Sexta-feira, 31 de Julho de 2015

Peregrinos

Carbalinho e Mosteiro de Osa 011 - Cópia.jpg

 


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Quinta-feira, 30 de Julho de 2015

Poema Infinito (261): inquietação

 

 

Veste-se o tempo com o tecido invisível e os dias ficam cobertos com mantos diáfanos de inutilidades. A nudez é o começo de tudo. Povoamos a demora com a morte que nos há de despir totalmente. A paisagem devolve-nos a glória silenciosa da angústia, esse eco calmo da vontade. O mar amanhece possuído pelo seu tamanho. A sua vontade é feita de sal. Essa é também a sua fatal necessidade. Somos animados por uma estranha inquietação. A terra transforma-se numa aventura apetecida. Os olhos são por vezes profanados pela paisagem, os seus devaneios são indiscretos. O prazer devora a acidez do desejo. Sinto-me como um pomar varejado em pleno outono, com os versos caídos a meus pés. Saboreio a sua jovialidade antes que apodreçam. Já ninguém os apanha. Durante o inverno ruminarei a amargura que me ficou. A minha infância continua em hibernação. As bruxas e as fadas velam-me o sono. O passado respira docemente. Custa-me respirar no presente. Continuo a roubar fruta doce e fresca no pomar do tempo. As sementes são de outro futuro. Cheira a terra lavrada e a chuva. A sombra que nos cobre é prenúncio de nova luz. Desenterro do tempo a imagem do que agora sou. Algum dia há de ser um novo dia, pois dizem que o tempo se renova. Vivo numa espécie de serenidade inquieta esperando pela próxima alvorada. Esta luz de agora é monótona e cansada. O tempo faz os seus danos ao fim de cada dia. Os meus versos são o silêncio do avesso. O trovão precede a trovoada. O purgatório é indefinido. As criaturas são alheias e, mesmo não parecendo, mudam constantemente de caminho. A seiva canta nas árvores, a tarde olha o poente, as horas parecem distraídas, a solidão é outra forma de desassossego. O meu jardim continua a conquistar o sol da vida. Parece outra forma de recomeço. Limpo o suor do rosto e continuo a atravessar os anos. As fábulas mais célebres transformaram-se em pesadelos dentro do sono. E dos sonhos. Até a eternidade se transfigura num instante e dorme na tarde calma. O poema continua a percorrer o mundo íntimo das coisas, a agitação das folhas do silêncio, a evidência das vozes, a ilusão da madrugada, a fome dos cavalos quando avistam os prados. A hora anterior devora a hora seguinte. Colho circunspecto a flor do teu sorriso e por instantes tudo se transfigura à minha volta, o céu fica mais azul e nele navegam as aves. Os dedos das mãos transformam-se em pétalas. Os poemas erguem-se difundindo uma espécie de luz inconformada que só os loucos conseguem enxergar. Continua presente o jogo contra o destino, o desafio da liberdade humana, a consciência da necessidade dos atos arriscados. Batidas pelo vento, as cinzas dos meus antepassados ajudam a crescer as sementes do que está para vir. As suas raízes continuam profundas conservando a certeza do esquecimento. Os insetos abrem as suas asas à luz. Também eu tive os olhos brilhantes de inocência, agora guiam-me no sentido do entardecer. Logo chegará a noite. A luz do tempo que está para vir é mais adivinhada do que certa. A minha inquietação pousa sobre a madrugada. Vou tentar adormecer de novo. A inquietação continua serena. A inquietação continua. A inquietação. A puta virgem da inquietação.


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Quarta-feira, 29 de Julho de 2015

Conversa entre amigos

Lumbudus - Douro - Out - Cópia (2) - Cópia.jpg

 


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Terça-feira, 28 de Julho de 2015

Ponte Romana .

_JMD0150 - Cópia.jpg

 


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Ponte Romana - Chaves

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Segunda-feira, 27 de Julho de 2015

Epístolas

 

 

Epístola primeira

 

Escrevo-te cá de baixo, mesmo muito mais abaixo do que é costume. Ando eufórico, extravagante, frenético. Agora tomo uns comprimidos que me põem elétrico. Estabeleci contacto com estas pílulas milagrosas uma noite quando um jovem simpático, que conheci por caso, mas aconselhou como antídoto contra as minhas crónicas dores de cabeça. Deu-me uma para experimentar e depois vendeu-me um saquinho delas, caras, razoavelmente caras, mas artigo com propriedades muito apreciáveis. Não é que com elas a dor de cabeça me passe, mas quando engulo uma ponho-me logo aos pulos. Por isso agora tomo-as e dirijo-me logo de seguida para um local onde se dança toda a noite ao som de música latina. E por ali fico aos saltos até que se faça dia. Depois de tomar a medicação só bebo água e sumos naturais, pois foi o que mais me recomendou o meu jovem amigo. Eu, que detestava música de baile, eu que só conseguia ouvir música de câmara em ambiente adequado, agora derreto-me por salsa e merengue. Mas vou terminar esta minha missiva pois acabei mesmo agora de tomar uma pílula verde e já estou que me desmembro. PS - Não te esqueças de dar as vitaminas ao tritão (Lissotriton boscai), pois se as não tomar o bicho perde a cor e a elasticidade dos músculos e da pele.

