Quarta-feira, 30 de Setembro de 2015

Poses

Lisboa - Rua Presidente Arriaga - Vasco 040 - Cóp

 


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Terça-feira, 29 de Setembro de 2015

Reflexos

Lisboa - Rua Presidente Arriaga - Vasco 073 - Cóp

 


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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2015

258 - Pérolas e diamantes: O cavalo de Nietzsche e o atropelamento de Barthes

 

 

Javier Marías, o autor de Os Enamoramentos, tem razão, há na escrita uma incompreensível autodisciplina. “Só quem é um pouco anormal é que se mete a trabalhar numa coisa sem que ninguém lho mande”.

 

Há um provérbio árabe que diz: “Aquele que corre sozinho tem a certeza de chegar ao fim.”

 

A verdade é necessário merecê-la. A vitória mais não é do que uma miragem na cabeça de estúpidos vaidosos. E a mentira é como uma lagarta escorregando nas pétalas de uma flor. Esta é a trilogia do desencanto.

 

Há pessoas que pensam que a realidade e a verdade são coisas diferentes. Eu, metodicamente, duvido. Ou melhor, talvez a verdade não exista, mas, mesmo assim, sei que existe o desejo de a encontrar, seja lá em que sítio for. O segredo está em não desistir.

 

Sou do tempo dos melodramas. Ouvi várias vezes mulheres apaixonadas contar que o cinema lhes provocava uma ânsia de morte. De morte pelo amor. Pela redenção do amor. Contavam a história da Amália, ainda nos seus tempos de vendedora de fruta, quando ia ao animatógrafo ver a Dama das Camélias, e depois de voltar do cais, se pôr de propósito nas correntes de ar para implorar a Deus que, pelo menos, lhe desse o dom da tuberculose.

 

Ai, a poesia, a poesia. Essa fé dos pobres nos poderes ocultos da poesia. Mas os poetas pobres ignoram que os pobres poetas se ajoelham perante os ricos.

 

Somos vítimas dos enigmas. E das verdades. Da verdade dos outros, que é muito diferente da nossa verdade.

 

Para podermos viver com alguma sanidade mental temos de ter daqueles ataques de abstração que nos permitem ver através das nuvens densas da demagogia.  Está um tempo para políticos ébrios.

 

E depois sugerem-nos a esperança com palavras doces. A esperança na felicidade, essa ideia tão capitalista que nos persegue a vida inteira. O problema é que não existe alternativa à altura.

 

Já que os homens e as mulheres estão impregnados da sua saudosa infelicidade, pensemos, ao menos, na felicidade das máquinas, ou na felicidade da sua posse. Algum sentimento nos tem de ficar de todo este progresso. 

 

A esperança que nos apregoam é como um casarão grande e bem iluminado que cada vez vai ficando mais pequeno à medida que nos afastamos dele, caminhando na desilusão premente que nos acompanha, e nos modela, os dias.

 

Este Portugal que amamos, mais por condição do que por que razão, podia ser como uma pequena casa parecida com as que existem sobre as encostas e possuem as vistas extensas. Mas não. A nossa pequenez é endémica, substantiva. Permanente. As nossas vistas são curtas. Demasiado curtas. Vai um tempo para políticos amblíopes.

 

Afinal, Roland Barthes morreu assassinado, segundo a tese claramente ficcional do novo romance de Laurent Binet. O móbil do crime residiu no facto do semiólogo francês estar na posse da “sétima função da linguagem” que permitiria “convencer não importa quem a fazer não importa o quê não importa quando…”

 

O estranho é que Barthes morreu atropelado por uma carrinha de uma lavandaria numa rua de Paris.

 

A 3 de Janeiro de 1889, em Turim, Friedrich Nietzsche sai de casa. Na rua encontra um camponês que luta contra a teimosia do seu cavalo, que não lhe obedece. O homem perde a paciência e começa a chicotear o animal. O filósofo aproxima-se e tenta impedir a desumanidade dos golpes entrepondo o seu corpo. Perde imediatamente os sentidos. É levado para casa onde permanece em silêncio durante dois dias. A partir daquele trágico acontecimento Nietzsche nunca mais recuperará a razão, ficando aos cuidados da sua mãe e das suas irmãs até ao dia da sua morte, a 25 de Agosto de 1900.

 

Vivemos num mundo precário que teima em nos roubar os costumes e as tradições. Vivemos num tempo onde até as amabilidades são teóricas. Onde as ilusões e as desilusões ocorrem ao mesmo tempo. 

