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TerçOLHO

Este é um espaço dedicado às imagens e às tensões textuais. O resto é pura neurastenia.

TerçOLHO

Este é um espaço dedicado às imagens e às tensões textuais. O resto é pura neurastenia.

30
Jun07

Certezas definitivamente tristes

João Madureira

 

Aqui há dias fui, ruído de memórias, visitar a casa da minha avó materna na nossa aldeia.

Da minha avó restam os ossos no cemitério e algumas belas recordações na minha cabeça.

Quando me aproximei da casa antiga e, agora, abandonada, só consegui ficar a olhar para as ervas que em seu redor cresciam sem saber bem o que fazer.

É definitiva a perda.

 

29
Jun07

Eu também...

João Madureira

 

Também eu, durante algum tempo, fui amante do amor.

E, por isso, procurei-o nos livros.

Li tudo o que com ele se relacionava, quer na literatura, quer na poesia, quer até nos livros de psicologia.

Não descurei, sequer, as ciências, a literatura erótica, ou as cartas de amor do Antigo Egipto. Esqueci-me foi de o procurar onde ele realmente estava, ali mesmo ao meu lado, nos olhos curiosos de uma mulher com silêncios encantadores.

 

28
Jun07

Os homens do poder

João Madureira

 

Quanto mais lemos e nos apercebemos dos meandros da política, mas nítido se torna que existem dois tipos:

A utilizada para mostrar ao povo os políticos que elegemos a fazerem de conta que governam numa atitude democrática e aberta, sempre sob o escrutínio atento dos órgãos eleitos e, sobretudo, perante as câmaras atentas dos repórteres dos jornais ou das televisões.

E uma outra, a verdadeira, aquela onde se governa mesmo e que está dispersa pelos interstícios dos pequenos grupos de apaniguados, e que não deixa vestígios, nem registos históricos, nem assinam documentos, leis, ou directivas oficias, embora as criem, as promulguem e as implementem.

São esses os homens que prevalecem sobre todos os outros, jogando as peças do tabuleiro, quer o façam em cada país, quer a nível europeu, ou mundial.

Eles sabem sempre o objectivo da colocação de cada peça. Sabem do seu valor estratégico, o seu valor real.

São eles os homens do poder. São eles os que transportam desde tempos imemoriais os propósitos do controlo.

 

27
Jun07

Consumições

João Madureira

 

Há dentro de nós, mesmo que em estado letárgico, um inferno que nos oprime. Por vezes sinto-me prisioneiro nas garras de um demónio.

Mesmo que inconscientemente, somos influenciados por sentimentos animais que, entre os humanos, se denominam como leviandade, fúria e luxúria.

É por isso que cada vez mais desenvolvemos a intensidade da perseguição, da alimentação compulsiva e da sofreguidão pela imitação do outro.

Já não nos contentamos com a observação do outro. Agora queremos consumi-lo. Ou, então, queremos que ele nos consuma como uma atrapalhação.

 

25
Jun07

A plinga é bo… aaa… ing… pling…

João Madureira

 

Pling, plong, plang… pling, plong, plang… pling, plong, plang… pling, plong, plang… pling, plong, plang… pling, plong, plang… pling, plong, plang… pling, plong… plang… pling, plong… plang… pling, plong… plang… pling, plong… plang… pling… plong… plong… plong… plang… pling… plong… plang… ang… ing…ong… pli… ing… ong… ong… ang… pling… plong… ong … ong… ang… ang… pliiiing… plong… ong… ang… pliiing… plong… p…l…i…n…g… p…l…o…n…g… p…l…a…n…g… ang… ang… ong… ong… ing… ang… ong… p… ong… ang… ing… p… l… iii… oin… p… l… g… j… k… hh… a… r…jhy… agt…. Agtrda… linhg… ong… amh… ang xufjf… ing…  jvc… pling… gvu… ong… ing… ing… ong… ge… a pin… a pin… a… ping… a… a pinga… é… ping… pling… plong… é… bo… ing… ong… ete… pling… plong… plang… cete… plong… pling… ra…

24
Jun07

O Princípio da Relatividade

João Madureira

 

“O pouco nunca é pouco para quem não tem nada”, isto disse-mo um menino que, quando nasceu, já vinha inundado de luz.

Eu limitei-me a olhá-lo em queda enquanto tentava que não queimasse as asas do meu orgulho.

Senti que me mentiam.

A queda de tal ruptura desenhou-me centelhas na filigrana impressiva dos olhos e nas impressões digitais do meu dedo polegar.

 

23
Jun07

Foi nos grandes livros...

João Madureira

 

Foi nos grandes livros que descobri que as grandes obras produzidas pela imaginação humana tinham como objectivo fazer-nos sentir estranhos na nossa própria casa. Ou, dito de outra forma, a melhor ficção exige-nos sempre o pôr em causa os princípios que consideramos definitivamente estabelecidos.

Pôr em causa tradições, comunhões, religiões e intenções que sentimos mais que imutáveis.

A boa literatura está nas obras que nos destabilizam, naquelas que, mesmo parecendo-nos estranhas, nos perturbam e obrigam a olhar à nossa volta sempre com um olhar diferente, numa perspectiva muito mais próxima da “Alice no País da Maravilhas”.

 

22
Jun07

Viva a aldeia global

João Madureira

 

Agora todos estamos em casa.

Vivemos numa aldeia global.

Todos se instalam.

O pensador alemão Theodor Adorno escreveu que “a forma mais elevada de moralidade é não nos sentirmos em casa na nossa própria casa”.

 

21
Jun07

Idiotices

João Madureira

Dizem por aí que vivemos numa sociedade de direito, numa sociedade de direitos.

O direito a isto. O direito àquilo. O direito à idiotice. O direito à igualdade.

Nesta sociedade de direitos cada vez nos parecemos mais uns com os outros.

Somos todos iguais.

A idiotice institucionalizada tornou-se no lema principal da nossa vida social.

Por isso é urgente lutar pelo principal, e fundamental, direito do ser humano: o direito a ser diferente. O direito à individualidade. O direito de não se comportar como um idiota.

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