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TerçOLHO

Este é um espaço dedicado às imagens e às tensões textuais. O resto é pura neurastenia.

TerçOLHO

Este é um espaço dedicado às imagens e às tensões textuais. O resto é pura neurastenia.

31
Dez07

Pling, plong, shiu, iu, iu, ui… ói… dói…

João Madureira

 

Pling… zing… zong… pong… ding… dong… plong… pling, ding, dong… ssshhh… ssshhh… shiu… iu… iu… ui… ui… sling… ding… dong… pong… shiu… iu… ui… iu… ui… ui… ui, ui, ui… dói… pling… zing… zong… pong… ding… dong… plong… pling, ding, dong… ssshhh… ssshhh… shiu… iu… iu… ui… ui… sling… ding… dong… pong… shiu… iu… ui… iu… ui… ui… ui, ui, ui… dói… pling… zing… zong… pong… ding… dong… plong… pling, ding, dong… ssshhh… ssshhh… shiu… iu… iu… ui… ui… sling… ding… dong… pong… shiu… iu… ui… iu… ui… ui… ui, ui, ui… dói… pling… zing… zong… pong… ding… dong… plong… pling, ding, dong… ssshhh… ssshhh… shiu… iu… iu… ui… ui… sling… ding… dong… pong… shiu… iu… ui… iu… ui… ui… ui, ui, ui… dói… pling… zing… zong… pong… ding… dong… plong… pling, ding, dong… ssshhh… ssshhh… shiu… iu… iu… ui… ui… sling… ding… dong… pong… shiu… iu… ui… iu… ui… ui… ui, ui, ui… dói… pling… zing… zong… pong… ding… dong… plong… pling, ding, dong… ssshhh… ssshhh… shiu… iu… iu… ui… ui… sling… ding… dong… pong… shiu… iu… ui… iu… ui… ui… ui, ui, ui… dói… ó como dói… ui… pling… ping, ping, ping… pling, plong, dong… ói… ui… fui… ui… ói… dói… pling… ssssssssshhhhhhhhhssssssssssssssshhhhhhhhhhhhhhhhhhhhsssssssssssssssssssssshhhhhhhhhhhhhhhhhhhsssssssssshhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhsssssssssssssssssssssssssshhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????.............

30
Dez07

... eis a questão!

João Madureira

 

— Pai?

— Sim.

— Disseram-me que em tempos foste idealista.

— Sim.

— E o que é que quer dizer idealista?

— Significa que se vive de acordo com aquilo que se considera certo.

— Agora já não fazes isso?

— Há perguntas a que já não consigo responder.

 

28
Dez07

A Quinta Revolução de Fátima

João Madureira

 

Acaba de sair um livro de Irene Flunser Pimentel (historiadora distinguida este ano com o Prémio Pessoa) intitulado “História da PIDE”.

Lá se dá conta que a polícia política do regime do Estado Novo matou relativamente pouco – menos de uma morte por ano, de 1945 a 1974. Isto em Portugal Continental porque em África a conjuntura era distinta. Algumas das mortes podem mesmo ser resultantes do mau uso de armas de fogo em situações tensas, tais como nos casos das mortes de Dias Coelho ou Ribeiro e Santos.

Também se refere que não matar não significa não torturar. E aí “a PIDE utilizou com grande eficácia a tortura do sono”, dado tratar-se de uma técnica quase infalível e que não deixa marcas, sobretudo físicas.

Daqui podemos passar à velha questão antifascista que define o imaginário da esquerda, a do “falar na prisão”. Os elementos recolhidos levam a desmistificar muita coisa. E aí a historiadora é peremptória: “Há supostos heróis que, afinal, não o são e pessoas injustamente estigmatizadas como traidoras”.

Parece que há por aí muito antifascista a reescrever a história – a sua história.

Um dos mitos mais propalados pelos comunistas portugueses consistia na afirmação de que sempre houve uma imensa maioria do “povo” a opor-se ao Estado Novo. Só que, e para contrariar a pertinência de tal argumento, permanece a circunstância de Salazar ter estado tantos anos no governo em paz e sossego.

E aqui é que a revelação nos parece verdadeiramente surpreendente. A autora ficou impressionada com a questão dos informadores.

E escreve: “Havia muito mais pessoas a oferecerem-se à PIDE do que aquelas que a polícia política alguma vez poderia utilizar.”

Mas que povo é este? Que povo?

Só nos resta perguntar como Pessoa: “Quem vende a verdade, e a que esquina?

E responder como ele: “Meu pobre conhecimento ligeiro, / Andas buscando o estandarte eloquente / Da filarmónica de um Barreiro / Para que não há barco nem gente.”

 

27
Dez07

A Quarta Revelação de Fátima: Deus é ateu

João Madureira

 

A editora “Campo das Letras” acaba de editar um livro do teólogo católico Anselmo Borges intitulado “Deus no Século XXI e o Futuro do Cristianismo”, onde o autor reúne, pela primeira vez, uma reflexão sobre diferentes saberes, desde a sociologia, passando pela história, psicologia, genética e acabando na neurobiologia.

