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TerçOLHO

Este é um espaço dedicado às imagens e às tensões textuais. O resto é pura neurastenia.

TerçOLHO

Este é um espaço dedicado às imagens e às tensões textuais. O resto é pura neurastenia.

20
Abr07

Fidelidade

João Madureira

 

 

O que é importante na vida de cada pessoa, e fundamental no ser humano, é a lealdade que cada um deve a si próprio.

Não é o sucesso das nossas ideias o que as torna boas, é, antes, a fidelidade que lhes consagramos.

 

19
Abr07

Conflitos

João Madureira

 

O conflito entre Israelitas e Palestinianos é um choque entre quem tem razão e… quem tem razão. E isto é humano. É possível. É verdadeiro.

Os Palestinianos estão na Palestina porque essa é a sua pátria.

Os Judeus Israelitas estão em Israel porque esse é o seu verdadeiro lar.

Os palestinianos até tentaram viver noutros países dos seus “irmãos” árabes. Só que cedo descobriram que essa era uma enorme falácia, pois foram sistematicamente humilhados, rejeitados e perseguidos pelos seus putativos “familiares”.

Os Judeus tiveram idêntica experiência histórica. Foram perseguidos, mortos ou expulsos da Europa durante décadas.

A elite intelectual europeia pensa que este conflito é apenas um enorme mal-entendido. Que com um pouco de confraternização festiva tudo vai ao lugar.

Só que as coisas não são assim tão simples.

Árabes Palestinianos e Judeus Israelitas têm toda a razão do mundo para quererem a sua terra, que é a mesma terra.

E isso é uma tragédia terrível.

Por isso só lhes resta uma solução, a busca de um compromisso. Esse é o caminho da vida.

O contrário é fanatismo e morte.

Quem tapa as portas com tijolos e cimento vai ter, mais dia, menos dia, de as deitar abaixo.

Não existe outro caminho disponível.

 

18
Abr07

Procura

João Madureira

 

Detesto viver no meio do barulho.

Ando à procura do silêncio, pois só nele sou capaz de encontrar a tranquilidade a que tanto aspiro.

É o silêncio a essência da pureza e da simplicidade.

Tenho um sonho recorrente: o de viver no isolamento, numa paisagem árida, inculta, onde as ervas, os arbustos e as árvores se instalem de forma espontânea.

 

17
Abr07

Alastramentos

João Madureira

 

Dizem que o bem se alastra de uma maneira misteriosa. Eu penso que o mal também. Penso, até, que o mal se alastra mais e de maneira muito mais misteriosa que o bem. Isto é, partindo do princípio de que o bem se alastra. Pressuposto do qual duvido com algum rigor e também certa amargura.

16
Abr07

Pleng-plink-pang...

João Madureira

 

Plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, pling, pling, pleng-plink-pang, pling, plong, ping, ping, peng, pleng-plink-pang, pung, ping, pung, ping, ping, pleng-plink-pang, peng, pung, ping, pung, ping, pleng-plink-pang, ping, peng, pung, ping, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plun, pleng-plink-pang, pung, ping, ping, peng, pung, pleng-plink-pang, ping, pung, ping, ping peng, pleng-plink-pang, pung, ping, pung, ping, ping, pleng-plink-pang, plang, plong, plang, plong, pling, pleng-plink-pang, pang, ping, pling, plang, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, ping, ping, peng, pleng-plink-pang, pung, ping, pung, ping, ping, pleng-plink-pang, peng, pung, ping, pung, ping, pleng-plink-pang, ping, peng, pung, ping, ping, pleng-plink-pang, ping, peng, pung, ping, pung, pleng-plink-pang, ping, ping peng, pung, ping, pleng-plink-pang, pung, ping, ping peng, pung, pleng-plink-pang, ping, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, pung, ping, ping, pleng-plink-pang,  peng, pung, ping, pung, ping, pleng-plink-pang, ping, peng, pung, ping, pung, pleng-plink-pang, ping, ping, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, pung, ping, pleng-plink-pang, ping, peng, pung, ping, pung, pleng-plink-pang, ping, ping, peng, pung, ping, pleng-plink-pang, pung, ping, ping, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, pling, pang, pong, pleng-plink-pang, pung, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, ping, pang, pong, pleng-plink-pang, ping, pang, pong, pung, ping, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plang, plong, plang, plong, pling, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, pling, pleng-plink-pang, pling, pling, plong, pang, ping, pleng-plink-pang, pling, plang, plang, plong, plang, pleng-plink-pang, plong, pling plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang, plong, plong, plong, plong, plong, pleng-plink-pang

15
Abr07

Diário da Guerra aos Porcos

João Madureira

 

 

Aqui há uns dias deparei-me com um parágrafo de Bioy Casares que, pela pertinência associativa com o momento social e político que vivemos, não resisto a partilhar com todos vós.

“As pessoas afirmam que muitas explicações convencem menos do que uma só, mas a verdade é que há mais de uma razão para quase tudo. Dir-se-ia que se encontram sempre vantagens para prescindir da verdade”.

 

14
Abr07

Revelações

João Madureira

 

Por vezes surgem-me, como fragmentos distorcidos de memória, revelações que são como a claridade breve dos relâmpagos em noites de trovoada.

Logo de seguida, a saudade desses momentos gloriosos de simplicidade abatem-se sobre mim como uma forte bátega de água na varanda do meu descontentamento.

Depois a vida retoma o seu caminho normal tal como quando a chuva forte, aos poucos, se vai transformando em leve chuvisco.

 

13
Abr07

Desafectação

João Madureira

 

Aqueles que exercem o poder gostam de nos fazer pensar que defendem os nossos interesses. Mas a grande maioria apenas pensa em si mesmos.

As pessoas verdadeiramente iluminadas não precisam de dizer que o são, nem de discursar sobre o inefável.

 

12
Abr07

As epifanias da realidade

João Madureira

 

Há pessoas que confundem as palavras com a realidade.

Mas é verdade que a ficção cria a sua própria verdade, que pode ser real ou não.

Cada vez acredito mais que a escrita pode, e deve, dar forma à realidade.

Por vezes existem momentos verdadeiramente únicos. Só que, para nossa desgraça, a vida raramente pára nos momentos de transcendência.

Aquilo que as pessoas procuram quando, por exemplo, lêem um livro, ou descobrem um “blog”, ouvem um disco de Jazz ou vêm um filme de Stanley Kubrick, não é exclusivamente a realidade, mas antes a revelação da verdade.

 

11
Abr07

Deambulações semânticas

João Madureira

 

Apesar das aparências de futilidade, sou daqueles que me preocupo com o que as pessoas pensam. Não propriamente sobre o que pensam de mim – cada vez mais isso me é indiferente –, mas sim sobre o que pensam do mundo.

Mas também vos digo que há por aí muito boa gente que faz exactamente aquilo que finge não fazer.

 

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