Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

TerçOLHO

Este é um espaço dedicado às imagens e às tensões textuais. O resto é pura neurastenia.

TerçOLHO

Este é um espaço dedicado às imagens e às tensões textuais. O resto é pura neurastenia.

09
Mar15

230 - Pérolas e diamantes: coração de lata

João Madureira

 

 

Vemos a nossa ministra das finanças a pedir ao seu homólogo (ou será patrão?) alemão para fazer de pai tirano em relação aos gregos, logo secundada pelo nosso primeiro-ministro que, com o seu sorrisinho amarelo, lá vai deixando nas entrelinhas do seu discurso a mensagem de que os gastadores helénicos não se podem furtar a pagar com língua de palmo o dinheiro que nos devem, que, com toda a certeza, servirá para pagar os juros da nossa astronómica dívida, e logo nos vem à lembrança o aforismo popular: ri-se o roto do esfarrapado e o sujo do mal lavado.

 

O Bloco Central dos Interesses (PSD/CDS/PS) que nos governa – e que em cerca de quarenta anos do seu reinado dito democrático –, já nos levou por três vezes à pré-bancarrota, continua na sua senda de infiltrar todas as instituições nacionais, ou aqui sediadas, com os seus máximos dirigentes.

 

Depois de Eduardo Catroga (também conhecido como o homem do pentelho) – um militante de relevo do PSD, que possui no seu currículo a incrível façanha de ter negociado com o PS a entrega do país aos desígnios mercantilistas da troika, com os resultados desastrosos que todos sabemos – ter sido recompensado com a presidência do Conselho Geral de Supervisão da EDP, comprada em plena crise nacional, pelos camaradas chineses, com o beneplácito do BCI, chegou agora a vez de um dos grandes do PS ter um destino semelhante.

 

Segundo o Expresso, António Vitorino (o homem que ficou conhecido por se ter demitido de ministro por alegadamente se ter esquecido de declarar às finanças a aquisição de um prédio no Alentejo e também apelidado por Alfredo Barroso como um “facilitador de negócios”), vai ser propostos por acionistas da EDP para presidente da Assembleia Geral da empresa.

 

Após ler a notícia, pego no semanário de Pinto Balsemão e deito-o ao lume, alegando, à família surpreendida, distração. E que labaredas ele fez, meu Deus!

 

Dou uma vista de olhos pelos diários nacionais e em todos vejo a cara larocas de António Costa a rir-se para mim como a querer-me levar por parvo. Isso de um sorriso um voto foi chão que deu uvas. Muita gente já se apercebeu que o líder do PS não consegue dizer nada de substantivo. Eu estou em crer que o problema é bem mais complicado. António Costa, afinal, não tem nada para dizer.

 

Guardo então os diários para embrulhar as panelas de arroz, para não esfriar.

 

Ligo a televisão. Surpresa. Chaves foi notícia nacional. E por boas razões, como quase sempre. A ASAE apreendeu os parcómetros da cidade devido à falta de certificação do equipamento.

 

António Cabeleira, aflito, correu logo para os órgãos de comunicação para lamentar o espetáculo montado pela ASAE. Ele, o edil que se entretém a desfilar disfarçado de procônsul romano para inaugurar no Jardim do Tabolado dois corações de lata onde os tocados pelas flechas de Cupido poderão colocar um aloquete como sinal do seu eterno amor.

 

Se a moda pega, não a do aloquete, mas antes a da incompetência técnica e política da nossa autarquia, qualquer dia, por falta de pagamento da enorme dívida (cerca de 20 milhões de euros) da CMC à empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., é bem possível que quem de direito mande apreender os contadores da água.

 

De facto, a Câmara presidida por António Cabeleira/João Neves contraiu uma dívida de 60 milhões de euros e não possui a coragem suficiente de auditar externamente as suas contas. E, o que é ainda mais grave, o calote não cessa de aumentar.

