Sábado, 31 de Outubro de 2015

Poldras de Chaves

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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

Poldras de Chaves

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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2015

Poema Infinito (274): fragmentos de uma eternidade clássica

 

 

A voz surda e tonitruante dos deuses velhos não deixa amadurecer os frutos mais belos dos pomares. Os deuses mais novos colhem margaridas, rosas, flores do açafrão e belas violetas. Os jacintos e os narcisos espalham-se pelos prados e endoidecem as deusas mais frescas que andam a aprender a receber e a dar prazer aos hóspedes importantes. Tanto as flores como as jovens deusas brilham extraordinariamente. Causa até espanto a virgindade violeta das divas. Das raízes mais entranhadas na terra brotam caules e dos caules nascem centenas de cabeças com corolas de flores que entontecem os animais com o seu perfume salgado. O céu sorri lá no alto. A terra é vasta e o mar amplo. As crianças surpreendem-se e estendem as mãos para agarrar nos brinquedos feitos de nuvens e pequenas estrelas. Os caminhos abrem a planície e por ela correm os cavalos imortais. A terra é a mãe de todas as coisas. Os deuses cantam os seus sólidos fundamentos e o voo das aves aumenta a riqueza do olimpo. Os homens possuem belos filhos e belas searas que por vezes oferecem aos deuses. Assim recuperam a honra e obtêm a benevolência das divindades. Tudo possui a sua própria abundância. As mulheres são belas, as leis justas, a juventude é alegre e vigorosa, a cidade é rica. Todos saltam no meio dos prados. A santa raça dos imortais foi novamente glorificada. Continua a repartir os bens, a riqueza, a beleza, a honra, a luz, a água dos rios, o pavor do destino, a morte, o sono, os sonhos, o escárnio, a miséria, a dor, as punições, os nascimentos, o passado, o presente, o futuro, a noite, o dia, a discórdia, o esquecimento, o bem e o mal. E castigam sobretudo os homens que resolutamente cometem perjúrio. O mar levanta-se em ondas. Por causa do temporal a deusa do amor, apesar do brilho do seu ouro, permanece em casa junto da sua querida mãe que lhe ensina a ranger os dentes devagarinho. Então chega o verão. As cigarras pousam nas árvores e espalham os seus cantos ásperos. Os cardos florescem, os insetos batem as asas, as cabras engordam nos prados, o vinho enche a pança dos homens e torna as mulheres lascivas. Elas põem-se de joelhos e fazem coisas esquisitas. Os deuses fecham os olhos. Os deuses possuem o mesmo sexo dos anjos. Mesmo com tanta abundância, alguns homens proclamam a superioridade daqueles que granjeiam a miséria e a distribuem pela casa dos acólitos. A estrada da sabedoria é plana. Os homens porfiam no mérito, os deuses insistem na superioridade do suor. Tudo parece fácil, por isso tudo é ainda mais difícil. Os dias pertencem aos escravos e as noites aos ditosos. Os sábios, sobretudo o grego Hesíodo, ensinam que não se deve urinar ao vento, mas sim junto a um muro ou parede. Que em casa, os homens não se devem apresentar indecorosamente sujos de esperma como se fossem animais de cobrição. Que se deve evitar conceber filhos depois de um enterro. De preferência devem-se fazer no regresso de um festim. Ensinam ainda que antes de se atravessar um rio eterno e de olhar a bela corrente, se deve sempre fazer uma prece e lavar as mãos na água deliciosa e clara.  Que nunca se deve sentar uma criança de doze anos sobre objetos sagrados pois isso torna os homens impotentes. Que um homem nunca se deve lavar na água em que uma mulher tomou banho, pois com tal ato pode vir a sofrer pesado castigo. E, sobretudo, nunca um homem pode zombar do mistério que existe nas flamejantes cerimónias sagradas, pois os deuses irritam-se com isso. E se os deuses se irritarem todos ao mesmo tempo a eternidade pode desaparecer para sempre.


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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015

Poldras de Chaves

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Terça-feira, 27 de Outubro de 2015

Poldras de Chaves

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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2015

262 - Pérolas e diamantes: a sacralização da inércia

 

 

O bom do António Lobo Antunes mais uma vez provou que é um escritor cheio de sadios modos e muito saber. Numa entrevista ao El País deu mais algumas estocadas nos mitos portugueses. A primeira quando afirmou que o fado não lhe interessa lá muito porque “depois de ouvir um ou dois, é tudo muito monótono”. Mas o momento mais interessante foi quando afirmou textualmente que “o livro do não sei quê (querendo referir-se ao “Livro do Desassossego”) aborrece-me de morte. A poesia do heterónimo Álvaro de Campos é uma cópia de Walt Whitman; a de Ricardo Reis, de Virgílio. Pergunto-me se um homem que nunca f**** pode ser um bom escritor.”

