de António Costa parecem inspiradas nos discursos de Warren Harding (29º presidente dos Estados Unidos, considerado um dos piores presidente daquele país, tendo felizmente ocupado o cargo apenas durante dois anos), famosos por serem como “um exército de frases pomposas movendo-se pela paisagem à procura de uma ideia”.

 

Enquanto PPC é um indivíduo sisudo e com um sorriso de raposa matreira, António Costa revela-se um sujeito bonacheirão e de sorriso fácil. Nisso se diferenciam, quanto ao resto é tudo vinho da mesma pipa. Divergem no timing das medidas, mas concordam nas políticas centrais e no clientelismo político-partidário com que enxameiam o Estado. Afinal, ambos são dirigentes dos dois partidos que levaram o país à falência e que, aflitos com o dislate, chamaram a troika.

 

Da maneira indecorosa e arrogante como PPC governa já todos nos apercebemos, somos suas vítimas e também todos lhe conhecemos as consequências.

 

Sobre a putativa governação de AC, tudo leva a crer que será a modos como a do chefe definido por Napoleão: “Um general nunca sabe nada com toda a certeza, nunca vê claramente o inimigo e nunca sabe positivamente onde é que está.”

 

Além disso, o “fenómeno” (meteorito?) José Sócrates não nasceu de geração espontânea. É bom não esquecer que a sua incubadora foi o PS. Sem o PS, o ex-primeiro-ministro não passaria, com toda a certeza, de um medíocre engenheiro de província. É triste, mas é verdade.

 

Marinho Pinto diz, e com razão, que "a culpa é do povo português! Enquanto o povo não der um coice violento neste estado de coisas, eles (PSD, CDS e PS) vão continuar a abusar”.

 

Transferir o voto do PSD para o PS é o mesmo que sair da toca do lobo para nos enfiarmos na gruta do urso. Temos de ser mais ousados.

 

 

 

 

PS – Tchékhov dizia que “a arrogância é uma qualidade que fica bem aos perus” (ou talvez aos pavões que são aves de cauda mais vistosa). Por isso, mais uma vez solicitamos ao senhor presidente da CMC e aos seus distintos vereadores, que aprovem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia. Quem não deve não teme.

 

PS 2 – Em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior.

 

PS 3 – Era um ato de coragem redentora, o senhor presidente deixar-se de desculpas de mau pagador e pôr fim ao deplorável espetáculo dos esgotos a céu aberto em Vale de Salgueiro – Outeiro Seco.


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Domingo, 10 de Maio de 2015

Feirando

O RExo - Poesia 117.jpg

 


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Sábado, 9 de Maio de 2015

Fotografando

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Sexta-feira, 8 de Maio de 2015

Ao sol

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Quinta-feira, 7 de Maio de 2015

Poema Infinito (249): a memória do desaparecimento

 

 