 

Epístola segunda

 

Escrevo-te ainda de C. Por aqui continuo a gastar os meus parcos rendimentos mas faço-o cada vez mais com redobrado prazer. O prazer de gastar, de nada deixar a ninguém, nem sequer à Misericórdia, nem a nenhuma outra instituição, seja ela de caridade, cultural, cívica, militar ou protetora dos animais e afins. Por cá a gente atrapalha-se nas ruas. São tantos os que por aqui andam de um lado para o outro que parece que o ar para respirar nos falta. Este formigueiro em constante movimento por vezes põe-me louco. Como louco fiquei quando soube que o canguru que deixei à tua guarda desapareceu na noite. É que eu tinha uma consideração peculiar pelo animal. Além de ser de estimação, era um ser estranho, mas profundo. Eu costumava falar muito com ele. E ele ouvia-me com muita atenção, interesse e bonomia. Interlocutor assim nem mesmo tu o consegues ser. Digo-te que ando um pouco desconfiado que foste tu quem o deixou fugir. Bem, fugir não, pois o animal não era de fugidas. Estava muito habituado à minha casa. Andava pelo jardim com muito estilo, cantava lindas canções de embalar que ouvia à governanta, assobiava com bastante intensidade e tocava muito bem o tambor. Por vezes até tratava da horta e tinha um carinho especial pelo talhão dos tomates e das cebolas. Desconfio que o expulsaste de casa ou o vendeste ao circo. Se tal fizeste juro que to farei pagar em duplicado, pois sou muito bem capaz de te esganar a catatua que te trouxeram do Brasil e depois assá-la e comê-la na companhia do meu cão de caça. Que te desfizesses do esquilo esquizofrénico ainda vá que não vá, agora expulsares-me o canguru da quinta ou vendê-lo ao circo, isso é uma afronta muito séria à minha pessoa e à nossa profunda amizade. E sabes bem que uma amizade pode resistir a tudo menos aos golpes baixos e aos ciúmes. Como me dói muito a cabeça, vou-me até ali à farmácia comprar umas aspirinas. Despeço-me até à próxima, enquanto aguardo que me restituas o canguru, senão vai ser o cabo dos trabalhos para nos tornarmos a dar como irmãos. Que é aquilo que somos na realidade. Envio-te este postal com um pedido de desculpas, é que no quiosque não havia outro e este é um pouco enigmático, mas nalguma coisa tinha de escrever. PS - Peço-te encarecidamente que continues a dar de comer e beber aos meus queridos animais. Especialmente à serpente coral do Texas (Micrurus tener).

 

Epístola terceira

 

Escrevo-te cá de baixo, mas mesmo de baixo, debaixo de chuva, debaixo de vento e debaixo de uma depressão estupenda. Estupendamente estúpida, hieroglífica. É que estou mesmo em baixo. Aqui todos me tratam por pá, pá isto, pá aquilo, pá aqueloutro, pá para a frente, pá para trás. E eu não estou nada habituado a este tratamento que, ao mesmo tempo que parece íntimo, resulta numa perfeita imbecilidade informativa e informal. De informal tem pouco, tem mais de desleixo, de não te rales, de displicência e de frustrante indiferenciação social e humana. Fora isto, estou bem mal. Estou desnorteado. Ando desaustinado. Amorfo. Tenho saudades de tudo o que por aí existe e continua a existir mesmo sem mim. Até já tenho saudades das pedras da calçada. Tenho sentidas saudades de falar com os amigos. Sim, eu sei que são poucos e maus, mas, mesmo assim, são os meus amigos. Tenho muitas saudades de descer a rua Direita e depois subir a de Santo António. E tenho muitas saudades da minha doninha. Por favor não te esqueças de lhe escovar os dentes e de lhe dar banho de imersão. Ela adora banhos de imersão. Fora isso, tenho muitas saudades tuas. Mas, reconheço, a opção deste retiro espiritual tem muito de esquizofrénico. Ainda não consigo pensar no Largo das Freiras sem me arreliar. Eu adorava aquele sítio. Foi durante décadas o mais dileto e acarinhado ponto de encontro de vários grupos de amigos que ali se juntavam para conviver, dizer umas larachas e discutir o sexo dos anjos. E por aí ficávamos até altas horas da madrugada, só pelo prazer do convívio, de nos ouvirmos uns aos outros, por sentir que estávamos vivos e que alguém nos considerava necessários na sua vida. Alguns já morreram. E não há memória que doa mais do que lembrarmos vários amigos já desaparecidos sem os podermos associar ao seu espaço preferido. Sem os lugares, a memória é irrisória, não se fixa, não se completa. Com o desaparecimento das Freiras, esses meus amigos morreram duas vezes. E eles não mereciam isso. O respeito pela memória é bem mais importante do que algum progresso. Muito do denominado progresso atual é muito parecido com um retrocesso. A memória, digo-te do fundo do coração, é fodida. PS – Não te esqueças também de alimentar convenientemente o ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus). Mas cuidado, não te piques. É que ele é muito sensível.


