Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2018

Festa dos Povos - Chaves

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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2018

Festa dos Povos - Chaves

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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2018

381 - Pérolas e diamantes: Vícios

 

 

Uma coisa, segundo André Canhoto Costa, autor do livro Os Vícios dos Escritores, separa Shakespeare de Camões. O primeiro, como bom britânico, queria criar público para ganhar dinheiro, enquanto o nosso poeta pretendia, como é compreensível, bajular um rei, construir pateticamente um sentido patriótico de povo e inscrever o seu nome na galeria dos poetas imortais. 

 

Camões podia incluir-se no grupo dos escudeiros. Não era fidalgo, mas ser escudeiro era uma função antiga que consistia em ajudar o cavaleiro a armar-se e a montar. Ou seja, Camões era uma espécie de Sancho Pança. Nos finais da Idade Média, os escudeiros confundiam-se com os cavaleiros, dado que na guerra eram por vezes mais eficazes.

 

Também Vasco da Gama, mais tarde conde da Vidigueira, era um escudeiro, filho de um oficial da fazenda.

 

Ou seja, Camões estava entalado entre a alta nobreza e um bando de nobres que não tinham onde cair mortos. Teve uma infância misteriosa, tão misteriosa que há historiadores que o “fazem” nascer em Vilar de Nantes. Não andou na universidade, ou, pelo menos, não existem registos que o comprovem.

 

Por incrível que pareça, tal como Shakespeare, Camões sabia pouco latim e ainda menos grego. Mas de uma coisa temos a certeza, leu os poetas: Petrarca, Garcilaso, Boscán, Bembo, Sanazzaro, Ariosto.  E também as crónicas do reino. E os filósofos.

 

Camões foi criado na casa dos Noronhas, onde serviu D. Francisco e D. Violante e frequentou vários palácios. Naquele tempo era costume muitos jovens com certa aparência de nobreza, mas sem grandes posses, a não ser as do talento, terem acesso à mesa do rei e serem frequentadores das grandes casas do reino. Aprendiam letras e faziam companhia aos filhos dos aristocratas, desempenhavam o papel de companheiros de brincadeira e, entretanto, aprendiam a nobre arte de não contar nada e de sorrirem quando os questionavam.

 

Camões foi um desses, mas depressa começou a perder o sorriso.

 

O historiador do século XIX, Oliveira Martins, no seu livro Camões, fala na trilogia típica da juventude do poeta: mulher, mesa e amigos. De facto, Camões participava num certo luxo, exibindo as camisas bordadas, as ceroulas de chamalote, as carapuças de solear e os chapéus de abas exageradamente largas.

 

Andava bem vestido. Mas, mesmo assim, adquiriu fama duvidosa. Talvez a sua ilusão o tenha levado a tomar liberdades perigosas. Ganhou a reputação de poeta boémio. Chamavam-lhe o trinca-fortes. Frequentava tabernas, locais dissolutos em Alhos Vedros e no Barreiro e andava até por casas de boticários, o que talvez indiciasse algum interesse por substâncias alucinogénias.

 

A sua vida era passada na companhia de fidalgos e também por grupos de escravos, mulatos e negros.

 

Segundo André Canhoto Costa, Camões poderá ter sido bastardo ou judeu, que por causa das gajas e das zaragatas perdeu um olho, e também um homem que por causa do seu desejo ardente lixou a vida. Foi condenado ao exílio e enviado para uma terra sem mulheres. Poderá haver maior desterro?

 

Foi ainda ladrão e um vigarista pouco talentoso com algum jeito para as contas.

 

Já Frederico Lourenço, o exímio tradutor da Épica Grega e da Bíblia, avançou, numa sua desconhecida obra de ficção, com a tese de um Camões homossexual. Era o que mais nos faltava.

 

Por seu lado, e seguindo a tese de André Canhoto Costa, o professor Aguiar da Silva, na sua obra crítica sobre José Hermano Saraiva, intitulada Camões: Labirintos e Fascínios (1994), não acrescenta grandes explicações para algumas “das dilacerantes queixas de abuso, apresentadas por Camões na sua lírica, para lá de uma enxurrada de citações clássicas. Com efeito, Camões nunca se cansa de nadar numa torrente de sadomasoquismo atormentado, perseguições, erros, culpas, prisões e desterros.”