 

Afinal tudo isto, e muito mais, pode ser verdade porque Lobo Antunes, o escritor que ama o silêncio e ainda espera vir a ganhar o Nobel, aprendeu mais “com alguns saxofonistas como John Coltrane ou Charlie Parker do que com escritores.”

 

É caso para dizer que em Portugal quase ninguém gosta de ninguém.

 

O português moderno goza com a violência perniciosa da televisão, dos filmes onde o herói de três em três minutos necessita de esmurrar os maus para que o telespectador não mude de canal, dos concursos televisivos onde gente tola exibe as suas baixezas em troca de algum dinheiro, das telenovelas onde todos aparentemente se amam, se odeiam, se atraiçoam e se juntam no final. Apoiam os cinzentíssimos diretores, jornalistas e comentaristas pagos principescamente para serem a disfarçada voz do dono. Um deles até pretende, e talvez consiga, ser Presidente da República. Eles contrapõem com firmeza que estão inocentes e que se limitam a prestar um serviço público muito importante ao povo pequeno e simples, pois do que o povo gosta é de coisas simples e pequenas e fáceis de entender.

 

E os novos arautos da modernidade até arranjaram uma nova nomenclatura para explicarem ao povo aquilo que não tem explicação. Em vez de lhe falarem nos salários baixos que auferem, dizem que se trata apenas de competitividade. Que em vez de serem despedidos, apenas vão ser objeto da flexibilidade das leis laborais. Que quando falam em competência se estão a referir a gente do seu partido.

 

A mediocridade e a vulgaridade triunfaram em todas as frentes. Os sonhos da liberdade, da igualdade, da justiça e da paz foram substituídos pelos dos cavalos de potência e das jantes do BMW, do cartão de crédito e das férias no estrangeiro.

 

Somos governados por homens misteriosos, instalados no coração do sistema, que se limitam a aplicar a sua técnica fria e calculista à gerência da condição humana. 

 

E a malta lá vai crescendo e ficando mais cobarde e hesitante. Todos pensamos muito antes de agir. E quando agimos já o fazemos tarde e mal. Afinal o anti-Rosseau triunfou sobre o verdadeiro enciclopedista: o homem é por natureza mau, a sociedade é que o converte. Graças a Deus que ainda existe em Portugal uma escola pública de qualidade. Não sabemos é por quanto tempo.

 

Que raio de futuro pode ter uma sociedade sem esperança, sem educação e sem cultura?

 

Vendem-nos o mercado como a solução para tudo. Mas nenhuma sociedade democrática pode prescindir dos grandes sonhos, dos grandes mitos, das grandes ideias. Como dizia Manuel António Pina, são os sonhos e não as cotações da bolsa quem comanda a vida.

 

Esta sociedade mercantilista teima em roubar-nos o melhor que o homem tem: os valores, os ideais, os sonhos e a vontade. Transformaram o mundo numa imensa selva onde apenas sobrevive o mais forte e o mais ardiloso.

 

Os brutos tomaram de assalto a metrópole. Só sabem falar dos projetos económicos, das empresas, dos programas partidários. Enchem a boca com a agressividade, a competitividade e o lucro como fabricadores do progresso. Sacralizam a iniciativa privada. Veneram o dinheiro. Qualquer dia privatizam os rios, os mares, as serras e os montes, e até o próprio ar que respiramos. Preparam-se para fazer com o ar o que fizeram com a água.

 

E são os próprios propagandistas da cultura económica os que asseguram a predação social estabelecida, não se esquecendo de nos pregar sermões sobre a ética a que todos devemos estar sujeitos.

 

Somos hoje um país com menos autonomia, menos liberdade e menos igualdade do que éramos ontem ou anteontem.

 

 

 

PS – Na sua extensíssima entrevista à Voz do Alto Tâmega, o presidente da Câmara de Chaves, António Cabeleira, afirmou que conseguiu completar novas infraestruturas, certificar o Pastel de Chaves, consolidar a marca “Sabores de Chaves” e que com ele os flavienses adquiriram uma nova visão sobre a cultura na cidade (esta última afirmação só pode ser entendida devido ao facto de o estimado edil pretender evidenciar os seus dotes de humorista, que os tem, honra lhe seja feita).