 

Cheguei a pensar que o futuro ia estar sobrelotado, afinal parece que vai ficar vazio. É triste assistir impotente ao vazio dos nossos campos e das nossas aldeias que ardem durante o verão e congelam no inverno.

 

Segundo o livro A Demografia e o País: Previsões Cristalinas sem Bola de Cristal, da autoria dos investigadores da Universidade de Aveiro, Eduardo Anselmo Castro, José Manuel Martins e Carlos Silva, na faixa do interior do país que vai desde Trás-os-Montes ao Alentejo, a manter-se a atual tendência da evolução do índice de fecundidade em Portugal e não havendo migrações, as previsões apontam para a perda de aproximadamente um terço da população atual, em 2040.

 

A tudo isto assistiremos sentadinhos e risonhos numa cadeira Eames.


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Domingo, 27 de Setembro de 2015

De férias em Lisboa

Lisboa - Rua Presidente Arriaga - Vasco 098 - Cóp

 


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Sábado, 26 de Setembro de 2015

Poldras de Chaves

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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015

No jardim da Estrela

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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015

Poema Infinito (269): a lei da vida

 

 


É tempo de apagar o fogo das minhas fantasias e de me concentrar no delicioso assombro dos teus olhos. Libertei-me do absorto estigma dos escolhidos, do resoluto caminho dos louvadores, da reverente distância dos poderosos. O meu caminho é outro. Persigo o desejo insensato de acelerar a letargia do tempo. Os sonhos movem-se em pesadas carroças que andam por caminhos silenciosos. A pele greta, os olhos queimam-se. A memória transformou-se em vários elementos dispersos. Os corpos conservam a sua frágil armação. Muitos deles são agora pálidos frutos estéreis. É a lei da vida. Louva-se o esquecimento que avança através das pedras e da excelsa estirpe dos séculos. São ainda vastas as janelas da madrugada. É inebriante o orgulho do tempo. Os humanos conquistaram os territórios com a confusão das guerras, fazendo submergir as estátuas mais violentas. Acenderam-se fogueiras nos caminhos, já cicatrizaram os lamentos, mas os deuses defensores da fé redentora continuam insaciáveis. Pregam-se doutrinas antigas, as águas da verdade são misturadas com a história gordurosa. Alguns homens enfunam-se de soberbo prestígio e morrem sem acreditar na impúdica evidência da mortalidade. Andamos com os sonhos às costas percorrendo os caminhos de sempre sem sequer nos apercebermos da frescura do vento que anuncia a tarde. As andorinhas vigiam as nossas insónias. A paz e o tempo diluem a memória dos mortos. Sinto-me como um agricultor plantando eucaliptos na areia de uma praia. Os faunos acendem as luzes nos bosques para atraírem as fêmeas mais jovens. Elas levantam os vestidos e mostram a sua nudez. E gemem. Os seus corpos são brancos. A água do rio lavará as impurezas e renovará as fontes do desejo. É a lei da vida. A incredulidade tem sempre um motivo. A felicidade não. Os guerreiros dos sonhos esperam há anos pelas suas cavalgadas mais furiosas, arrancando-nos do leito durante a madrugada. Começa assim a longa viagem dos pesadelos. O musgo cobre as paredes. Criaturas esquecidas habitam as ruínas. Nos pátios das casas aninham-se as sombras. Os dias são cortados pela lâmina das horas e ficam mais finos. Uma chuva insistente faz crescer a erva da dor. Os carris dos comboios que marcavam a terra e definiam o trilho oxidaram de maneira irreversível. Pisamos o pó da arca perdida. Os pássaros e os poemas fogem para longe. O seu ruído detém-se quando nos aproximamos. Lembram-nos palavras do passado, o seu espectro pálido, a chave que abre a porta das memórias, a solidão das construções antigas, os signos da transformação, os navegadores silenciosos, a divergente orientação do desprezo, a desordem do céu, a razão e o seu esquecimento. As crenças mais firmes transformaram-se nos desejos mais insatisfeitos. É a lei da vida. A cortina da janela ofusca-nos a vista da fúria das aves. Moderamos a voz, o orgulho e o desejo. Dissolvemos mais um pouco a esperança. Continuamos a desconfiar da serenidade das árvores mais frondosas, da condição do tempo, da verdura e da sua aparente maturação, dos sonhos mais detalhados, das lentas cerimónias da glorificação. Há muito que a música se calou. O vento lá fora continua a varrer o passado. Sem descanso. A vida continua a oferecer-nos o teorema delicado dos afetos e a ensinar-nos a irrevogável lei do desaparecimento.