 

A grande questão do autor é sobre se será possível um louco poder escrever uma obra-prima.  Os especialistas dizem que a vida dos autores não encerra nenhuma utilidade para compreender os seus livros.

 

No entanto, os estudos sobre as grandes obras literárias acabam sempre por explicá-las através da vida e personalidade dos escritores.

 

Este livro revela-nos que, por exemplo, Kafka foi sempre um hipocondríaco vegetariano com um gosto suspeito por menores; que Eça de Queiroz era um vaidoso mulherengo com tendência para o cinismo; que Camilo Castelo Branco tinha tendências maníaco-depressivas e uma forte propensão para o jogo; que Dickens manteve uma amante secreta e expulsou a mulher de casa; que Gogol era um fanático religioso e um homossexual reprimido; e que Dostoiévski arruinou financeiramente a família no casino. 


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Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

Em Paris

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Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

Em Paris

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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2018

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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018

Poema Infinito (393): Retalhos e metáforas

 

 

 

Junto os retalhos das palavras inquietas, aquelas que as metáforas esquartejaram quando suspiravam por leituras de viagens e comiam sofregamente as frutas mais maduras, as rosas mais vermelhas, as madrugadas mais débeis e as margens dos rios mais profundos. Dedilho o desejo na intimidade, no aconchego da lareira, emudecido pela tarde fria. Dedilho o desejo, o teu encanto, o gosto do teu sexo. Memorizo o orvalho, o cicio dos pássaros nos salgueiros, a serena quietude dos teus beijos, as tuas coxas delirantes. Lembro-me de colher cerejas, de vindimar ao sol, de sentir o fresco odor do teu cabelo. Os medronhos lembram-me o pecado, o sabor ácido das horas, o mosto das manhãs, o estio, as juras e os testemunhos, o delírio, a loucura e o êxtase. Navego na mesma nave bravia que já foi do Torga, desde Galafura até ao infinito. Os meus lábios provam os teus seios. Ouvem-se gritos suaves e cânticos de delírio nos retábulos da saudade que se torna inquieta. A clepsidra está repleta de espaço e de tempo. Um dia destes o conto será outro. O futuro está ali à nossa espera. Depois da tempestade virá a bonança, a volúpia e a utopia da verdade. Chove água miúda na terra quente. A promessa de inverno é uma ideia calma. Nos beirais, o sincelo juntar-se-á ao colmo e aos pensamentos mais dolorosos. Meruja mansinho no campo. A chuva de outono virá cheia de lamentos. Recolhe-se a lenha brava, lá mais em baixo rodopiam as folhas frias. Esperamos pela noite. O fascínio transcende a vontade. Abrem-se então os rios e os horizontes. Uma garça-real faz um voo rasante. O fulgor ganha sentido comum. O teu sexo cheira a rosmaninho. A ternura ganha a forma de uma viagem metafísica. O desejo veste-se de fogo e a luxúria transforma-se num orgasmo louco. O tempo fica morno na hora das trindades. No campo as giestas, as estevas, as urzes e a erva doce dançam ao sabor da brisa. Descem sobre a aldeia olhares indiscretos. O tempo cansado afaga o aroma breve dos lírios. Descansamos os corpos ao lado da ternura, onde o dia tarda. Corre serena a água no meio das pedras, o rio deixou de se lamentar. As sombras são agora redundantes. Aguardamos pelo fogo, pelo lamento dos salgueiros, pela súplica dos momentos, pela iluminação voluptuosa das distâncias, pela pose florida das giestas e das carquejas, pela serenidade dos pensamentos interditos, pelos mil e um aromas dos sentidos. Respiro o teu olhar lá onde a esperança se semeia junto com o centeio, onde se amanha a terra, onde as searas são promessas cumpridas. Começa a doer-nos a solidão do outono, os umbrais das portas que não se abrem, as pedras escurecidas, a penumbra nostálgica da névoa, as velhas casas, os tecidos por bordar. No outro lado da manhã caem gotas de orvalho, os sonhos repetem-se e as palavras enlouquecem. A saudade é agora uma espécie de alimento onde se cruzam a dor, a esperança e a consternação. A noite fica repleta de estrelas que não riem. Sinto-me um cavaleiro andante em desassossego. Coitado do Rocinante. A loucura é lívida, os delírios eloquentes, as bebedeiras aveludadas. Dos beirais caem gotas de chuva e palavras angustiadas. Vibra a noite. As emoções são delineadas em forma de silhuetas breves. Começam a morrer os anseios e as flores mais rápidas. A alvorada virá em forma de insónia, louvor ou serenidade. Amanhã é o dia de ceifar as Dulcineias.