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Domingo, 26 de Julho de 2015

Na adega em Favaios

Lumbudus - Douro - Out - Cópia (3).jpg

 


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Sábado, 25 de Julho de 2015

Feira do gado

santos 2014 018 - Cópia.jpg

 


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Sexta-feira, 24 de Julho de 2015

Mesinha de São Sebastião - Couto Dornelas

São Sebastião Couto de Dornelas 2015 056.jpg

 


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Quinta-feira, 23 de Julho de 2015

Poema Infinito (260): o delírio e o desalento

 

 

O homem reclinou a cabeça e desmaiou enquanto olhávamos o sentido furtivo das searas. Uma conspiração de palavras tomou conta do delírio. Levantámo-nos e começámos a caminhar pela manhã dentro. Houve épocas em que um deus furtivo enchia o regaço das mães de dias suaves, onde o tempo se dividia em quatro estações bem definidas, onde a primavera era uma árvore singular trajada de palavras e flores. As palavras cobriam tudo e os olhares vestiam-se de folhas verdes. As avós fixavam o olhar na chuva que lhes molhava os olhos e deles saíam pequenos rios que desaguavam lá no cimo das montanhas. Os sinais pertenciam aos dias e todos na família passavam por assombros que eram gestos que morriam mal a noite chegava. Em volta da casa, as crianças punham as rodas em movimento e iniciavam o ensaio das suas atitudes desmedidas. À tardinha, o vento varria as ruas e as eiras e os homens deixavam cair os braços e disfarçavam os rostos por detrás da vergonha e das outras palavras a ela associadas. Eram quase apostólicos, como o senhor padre lhes ensinava. Sentiam-se portadores de um grande coração. Sabiam abrir o seio da terra, temiam as grandes palavras de negação do redentor, estendiam a mão com vergonha de compreenderem o mundo. Os dias vinham. Os dias iam. Eles riam, sofriam e recolhiam nos celeiros o que as estações lhes permitiam. No lume da lareira aqueciam as mãos e no fim do fogo deixavam-se cair em tentação. As suas atitudes implicavam apenas diminutas consequências. Alguns partiam para não mais voltarem. Alguns morriam longe invocando o nome de deus e também a sua responsabilidade no abandono. Outros suspiravam pela vida simples que trocaram por um infinito desalento. Os que ficaram viveram sempre muito perto do chão arredondando as tardes mais quentes e aguçando as manhãs mais frias. Eram como as aves solitárias que voam lá no alto perseguindo com o olhar os animais que vão caçar. Enchiam o peito com o ar vespertino, puxavam os seus corpos delgados contra a chuva, o vento e as nuvens densas do inverno. Por vezes chegavam a ter desejos. Quase sempre os emborrachavam nas adegas uns dos outros. As mulheres cantavam aliviando ideias diversas, como se procurassem poiso para as suas cabeças sonhadoras. Duravam-lhes pouco os sonhos. As cabeças ficavam-lhes pesadas e as mãos caíam-lhes no regaço. Desciam até à parte mais funda dos seus olhos e choravam. Passavam então a transportar a alma à flor da pele. No coração guardavam a infância até ao último suspiro. As mulheres apreciavam ver as tardes morrer quando chegava o outono. O seu olhar partia com as aves. Os seus homens estavam sempre por perto, na esquina das ruas, vendo passar o tempo, enrugando a pele do rosto. Recordavam os seus velhos pais que já por ali não pisavam os prados e talvez existissem no fugitivo brilho de deus. A morte lá continuava fixa instalada confortavelmente no céu. Mais manhãs desfilaram umas a seguir às outras cobrindo a memória. Sobre as macieiras, os seus olhares descreveram a órbita da terra. Os seus olhares pousaram dolorosamente sobre a superfície do tempo. Pensaram que a natureza há de continuar a propagar a primavera de árvore em árvore.