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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2015

JV no Rexo

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Terça-feira, 22 de Setembro de 2015

Ponte Romana - Chaves

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2015

257 - Pérolas e diamantes: Mudar Portugal

 

 

Atualmente já não faz muito sentido falar em esquerda ou em direita. Talvez por isso é que o prestigiado sociólogo António Barreto, que foi militante comunista, depois socialista, e hoje navega um pouco “mais à direita do que há 30 anos”, se define “politicamente de esquerda clássica e do centro-moderado. Se estiver muito deprimido, concluo que sou como um camaleão: ora de esquerda, ora de direita (…) A minha mais profunda convicção e a maior energia da minha vida é tentar ser um camaleão”.

 

A velha máxima de que o socialismo levava à abundância jaz morta e enterrada nos livros das prateleiras dos perseguidores de utopias.

 

Precisamos como de pão para a boca de uma organização política que tenha uma solução de governo e propostas alternativas diferenciadoras que permitam desbloquear a atual estado de inércia e apatia, este empate confrangedor entre o PSD/CDS e o PS.

 

A coligação PAF (PSD/CDS) quer vender-nos a ideia de que se continuarmos por este caminho de silvas, arbustos, buracos e pó de seguida chegaremos a um Portugal desenvolvido. Foi esta a senda do progresso de Salazar e deu no que deu.

 

Já o PS opta por outro filme. Pretende indicar-nos o caminho de mais investimento de modo a criar crescimento e com isso atingirmos o ponto de rebuçado, mas sem sacrifícios desnecessários e com mais justa distribuição dos rendimentos. A mesma receita de Guterres e Sócrates, agora com uma que outra injeção de penicilina por causa das infeções provocadas pela troika.

 

Já os milagreiros, e justiceiros, do PCP e do BE insistem na cassete de que não é necessário qualquer tipo de austeridade. Os comunistas tradicionalistas colocam mesmo a hipótese salvífica do abandono do euro, para dessa forma construirmos um país pobrezinho, mas honrado, onde reine a igualdade. 

 

Ou seja, nenhum nos fala com verdade. A realidade é outra coisa.

 

Uma coisa é certa, o país está à beira do desfalecimento.

 

O nosso país, durante pelo menos, a última década, foi tomado de assalto pelos profissionais da política, pessoas cujos currículos foram construídos exclusivamente ao serviço das estruturas partidárias, para onde entraram quando jovens e aí aprenderam a arte da submissão, da traição e do seguidismo. Tal rapaziada não conhece outra maneira de estar na vida.

 

Assistiram à forma de vida dos seus antecessores, à maneira como sobrevivem. Os que mandam são seguidos pelos que obedecem para amanhã serem eles a mandar.

 

Marinho Pinto, no seu livro Mudar Portugal, conhece-lhes os principais atributos: “Subserviência, traição, conspiração, jogadas palacianas numa versão do maquiavelismo primário da política são a Bíblia de muitos dos políticos portugueses que, sobejas vezes, acabam a governar o país.”

 

O PSD, o CDS e o PS, não podem ser a alternativa deles próprios. A opção tem de vir de fora, de organizações políticas cujos dirigentes têm as mãos limpas, o coração independente e não se sujeitem aos proventos ardilosos dos grupos de interesses instalados na nossa sociedade.

 

Como defende Marinho Pinto, a frontalidade “não é, mas devia ser, uma arma política. A arma política que tem sido seguida em Portugal é a manha, o viés, o cinismo, a hipocrisia, a mentira. Mentiras que toda a gente sabe que são mentiras, mas que convém aceitar-se como verdades. O estranho é as pessoas acharem que mentem muito bem e os mentirosos não serem punidos.”

 

Está na hora dos portugueses recompensarem os políticos frontais, os que não possuem duas caras, os que não se ocultam atrás de máscaras, os que sabem que se andarem à chuva molham-se.

 

É já tempo de mandar embora esta gente que nos governa, que se serve da política e do Estado em vez de os servirem. É daí que tiram, direta ou indiretamente, os seus rendimentos, que de outra forma nunca conseguiriam. 

 

São indivíduos sem escrúpulos, sem honra e sem verdade. São gente a quem a política permitiu, e permite, aumentar o património que nunca conseguiriam adquirir em condições normais, exercendo uma profissão no mercado de trabalho, que muitos não sabem, nem nunca saberão, o que de facto isso é.

 

Está na hora de castigar nas urnas os políticos que dizem sempre o que as pessoas querem ouvir, mas que de facto não sentem. Prova disso é que depois de chegarem ao poder não fazem nada do que prometeram.

