Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006

Nem pouco, nem muito...

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Escrevo-te de C. e sem compromisso.
Nada a que tu não estejas habituado. É a vida, que, como todos sabemos, é mais curta que comprida.
E lá vamos cantando e rindo.
Eu agora rio-me muito.
Então quando vejo a semblante que os meus queridos amigos socialistas põem quando o seu primeiro-ministro fala em socialismo e em esquerda, faço um esforço enorme para não me rir por fora, porque por dentro dou gargalhadas que até me fazem tremelicar o coração.
A verdade é que os meus amigos socialistas é que andam tremidinhos de todo.
Dizem que o seu líder não tem coração.
Eu contraponho que pode não ter coração, mas tem cabeça, com toda a certeza. E determinação, também. E coragem.
É um bravo. Um estadista como já há muito tempo que não se via por cá.
Eles estranham os meus elogios. Dizem que é apenas zombaria.
Mas olha que não.
Quem se enche de mofar com os socialistas é o seu secretário-geral. Eu não. Eu até os aprecio imenso. A sua determinação em ir aos comícios, em colar cartazes, em pagar as cotas, ir aos jantares de campanha, distribuir esferográficas, bandeirinhas e réguas.
Eu, para te dizer a verdade, tanto me faz. Já cá tenho a minha reforma e por isso tudo o mais pode ir para o Inferno, como bem diz a canção.
Sim, já sei que esta posição é muito hipócrita, mas digo-te que está muito conforme com os tempos que correm.
E por hoje é tudo. E já não é pouco. Nem muito.
A mim tanto se me faz. Eu quero é aquecer-me neste Inverno e que tudo o mais seja resolvido pelo engenheiro Sócrates.
Estamos nas suas mãos.
Mas eu tenho fé.
Ele é um homem de palavra. Um socialista às direitas.
Um estadista pós-moderno…
E que tudo o mais vá para o Inferno.

PS – Por favor, não te esqueças de escovar o pêlo à doninha e de lhe dar o desparasitante. Não confundas com desodorizante, pois o animal é alérgico a esses produtos de higiene pessoal.
E se por engano lhe aplicas tal mezinha a doninha pode morrer. E isso é grave. Eu não me conformaria e não te poderia perdoar tal dislate.

publicado por João Madureira às 19:16
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2 comentários:
De calhordus a 15 de Dezembro de 2006 às 07:56
Ao menos existe uma sinceridade néssas palavras,como a muito nâo oiço!Parabens.Manu


De Catarina a 13 de Dezembro de 2006 às 02:54
Tou contigo camarada. Sem dúvida que o engenheiro é um socialistas às direitas. IOL PENG!


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