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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018

Em Paris

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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018

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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

380 - Pérolas e diamantes: O dilema

 

 

 

Em 2018 comemora-se o bicentenário do nascimento de Karl Marx, coautor, com Friedrich Engels, do Manifesto Comunista, a bíblia, ou o alcorão, se preferirem, dos revolucionários de todo o mundo durante mais de um século.

 

O que hoje conhecemos como marxismo-leninismo tornou-se dogma do Estado Soviético e de todos os verdadeiros revolucionários seus sucessores, como Mao Tsé-tung, a meados do século XX, e Fidel Castro, em 1959.

 

Mas todo esse esplendor dos amanhãs que cantavam implodiu com as revoluções de 1989/91. A queda do muro de Berlim arruinou a crença no comunismo global.

 

Karl Marx nasceu em Trier, na Alemanha, a 3 de maio de 1818. Era filho de um advogado judeu.  Como se costuma dizer agora, o jovem Marx radicalizou-se quando estudava em Bona e Berlim. Passou a década de 1840 a lutar “contra o estado cristão da Prússia”, no papel de agitador e jornalista. Fugiu para Londres após as abortadas revoluções europeias de 1848/9, conhecidas atualmente como a “primavera dos povos”.

 

O Manifesto Comunista, terminado em 1848, mais não é do que a quintessência intelectual desta fase da sua vida.

 

O Manifesto descreve o denominado espírito insaciável do capitalismo por “uma constante expansão do mercado para os seus produtos”, disseminando-os “por toda a superfície do globo”. Segundo Marx, foi esta exploração global que impôs um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países, conseguindo que a indústria ultrapassasse os espaços nacionais.

 

Para o filósofo alemão, “a burguesia, durante o seu reino de poucas centenas de anos, criou forças produtivas maiores e mais colossais do que as de todas as gerações anteriores”. No fundo, Marx estava a falar da globalização, vendo-a como um fenómeno potenciador da revolução mundial.

 

Por incrível que pareça, o autor do incompleto O Capital, viveu durante as décadas de 1850 e de 1860 do dinheiro proveniente da “exploração capitalista” efetuada nas fábricas de algodão do pai de Engels, em Manchester. Foi também esse dinheiro que proporcionou a Marx, e à sua esposa, o estilo de vida burguês a que aspiravam “para bem dos seus filhos”.

 

Mas foi Lenine quem começou a desbravar caminho para o triunfo das ideias de Marx. Para isso, em vez de divulgar os grossos livros do mestre que ninguém lia, usou o trunfo do panfleto político.

 

Em Imperialismo Fase Superior do Capitalismo, Lenine alega que, tendo o mundo mudado desde os dias de Marx, a teoria também tinha de mudar.

 

Por isso, Lenine decidiu atacar. Levou a cabo um golpe de estado bolchevique contra o que era o sentir da maioria do povo e até dos seus camaradas. E condescendeu mesmo em assinar o humilhante tratado de paz de Brest Litovsk.

 

Sucedeu-lhe Estaline, o expoente máximo da política externa dualista, pois chegou a assinar um pacto de não agressão com Hitler, afrontando todas as “verdades” instituídas pelos marxistas-leninistas. Nunca a história tinha registado ato tão vil entre dois ditadores tão brutais.

 

Sucedeu-lhe Nikita Khrustchov, que tentou tornar a sua pátria parecida com o capitalismo americano.

 

Seguiram-se algumas múmias até ao aparecimento de Mikhail Gorbatchov, um reformista impaciente, que decidiu abandonar o dualismo pragmático. As suas grandes reformas originaram o desmantelamento da velha ordem soviética sem, no entanto, ter uma ideia concreta de como a substituir.

 

Em 2017, a Rússia faz parte integrante da economia global, apesar de evidenciar uma versão do capitalismo oligopolista e inerte.

 

Vladimir Putin, apesar de não ser comunista, considera que a Rússia, tal como nas eras czarista e soviética, necessita de uma liderança autocrática para não cair na anarquia.