 

Está efetivamente na hora de mudar Portugal e votar num partido que seja uma verdadeira alternativa democrática que se baseie, uma vez por todas, na verdade, na honestidade e na decência política. Temos de mudar de rumo e caminhar numa nova direção.

 

O caminho com os de sempre leva-nos inevitavelmente ao abismo. A política tem de ganhar de novo o sentido de serviço público, que nunca deveria ter perdido.


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Domingo, 20 de Setembro de 2015

Em Versalhes

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Sábado, 19 de Setembro de 2015

Em Versalhes

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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015

Em Versalhes

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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015

Poema Infinito (268): a liquidez do silêncio

 

 

Procuro em ti os sintomas dos ínfimos pormenores que geram os milagres, as miniaturas dos assombros, as primeiras ideias logo após o apocalipse, as borboletas que geram o caos e depois a ordem. Desta vez vamos inaugurar um novo universo, recompor a natureza, participar na festa dos insetos e das aves, estudar a linguagem dos peixes e das cores. Os bichos assanham-se à procura da luz. As janelas estão fechadas. As mulheres olham o seu retrato e esperam. As raparigas admiram-se no espelho e desesperam. A lua estuda a noite e a retidão das árvores. O jardim pensa em rejuvenescer. O tempo não tem limites. O mundo renova-se durante a noite. Crescem as palavras junto aos jacintos. As rãs falam com a água, o horizonte encolhe-se, os homens percorrem a sua existência. As aves descobrem as origens dos seus voos. Com os nossos olhos desencantados recolhemos as ruínas. O silêncio apodera-se dos retratos. Passam as nuvens e nós dentro delas. Aprendemos devagar a imitar as auroras, a falar com as árvores e a desenvolver as gotas de orvalho. Os pássaros arriscam-se a sulcar o azul do céu. O nada aperfeiçoa a metafísica. As palavras invadem o tempo como ervas efervescentes. Cada coisa tem o seu desígnio, cada cor o seu êxtase, cada palavra o seu chão. As pedras revestem-se de musgo e esperam pela eternidade. Concluímos o amor ainda antes do amanhecer. Como poeta aprendi a lamber as palavras. Não são doces nem amargas, são salobras como a água dos estuários. As giestas possuem a mesma sintaxe das lagartixas. As brisas vêm sempre em silêncio e tingem-nos de azul, a cor preferida dos deuses. Passo os meus versos pela água. O coito possui as letras todas. Na boca cresce-nos o espanto. As casas começam a morrer por dentro. Os seus telhados possuem o odor do desaparecimento. As terras são sitiadas pelo abandono. Todos os caminhos vão dar a caminho nenhum. As palavras adormecem e muitas delas são apagadas pela perfeição do nada. O seu silêncio é líquido. Não é o sentido normal das palavras o que compõe os poemas. Até as fábulas se transformam na sua própria metamorfose. Os contadores de histórias têm medo da lucidez. As aves voltam da ilha carregadas do perfume dos vulcões. Todas as manhãs rego o princípio de uma planta que não sei se vai crescer. O meu avô apareceu na sala de mãos levantadas. Reconheço-o pelas reentrâncias dos seus dedos. Flutua pelo espaço segurando o bilhete para a sua última viagem. Os pássaros pousam nos galhos das árvores e nos braços do meu avô. A sua voz adquiriu um tom vegetal. O desaparecimento enublou-lhe a imagem. Uma nova manhã começa nos meus olhos. As flores da casa alimentam-se de silêncio. As estradas estão mais sujas. As palavras ardem, passam por dentro da beleza e ficam como bichos contrácteis. Incendeiam-se os campos, afundam-se os rios, nascem os murmúrios. Dissolve-se o tempo. Os meninos arrancam das paredes os restos das sombras. Continuamos a esperar pelos sonhos. As trepadeiras acordam enredadas nas suas próprias raízes. As madrugadas enchem-nos o quarto do cheiro a fruta. Recolhemos nos espinheiros os cereais e as palavras mais verdes. Os pássaros amargam a boca dos anjos. Caiu agora no mar a última estrela da noite. É hora de dormir.


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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2015

Em Versalhes

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Terça-feira, 15 de Setembro de 2015

Em Versalhes

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

256 - Pérolas e diamantes: a velha guarda

 

 

A grande consequência do poder dos partidos da velha guarda e dos vícios ancestrais (PSD/CDS/PS) é que deram azo a abusos tornando definitivo aquilo que devia ser transitório.