 

A vida difícil dos flavienses não é metafísica. Pelo lado que nos toca, continuamos a tentar compreender esta espiral obsessiva pelo calote. Tentamos perceber a realidade que rodeia a vida autárquica. Mas será que quando olhamos para a escuridão com uma lente, conseguimos ver mais do que escuridão?

 

Espinosa dizia que “uma única coisa pode ser, ao mesmo tempo, boa, má e indiferente. Por exemplo, a música é boa para a melancolia, má para os que estão de luto, e nem boa nem má, para os surdos”.

 

Pegando no argumento, podemos afirmar, em relação à gestão CMC de António Cabeleira/João Neves (cada vez mais JN do que AC, temos de reconhecer) é boa para alguns boys do PSD, má para os flavienses e indiferente para os galegos.

 

 

 

PS - Para que o exercício do poder democrático e a respetiva transparência das contas públicas não se transformem em duas forças antagónicas, mais uma vez renovamos o nosso apelo para que o senhor presidente da Câmara, mais os seus distintos vereadores, aprovem uma auditoria às contas do município de Chaves. Quem não deve não teme.

 

PS 2 – Também em nome da transparência, senhor presidente, era boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior, da qual foi insigne presidente, até 2013, João Neves. Certos de que quem tão insistentemente reivindicou uma auditoria às contas da CMC, com toda a certeza verá com bons olhos, e até enaltecerá fervorosamente, uma auditoria realizada às contas do seu impoluto mandato.

 

PS 3 – Deixe-me lembrar-lhe que o amor não é só colocar aloquetes em corações de lata. Era um ato de coragem redentor, o senhor presidente deixar-se de desculpas esfarrapadas e por fim ao deplorável espetáculo dos esgotos a céu aberto em Vale de Salgueiro – Outeiro Seco. Num país civilizado, atentados ao ambiente e à saúde dos flavienses como este são combatidos com todos os meios e toda a perseverança. Em Chaves assobia-se para o lado.

05
Mar15

Poema Infinito (240): a linguagem do desaparecimento

João Madureira

 

 

Não me peças para ver a tua alma. Há coisas sagradas. A que trago presa no meu peito tem a forma e o semblante de mim próprio. Possuí a fisionomia das substâncias mais simples, a alegria imóvel das árvores, o espírito dos rios que correm sobre as rochas e as areias. A minha alma alimenta-se da tua. As nações ainda esperam pela alma dos seus poetas, pois a sua boca é fluente. A terra continua a ser infindável, as horas impercetíveis, o amor irreprimível. A natureza tem de ser novamente persuadida a sublimar o futuro. Os pássaros animam os bosques. Os nomes dissipam-se. O futuro fica imediato. A literatura é uma nova religião. Os meus poemas deitam fumo como as chaminés no inverno. Os meus poemas são emigrantes estranhos, chegam e partem sem desembarcarem. No entanto a sua terra é a mesma. As casas são as mesmas. Os bancos, os caminhos, as folhas das árvores, as pastagens e as florestas também são os mesmos. Os meus poemas possuem agora cidades no seu interior. Nos seus limites, os camponeses lavram as suas terras fortemente cingidos pelo abandono. O dia e a noite são alusões suspensas, cheias de credos e ave-marias. O bem e o mal correm os seus próprios riscos. As casas estão cheias de perfumes naturais. Nas ruas ecoam os pequenos murmúrios do desejo. As palavras ficam com o aspeto de folhas verdes das cerejeiras. Rejeito alimentar-me dos espectros dos livros. Para mim não há nem princípio nem fim. Nem perfeição, nem imperfeição, nem velhice, nem juventude, nem céu, nem inferno, nem deus, nem demónio, nem pecado ou virtude. Para mim não existem opostos, apenas uma substância cristalina em expansão, que se entrelaça nos sexos e avança na multiplicação da vida. Eu confio nos pormenores. Acredito nos animais afetuosos, no orgulho elétrico das almas genuínas, na invisibilidade de tudo que aparenta visibilidade. A primeira luz do dia entra em casa com os passos furtivos da juventude e cobre as toalhas brancas com a sua profusão. Todas as coisas importantes chegam até mim carregadas de tensão e impulsos contraditórios. A minha alegria é complacente. O meu jogo é ficar de fora observando a retórica do adversário. O amor tem a forma de um hieróglifo, por isso as mães amam os seus filhos com a dimensão das regiões mais extensas do planeta. Quem me dera poder traduzir as memórias que encerram a alegria já extinta dos que foram jovens sem o saberem. Mesmo dentro da felicidade, tudo desaparece. Desaparece a terra, desaparecem as estrelas. Os princípios do desejo são como uma multidão exaltada. As pedras das ruas ficam momentaneamente invisíveis. As vozes transformam-se em ecos. Chegam os sonhos. As portas dos celeiros abrem-se para deixarem entrar a luz límpida da tarde. As crianças dormem nas carroças. As montanhas começam a ficar longínquas, como se fizessem parte de um filme. Os homens acendem fogueiras e deitam-se sobre as folhas. As mulheres mais jovens descobrem as suas cabeças e mergulham os seus longos cabelos na água dos ribeiros. Depois lavam o sexo. O sol incide sobre o pitoresco corpo dos mancebos. O tempo mata toda a beleza da ingenuidade. Por isso deixei de crer no desígnio de todos os seres alados, porque os vejo presos ao leme de uma nave que dispersa a verdade e a vontade. As palavras deslocam-se sem sentido pelas diferentes partes do corpo. Espalho-me pelas ruas segundo a lei do caos geográfico. Aprendi que é nos dedos que começa a desordem do amor. Escrevo com a noção exata do desaparecimento. O tempo ressurgirá transformado em imagens. A linguagem do desaparecimento é como uma festa de crime e castigo.  