 

Apesar disto tudo, o dilema de Marx mantém-se. De um lado, assistimos à fecundidade do capitalismo global na criação de riqueza. Do outro, é visível a redução do trabalhador a um pequeno fragmento de pessoa que arrasta atrás de si as promessas de uma vida instável, sem futuro e com um salário que chega à justa para sobreviver. Quando chega.


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Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

Na aldeia

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Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

Na aldeia

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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2018

Na aldeia

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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2018

Poema Infinito (392): A debilidade

 

A terra está débil. As flores transfiguram os campos e as casas. O chão perdeu o medo. É uma ilusão de maio, quando os comboios se afogavam sozinhos nas curvas, inundando os carris, vendo os velhos irem de fato à missa e as velhinhas a proteger-se nas chamas das velas gastas. As pequenas árvores assemelham-se a círios e os teus dedos sugerem o céu onde voam pequenos tordos que por vezes tocam a terra e pousam a cabeça no teu olhar. O trabalho de jardim é cada vez mais efémero. Antigamente corriam os rios como se fossem veias ininterruptas, benziam eucaristicamente as flores e a neve angélica fazia pequenina a vida. O agosto era ceifador. O campo costumava dormir uma espécie de sono inteligente. As cegonhas voavam silenciosas. Outras aves descuidavam-se ao bater as asas. As searas acordavam em revolta pondo em evidência as numerosas espigas de centeio. As raparigas eram lisas e os seus sorrisos eram secos e brilhantes. As horas costumavam nascer nos relógios das igrejas onde os anjos da guarda guardavam as suas auras e os monges as suas sombras. Nesse tempo viam-se as certezas passar ao longe enquanto a terra dormia um sono implacável. Por vezes as mulheres tratavam da sua higiene pessoal banhando as partes mais íntimas na água morna dos rios. Diziam que os anjos lhes beijavam os ombros e os faunos as apalpavam de forma bruta. Desse tempo guardo memórias azuis. Aos domingos levanto a cabeça e fico a ouvir o rio a descer pelo meio das pedras. Agora escrevo sobre extremos e sobre semideuses que fingem navegar imaginando-se odres cheios de vinho. Os sinos deixaram de crescer junto às igrejas, os louvores são agora demasiado doces, demasiado justos e sem glória. Apenas as oliveiras são mais pacíficas. As noites correm muito perto da superfície do tempo, quase perfeitas, como um disco novo ou um segredo suspenso. Tudo tem início nas palavras. As imagens limitam-se a exibir as mãos abertas e os beijos adquiriram a forma de ânimos indistintos. As aves e os anjos perderam as asas e os humanos viciaram a coragem. Os peixes do lago parecem inválidos e deixaram de ter medo dos anzóis. O amor é uma espécie de coincidência virtual, consumido pela gratidão. As dores dos jovens parecem orquídeas de plástico. Eu continuo a amar o chão pelas manhãs, a absorver a lucidez enquanto durmo, a caligrafar níscaros, a ver nas sombras a expetativa do sol, a duvidar das certezas, a deixar-me assaltar pela tranquilidade, a manter-me aceso e a estar coerentemente ao teu lado. Sinto a carne dos teus beijos, as sementes no teu rosto, os anos no teu olhar. Já não guardo a memória do sítio onde nasci. Os objetos começam a desintegrar-se lentamente. Esqueci até as três formas possíveis de voar. Já nada ilumina a noite. A cidade escurece. Assumimos a dor. O vento passa depressa. A casa está sólida, mas as portas emudeceram. Alguém reza o terço enquanto no céu passam aviões a jato. Vai ser preciso aprender de novo a distinguir o bem do mal, a desejar os desejos, a bordar a felicidade em panos de linho cru, a conhecer as estrelas pela luz e aprender a ter tempo para beijar o corpo de quem amamos. Deixei de ter medo dos caminhos. Desfolho os malmequeres como em criança. Sinto o teu rosto e a tua vontade. O tempo está repleto de metamorfoses. Subo as escadas à procura da luz. Entro pela porta por onde devia sair. Caem-me as memórias aos pés e não as consigo apanhar.


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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2018

Na aldeia

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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2018

Na feira

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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2018

Na aldeia

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379 - Pérolas e diamantes: Trump até ao pescoço...