 

Tudo isto, o senhor arquiteto conseguiu. Apenas uma coisa foi incapaz de resolver: os esgotos em Vale de Salgueiro, Outeiro Seco, que continuam a correr a céu aberto, empestando os ares e inutilizando as terras em redor. Ali às portas da “sua” eurocidade, de que tanto se orgulha. Isto há mais de oito anos.


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Domingo, 25 de Outubro de 2015

Versalhes - Portões

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Sábado, 24 de Outubro de 2015

Versalhes - Praça

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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2015

Descanso breve

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2015

Poema Infinito (273): o encolher do tempo

 

Caminhamos prosaicamente ao sol que dá mostras de alguma fadiga e dor. Entardecemos ambos poisando suavemente o olhar sobre os montes. Este momento tem as raízes bem desenvolvidas. O vento é uma espécie de alegria. São nítidos os fragmentos da loucura no mundo. Chamamos as águas que continuam a correr isentas de alegria. A letargia do tempo move-se dentro do nosso corpo. A memória é mais pródiga quando guarda o sofrimento. Continuam a chover as folhas sobre os campos. O peso dos metais persiste em calcular a gravidade da terra e os nossos olhos insistem em determinar o peso das lágrimas. O amor dói como se fosse feito de esquinas. Um botão de rosa rola pelo chão devorado pela dor do vento. Cresce no ar o deserto, a culpa, o som quieto dos altares, a voz tribunícia do pastor de almas. Dilatam-se as mãos que afagam o pescoço dos inimigos. A Deus já não lhe basta a perversidade dos humanos. A nossa insegurança fica sem resposta. A noite fica inteira. Nela apagam-se as metáforas e crescem as caixas onde se guardam os desejos, os ecos e as almas brancas do adeus. Os teus olhos devolvem-me o meu cosmos. Nasce uma nova teoria da dor e mais uma estrela solitária. Os gestos das mãos ficam presos nas algemas do silêncio. As palavras inúteis reproduzem-se como erva ruim. As águias voltam a fazer os ninhos nas escarpas mais inclinadas do tempo. Continuamos a escolher o risco de as acariciar. As aves da fortuna continuam abertas e nervosas como sempre. As casas permanecem pesadas como a vida. Atravessamos o tempo lançando olhares sobre as coisas que transmitem alma aos objetos. Os profetas transformaram-se nos monstros das realidades passageiras. Os rebanhos continuam bem amestrados, medrosos e impacientes. Deles nasce a indiferença. A ternura mora longe. Os velhos lambem os selos que colam nas insólitas cartas que enviam, inúteis no seu remorso, longínquas nos seus dizeres, apoquentadas na sua ternura. Com elas pretendem recuperar a memória frágil da verdade, a oscilação amedrontada dos seus filhos, o som libidinoso da boca das suas mulheres, os sonhos povoados pelo desejo. As suas palavras são como campos mansos. Na noite brilham as pedras lembrando feridas exatas, nos buracos os bichos guardam ainda alguns raios de sol. O chão minga como se estivesse possuído por algum tipo de febre evanescente. Os cristos pregados nas suas cruzes continuam a chorar pequenas lágrimas de desilusão. A justiça continua a ser uma designação absurda. A prosa enche-nos a boca, lava-nos os dentes, fica contagiosa como as epidemias. Molhamos os olhos com a clareza das vertigens. O vento pesa sobre as searas de trigo. A noite rouba a sombra às casas. A paciência devora a esperança dos mais novos. Os seus corpos são como sistemas de autoalimentação. Os sorrisos dos jovens são como feridas de espuma, como lâminas que desejam cortar o tempo em finíssimas camadas de expectativa. Trazem dentro de si a luz transformada em densos buracos negros de energia. Os poemas mais brilhantes anoitecem nas suas gargantas. As suas almas sentam-se no chão e retêm as palavras mais urgentes. Nos curtos corredores das casas desfaz-se o seu tempo.


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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2015

Concentração

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2015

Comboio em Versalhes

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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2015

261 - Pérolas e diamantes: os esgotos do progresso

 

 

Vivemos tempos estranhos. Como dizia a atriz russa Ranévskaia, as velas do bolo de anos custam mais do que o próprio bolo e metade da urina vai para análise. E os nossos filhos, ou netos, trazem um computador na cabeça, que para pouco lhes serve, pois os berlindes eram um brinquedo bem mais redondinho. E matar, matar, mesmo que virtualmente, apenas o porco lá para dezembro ou janeiro.