 

Desde logo a corrupção, instalada tanto dentro dos partidos como disseminada entre os ilustres militantes que se instalaram nos governos. E ainda a politização de tudo o que cheira a nomeações e a mediocridade da maioria dos políticos realizada, e definida por Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, “através do princípio da cooptação dos que fazem carreira nos partidos políticos ditos tradicionais. O princípio de seleção adversa a quem é brilhante e pode fazer sombra aos líderes e desapossá-los dos seus lugares”.

 

Por exemplo, a grande ideia de António Costa para o futuro governo consiste, segundo o DN, em criar pelo menos dois novos ministérios – o da Cultura e do Mar e Assuntos Europeus – e um superministro, com os poderes reforçados de coordenação.

 

O líder do PS prometeu também, de forma sibilina, disfarçada de medidas conducentes a esse fim, a criação de 207 mil empregos. Não de 200 mil, ou de 210 mil, mas rigorosamente de 207 mil, para aparentar um ar de seriedade. Só que não apresentou os cálculos.

 

Agora que estamos em campanha eleitoral, os políticos tradicionais ufanam-se no desenvolvimento da denominada “manobra da inocência”. Fazem lembrar os burgueses catalães endinheirados, descritos por George Orwell na sua obra Homage to Catalonia, que durante a guerra civil espanhola vestiam roupa grosseira da classe operária ou fatos-macacos azuis, para passarem despercebidos e não sofrerem as agruras dos tempos revolucionários.

 

De certa maneira, como transmontano sinto-me um pouco como os nacionalistas catalães. E por isso os admiro e aprecio o seu amor pela sua língua. Eu aclaro: na Catalunha, os poetas tinham a primazia em relação aos políticos. Isso explica por que motivo a língua e a cultura – e não a bala ou a bomba – são as armas de eleição do catalanismo.

 

Estou em crer que os bons políticos são raros, como os provadores de vinho que são capazes de determinar a sua fluidez e consistência só de inclinar o copo e deixá-lo repousar. Se se agarra ao vidro é um vinho ligeiro, se escorre como uma lágrima, devagar, é um vinho consistente…

 

Já os maus, que são os que parecem bons nas campanhas eleitorais, e que falam sem gaguejar ou hesitar, ou sem pensar sequer, trazem-me à memória as Conversas Familiares de Erasmo de Roterdão (1518), que penso ser o seu catecismo de boa educação, onde se afirma: “É sinal de boa educação cumprimentar todos os que encontramos no nosso caminho; tanto os que vêm ter connosco, como aqueles a quem dirigimos a palavra. Independentemente do que estiverem a fazer seja comer, ou a bocejar, ou a soluçar, ou a espirrar, ou a tossir. É obrigação de um homem bem-educado em extremo cumprimentar mesmo quem estiver a arrotar, ou a peidar. Mas já é má educação saudar quem estiver a urinar, ou a aliviar a natureza.”

 

Aí estão os fantasmas da troika (PSD/CDS/PS) a adejar, a sorrir e a pedir-nos o voto, sem um pingo de vergonha na cara. Parece que o tempo para de 4 em 4 anos. Os mesmos de sempre prometem-nos que desta vez é que é. Mas onde já se viu mudança onde não se encontram os atores que a possam fazer?

 

Portugal, após quatro décadas de poder aparentemente democrático, exercido em alternância pelo PSD e pelo PS, com o CDS algumas vezes a servir de muleta, fez de Portugal um país de velhos, sobretudo o interior. Os mais novos foram-se embora. Ou para Lisboa, ou para a Europa, ou para Angola. Os que teimam em ficar ou andam por aí em trabalhos de circunstância ou estão desempregados.

 

Por aqui não existe atividade económica, a não ser cafés, restaurantes, cabeleireiras, mercearias, lojas de circunstância e uma que outra pequena empresa de construção civil. As casas novas estão à venda mas não se vendem. As velhas desmoronam-se e ninguém lhes deita uma mão. Não há dinheiro disponível para a sua reconstrução. Agricultura nem vê-la. E fábricas nem uma que valha a pena ser mencionada. Quem é que abre aqui um negócio?

 

Fecharam escolas, fecharam serviços de saúde, fecharam tribunais e extinguiram freguesias. Fecharam o nosso futuro numa mala de viagem. Dizem que pouparam algum dinheiro. Duvido. Mas a qualidade dos serviços deteriorou-se de forma acentuada. Andou-se para trás.