 

 

Eu bem desconfiava, afinal Trump não é um intruso, é simplesmente uma supermarca made in America.

 

Esta é, pelo menos, a tese do livro Dizer Não Não Basta, de Noami Klein. Em entrevista ao ípsilon, a escritora americana afirmou que Trump, por radical que seja, “é menos uma aberração do que uma conclusão lógica – um pastiche de praticamente todas as piores tendências dos últimos cinquenta anos”.

 

O livro é ainda uma denúncia ao modo como certo jornalismo se tornou refém, e mesmo parte ativa, da realidade como espetáculo. Como se os jornalistas também dissessem que a realidade faz parte do grande circo com que nos entretêm e nos deixamos entreter.

 

Trump enganou os americanos com a sua agenda económica. Todos nos lembramos de, durante a campanha eleitoral, por exemplo, afirmar que o facto de ser rico lhe permitia ser imune a pressões corporativas e por isso ia tirar as grandes empresas de Washington.

 

Tudo não passou de mais uma mentira. De facto, o loiro presidente dos EUA escancarou as portas a interesses privados poderosos. Fez com que as empresas petrolíferas aumentassem os seus lucros, retirando, ao mesmo tempo, cuidados de saúde para benefício das seguradoras.

 

A esquerda, na opinião de Noami Klein, limitou-se a “metabolizar Trump, como se fosse um intruso vindo de fora, um alien num sistema político que de outra forma estaria saudável, como se dissessem que sem Trump tudo estaria bem”.

 

A autora vê Trump como uma genuína criação americana, mesmo “sabendo que há muitos bons produtos made in America.”

 

Trump limita-se a ser um ator de comédia, uma caricatura muito exagerada de uma pretensa evolução da herança cultural e política dos EUA. Por isso é necessário entender o caminho que o levou a Presidente.

 

O problema, para a autora, está no facto de alguém “ainda mais perigoso do que ele vir a ser presidente depois dele”. Convém não esquecer que há na política americana gente pior do que Trump, “abertamente racista e mais competente”.

 

Tudo está a mudar rapidamente. Trump é, de facto, o primeiro grande Presidente Twitter, que governa à velocidade das redes sociais. O Presidente dos EUA criou uma espécie de “aceleração emocional”. E à medida que a sua agenda fica mais clara, ao contrário da agenda da oposição, mais preocupante se torna.

 

Trump não é apenas o legado do neoliberalismo, “é também o legado da supremacia branca profunda nos Estados Unidos que nunca foi devidamente questionada”.

 

Para Noami Klein, Trump “não é apenas o legado de Obama, mas também é o legado de Obama e de Bill Clinton no sentido em que Hillary Clinton foi desacreditada por muitos votantes brancos por causa do que o marido fez”.

 

Apesar de haver muitas coisas perigosas que estão a acontecer, também sabemos que é possível chegar aos eleitores com uma agenda distinta, mais igualitária, mais distributiva.

 

Todos sabemos a razão do êxito do neoliberalismo: pessoas terrivelmente zangadas com as políticas de austeridade, suscetíveis às campanhas do medo que lhes dizem que as alternativas são piores, que as alternativas representam o apocalipse.

 

Com Trump na presidência dos EUA é como se estivéssemos a assistir a um reality show.

  

Ele é mesmo capaz de adulterar factos e informações, ofender pessoas por puro capricho, fingindo que pode alterar a realidade. Trump é entretenimento. E, como sabemos, o entretenimento causa dependência e pode tornar-se perigoso. O que interessa é que as audiências continuem altas, muito altas mesmo.

 

Trump vive rodeado de uma elite de multimilionários e bilionários que acreditam estar imunes aos problemas que afetam o resto da humanidade. Acreditam que se podem salvar de um desastre planetário. O Presidente crê que a sua riqueza é capaz de o salvar dos impactos e fazer com que consiga ficar ainda mais rico.

  

Mas esta narrativa já vem de longe. Há quem considere que os bilionários são pessoas capazes de resolver problemas coletivos “por causa dessa equação de riqueza com independência”.

 

Antes, os grandes problemas coletivos eram tratados como problemas dos governos dos países ou de organizações internacionais. Agora os bilionários como Richard Branson e Bill Gates são vistos como figuras de grande boa vontade simplesmente por doarem parte da sua riqueza e por terem sido capazes de a acumular.

