A difícil arte da facilidade
Quando reparo e penso na governação das sociedades modernas, lembro-me sempre, com alguma mágoa, tenho de confessar, de Boileau quando se gabou de ter ensinado a Moliére “a arte de fazer dificilmente versos fáceis”.
A verdade é que, apesar da incoerência do citado senhor, cada vez mais me embaraço nas redondas palavras dos nossos governantes.
O que eles andam a fazer todos o sabemos. E até o sofremos na pele com particular desapego e algum altruísmo.
O problema é a facilidade com que esses senhores, e senhoras, decidem por nós o que só nós devíamos decidir.
Eles são apenas socialistas cintilantes e determinados.
Nós apenas o povo que os elegeu.
Cada povo tem os governantes que merece.