02
Mar15

229 - Pérolas e diamantes: ping-pong - AC versus NV

João Madureira

 

 

Tocqueville acreditava que as democracias modernas gerariam menos crimes e mais vícios privados. Talvez daí resultem as públicas virtudes.

 

Montaigne e Pascal defendiam que a força da virtude de um homem ou da sua capacidade espiritual se mede pela sua vida vulgar.

 

Já Herzog, o polifacetado personagem do romance de Saul Bellow, nos adverte que em todos os agregados humanos existe um grupo de gente que é profundamente perigosa para os restantes. E não se refere aos criminosos. Para esses possuímos sanções castigadoras. Refere-se, isso sim, aos dirigentes. Invariavelmente, as pessoas mais perigosas procuram o poder.

 

O mesmo Herzog lembra-nos que todas as tendências morais consideradas mais elevadas se encontram sob suspeita de serem fachadas enganadoras. Coisas que se honram com velhas palavras, mas que traímos ou negamos intimamente.

 

Caros políticos presidentes de comissões políticas das oposições, presidentes das câmaras, presidentes dos governos, presidentes das repúblicas e fauna similar, estas regras dos impostos sobre tudo o que mexe vão fazer de nós uma nação de contabilistas.

 

A vida de cada um de nós está a transformar-se num negócio. Esta é provavelmente uma das mais nefastas interpretações históricas do sentido da vida humana a que o Homem já assistiu. Mas tem de ficar claro, de uma vez para sempre, que a vida dos homens não é um negócio.

 

Parafraseando os Monty Python, vamos passar agora para uma coisa completamente diferente.

 

A Câmara de Chaves, superintendida por António Cabeleira e João Neves, num gesto de boa gestão, muito ao jeito dos verdadeiros social-democratas, vai aumentar o preço da água.

 

Mal a notícia foi tornada pública, logo a cara-metade do poder autárquico flaviense, o PS, por iniciativa do seu líder concelhio, Nuno Vaz, resolveu entreter-se de novo com as conferências de imprensa. E marcou uma. O PSD, através de António Cabeleira, para não lhe ficar atrás, agendou outra. Começou então o ping-pong ideológico entre a esquerda e a direita, entre o PS e PSD. 