 

A religião está reduzida a dois credos monoteístas: cristianismo versus marxismo, ou vice-versa. E daqui não conseguimos sair.

 

O mais estranho é que apesar de todos sermos, de uma maneira ou outra, religiosos, perdemos a crença. Apesar da iconografia e das orações, ficámos sem fé. As pessoas transportam uma espécie de vazio no olhar.

 

Uns acreditam em Deus, outros no progresso técnico. Todos dizemos defender os valores humanos universais, ou seja: o humanismo abstrato.

 

É tudo boa gente. Frequentamos indiscriminadamente os templos modernos das grandes superfícies, do Pizza Hut e do McDonald’s, onde rezamos para que o ordenado estique mais um pouco e dê para comprar um telemóvel topo de gama, umas sapatilhas de marca ou uns jeans esfarrapados como os usados pelos principais ídolos da juventude e que ainda sobrem uns trocos para o lanche de um super-hiper-mega-burger king ou pizza extra extra.

 

Nas lojas há muito de tudo mas não há felicidade nos olhos das pessoas.

 

Atualmente, dá-se a liberdade aos jovens para aprenderem abaixo do nível mínimo de conhecimento, estimulando-lhes a crítica insensata e ineficaz a todos os valores, para que amanhã sejam uma massa de cidadãos dócil, abúlica e apática, apenas com o nível suficiente de alfabetização para possibilitar a aceitação da administração. E isto é feito intencionalmente, disfarçado de bom eduquês, seguindo a lógica dos tolos.

 

Os clichés do facilitês que lhes são sabiamente sugeridos torna-os incapazes de formular dois pensamentos seguidos sem recorrer ao auxílio de uma mnemónica digital.

 

As nossas sumidades são pessoas que permanecem em ponto morto, numa pose morna, num cuidado e estudado meio-termo provinciano, que nas ocasiões apropriadas exibem cara de circunstância.

 

Por vezes basta uma observação um pouco mais atenta para nos apercebermos que as tais celebridades que têm vistas largas afinal apenas possuem as vistas curtas. E mesmo possuindo dois olhos, quase sempre olham para o mundo com um só.

 

Nós até somos gente para concordar uns com os outros. Mas convém não esquecer que mesmo a concordância entre dois homens é sempre um fenómeno temporário, quer seja no disfarce da forma, no encómio da reflexão, no apoio ao clube de futebol, na celebração da moda, na escolha política, ou ainda na seleção da mulher mais linda do mundo ou sobre os atributos intrínsecos do bolo de bacalhau. 

 

Numa coisa somos bons, nos atos de contrição (versão católica) e na crítica e autocrítica (versão marxista). Aproveitamos sempre para dizer mal uns dos outros e fazer queixinhas.

 

Sabemos que na sombra todas as atividades políticas se assemelham e as alianças que contrariam a lei natural das coisas proliferam.

 

Dwight W. Morrow, um republicano americano bem avisou: “Se um partido político se atribui o mérito da chuva, não se deve estranhar que os seus adversários o façam culpado pela seca.”

 

Os nossos políticos aparecem nas televisões como os pregadores evangélicos americanos, maneiristas, cheios de atitudes untuosas, seráficos, queixosos, especuladores, como os antigos vendedores que apregoavam nas feiras as virtudes da banha da cobra.

 

Não esperam convencer. Pretendem sobretudo converter os incautos. E os incautos compram a mistela palavrosa com nota de conto. Gostam de botar figura.

 

Por cá há comerciantes honrados, empreiteiros megalómanos, trafulhas de bom coração, políticos que gostam das luzes da ribalta, e também apreciam deitar mão do alheio, e alguma gente tão generosa e honesta que por vezes fico com a estranha sensação de que só podem ser tolos. 

 

Dizem-nos os políticos feirantes que já somos um país desenvolvido, mas eu duvido. Desenvolvida é a Holanda, país dos campos de tulipas, dos moinhos que possuem rodas que giram serenamente, onde há pirâmides de queijo, diques e raparigas loiras e disponíveis e, pasme-se, onde, como nos conta J. Rentes de Carvalho, a câmara de Amesterdão distribuiu a seguinte informação aos moradores de um novo bairro: “Em lugares previamente determinados serão plantadas silvas e plantas daninhas.”