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Quarta-feira, 22 de Julho de 2015

Padornelos

Vidago+Chaves+Barroso 129 - Cópia.jpg

 


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Terça-feira, 21 de Julho de 2015

Em Couto de Dornelas

São Sebastião Couto de Dornelas 2015 005 - Cópi

 


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Segunda-feira, 20 de Julho de 2015

249 - Pérolas e diamantes: a ver vamos

 

 

Sobretudo nos tempos de crise como os que estamos a viver, tanto em Portugal como na Europa, temos de concordar com Miguel Esteves Cardoso de que para se ser feliz é necessário ser-se um bocado parvo.

 

E depois existem aqueles que, afirmando-se daquela esquerda defensora das minorias e de tudo o que é exótico, pouco mais são do que estúpidos, chegando a insinuar que Laura Ferreira, a esposa do primeiro-ministro, se deixou fotografar numa visita oficial sem peruca ou lenço, para esconder os efeitos da quimioterapia a que tem sido sujeita, para ajudar o marido a ganhar votos.

 

Parece no mínimo bizarro que os profetas da igualdade e da fraternidade apenas vejam aproveitamento político numa atitude que tem tudo de corajoso e frontal.

 

Mas avancemos, que é para isso que aqui estamos. António Costa já apresentou os nomes que escolheu para liderar os 22 círculos eleitorais nas eleições legislativas de outubro. A renovação é quase total. Repete apenas um, José António Vieira da Silva que lidera novamente a lista por Santarém. Existem também alguns regressos, nomeadamente Ascenso Simões, por Vila Real. Mas a maior surpresa tem a ver com a inclusão do cientista Alexandre Quintanilha, um independente, a liderar a lista no Porto.

 

Falta saber se esta estratégia tem a ver com mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma, se é mais uma renovação na continuidade, ou se é indício de que algo se está a alterar na abertura e na postura dos políticos mais tradicionais. Pois tradicionais são todos. Só que existem políticos que são mais tradicionais do que outros. A ver vamos, como diz o cego. 

 

E por falar em políticos tradicionais…

 

Pelos vistos, José Sócrates muito dificilmente escapará a uma acusação séria e fundamentada de, pelo menos, fraude fiscal e branqueamento de capitais, pois os fluxos financeiros são de tal ordem e cadência que conferem grande confiança à acusação. Isto para não falar que tanto dinheiro a transitar de conta em conta é moral e politicamente inexplicável.

 

Mas como se a lista de suspeitos fosse pequena, eis que o antigo ministro do último governo de António Guterres, e amigo próximo de José Sócrates, Armando Vara, foi detido por suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, alegadamente por atos praticados quando era administrador da Caixa Geral de Depósitos. Isto a juntar a uma pena de prisão de cinco anos, que, depois de recurso, aguarda a respetiva apreciação.

 

Estes são o mesmo tipo de crimes imputados ao ex-primeiro-ministro, ao empresário Carlos Santos Silva e a um dos donos do Grupo Lena, Joaquim Barroca Rodrigues.

 

Cada vez é mais clara a tese da acusação de que existiu uma teia de cumplicidades, tráfico de influências e fluxos de dinheiro entre vários indivíduos durante a vigência do último governo do PS, liderado por Sócrates.

 

Armando Vara teve a seu cargo o pelouro das participações financeiras da CGD em empresas do setor privado.

 

Segundo o Expresso, em 2006 teve um papel importante na viabilização do negócio de compra do maior resort de luxo em Portugal, envolvendo vários nomes sonantes da alta finança nacional.

 

O insólito do contrato está no facto da CGD ter entrado com 25% no capital da empresa, decisão acompanhada por um empréstimo de 200 milhões de euros do banco público para que os restantes acionistas pudessem ter dinheiro para comprar o resort.

 

O Ministério Público suspeita, aparentemente, que o grupo de acionistas poderá ter sido beneficiado com o papel desenvolvido por Armando Vara na participação da CGD no negócio.

 

Negócio que se revelou ruinoso, com dívidas acumuladas ao banco de mais de 360 milhões de euros, em 2014.

 

Para o MP, tal benesse terá tido como contrapartida seis transferências bancárias no valor global de 12 milhões de euros, feitas por um dos beneficiados, entre 2008 e 2009, para uma conta na Suíça em nome de Joaquim Barroca, o tal dono do Grupo Lena, e daí ter transitado para outra conta, a do amigo de José Sócrates, Carlos Santos Silva, que os procuradores alegam ter funcionado ao longo de anos como testa de ferro do ex-primeiro-ministro.

