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TerçOLHO

Este é um espaço dedicado às imagens e às tensões textuais. O resto é pura neurastenia.

TerçOLHO

Este é um espaço dedicado às imagens e às tensões textuais. O resto é pura neurastenia.

10
Jun07

Demónios

João Madureira

 

 

Os políticos são muito parecidos com os demónios de Swedenborg, desde logo porque andam sempre a conspirar uns contra os outros.

Também Borges pressupõe, pelos estudos dos clássicos, que o demónio não é sempre o mesmo indivíduo, pois, como os políticos, vive continuamente a conspirar contra os outros e, nesse pressuposto conflito, sucede-se continuamente.

Também os políticos lutam entre si e sucedem-se continuamente… lutam entre si e sucedem-se… continuamente… lutam entre si e sucedem-se… continuamente… continuamente… continuamente… sucedem-se… continuamente… sucedem-se… tal e qual os demónios, lutam entre si e sucedem-se continuamente… sucedem-se continuamente… lutam entre si e sucedem-se continuamente…

 

09
Jun07

Esgotamento

João Madureira

 

Ultimamente invade-me a pulsão inefável pela meditação.

Então desisto de beber as nuvens das trovoadas e sento-me a meditar sobre o desejo, a fúria e a estupidez.

No final fico deprimido.

A estupidez humana é a coisa que mais me humilha.

 

08
Jun07

Epístolas do desastre

João Madureira

 

Penso que pertencem à poesia Islandesa relativa ao ano 100, estes dois inquietantes versos (Kenningar):

“De pouco valeu o rei dos Gregos // Ao cavalo que corre por recifes.”

 

07
Jun07

Incorporações humanas

João Madureira

 

A única coisa que é capaz de me fazer perder a paciência é a crueldade.

E informo desde já que a crueldade não é coisa de animais.

Os animais não são cruéis porque não sabem o que isso é.

A crueldade e a maldade são apenas monopólio dos seres humanos.

Jean Paul Sartre definiu isso de uma maneira soberba: “Basta um pouco de maldade para o ser humano se transformar num inferno para ele próprio; mas um pedaço de compaixão transforma-o num ser paradisíaco. Pois só o Homem é capaz de amar e, por isso, conseguir misturar uma coisa e o seu contrário, transformando-se no ser mais egoísta e, no momento seguinte, entregar-se totalmente”.

 

06
Jun07

Uma comédia vulgar

João Madureira

 

Por vezes os homens assemelham-se muito a crianças descuidadas que desfrutam infantilmente a causar aos outros, e a si próprios, dor, iniquidade e desilusão, como se fossem prisioneiros de uma comédia vulgar que, quase sempre, não termina nada bem.  

05
Jun07

A desumanidade humana

João Madureira

 

Lembro-me de, na minha infância, um tio meu muito dado à bebida, espancar desalmadamente cavalos, bois, burros e cães, ao mesmo tempo que chorava com dó deles.

Lavado em lágrimas, espancava, espancava e tornava a espancar.

No entanto era incapaz de deixar de bater nos pobres animais.

 

04
Jun07

Plank, pling, pang-pong, plank, pliiing…

João Madureira

 

 

Plank, plank, plank, plank, plank, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plank, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, pling, pling, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pling, plank, pliiing, pliiing, peng, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pung, pliiing, pung, pliiing, pliiing, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, peng, pung, pliiing, pung, pliiing, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pliiing, peng, pung, pliiing, plank, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plun, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pung, pliiing, pliiing, peng, pung, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pliiing, pung, pliiing, pliiing peng, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pung, pliiing, pung, pliiing, pliiing, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, plang, plank, plang, plank, pling, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pang, pliiing, pling, plang, plank, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plank, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, pliiing, pliiing, peng, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pung, pliiing, pung, pliiing, pliiing, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, peng, pung, pliiing, pung, pliiing, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pliiing, peng, pung, pliiing, pliiing, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pliiing, peng, pung, pliiing, pung, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pliiing, pliiing peng, pung, pliiing, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pung, pliiing, pliiing peng, pung, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pliiing, plank, plank, plank, plank, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, pung, pliiing, pliiing, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong,  peng, pung, pliiing, pung, pliiing, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pliiing, peng, pung, pliiing, pung, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pliiing, pliiing, plank, plank, plank, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, pung, pliiing, pling-pling-pling-plang, pang-pong, pfind, tong, pliiing, peng, pung, pliiing, pung, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, pliiing, pliiing, peng, pung, pliiing, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, pung, pliiing, pliiing, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, pling, pang, pong, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, pung, plank, plank, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, pliiing, pang, pong, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, pliiing, pang, pong, pung, pliiing, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plang, plank, plang, plank, pling, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, pling, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, pling, pling, plank, pang, pliiing, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, pling, plang, plang, plank, plang, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, pling plank, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong, plank, plank, plank, plank, plank, plank-pliiing-pliiing, pang-pong, pfind, tong

 

03
Jun07

Música do crepúsculo

João Madureira

 

Escondem-se os luzeiros da noite nas encruzilhadas das profecias.

É este o estio que fareja a chuva, correndo os caminhos de perto na tentativa de se transformar na ribanceira do milagre.

Toda a noite caminhei à procura da tua inquietação.

Descobri que esta é a rua, a rua do horizonte que se desfaz em joios e em belas promessas de música do crepúsculo.

 

02
Jun07

O viajante e as viagens

João Madureira

 

Todos gostamos de viajar. Uns gostam mais do que outros. Eu também. E não é devido ao facto de Portugal ser um país tão maravilhoso como par aí se apregoa. Ou os outros países estarem de acordo com a propaganda turística. Gosto de viajar porque gosto. Mas quando chego ao fim fico sempre com a sensação de que as viagens turísticas são um grande disparate. No fim fico sempre com a sensação de desperdício, de futilidade, de vazio. Fico com as mãos a abanar. Por isso prefiro as viagens interiores. Nelas não há fronteiras, nem alfândegas, nem polícias, ou funcionários estranhos e impessoais. Nas viagens interiores pode-se chegar a todo o lado, até às galáxias mais longínquas. Ou passear por lugares que já não existem, a não ser na nossa imaginação. Lugares criados por nós próprios e onde nos sentimos bem. Ou pelo menos nos sentimos cómodos.

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