 

Esse tipo de desenvolvimento, no distrito de Vila Real, apenas é visível em Outeiro Seco, aldeia do concelho de Chaves, num sítio chamado de Vale de Salgueiro, onde os esgotos continuam, há mais de 8 anos, a correr a céu aberto sem que se descubra o autor, ou autores, de tal fenómeno. Uma coisa sim sabemos, a Câmara Municipal, liderada por António Cabeleira, não o é certamente. Trata-se, com toda a certeza, de um fenómeno natural que a natureza se encarregará de resolver. Aguardemos pois. E sentados, para não nos enfadarmos.

 

Termino citando Tocqueville: “Creio que em todos os governos, quaisquer que eles sejam, a baixeza procurará sempre aliar-se à força e a lisonja ao poder. E apenas conheço um único meio capaz de evitar que os homens se degradem: é não dar a ninguém, juntamente com a autoridade ilimitada, o soberano poder de os aviltar.”


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Domingo, 18 de Outubro de 2015

No meio da relva

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Sábado, 17 de Outubro de 2015

Lendo

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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2015

Pose

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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015

Poema Infinito (272): a luz tímida da descoberta

 

 

Conjuguei primeiro a paixão do que os verbos. A felicidade é uma espécie de desgraça ignorada. Obrigaram-me a acariciar a ideia dos impérios. O sangue renova a primavera. A aurora abre as suas portas ao deslumbramento, as portas do tempo, as portas entre as tuas pernas. As flores notívagas abrem também as portas à fúria. Embalado pelo mar de estrelas, sinto a tua fome, a tua sede, o teu devaneio, a minha embriaguez. Apercebo-me da semelhança dos opostos, da apatia da inspiração, da insensibilidade das imagens. Infâncias indefinidas penetram nos sonhos em espirais coloridas. A dor impõe os seus muros ao longo da rua calma. Eu sou um homem dentro do seu próprio vácuo. O esquecimento não possui limites. Mulheres sagradas seguem pelo caminho dos nossos olhos. Amar é uma outra forma de realidade. A primavera pôs fim ao inverno. Acendemos o lume. As chamas consomem as mágoas. As flores fortificam-se com o orvalho. Os insetos lançam-se em voos irregulares. O céu está limpo. O espesso vapor do inverno começa a dissipar-se. As cinzas e o estrume floriram em frutos. Tudo tem a cor da aurora. O enorme acaso faz as coisas acontecerem. Os sentimentos nascem no esforço do quotidiano. As palavras hibernadas despertam da sua prolongada letargia. Temos uma recordação vaga dos seus sonhos. A terra e os homens mudam de sentido sem disso darem conta. O nosso caminho é agora infinito. Multiplicamos os nossos desejos de claridade. A noite pesada acaricia e absorve as sombras. O passado é uma forma de cantiga entoada pelos outros. A luz eterniza o voo das andorinhas. As estações perduram fiéis ao seu ciclo. A névoa mistura-se com a luz, o céu expande-se. Tudo entrou em movimento: o vento, as folhas, os pássaros, o desejo, o tempo, as ilusões. Deitamo-nos como mortos em cima das nossas ilusões. Zangamo-nos com os nossos corpos quando vemos chegar a manhã. Somos transportadores de evidências. Vimos arder as searas. Contemplámos o seu renascimento, o brilho da sua primavera, as flores gastas pela chuva, o peso claro da obscuridade, a memória perseguindo o futuro e esquecendo o passado, as imagens deprimidas, as manhãs envergonhadas pelas sombras, os passos displicentes da nossa juventude, os caminhos que cruzam o deserto, a confiança das sementes, as ruínas do tempo, os corações desenhados pelo sangue, os corpos reduzidos à reminiscência do desejo, a luz tímida da descoberta, os olhares em espelho, a mudança do tempo. As sombras mais pesadas desapareceram com os primeiros raios da manhã. Dividimos entre nós os sonhos e os beijos mais serenos. Tentamos ludibriar o lado mau do tempo. Do futuro chega-nos o declínio, a expectativa do rejuvenescimento, o mutismo dos gestos, a desilusão das palavras, a forma natural da ignorância. O vazio. Abro os olhos dentro do meu sonho. Os nossos corpos ficam transparentes como o frio. O bem nunca se instala definitivamente. O silêncio vem dentro das próprias palavras. Mudamos de aparência. As ilusões começam a dissolver-se. Mergulhamos na bruma. Beijamo-nos com palavras. Tudo começa com um novo gesto teu.