 

E hoje termino com o desabafo repleto de sentido de um dentista grego: “Um povo que deixou de sorrir não tem muitas razões para arranjar os dentes.”


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Domingo, 19 de Julho de 2015

Na feira

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Sábado, 18 de Julho de 2015

Sorriso

Santo Ovaia, etc 114.jpg

 


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Sexta-feira, 17 de Julho de 2015

Olhares

Santo Ovaia, etc 111 - Cópia.jpg

 


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Quinta-feira, 16 de Julho de 2015

Poema Infinito (259): brevidade atómica ou o bosão de higgs

 

 

Cavalgamos por dentro das coisas como se fossemos átomos com caras de Fernando Pessoa e Florbela Espanca. As cores do horizonte parecem bandeiras incertas. Celebramos a alegria de viver. Tudo o que é inevitável acontece de madrugada, revelando o seu relevo de muro fresco que seca ao contacto das nossas mãos que ardem. As horas enchem-se de luz. A nossa consciência fica emoldurada por uma espécie de vertigem oscilante. Aí reside a perceção dolorosa da vida. A rua parece agora um espelho onde se atrapalha o trânsito. O nosso passado adquire uma velocidade contrária à razão. O mundo lá fora alcança a forma de caleidoscópio e gira nos nossos olhos com a velocidade do cinema. As ruas são nítidas como as bebedeiras do tempo. Alguém bate à porta porque se sente a enlouquecer. Encontramo-nos na linha mais próxima do próximo desvio. Os automóveis são guiados pela loucura que gere os universos mais pequenos. Chocam de frente contra os sonhos. O tempo por vezes apaga-se provocando uma interrupção periférica da consciência. Abrimos as janelas sobre a tarde, por elas entram os barcos, os peregrinos de Santiago, a parte dos dias mais escondidos, as canções das mães atrapalhadas, o tempo mais impreciso. Nas árvores do jardim nascem os frutos que irão dar sentido à vida. Antes de a noite cair ainda veremos projetados nas paredes do sonho os palácios distantes, o mar inatingível, as ilhas mais pequenas, as casas incendiadas por dentro, os sons do vale, os milagres, todos os destinos que se perderam sem encontrar os seus legítimos proprietários, a estética, a metafísica, a moral, os sistemas completos de Deus, as conquistas dos demónios, toda a técnica da verdade, o céu azul da nossa infância, o vazio infinito das certezas exemplares, a mágoa dos nossos antepassados. Não tarda aí o abismo do silêncio com a policromia dos mundos interiores. Tudo começa aí. Tudo aí acaba. Os outros são uma espécie de memória. Fecharam-se as portas abstratas do tempo. A sua necessidade é apenas uma hipótese, uma espécie de sonho falso, uma vida preenchida apenas por espaços vazios. A angústia não tem destino, nem futuro. É apenas presente, como a poesia feita de versos e rimas e lugares comuns. O passado é agora uma névoa frontal composto de lágrimas falsas, povoado de almas sem causa, de estradas, de atalhos que vão dar a florestas longínquas. Sentimo-nos estrangeiros em toda a parte, somos como uma espécie de sombras que passam através de outras sombras e que depois brilham como faróis distantes. Sonhamos ir para longe e não saímos do sítio onde nascemos. O nosso olhar ainda é o mesmo de quando as mães nos levavam pela mão a comprar um gelado de máquina. A memória criou uma espécie de filosofia solitária feita de propósitos perdidos e de sonhos irrealizáveis. A chuva cai lenta, insípida, mas de forma contínua. A nossa realidade é exterior ao mundo. Temos os olhos postos no passado, nas suas horas intermináveis, na sua segurança perene. O futuro é uma espécie de desassossego, um rio sem nascente. Aparecem as pombas guiando os cavalos cegos. Tudo é cada vez mais breve.


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Quarta-feira, 15 de Julho de 2015

Olhares

Santo Ovaia, etc 031 - Cópia.jpg

 


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Terça-feira, 14 de Julho de 2015

Conversando

Lumbudus - Douro - Out - Cópia (5).jpg

 


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Segunda-feira, 13 de Julho de 2015

248 - Pérolas e diamantes: esquizofrenias

 

 

O mundo anda louco. José Sócrates continua preso preventivamente por suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção. Armando Vara também foi detido pelas mesmas suspeitas que recaem sobre o seu amigo. O povo grego votou Não no referendo e Miguel Relvas escreveu um livro, dizem, intitulado “O outro lado da governação”. 

 

No lançamento do livro de Miguel Relvas esteve a elite política laranja em peso. Ou melhor, estiveram todos os que sempre estão nestas coisas, os que transportam consigo a eterna cobiça de um lugar ao sol no governo, no estado, ou querem participar nos negócios dos que possuem fortuna e influência social, política e empresarial.

