Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 


publicado por João Madureira às 12:00
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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro


publicado por João Madureira às 10:00
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Temos de ir à cidade

 

“Ao amanhecer levaram as mulheres rio abaixo para descascar os mexilhões ali amontoados, as raparigas a soltar risinhos, a velha agarrada aos bordos do barco com as mãos nervosas, os olhos de pálpebras descaídas a fitar a margem que ia desfilando. Nessa noite, depois do jantar, ele desceu até ao rio com uma barra de sabão e sentou-se dentro de água, nu, junto à língua de cascalho. Lavou as roupas e tomou banho e pendurou as roupas nos galhos de uma árvore e pegou na toalha e secou o corpo e sentou-se nas mantas. Passado algum tempo, Reese desceu através do arvoredo, pé ante pé, chamando-o em voz baixa.

Aqui, disse Suttree.

Temos de ir à cidade.

Certo.

O melhor é sairmos logo pela manhã, pra não perdermos tempo.

Suttree fez que sim com a cabeça.

A princípio achei que podia deixar ir a patroa e a Wanda, mas não se pode confiar nas mulheres pra fazerem negócios. O que é que achas?

Acho óptimo, chiça.

Reese lançou um olhar na direcção da fogueira e tornou a fitar Suttree. Eu também acho óptimo, sibilou. Hei-de apanhar uma bebedeira das antigas, tão certo como haver vacas no Texas. Alguma vez ‘tiveste em Newport?

Há já uns tempos que não vou lá.

Santo Deus, encontram-se pra lá umas coisinhas fofas que têm o diabo no corpo, oh se têm. É uma coisa que só visto.

Ai é?

Podes crer que é, raismapartam. O velho tornou a deitar uma olhadela ao acampamento e curvou-se para falar ao ouvido de Suttree. Vamos até lá, Sut, agarramos um par ou dois de franganotas e mostramos a elas comé que se fode. Piscou o olho com um gesto exagerado e levou um dedo aos lábios.”

 

 

Suttree Cormac McCarthy Relógio D’Água

 


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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Portefólio – Noite


publicado por João Madureira às 10:00
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

O milagre interior

 

Quando já não sei o que pensar imito o lado quente da vida e ouço vozes por dentro das vozes dos cantores. Os cantores fulminados por pensar, respirar, saber, dizer, sonhar. E depois adormeço por baixo das conchas lavadas do céu. São belos os pirilampos e os junquilhos e as libélulas vermelhas e os cucos. Os cucos ao longe confundem as folhas e os pirilampos queimam os corpos dos espíritos que voam em trenós suspensos. Alguém invoca uma criança. Uma mulher procura um homem. O rosto da mulher sopra gemidos virtuosos como danças. Desde os tempos antigos que a chuva vem e os relâmpagos brilham no medo das mulheres grávidas. Os cumes altos das montanhas esperam pela obscuridade para sentirem a neve e esperarem as estrelas. A chuva vem comigo. O céu fica limpo e a voz dos espíritos cura as lágrimas do vento. Pela tarde o vento rasga os sonhos e a noite agarra na lua antes do luar. A noite dos tempos desaparece no silêncio azul de Janeiro. A poesia também pode ser isso: uma dor lavrada no cérebro e que sai pela boca dos inocentes. Alguém invoca uma constelação de sangue. Volta a dor. O alvéolo incendiado da boca. A boca curva da carne. A beleza fechada das veias e do sono. Uma cara enervada crepitando de angústia. Uma angústia baixa que queima os astros. Um deus agudo fala lentamente do exercício louco da escrita. Da paixão circular da inocência. Do toque iluminado dos gritos. Do som gritado das imagens. Da combustão fingida dos sexos. Da força pecadora dos olhos. Do toque redentor das mãos nervosas. Da matéria que mata. Dos espelhos que se desunem. Das cerimónias que se afastam das águas erguidas das fontes. Do amor cheio de sangue. Do sangue final. Uma porta abre-se e alguém grita o nome veloz dos incêndios. Eu apenas sorrio um sorriso cru sem a energia rápida da inocência. Vivo no meio de palavras suspensas como a roupa a secar ao sol. A velocidade do tempo dói tanto que eu me encosto às paredes abertas das casas.  Mãos claras moldam a luz em pequenos raios de esperança. Eu ansiava levantar-me lentamente sobre as paisagens desejadas pela fome do teu amor. O teu rosto abrupto é um lento milagre interior. A luz das gotas extingue-se antes do amanhecer. Todo o desejo é consumido pela agonia branca da tristeza. Somente o silêncio absorve a poesia toda.


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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB


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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB


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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB


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Domingo, 20 de Dezembro de 2009

Portefólio – São Caetano/Ervededo


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Portefólio – São Caetano/Ervededo


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Portefólio – São Caetano/Ervededo


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Portefólio – São Caetano/Ervededo


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Portefólio – São Caetano/Ervededo


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Portefólio – São Caetano/Ervededo


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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Portefólio – Litoral (Quarteira)


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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Portefólio – Chaves/Bragança, de carro


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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro


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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro


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Portefólio – Chaves/Bragança, de carro


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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Vejamos idiotamente passar deputados…

 

O regresso à capital

 

A vida de Eça decorria irresponsavelmente suave. Uma noite, após uma toirada, foi cear a uma taberna do Arco do Cego com os amigos do costume. Quando quiseram partir, já o dia despontava. Repararam então que, entre o bacalhau, as iscas, as azeitonas e o colares, haviam gasto mais do que possuíam. Como a taberna estava situada ao pé de uma casa vazia, Eça e Batalha Reis optaram por ficar ali a dormir, enquanto o terceiro, presumivelmente Sáragga, ia em busca de dinheiro. Mas a peregrinação durou mais do que o esperado. Ao meio dia, Eça e Batalha Reis ainda esperavam pelo dinheiro, tendo começado a cobrir as paredes com um longo poema, evocando Byron, Musset e Heine. A casa ficou, até à altura de um homem, cinzenta de versos. É ainda Batalha Reis quem nos conta a história de outra refeição, no Cais do Sodré. Eça e ele tinham sido acordados pelos dois irmãos, Luís e Manuel Resende, que vinham acompanhados pelo João Canavarro, todos do Porto. A noite foi passada a dizer mal do romantismo, findo o que fizeram a apologia da toilette.