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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015

Perfil

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Terça-feira, 13 de Outubro de 2015

Sorriso

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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2015

260 - Pérolas e diamantes: o medo

 

 

Nos tempos dissolutos que vivemos, as invetivas alastram enquanto os argumentos minguam.  Este é o tempo dos homens úteis dentro da sua inutilidade. Cesteiro que faz um cesto faz um cento.

 

Os atuais membros do poder – os tais de Bilderberg –, são tão dissimulados que nos contam a verdade para nos enganarem. A afirmação da narradora do romance Os Enamoramentos, de Javier Marías, é pertinente: “É ridículo que depois de tantos séculos de prática, e de incríveis avanços e inventos, não haja ainda uma maneira de saber quando alguém mente; é claro que isso nos beneficia e prejudica a todos por igual, talvez seja o único reduto de liberdade que nos resta.”

 

Na época da vertigem da informação, e da rapidez no seu acesso, a gente que manda sabe que não nos pode manipular com a mentira, por isso tenta neutralizar-nos com a verdade, ou melhor, com a sua aparência, até porque a aparência da verdade não é a própria verdade, mas também não é a mentira. Os mentirosos de agora não mentem, antes partem a verdade em segmentos e servem-na em bonitas salvas de prata. 

 

Mas isto já vem de longe. O poder económico tem-nos atados de pés e mãos. O presidente norte-americano Theodore Roosevelt, que se debateu no início do século XX com os que então detinham o monopólio económico e pretendiam o controlo político, afirmou: “Por trás do governo aparente está entronizado um governo invisível que não deve lealdade nem reconhece responsabilidade alguma perante os cidadãos”.

 

E Franklin D. Roosevelt, também presidente norte-americano, declarou que na política nada acontece por acaso, pois cada vez que surge um acontecimento com toda a certeza que foi previsto e levado acabo da maneira prevista. Ou seja, em política tudo o que parece é.

 

Foi também Theodore Roosevelt que nos ensinou: “O mundo divide-se em três categorias de pessoas: um número muito pequeno que produz os acontecimentos, um grupo um pouco maior que assegura a sua execução e vigia como acontecem e, por fim, uma ampla maioria que não sabe nunca o que aconteceu na realidade”.

 

É agora claro para todos que as crises não acontecem por acaso. Mas afinal para que servem elas? Ou melhor, a quem servem? Por que carga de água é que os bancos utilizam o dinheiro dos cidadãos para os resgatar?

 

O primeiro a fazer é instalar o medo nos mercados, pois o medo é o gerador mais potente de riqueza para certos centros de poder.

 

Cristina Martín Jiménez, a autora do livro O Clube Secreto dos Poderosos, a propósito dos temidos resgates, escreve que para se resgatar alguém é necessário tê-lo previamente raptado.

 

Para se resgatar um país é necessário primeiro sequestrá-lo. E outra questão se coloca de imediato: Como é que se realiza um plano de resgate para a economia real quando, como lembra Cristina Jiménez, na realidade a economia financeira se baseia em dívida virtual?

 

De facto, pouco ou nada do que os denominados especialistas afirmam encaixa na realidade.

 

Ouvimos milhentas vezes os diretores da Comissão Europeia dizerem que aprovaram planos que pretendem apoiar a economia e proteger o emprego perante a eminente recessão, tentando minimizar o impacto da crise sobre o emprego, o poder de compra e a prosperidade dos cidadãos.

 

Metade das afirmações são mentira e a outra metade é pura incompetência dos mandantes. O que aconteceu, como todos sabemos e sofremos, foi precisamente o contrário.

 

Vieram então com o argumento de que é necessário refundar o sistema financeiro, pois de outro modo vamos para o abismo. É o medo. O argumento do medo.

 

A intenção dos poderosos de Bilderberg é gerar o medo para que as nações e os cidadãos aceitem sem reclamar as suas soluções.

 

No seu livro, Cristina Martín Jiménez, dá o exemplo paradigmático de um dos grandes “mercadores do templo”, George Soros, que ganhou mil milhões de dólares numa semana de setembro de 1992 especulando com a libra esterlina, ao obrigar o Banco de Inglaterra a desvalorizá-la. Passado um mês apareceu nos jornais fotografado com um copo na mão encimado por um título a cinco colunas: “Ganhei mil milhões com a queda da libra esterlina”.