Para o autor, o futuro das religiões passa pelo seu interesse em defenderem a dignidade humana, a “única causa de Deus”.

Na entrevista dada ao “Expresso”, o autor afirma que, “no futuro, ou há uma experiencia mística autêntica ou as religiões degeneram”, porque se desviaram de Deus.

E depois profere: “Deus é ateu”. E explica: “Deus não coloca a questão de Deus. Na autêntica perspectiva religiosa, e nomeadamente no cristianismo, Deus manifesta-se não por causa dele mas por causa das mulheres e dos homens, da sua felicidade”. (…)“As Igrejas têm dificuldade em aceitar a autonomia dos seres humanos.” (…)“Ora, uma religião ou é libertadora ou não serve para nada”.

 

26
Dez07

Uma coisa e outra coisa

João Madureira

 

Uma coisa é saber que o que nos contam é mentira. Outra, bem diferente, é conhecer a verdade.

Identificar a verdade é aquilo que dói.

Mas a verdade anda sujeita a uma versão e isso converte-a em História.

E, como todos sabemos, a História é uma versão da mentira dos vencedores.

No fundo, somos sempre aquilo que os outros contam de nós.

 

24
Dez07

Pling, pling, pling, sh...

João Madureira

 

 

Pling, pling, pling, sh, pling, pling, pling, sshh, pling, pling, pling, ssshhh, pling, pling, pling, sssshhhh, pling, pling, pling, ssssshhhhh, pling, pling, pling, sssssshhhhhh, pling, pling, pling, ssssssshhhhhhh, pling, pling, pling, sssssshhhhhh, pling, pling, pling, ssssshhhhh, pling, pling, pling, sssshhhh, pling, pling, pling, ssshhh, pling, pling, pling, sshh, pling, pling, pling, sh, pling, pling, sshh, pling, pling, pling, ssshhh, pling, pling, pling, sssshhhh, pling, pling, pling, ssssshhhhh, pling, pling, pling, sssssshhhhhh, pling, pling, pling, ssssssshhhhhhh, pling, pling, pling, sssssshhhhhh, pling, pling, pling, ssssshhhhh, pling, pling, pling, sssshhhh, pling, pling, pling, ssshhh, pling, pling, pling, sshh, pling, pling, pling, sh, pling, pling, sshh, pling, pling, pling, ssshhh, pling, pling, pling, sssshhhh, pling, pling, pling, ssssshhhhh, pling, pling, pling, sssssshhhhhh, pling, pling, pling, ssssssshhhhhhh, pling, pling, pling, sssssshhhhhh, pling, pling, 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23
Dez07

Outra vez o Natal

João Madureira

 

Agora que está a chegar o Natal, aflige-me a insensatez de Fátima, daqueles monumentos enormes de betão e vidro feitos segundo o conceito de que o que é grande e dá nas vistas é o que aproxima o Homem de Deus.

Miguel Torga relata que uma rapariguinha chegou ao pé de si transtornada depois de visitar Fátima. Vinha deslumbrada com a multidão, com o espectáculo, com o lugar. Dizia que era isso o que lhe indicava o sobrenatural e o divino. Isto em Abril de 1947.

O escritor transmontano contou-lhe então que essa emoção se podia sentir em Roma; na emoção provocada pelas catacumbas, onde tinham vivido os Cristãos; no Coliseu, onde tinham lutado os gladiadores com as feras; e o Arco do Triunfo onde tinham passado tiranos.

“- Concebo a sua fé, e respeito-a – acrescentei. – Mas para que qualquer fique carregado de uma electricidade emotiva, não é preciso que Deus ou a sua mãe venham cá abaixo. O homem é muito capaz de uma façanha destas. Basta que um pastor ou um bispo se resolvam a criar um mito. Então, as pedras transformam-se em altares, e uma manjedoira no berço mágico de um redentor.”

A cristandade abandonou o milagre da exaltação do menino Jesus pobre, mas redentor, e em seu lugar colocou uma Nossa Senhora branca por fora e por dentro, coroada de ouro, benzedora de medalhas, salvadora de Papas e aglutinadora de multidões sôfregas do milagre da multiplicação do dinheiro.

 

22
Dez07

A tensão do entardecer...

João Madureira

 

Quando tinha dezasseis anos acreditava nas coisas.

Acreditava na capacidade para interpretar os sinais. E as intenções. As boas e as más intenções.

Acreditava que saber coisas era um orgulho e um estímulo.

Acreditava na lógica.

Mesmo sentindo, mais do que percebendo, acreditava que cada acontecimento provoca inexoravelmente o seguinte, o que, pela lógica, exige a existência dialéctica do anterior. Tudo explicado pelo contínuo desenrolar dos acontecimentos.

Só mais tarde, e com a inocência devidamente estragada, me dei conta que a soma de todos os acontecimentos não desvendam, nem explicam, e muito menos justificam a concepção determinista da vida.

 

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