 

O comendador de Madrid do século XIX, Mariano José de Larra, escreveu que “o galego é um animal muito semelhante ao homem, inventado para aliviar o burro”. Se substituirmos o “galego” pelo “transmontano”, estou em crer que não andaremos longe da verdade.

 

Portugal é uma espécie de metáfora, sugerindo uma estrada cheia de curvas, onde os membros do governo ultrapassam nos seus potentes carros os tratores guiados pelos presidentes de câmara que, por sua vez, ultrapassam as carroças em que o povo se desloca.

 

E tem esta gente a lata de nos pedir o voto!


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Domingo, 13 de Setembro de 2015

Nos jardins de Versalhes

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Sábado, 12 de Setembro de 2015

Nos jardins de Versalhes

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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2015

Atenção

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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

Poema Infinito (267): simulacro

 

 

Bela é a dignidade dos simples pois não se apercebem da sua caducidade. A sua nobreza tem a exatidão do pó. Os outros possuem a retórica do mármore e a solenidade desejável da sombra. Despidos do latim, enganam a paz com a morte. Já não vibram as espadas, apenas restam o sono e a indiferença. O espaço e o tempo apagaram-lhes a alma. O vento e as aves ondeiam sobre as árvores. A tarde apaga-se. As estrelas mais antigas começam a surgir no céu. A sua luz é dispersa. Nos círculos de água ordenam-se as constelações. Cheira a jasmim e a madressilva. Os poemas começam a adquirir humidade. Chegam os plebeus com os seus passos entorpecidos, ignoram as ruas, esgotam-se no suave declínio das horas, comovem-se com a mediania das casas, limpam as suas lágrimas, recuperam as canções que lhes ensinaram quando eram quase meninos. As casas são como candeeiros onde arde a vida dos homens. Os rostos dos simples ficam claros. Acalmam-se. As árvores atenuam a sua rigidez de estátuas. Esquecem o destino, o tempo que lhes roubaram, as mitologias domésticas e o aroma das suas brincadeiras mais floridas. Acreditaram na autoridade das espadas, nas palavras indolentes, nos deuses do jogo. Dominaram o espaço, enfrentaram a luz, eternizaram as encruzilhadas, expandiram a valentia, arrostaram montanhas e exércitos, foram audazes no hábito e no uso das lanças, alguns escolheram o desterro. No fim tudo ficou reduzido a cinzas e a uma espécie de glória enferrujada. O tempo agora veste-se com as cores do perdão, já não possui a linguagem da aventura e do assombro. As vozes dos seus antepassados ficaram definitivamente frouxas. O esquecimento apagou o índice dos mortos, mas as feridas continuam abertas. Nem os deuses as conseguem sarar. Os factos são os factos. Por isso vivem numa aflição quotidiana, digerindo as exaltações, as penas e as incertezas. Deus esqueceu-se deles. E eles esqueceram-se de Deus. O ódio é a sua esmola. A sua bebedeira permanente. Convocam a morte por metáforas e obrigam-na a esperar. O acaso do tempo é como uma fonte de onde jorram os milagres derradeiros. Os arrabaldes onde habitam são o reflexo do tédio. Os seus passos vacilam quando pisam a linha do horizonte. Libertaram-se da memória e da fé. Libertaram-se do futuro. Os seus olhos já não partilham a esperança. As suas sombras adiantam-se-lhes. Os jardins vestem-se de um verde inútil. Festejam um dia de festa em honra da pobreza da terra. Não têm opinião, não possuem nem nome nem pátria. São uma espécie de almas arbitrárias que dizem acreditar no milagre implacável da dor e na estupefação do prazer. No fim do desterro voltaram às casas da sua infância. Estranharam os espaços, repetiram os caminhos velhos, tocaram as árvores, acarinharam as palavras esquecidas, observaram os céus, a multidão de estrelas, a fragilidade da lua, compreenderam os pátios e os muros e os abismos que povoam as ruas. Identificaram, e identificaram-se, com a universalidade da noite. Acreditaram no líder que os convenceu de que o mundo é uma atividade da mente. Mergulharam num sono desordenado. Ressurgiram no meio do dia. Procuraram as suas casas, que refletiam a glacial luz branca do silêncio. Quando acordaram estavam dentro dos espelhos apagando a sua própria imagem.