(…) Todos queriam adiar o fim da adolescência. Batalha Reis conta que uma vez, Eça, Antero e ele próprio, tinham sido acometidos pela paixão da esgrima. O desporto, se assim se pode chamar, era praticado, pelas quatro horas da manhã, com dois sabres de pau. Como não podia deixar de ser, os exercícios eram interrompidos por conversas. Sem fim e sem nexo. Batalha Reis fornece alguns exemplos: «As religiões estalam em volta das almas que já não cabem dentro delas (…)»; «O resto do mundo não vale mais do que este país (…)»; «(…) Sendo ao mesmo tempo certo que este país vale menos do que o resto do mundo»; «Entremos na realidade burguesa (…)»; Corramos ao Chiado»; Ensimesmemos-nos na contemplação do Ser (…); «Vejamos idiotamente passar deputados (…)»; «(…) Sejamos, nós mesmos, deputados idiotas que passam (…)»

 

No Egipto

 

(…) A 26 de Dezembro, Eça e Resende embarcavam, em Alexandria, com destino a Lisboa. Eça experimentara, no seu corpo, as mãos de um núbio, fumara haxixe, olhara os estremecimentos do corpo das bailarinas.

 

 

Eça de Queirós Maria Filomena Mónica – Quetzal

 


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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Portefólio – Noite

 

A franqueza de admitir que os espíritos voam é a desconcentração do espírito. Os homens mais velhos voam à noite. E os pássaros friorentos recolhem a luminosidade nos seus bicos dourados. A luz foi engolida pelas desilusões do dia. É noite.


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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

O impossível acontece

 

Espíritos guardadores de rios e fontes falai-me do invisível desejo da chuva. Expostas as mãos, os membros estancados no meio da água desabam nos corpos extenuados. Lá vem o vento que fustiga o caos escuro do sono. Uma estrela de água multiplica as canções que já foram de embalar e agora apenas arrumam espaços. Uma frase ferida veste o vento e depois morre nos olhos cegos da morte. Ó doces criaturas de mãos levantadas, dizei-me onde está a beleza de um menino pobre sonhando com a teta por onde vai mamar o leite de sua mãe? De que é feito o perdão? E a redenção? Dizem que os animais se curvam quando sopra o vento norte. Apenas sei que os cavalos nascem debaixo das árvores puras. Falemos antes dos cavalos descendo os caminhos das montanhas, dos homens que lêem livros e choram e riem sem saber porquê. Falemos dos olhares iluminados pelos poemas e pelas profecias e pelos evangelhos e pela inspiração. Falemos das casas em repouso no meio das paisagens inclinadas. Para sempre virá do futuro o segredo apaixonado da fecundação. Quando um rosto perde a memória das suas rugas queima o livro da vida. Ai, a tristeza, a tristeza! As folhas secas da tristeza! Ai o nome esquecido do amor! A vagarosa virtude da paciência! Toda a doçura dos nomes estremece na angústia tardia das luzes que sangram na solidão dos espaços. Amar devagar os amigos é cantar a eternidade que respira na suave loucura dos enigmas. A beleza da manhã arrefece no impulso dos espelhos. Os autómatos invadem as ruas a uma velocidade turbulenta. Ninguém vê. O impossível então acontece quando um pintor examina as suas tintas e resolve estender a vida. Há um sentimento de linguagem espontânea, uma dança imóvel centrando-se no silêncio da noite. Deus é um abismo perpétuo. Os planetas afastam-se das suas órbitas à velocidade da luz. Onde estás corpo que não te sinto?


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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

De repente veio pelos ares o som de uma voz vibrante e... valha-me Deus, e então eu disse, o que é que ele tem hoje... o jantarinho estava tão bom...


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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

O preto e branco resulta sempre bem, à falta de melhor...


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Portefólio – Feira dos Santos – Chaves – PB

 

Há sempre algo de estranho numa feira anual e olhem que não é a falta de cor.

Eu pasmo sempre com umas cuecas em triângulo esticadas num aro de metal.


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Domingo, 13 de Dezembro de 2009

Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

Ao que tudo indica, a crise atingiu mesmo a santidade. Andam os fiéis pouco crédulos, o que é mau sinal. E não só para o país. É verdade que o céu não se compra, nem se vende, mas os avarentos, os somíticos e os distraídos não se salvam unicamente com palavras. Vai bonita a cristandade. Ai vai vai!


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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

E este também não!


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Portefólio – São Caetano/Ervededo

 

Olha, este santo não tem dinheiro nenhum! Coitadinho!


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Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Portefólio – Litoral (Quarteira)

 

Na noite cálida um homem fuma...


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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Portefólio – Chaves/Bragança, de carro

 

Oliveiras tão bem alinhadas também insinuam a eterna arte de amar a geometria...


publicado por João Madureira às 18:00
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