 

Observando a assistência tornou-se fácil perceber a promiscuidade que existe entre quem quer chegar ao poder, com quem lá está, ou esteve. Nisso o clã laranja é unido. Os seus membros mais destacados sabem sempre ao que vão. A justificação das presenças fez-se por si própria.

 

Mas ficámos sem saber o que levou o dirigente do PS, Jorge Coelho, a entrar célere no hotel e a escusar-se de responder às perguntas dos jornalistas sobre a sua presença no lançamento do livro do inenarrável Miguel Relvas.

 

Também o socialista João Proença, e ex-líder da UGT, foi assistir à apresentação da obra, em pé.

 

Eis Miguel Relvas, Jorge Coelho e José Sócrates, unidos sobre a lei do esplendor do arrependimento, ou o de tentarem provar que o Ajax lava mais branco.

 

Ao ex-primeiro ministro, e aos seus defensores mais radicais, convém talvez lembrar que quando Paulo Pedroso foi preso, no âmbito do processo “Casa Pia”, Sócrates pediu para se deixar a justiça trabalhar. Hoje reclama para si o estatuto de preso político. As voltas que o mundo dá. 

 

Mas a esmagadora maioria dos portugueses, tal como José Sócrates no caso de Pedroso, exigem que “este caso vá até ao fim”. E o maior partido da oposição, continuando a citar José Sócrates, “tem de continuar o seu trabalho e cumprir a sua obrigação para com o país”.

 

Relativamente à Grécia penso que a “irresponsabilidade” do seu Governo, que sempre negociou na expetativa da cedência das instituições europeias, para, no fim, quando confrontado com a impossibilidade de encontrar o devido apoio entre os seus para a solução acordada, fugir às suas “responsabilidades”, deu um passo na direção do desconhecido.

 

Mas a Europa tem tanta responsabilidade como o primeiro-ministro grego. Com menos folhas de cálculo, menos contabilidade e mais maleabilidade política, a UE não estaria a oferecer este trágico espetáculo a todo o mundo.

 

Aprecio o facto de os políticos do Syriza não usarem gravata. Também eu não a uso porque me sinto esganado. Mas não é aí que reside a grande dissidência entre os gregos e a Europa. O grande problema reside no simples facto de o Governo Grego e a UE não partilharem, nem de longe, nem de perto, o mesmo modelo de liberdades políticas, sociais e económicas. A defesa do mercado livre é a fronteira.

 

Claro que também existem outras explicações para o desenlace. O Presidente François Hollande disse que Tsipras lhe confessou que a mulher o terá ameaçado com o divórcio no caso de ele ceder aos credores.

 

Eu, por incrível que pareça, até alinho mais nesta versão, que, parecendo menos verosímil, é muito mais racional e humana. Tsipras não podia ceder a Merkel. O ciúme feminino é devastador.

 

Já De Gaulle dizia: “Não existe autoridade sem mistério, nem prestígio sem distância.”

 

Varoufakis, com a sua demissão de ministro das finanças grego, fez-me lembrar um episódio da infância de De Gaulle. Éric Roussel, na sua biografia do General, conta que um dia o menino Charles se dirigiu à mãe e disse: “Mamã, eu gostava de montar no pónei. – Não, tu montaste ontem. Não montas hoje. – Então vou ser mau.” E, de imediato, ele atirava os brinquedos ao chão, gritava, chorava, batia o pé.

 

Tsipras leu Montesquieu e dele retirou a velha fórmula muito socrática (não do seu filósofo compatriota, mas do nosso ex-PM): “Deliberar é um ato de vários, agir ou decidir é o prazer de um só.”

 

Posto perante os acontecimentos, é a si próprio que recorre o homem de caráter. Foi o que ele fez.

 

Concorde-se ou não com o primeiro-ministro grego, três coisas temos de lhe reconhecer: carisma, determinação e, sobretudo, caráter.

 

Quando penso na União Europeia, ou vejo reportagens sobre as suas reuniões, tal como Pascal, também eu penso que ali há mais monges do que razões.

 

Como afirmou Stavros Stellas, um militante do Syriza, a Joana Pereira Barros, em plena praça Sintagma,: "O governo português vai ter de explicar ao seu povo porque não lutou pelos direitos das pessoas, como lutou o nosso aqui na Grécia. Vai ter de explicar porque disse que sim a tudo, porque nunca fez frente à UE."