O dia renova-me a alma. É tempo de alegria. Semeio o sol no nabal. A sombra na terra tem exatamente a minha altura. As aves lembram-me a minha mãe. Pegam com amor nos seus trinados como se fossem flores que não gostam de ser pisadas. Os meus sonhos são preenchidos com pão e chuva e com a mesma proporção de verdade. A saudade tem a dimensão do céu que avisto aqui na aldeia. Os anjos transportam as setas que trespassaram o corpo de São Sebastião. O seu rosto reflete a dor e o desejo; o prazer e a perversidade humana. O pecado continua fechado à chave dentro dos quartos escuros das velhas casas construídas com granito puro. As nuvens lembram rosas frisadas e frutos secos veladas por cordeiros feitos de algodão carmeado. Está tudo enfeitado, a erva molhada, a noite fresca e iluminada pela luz das primeiras estrelas. Os caminheiros sentem a bênção das terras lavradas. Nas serras, os pastores esperam pela neve. Dás-me a tua língua como se fosse um peixe de água doce. Os pintassilgos transportam os sonhos de umas árvores para as outras. Semeio algum milho e outros tantos versos. Amo os meus filhos como se fossem palavras. Vejo-os a correr pelos outeiros como se fossem semeadores de pães. As oliveiras fixam a sua cor de bronze e prata. O vento sobe os rios em companhia das aves mais pequenas. A terra vai ficar fria, não tarda. A serra continua verde. A neve chegará branca, como sempre. A tarde cai. Os cães respondem ao longe. Junto à lareia, começamos a arder. O desejo é maior do que eu supunha. Imitamos a quietude da água enquanto olhamos perplexos um para o outro. Os juncos no rio também estão imóveis. O céu acende-se por cima de nós. Dizem os mais velhos que este ano todo o chão dará flores. Parecem ciprestes alegres. As suas mulheres sonham com os bragais de linho que ajudaram a fazer quando eram meninas e ouviam os passarinhos a trinar, quando cantavam nas manhãs douradas e se picavam nos espinhos das roseiras silvestres. Dizem que dessa forma experimentavam o frio e aprendiam a sentir a mudança do tempo. Eram andorinhas leves que voavam por cima do murmúrio dos rios, escutando o sossego da vida e observando a luz íntima que se elevava das igrejas. Colhiam o trevo para o gado mais fino enquanto os cães dormiam quentes ao sol. Pareciam pássaros distraídos. Agora falam da exatidão serena das flores, da frescura densa das fontes, da imprecisão do seu amor, do branco puro da farinha com que confecionavam o pão, dos seus desejos minerais, do orvalho que beijava a erva e as flores do campo, do azul inorgânico do céu, dos montes arredondados pelo trabalho, da dor que por vezes sentiam dentro da sua imaginação, das orações que confundiam com as pedras e as folhas mortas, do medo que sentiam quando lhes diziam que as cidades eram terras de engano. Deus era por vezes generoso e dava centeio para levar aos moinhos. A terra continua a existir mas a memória já começa a abster-se. Agora até fingem que dormem para enganarem o cansaço. Não esperam pelos sonhos. Os sonhos já não podem ser verdadeiros. O amor é agora como uma tarde vaga. O fogo da lareira já não aquece, apenas alumia a noite. O silêncio cai. Até as flores de plástico murcharam nas jarras. No espelho do lavatório a minha avó penteou pela última vez a sua cabeleira longa e grisalha. O azul dos seus olhos transformou-se em vidro.


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Quarta-feira, 6 de Maio de 2015

Olhares

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Terça-feira, 5 de Maio de 2015

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Segunda-feira, 4 de Maio de 2015

238 - Pérolas e diamantes: o cavalo de Goethe

 

 

 

Está prometido. Ou muito me engano ou vamos continuar com a austeridade pelo menos por mais quatro ou cinco anos. Devíamos pôr mais ênfase no apoio às exportações, mas isso, infelizmente, não é o que está acontecer.

 

Os donos dos grandes grupos económicos continuam a distribuir muitos dividendos e também a tirar dinheiro às empresas para o colocar no estrangeiro.

 

O PSD e o CDS continuam a insistir na austeridade de uma forma quase religiosa, como se a fome e o desemprego fossem capazes de redimir os portugueses mais desfavorecidos.

 

A Grécia é a prova provada de que a austeridade não resolve nada. Antes pelo contrário. Passou pela austeridade severa e os resultados são até negativos. Desceu enormemente o seu PIB e a dívida não para de crescer.

 

Após quatro anos de ajuda internacional, o balanço em Portugal é trágico, tantos foram os erros, as mentiras e as aleivosias a que assistimos impávidos e serenos.

 

Primeiro foi Pedro Passos Coelho, aquando do famoso PEC 4 de José Sócrates, que, aconselhado pelo inenarrável Miguel Relvas, se recusou a deixá-lo passar, recorrendo ao argumento de que não apoiava novos sacrifícios sobre os portugueses. O seu objetivo foi a queda do Governo e a realização de eleições antecipadas.