 

Numa entrevista publicada no XS Semanal, a 3 de agosto de 2008, o mesmo Soros, afirmou: “Sim, sou especulador. Especulo no terreno das finanças, mas também no das atividades beneméritas e no da filosofia”.

 

Esta crise tornou as palavras do terceiro Presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, de uma atualidade desconcertante: “Considero que as entidades bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que as forças militares”.


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Domingo, 11 de Outubro de 2015

Na feira

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Sábado, 10 de Outubro de 2015

Na feira

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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2015

Na feira

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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2015

Poema Infinito (271): a luz gelada dos berlindes

 

 

A lua gelada faz de sinaleiro da noite. A cama quente envolve-nos como se fosse um pequeno barco a remos numa tarde de estio deslizando nas águas quietas do ribeiro. Através da luz que entra pela janela apercebemo-nos do mar. Pelos telhados andam gatos miando os seus cios. Ainda tenho o teu sabor na boca. Aves atravessam o que ainda resta do sono. Os minutos são tão incómodos como os insetos. Deslizo o olhar pela rugosidade das paredes. Deus inscreveu uma nova memória no empedrado das ruas mais antigas. Pressinto a pequenez da localidade pela pouca consistência das sombras. Irradias luz sobre os objetos que nos cercam. Conheço bem a consistência e a textura da solidão. E do amor também. As fotografias da família expõem o seu sorriso enigmático. Os rostos são meigos. Neles, a eternidade hibernou. Os corpos habituam-se à velocidade dos desejos. As palavras ficam-nos gravadas nas mãos. A memória inicia a sua fuga. Lembro-me dos comboios e da melancolia das tabernas, dos gestos pequenos dos bêbados, dos corpos nunca alcançados, do medo das vozes repentinas, de tudo se perder dentro dos templos, dos pátios, dos muros que dividiam as leiras, do grito dos pássaros, da visão imprecisa dos desertos, do sorriso das sereias, das casas pequenas, dos seus diminutos alicerces, da simulação do sono e dos sonhos, do teu rosto limpo pela chuva, das manhãs todas iguais, da descrição dos algarismos, dos arquipélagos de ar, das casas se desfazerem no crepúsculo, das mãos murchas dos avós, dos corpos redondos das mães grávidas, das flores murchas nas jarras improvisadas, do percurso sinuoso do tempo, do zumbido aflitivo das abelhas, das paixões que nasciam dentro do sono, dos quartos exíguos com cheiro a morango, da reprodução barata do menino e do seu anjo da guarda, da tosse do avô, das arestas dos dias, do nome das plantas, do cheiro dos perfumes em dias de festa, da função restrita dos objetos cortantes, da enormidade do mar exterior, da enormidade do mar interior, do vento que trazia dentro o cio dos animais e o espelhava pela aldeia, da noite e dos seus caminhos, da desolação dos espelhos, do aspeto inconsolável das ruas, dos sítios obscuros da memória, do estremecimento dos corpos, da religiosa dimensão das masturbações, do pavor das noites de ausência, das visões iniciais, dos sustos, dos sons circulares do amor e do desejo, dos sonhos interrompidos pela realidade da pobreza, da vida imaginada dos peixes, das aves extraviadas, da fome, da sede, da neve espalhada pelas ruas, do silêncio perturbante de alguns olhares, da diferença dos rostos e dos seus reflexos extraviados. Em cima da mesa repousam vários frutos. O seu cheiro voluteia e preenche a casa. O tempo continua a escrever sempre o mesmo livro, a ouvir as preces, a arquivar paixões, a ordenar memórias, a enxertar plantas carnívoras nos órgãos respiratórios, a substituir os pensamentos pelo vazio. Os anjos dos quadros mais antigos permanecem loiros, sorridentes e estáticos. A poeira da memória entra nos nossos olhos. Os manuscritos tornam-se ilegíveis. O nosso olhar, no entanto, continua preso ao vício ditoso das palavras. O berlinde e a caneta de tinta permanente ali estão ainda a fazer-me companhia. 


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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2015

O pastor

Santo Ovaia, etc 136 - Cópia.jpg

 


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Terça-feira, 6 de Outubro de 2015

Matança do porco - Abobeleira

montalegre+matança abobeleira 2014 124 - Cópia.j

 


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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2015

259 - Pérolas e diamantes: maioria e minorias

 

 

Uma coisa conseguiram os esquerdistas liberais e os progressistas mais urbanoides: redefinir de novo a democracia, passando o governo da “maioria” entre cidadãos iguais para a repartição de poder entre grupos étnicos e outras associações de interesses.