 

NV avisou os eleitores/leitores de que este aumento é uma agressão ao magro orçamento da generalidade das famílias flavienses. Defendendo que o aumento não seria necessário se a Câmara tivesse pago pontualmente a fatura da água à empresa respetiva e dessa forma não fosse obrigada a pagar os respetivos juros de mora.

 

A seu lado, um vereador do partido mexia nos papéis, fazendo cara de preocupado.

 

Imbuído de todo o sentido de responsabilidade, NV resolveu mostrar a sua efetiva inclinação para a política partidária, informando-nos que, na prática, a fatura da água sofre um “brutal” aumento, pois cada família flaviense na prática paga 3 euros pela tarifa fixa da água, 3 euros pela tarifa do saneamento e 3 euros pela tarifa do lixo. Ou seja, paga todos os meses à Câmara de Chaves 9 euros.

 

Quem diria? Agora todos começamos a entender a profunda clivagem ideológica entre o PS e o PSD.

 

AC, eufemisticamente, fala de apenas um “aumentozinho”, pois o preço apenas se amplia em seis míseros cêntimos, passando dos 49 para os 55 cêntimos o m3, fixando-se a tarifa de disponibilidade não em 2 euros, nem nos 4 euros, que é o intervalo possível, mas no meio, ou seja nos 3 euros, quando em 2014 era de 2,65 euros.

 

Quem diria? Agora todos começamos a entender melhor a enorme diferença ideológica entre o PSD e o PS.

 

Não se dando por satisfeitos com o elevado nível do debate político e ideológico encetado ao nível do preço da água no nosso concelho, resolveram trazer à liça o exemplo perfeito da prática política em Vila Real, no que à água diz respeito, claro.

 

NV lembrou que se a gestão da CMC tivesse tido juízo hoje estávamos a falar da redução das tarifas, como aconteceu no município de Vila Real que desagravou em 8%, e não, num só ano, de um brutal aumento de 14%. O socialismo em Vila Real, segundo NV, é um maná caído dos céus.

 

AC diverge da fundamentação ideológica do seu adversário político, pois, na sua leitura, as tarifas praticadas em Vila Real, são superiores às de Chaves. E argumenta, talvez inspirado em Sá Carneiro, ou Eduard Bernstein, que se compararmos as tarifas praticadas nos dois concelhos, em Chaves, sob a gestão social-democrata, já contando com o aumento, 5m3 custam 5,75 euros, enquanto em Vila Real, sob o jugo da gestão socialista, o custo é de 7,16 euros. Nos consumos de 10m3, em Chaves, o custo, no ano passado era de 9,75 euros, passando agora para 10,50 euros. Enquanto em Vila Real é de 11,16 euros. 

 

Apesar dos arrufos e dos cêntimos que os dividem, está visto que a gestão autárquica do PSD é da confiança da oposição PS e que a oposição PS é da inteira confiança da gestão PSD.

 

Isto tem de levar uma volta. Mas tem mesmo.

 

 

 

PS – Para que os flavienses não fiquem com a impressão, incorreta, por certo, de que o acordo estabelecido entre o PSD de António Cabeleira e o vereador eleito em nome do MAI, não foi a derradeira tentativa para que a prometida, e devida, auditoria externa às contas da CMC não vingasse, aqui fica mais uma vez o nosso apelo ao senhor presidente da autarquia flaviense, e aos seus distintos vereadores, para que, em nome da transparência e do bom nome da Câmara de Chaves, aprove uma auditoria externa às contas da CMC. Passaríamos todos, com certeza, a dormir um pouquinho mais tranquilos.

 

PS 2 – E, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, da qual foi digno presidente, até 2013, o simpático vereador João Neves (ex-MAI e atualmente do PSD), pois quem não deve não teme; certos de que aquele que tão garbosamente exigiu, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da Câmara de Chaves, com toda a certeza verá com bons olhos, e até aclamará efusivamente, uma auditoria realizada às contas do seu próprio virtuoso mandato.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

blog-logo

Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2009
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2008
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2007
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2006
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2005
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

A Li(n)gar