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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2015

Axel e Vasco em Versalhes

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Terça-feira, 8 de Setembro de 2015

Axel e Marina em Versalhes

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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2015

255 - Pérolas e diamantes: a verosimilhança e a verdade

 

 

 

Juan Marsé, colocou na boca do seu personagem David Bartra (Rabos de Lagartixa) estas sábias palavras: “Aprende a olhar aquilo que ainda não chegou, e perceberás muitas coisas.” Eu assim faço, para mal dos meus pecados. Mas cada um é para o que nasce. E para que me serve, perguntarão os estimados leitores. Pois para pouco, mas eu tenho o defeito de ser teimoso e muito agarrado às minhas convicções. O que tem de ser tem muita força.

 

Não há como ler os jornais e revistas para nos mantermos informados e, sobretudo, cultos, ou cultivados, ou mergulhados nesse renascimento salvador que ocorre de quatro em quatro anos e que é conhecido por campanha eleitoral.

 

Marcelo Rebelo de Sousa, o putativo candidato a candidato pelo PSD a Belém, e comentador político que tudo sabe e tudo explica, com a sapiência que se lhe reconhece, pois até sobre ténis, windsurf e física quântica emite a mais sábia das opiniões, confessou, também ao DN, que “rezo o terço nos sítios mais inspiradores. Rezo normalmente no trânsito. Já me aconteceu rezar em estádios de futebol. Um sítio onde é sensacional rezar o terço é a nadar no mar”.

 

Estamos em crer que, tal como Camões quando salvou Os Lusíadas no naufrágio quando regressava de Goa,  junto à foz do rio Mekong, salvando-se apenas ele e o manuscrito, também este incrível católico nada com uma mão e com a outra vai contando as contas do seu rosário, com que pensa ganhar primeiro as eleições presidenciais e só depois o céu. Nós temos o purgatório garantido.

 

Na Sábado, lemos uma reportagem sobre o Meco e dela extraímos a pertinaz informação de que Ricardo Salgado, o tal “senhor dono disto tudo”, e do BES também, tinha por hábito ir almoçar ao Peralta – um espaço que ganhara fama pelo marisco fresco e pelas especialidades de peixe –, que chegava de helicóptero, com a mulher, e aterrava no parque de estacionamento, almoçava e ia embora.

 

Outro frequentador da “praia da liberdade” era José Sócrates, que certa vez pediu uma coisa aos proprietários do restaurante, depois de jantar tordos. “Por favor, se aparecer algum jornalista não diga o que almocei. Não é bonito um secretário de Estado do Ambiente comer passarinhos.”

 

Mas todos estes fait divers não nos podem fazer esquecer, a nós pobres eleitores permanentemente enganados e ofendidos, que foi Passos Coelho que defendeu, e defende com unhas e dentes, um modelo de rutura com o nosso Estado Social e que a pretexto da chegada da troika foi muito para além das suas imposições. Privatizou o dobro do exigido, aumentou o IVA de forma brutal e cortou o 13º e o 14º meses, exigência que não estava no memorando.

 

Não satisfeito com a obra, cortou no subsídio social aos idosos, no rendimento social de inserção, aumentou as taxas moderadoras na saúde, alterou a legislação laboral e privatizou quase tudo o que havia para privatizar. Atacou a Segurança Social, a Saúde e a Educação. E agora, porque estamos com as eleições aí à porta, tem a distinta lata de afirmar que é o paladino do Estado Social.

 

Tudo o que eles afirmam, na melhor das hipóteses, tem sempre duas partes de mentira e apenas uma de verdade.

 

Os números falam por si: 600 mil desempregados, sendo metade deles de longa duração, 350 mil emigrantes e 126 mil portugueses entretidos em programas ocupacionais. Este é o estado do Estado Social edificado pela coligação PSD/CDS.

 

Quando os oiço falar lá do alto do seu palanque partidário comento para mim mesmo: que admiravelmente bem eles argumentam baseados em factos errados.

 

Esta é a razão por que já não acreditamos no país, nem nos políticos, nem na Europa. Não acreditamos em comícios, nem em cartazes, nem em promessas. Já não acreditamos em nada porque os “grandes partidos” do “arco da governação” nos têm sucessivamente mentido e enganado. Foi a este estado de alma que nos levou, em alternância falaciosa, a “coligação democrática” de PSD/CDS/PS.

 

Estamos todos muito cansados das pessoas, das intrigas, dos esquemas, das lógicas partidárias e da promiscuidade de interesses entre a política e os negócios.

 

Não nos podemos resignar à desilusão. Isso é o que eles pretendem, que não votemos ou que votemos nos mesmos de sempre.

 

Temos que procurar outra coisa. Temos de dar espaço à cidadania. 