 

Aníbal Cavaco Silva, que ficará na História como o pior presidente da República pós 25 de Abril, ou até bem para além disso, como bom conspirador, ajudou à festa através do seu famoso discurso de tomada de posse, onde afirmou que já não existia mais espaço para a austeridade.

 

Entretanto os banqueiros esfregavam as mãos conspurcadas de dinheiro mal ganho e pressionaram o então ministro das Finanças para recorrer à intervenção da troika. Até Merkel ficou estupefacta perante tanta traição e estupidez.

 

Depois aconteceu o que todos sabemos: a austeridade programada para durar um ano prolongou-se por quatro; a recessão prevista de 4% situa-se já no dobro; o ajustamento das nossas finanças falhou; o desemprego atingiu níveis nunca vistos, cerca de 17%; 300 mil portugueses emigraram; e a recuperação económica é uma miragem.

 

Uma coisa este Governo conseguiu: o regresso de Portugal aos mercados. Mas isso para a quase totalidade dos portugueses é uma espécie de realidade virtual, pois os benefícios práticos apenas os teóricos do poder os enxergam, mas com o auxílio de enormes lentes de aumento.

 

Ou seja, tudo o que o atual primeiro-ministro prometeu aos portugueses redundou em fracasso. E outra coisa não seria de esperar, pois baseou-se numa colossal mentira.

 

Como também é mentira o argumento invocado por Pedro Passos Coelho, e Paulo Portas, de que as privatizações tornariam a economia portuguesa mais competitiva, pois, no seu ponto de vista, os preços a praticar tinham de descer.

 

O exemplo paradigmático do embuste do argumento utilizado pelo executivo do PSD/CDS está no facto de se ter vendido a EDP aos chineses e o preço da eletricidade ter aumentado.

 

E a prometida, e famosa, reforma do Estado afinal resumiu-se ao brutal aumento de impostos, ao corte de salários, pensões e apoios sociais aos mais carenciados, bem como à fragilização das relações laborais.

 

O modelo económico resultante desta política neoliberal assenta numa mão de obra mal paga, empregos precários e em trabalhadores amedrontados e desmotivados.

 

A classe média volatizou-se devido ao efeito dos impostos. Nos hospitais entupidos e à beira da rutura reapareceram as doenças características do Estado Novo, sobretudo ligadas à pobreza, à fome e indigência.

 

E com tudo isto chegámos onde tínhamos de chegar. Por isso a troika continua a recomendar que, apesar do sacrifícios feitos, os portugueses têm de fazer ainda muito mais.

 

Isto até poderia ter fácil solução já nas próximas eleições legislativas, mas, como diz Ricardo Sá Fernandes, “o PS é um partido minado pela cultura do favor e pela promiscuidade”.

 

Daí a necessidade de apostar em partidos liderados por gente que é fiel aos valores do caráter, passando um pouco à margem do ser-se de esquerda ou direita. Pois muito mais importante do que ser de esquerda ou de direita é ser-se frontal, honesto e incorruptível.

 

Faço votos para que não nos aconteça o mesmo que ao cavalo de Goethe, que, “cansado de liberdade, consentiu que lhe impusessem uma sela e um freio, e deixou-se montar até morrer de sofrimento”.

 

 

 

 

PS – Tchékhov dizia que “a arrogância é uma qualidade que fica bem aos perus” (ou talvez aos pavões que são aves de cauda mais vistosa). Por isso, mais uma vez solicitamos ao senhor presidente da CMC e aos seus distintos vereadores, que aprovem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia. Quem não deve não teme.

 

PS 2 – Em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior.

 

PS 3 – Era um ato de coragem redentora, o senhor presidente deixar-se de desculpas de mau pagador e pôr fim ao deplorável espetáculo dos esgotos a céu aberto em Vale de Salgueiro – Outeiro Seco.


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Domingo, 3 de Maio de 2015

Rexo - Alhariz

O RExo - Poesia 033 - Cópia.JPG

 


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Sábado, 2 de Maio de 2015

Ponte de Lima

Marinho Pinto - Ponte de Lima 018 - Cópia.jpg

 


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