 

 

 

PS – Água mole em pedra dura…. Na Assembleia Municipal realizada no passado dia 24 de junho de 2015, o senhor presidente da CMC, António Cabeleira, afirmou que “se durante o ano de 2015 não for feita a inspeção que está prevista pela Inspeção Geral de Finanças, no final do ano comprometemo-nos a realizar a mencionada auditoria.” Para que conste, aqui fica o registo público do compromisso e as nossas felicitações.


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Domingo, 12 de Julho de 2015

Nas escadas

Vidago+Chaves+Barroso 137 - Cópia.jpg

 


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Sábado, 11 de Julho de 2015

A mão de um grande amigo

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Sexta-feira, 10 de Julho de 2015

Um amigo no Pinhão

Lumbudus - Douro - Out - Cópia (6).jpg

 


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Quinta-feira, 9 de Julho de 2015

Poema Infinito (258): aleluia

 

 

Abraçamo-nos. Meio abraço não faz o amor. A janela permanece entreaberta, por ela entra a outra metade da vida. Falas em voz alta por puro gosto. Eu repito o meu poema, que agora também é teu. Como os deuses da inutilidade, os nossos olhos escolhem ver as folhas mais agitadas que o vento deseja ocultar. A atmosfera em redor perscruta e espera. As correntes impulsionadas pelos ventos são contraditórias. O olhar detém-se num gesto de aproximação. As pessoas misturam-se dentro da corrente humana. Nós estamos nas primeiras filas trocando os nossos próprios sentimentos e emoções. A euforia é geral. Essa é a sua particularidade. Andamos às voltas nas ruas diurnas da cidade. A noite chegará arrastando consigo mais um desgosto de alma. Aproximamo-nos do crepúsculo, lembrando-nos dos rostos que nos são queridos, da forma dos corpos e da artística composição dos dedos quando rezavam ou quando deslizavam sobre os joelhos. As palavras veem-nos aos lábios de formas distintas, por influência alheia, por sentimento poético, por uma forte determinação interior. Encontramo-nos na fase delirante onde as metáforas românticas tomam conta da verdade e da sua incipiente precisão. Refugiamo-nos no silêncio, na sua primitiva loucura. Todos os atos simbólicos transmitem uma forma de metafísica. A tremura dos dedos indicia a vertigem dos corpos. As expressões mais rebuscadas transmitem uma forma de desprezo. As nossas trocas afetivas são uma forma de comunicação espiritual. Toda a imaginação se manifesta de uma forma labiríntica. A partir daí, a poesia apenas pode ser apocalíptica. A passagem do tempo faz-nos desprezar os pormenores. Essa é uma nova forma de esquecimento que contamina a noção de existência individual. Descobrimos os vários aspetos das palavras descrevendo a visão clara da ortografia do desgosto. As distintas biografias do espaço e do tempo flutuam como sombras dentro dos livros mais antigos. Pousamos os nossos corpos sobre os nenúfares, seguramos as mãos um do outro, em silêncio. A água transporta-nos para a infância. A chuva cai por detrás dos vidros. Os nossos olhos são sacudidos pelo infindável esplendor dos temporais. O barulho do vento entra pelas frinchas da casa. Adormecemos a escutar a sua interminável insistência. O voo das aves possui o seu próprio idioma constituído por metáforas de vento, por uma genealogia de espaço, pela lógica reverência da obliquidade, pela delicada tentação da fluidez. Alguém entoa com voz divina cânticos de amor e de morte por entre as ruínas. As vozes ficaram húmidas de espanto. As paisagens mais próximas encontraram o seu movimento natural. A sua permanente solidão é descendente. Toda a estética tem o seu próprio misticismo que cresce dentro de nós imbuído dos seus contrastes violentos. Decidimos deixar de procurar evidências, de ordenar as possibilidades do amor, de calcular a distância real entre os poemas, de imaginar a realidade do mundo. A nossa consciência encontra-se saturada de conceitos tranquilos. Por isso os nossos rostos empalideceram. Todas as coisas vivas são mutáveis. Deus é imutável. A alma é uma metáfora de rigor. Assumimos o destino impessoal da poesia, a sua solidão desesperada, o seu delírio interior. Toda a criação se inspira na embriaguez abstrata do inferno. É preciso ter fé para a perder. Aleluia.


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Quarta-feira, 8 de Julho de 2015

8 de Julho em Chaves

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Terça-feira, 7 de Julho de 2015

8 de Julho em Chaves

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Segunda-feira, 6 de Julho de 2015

247 - Pérolas e diamantes: o ex-PM, o PM e o putativo PM

 

 

É necessário deixar claro que as pessoas que falam de uma era de limites estão, no fundo, a falar das suas próprias limitações e não as da nossa terra ou do país.

 

O povo português possui, como diria Gabriel García Márquez, a escrupulosa serenidade da pessoa acostumada à pobreza.