 

O aparecimento de uma cultura de feroz individualismo deu lugar a um igualitarismo radical de estilos de vida e valores. Privatizou-se a moralidade e a defesa de muitos dos valores tradicionais passou a ser vista como um ataque à autonomia pessoal.

 

O igualitarismo radical defende que todos os estilos de vida têm o mesmo valor, tornando suspeita a própria noção de uma cultura de “maioria” ou das simples regras de comportamento normativas, apelidando-as de exclusivas, preconceituosas e opressoras.

 

Alguém fazer juízos de valor sobre diferentes formas de vida ou de comportamentos sociais é considerado discriminação. Todas as “minorias” se tornaram numa espécie de vítimas a ser defendidas. O próprio conceito de nação se encontra sob suspeita por ser a encarnação de uma identidade de “maioria” que, segundo esta gente, trata as “minorias” como estando um degrau abaixo da hierarquia cultural.

 

Os defensores desta forma de pensar consideram que a ideia de uma nação que representa e protege os seus cidadãos individualmente com base no facto de que todos aceitamos de igual forma uma identidade e conjunto de valores que nos irmanam é incorreta e que deve ser substituída por um simples instrumento político onde os grupos de interesse serão definidos pela afiliação étnica, ou raça, pela religião, género ou outro tipo de definição existencial.

 

O multiculturalismo tornou-se na ortodoxia reinante, onde não pode ser permitida a emissão de qualquer juízo de valor sobre a escolha do estilo de vida.

 

Ora isto mais não é do que um sucedâneo quase folclórico da contracultura dos anos 60, quando os legisladores atuais atingiram a maioridade e abraçaram calorosamente a funesta “cultura da vitimização” que se preocupa principalmente com as “minorias”, independentemente do seu tipo de comportamento, pois estão convencidos que a “maioria” os oprime.

 

Parece que a opinião da “maioria” os agrilhoa. Não ponderam sequer admitir que as “minorias“ também cometem iniquidades pois só elas estão do lado da razão, porque, bem vistas as coisas, ser da “minoria” não é uma condição, é uma virtude. É a teoria dos direitos sem deveres.

 

Mas, por muito que nos custe, são os deveres e as obrigações o que forjam uma comunidade.    

 

Direitos sem deveres fragmentam as sociedades em grupos de interesses competidores que lutam uns contra os outros pela supremacia. 

 

Nessa perspetiva, os únicos deveres a que estamos sujeitos são as obrigações referentes ao Estado em conceder direitos de grupo.

 

A nível individual, o cidadão é libertado das suas obrigações para com o Estado quando é posta em causa a sua inviolável autonomia.

 

Nalguns casos, alteraram-se unilateralmente normas morais sem a consulta da opinião pública, minando conceitos tão “arcaicos” como família, ordem social, cidadania e o próprio direito.

 

É um caminho perigoso esvaziar os valores essenciais da cultura ocidental com base no argumento de que os direitos da “minoria” devem assumir a precedência sobre os da “maioria”.  

 

Querem um exemplo? Pois aí vai ele. Marinho Pinto defendeu publicamente que os casais do mesmo sexo não devem poder co-adotar crianças. A sua tese é a de que “independentemente de as crianças poderem viver com casais homossexuais, elas têm o direito de ter no seu imaginário um lugar reservado para a mãe (pessoa que a carregou na barriga durante nove meses) ou para o pai que não tiveram, não podem ter dois homens, um deles a desempenhar o papel de mãe, não podem ter duas mulheres, uma delas a desempenhar o papel que compete a um pai”.

 

Os defensores das minorias logo vieram a terreiro apelidá-lo de “nazi e energúmeno”.  Este é o seu conceito de democracia. Marinho Pinto tem razão: “As pessoas só são democratas se nós concordarmos com elas, se discordarmos insultam-nos e agridem-nos.”

 

Dizem que todos os cidadãos têm os mesmos direitos, mas as “minorias”, ao que parece, têm mais direitos do que os outros.


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Domingo, 4 de Outubro de 2015

A difícil arte de ser fotógrafo (2)

montalegre+matança abobeleira 2014 245 - Cópia.j

 

 


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Sábado, 3 de Outubro de 2015

A difícil arte de ser fotógrafo

montalegre+matança abobeleira 2014 244 - Cópia.j

 


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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2015

Em redor dos potes

montalegre+matança abobeleira 2014 185 - Cópia.j

 


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