 

“Quando se está em campanha eleitoral a tendência da maioria dos políticos, se não de quase a totalidade, é terem uma opinião às segundas, quartas e sextas e às terças, quintas e sábados terem uma opinião mais ou menos contrária àquela que tiveram nos dias anteriores. Têm muita tendência para dizerem aquilo que as pessoas querem ouvir e não aquilo que pensam genuinamente”, afirmou Manuela Ferreira Leite, no programa «Política Mesmo» da TVI24.

 

Sobre as palavras dos políticos tradicionais convém lembrar o que escreveu Adrien Baillet: “La vraisemblance n’est pas toujour du côté de la verité”. O que traduzido para português quer dizer: “A verosimilhança nem sempre está do lado da verdade.”


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Domingo, 6 de Setembro de 2015

Sorriso

Santo Ovaia, etc 104 - Cópia.jpg

 


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Sábado, 5 de Setembro de 2015

Plantando o cebolo

Santo Ovaia, etc 003 - Cópia.jpg

 


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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2015

Ao sol

montalegre+matança abobeleira 2014 270 - Cópia.j

 


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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2015

Poema Infinito (266): a lei da gravidade

 

Quando te conheci vinhas sentada na primavera, aconchegada por sorrisos e o teu olhar estava repleto de lírios. Os meus olhos emitiam sombra, vento e desassossego. Mordia o tempo em busca das raízes do amor e da razão sem saber que eram incompatíveis. Todos nos esquecemos da casa dos pais, dos dias vazios, das mãos ásperas da solidão, da dor de Deus, do assombro dos momentos, das árvores importadas pela manhã, dos frutos com cheiro a vento e a sol. A ausência de quem amamos cresce como os nossos passos. A aurora compromete-nos com o futuro. O mar insaciável está repleto de infâncias, de pequenos destinos, do grito das gaivotas. Reparo ao espelho que meus olhos possuem o brilho da desilusão. Os meus passos afastam-me do destino, das grandes fontes de água cristalina, do meu anjo da guarda. Sou da condição da terra, vestem-me as árvores mais altas e as estações mais frias. Aprendi a perseguir-te pela doçura acre dos teus lábios. Equilibro-me entre o ser e o tempo. Molho os meus pés com palavras para caminhar até ao sítio onde nasceram os primeiros homens. Por vezes a alegria desce às ruas e aceita o sacrifício das manhãs. O sol afasta a neblina. Os candeeiros transformam-se em sentinelas do tempo. O vento veste as esquinas e leva-nos os pensamentos mais dolorosos. Os livros vão envelhecendo por dentro adivinhando a chuva, os dias morrem todas as noites pousados nas nossas mãos. A terra fica sem caminhos. As silvas e as rugas crescem por todo o lado. Quando tu vens, a solidão começa a correr na direção do mar, as aves levantam voo levando nas asas o orvalho da manhã. Caem-nos os gestos aos pés desintegrados pelas palavras que carregam o desejo. O dia fica redondo como a tua boca onde cabe o instante da paixão. A chuva cai curvada de circunstâncias e liquidez. Abrem-se as janelas. Os olhares levantam-se como se fossem nuvens empolgantes. A memória dos séculos caminha sobre o pó. As árvores mais radicais imolam as palavras insolentes envolvendo-as de verde e glória. Com as suas mãos pecadoras, os poderosos ungem as cidades para ganharem mais espaço onde irão plantar as sementes de betão e ferro. Abres-me os braços para recolher o meu corpo e a minha aflição. Os agiotas roubam-nos os abraços, hipotecam-nos os sorrisos e expropriaram-nos os beijos. Possuímos pequenas coisas gloriosas dentro de nós com que construímos o princípio da salvação. Um rio irrequieto desagua no nosso interior. As lágrimas de prazer são as nossas mais íntimas metáforas. No teu amor começam as minhas ruas mais íntimas, nele invento o céu azul, os choupos que deliram, pássaros impossíveis que levantam voo com mil cuidados. No teu amor acolho a minha infância mais profunda, as palavras mais ousadas, os números mais improváveis, as tardes mais interiores, os gestos que arredondam a luz e erguem os templos, a voz que aquece o voo melancólico dos melros. E aqui estou eu, na estrada das palavras, devorando o tempo, procurando a fonte da vida, pousando suavemente o olhar sob a nossa juventude, quando dávamos as mãos como se fossemos os anjos da ingenuidade e da transparência. Cada vez estamos mais perto do chão. Esta é a lei máxima da gravidade da vida.


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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2015

Observando

Brotas 2015 050 - Cópia.jpg

 


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Terça-feira, 1 de Setembro de 2015

Lendo o jornal

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