 

José Sócrates, ainda parafraseando GGM, ficou com o seu corpo rígido e seco, adquirindo um olhar que raras vezes corresponde à situação, como o olhar dos surdos.

 

Já António Costa fabricou para si, ou fabricaram-lhe, a imagem de um personagem do conto “Neste povoado não há ladrões” de García Márquez, que quer fazer passar a ilusória imagem de suave eficácia das pessoas acostumadas à realidade.

 

Passos Coelho, visto sob a perspetiva do escritor colombiano, aparece sempre nas cimeiras europeias barbeado com aquela expressão de decorosa simplicidade com que os pobres chegam a casa dos ricos.

 

Para o primeiro-ministro todas as principais decisões do seu Governo se relacionam com privatizações, ou concessões, onde o que manda é única e exclusivamente o dinheiro. Por detrás deste processo ninguém vislumbra nenhuma visão estratégica a não ser a da tão propalada superioridade da gestão privada sobre a gestão pública. O governo PSD/CDS responde à economia com a política e responde à política com a economia. A isto se reduz a sua ideologia.

 

António Costa, com as eleições legislativas aí à porta, decidiu, ou alguém por ele, rodear-se de um pequeno grupo que se vai autoconvencendo de uma esperança de vitória eleitoral, repetindo uma cartilha, que já vem do tempo do seu antecessor, assente num insonso calão económico e recheada de uma dezena de promessas que os portugueses não conseguem levar a sério, mesmo que queiram, porque são vagas e hipotéticas.

 

O PS volta de novo com a tão propalada reforma do Estado. António Costa assenta a sua estratégia em três pontos: a modernização administrativa, o desenvolvimento e ordenamento regional e o mar.

 

Conhecendo-os como os conhecemos, estamos convencidos que a tal reforma vai assentar na criação de três novos ministérios. Ou seja, vai aumentar o funcionalismo e paralisar o Estado, tendo em vista empregar os “camaradas” que estão sentados nas cadeiras do partido à espera da sua vez para ocuparem os cadeirões do poder.

 

O curioso é que estas “ideias” nem são novas e muito menos originais. A da reforma administrativa já vem do tempo de Sá Carneiro e a do ministério do Mar pertence a Cavaco Silva.

 

A isto se “resume” a modernidade do PS: criar burocracias para alimentar a sua tribo de burocratas, sem brilho nem responsabilidade.

 

Como se isso fosse pouco, o PS resolveu transformar o seu herói José Sócrates, preso preventivamente por suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção, em preso político.

 

Para tal, o ex-primeiro-ministro diz só aceitar a sua libertação de forma incondicional, para dessa forma ser levado aos ombros e aclamado pelo povo, talvez para voltar rapidamente ao poder, já que António Costa dele se afasta a cada dia que passa e a cada sondagem realizada.

 

Os advogados de José Sócrates tudo fazem para que o seu cliente seja considerado um preso especial. Estão no seu direito e para isso são pagos.

 

O que ninguém percebe é a razão pela qual as pessoas ligadas ao PS se recusam a discutir, a perceber e a explicar, o esquema engenhoso que o senhor engendrou para conseguir as grandes somas de dinheiro que lhe permitiram viver principescamente antes de ser preso. E, já agora, a razão pela qual José Sócrates se servia do dinheiro da conta do seu amigo Carlos Santos como se fosse seu.

 

A sua prisão serviu para nos apercebermos de que é um megalómano obstinado.

 

E a quem pensa que é apenas um preso político convém lembrar que esse tipo de pessoas primaram sempre por manter uma vida austera adequada à causa que decidiram defender pondo em risco a sua própria liberdade.

 

Com o engenheiro Sócrates aconteceu precisamente o contrário: viveu faustosamente com o dinheiro que não era seu.

 

 

 

PS – Água mole em pedra dura…. Na Assembleia Municipal realizada no passado dia 24 de junho de 2015, o senhor presidente da CMC, António Cabeleira, afirmou que “se durante o ano de 2015 não for feita a inspeção que está prevista pela Inspeção Geral de Finanças, no final do ano comprometemo-nos a realizar a mencionada auditoria.” Para que conste, aqui fica o registo público do compromisso e as nossas felicitações.


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Domingo, 5 de Julho de 2015

Olhares

DSC_1438 - Cópia - Cópia.JPG

 


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Sábado, 4 de Julho de 2015

Peregrinos

Carbalinho e Mosteiro de Osa 016 - Cópia.jpg

 


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Sexta-feira, 3 de Julho de 2015

Na conversa

Carbalinho e Mosteiro de Osa 009 - Cópia.jpg

 


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