 

Por isso é que em vez de movimentos de cidadãos temos as mais diversas organizações a competir por dinheiro. E a corrupção alastra. E os demagogos chegam ao poder.


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Domingo, 11 de Fevereiro de 2018

Em Paris

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Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

Em Paris

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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2018

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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2018

Poema Infinito (391): A fuga do paraíso

 

 

 

O dia nasce espontâneo no meio da natureza. Um braço amigo passa negligentemente sobre os meus ombros. A encosta está coberta de branco. As aves fragmentam-se e ficam púrpuras. Gotas de chuva contornam as flores. Os verdadeiros poemas transformam-se em imagens. Os nossos corpos acordam amenos como as brisas. Cheira a maçãs, a hortelã e a ansiedade. Ninguém consegue demover a limpidez da angústia, a pulsação mística dos dedos ou desviar a nitidez dos olhos vigilantes das mães. Os machos e as fêmeas pronunciam juramentos de procriação. A avidez devora o dia e a noite. As horas ficam impetuosas. É de novo tempo de regressar ao paraíso. Lá os homens são menos cruéis, a timidez é mais feminina e os lábios mais decididos. Os enigmas libertam e iluminam-nos. O oceano avança, a multidão avança, o amor morre brevemente. Continuo a fazer longas viagens apenas para te olhar e te tocar. Receio perder-te. Os nossos olhares estão tranquilos. Tudo parece perfeito. Até a nossa imperfeição. As cidades chamam os grandes delírios. Muitos dos cânticos são sexuais. O tempo continua a enganar-nos. As metamorfoses são agora mais rápidas. Tornamo-nos plantas com raízes profundas, crescemos junto das clareiras, lá onde os rebanhos são selvagens. Somos por vezes peixes nadando nos rios cintilantes. A tarde fia repleta de perfume. Os bosques enchem-se de crepúsculos e gemidos. Muitas crianças ficam velhas de repente e olham para longe, para lá das montanhas e do tempo. Adão acorda cedo e sai nu do meio da folhagem. Eva, com a sua vagina em repouso, toca-lhe com receio e contempla o seu pénis trémulo. Decidem então percorrer os caminhos inexplorados, abdicar dos princípios conhecidos, dos prazeres e dos benefícios. Decidem alimentar-se de almas, encher-se de alegria e aprender línguas aromatizadas. Os seus peitos enchem-se de flores perfumadas e de delicadas folhas. Nas mãos florescem-lhes os anos. Aprendem que a felicidade é amarga, que a vergonha é inútil, que todos os exemplos são ecos do passado. Sabem que a verdade se esconde sempre por detrás de uma máscara de utilidade. O seu tempo não há de durar muito. Por isso dão as mãos e falam de coisas inúteis, de lealdades diferentes, de afetos suspeitos, de resultados incertos, de caminhos destruidores, de modelos esgotantes, de bibliotecas mudas, dos nascimentos tímidos e das ilhas silenciosas. Permitem-se pôr os lábios em riste e dar longos beijos de volúpia e desespero. Tocam-se e depois adormecem silenciosamente. O seu arrebatamento é eterno. Assimilam então o amor e a alegria e também a sua tristeza. Nos bosques, as árvores ficam densas e longas. Os jardins ficam ainda mais breves. Flores silvestres acumulam-se nos lameiros alimentados pelos córregos. Espessas nuvens de espíritos sobem no ar. A raiva fica então insatisfeita, reprimindo os suspiros e as juras e as promessas quebradas. Adão e Eva são então invadidos pela terrível dúvida das aparências, pela incerteza das ilusões, pela especulação da confiança e da esperança, pela densidade das cores, pela beleza aparente das fábulas. As aparições são agora frequentes. As palavras perdem metade do seu sentido. O espírito e a memória são a conclusão de toda a metafisica. Tento adormecer de novo. A luz ficou mais débil e o desejo mais real. Tudo à nossa volta é espaço e tempo. Tudo é longo como a morte. A tempestade amainou. A paixão treme de novo em mim.


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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2018

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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2018

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Domingo, 4 de Fevereiro de 2018

378 - Pérolas e diamantes: O sex appeal de Lucia Berlin

 

 

Também a mim me chegou o tempo de descobrir as histórias de Lucia Berlin, que dizem convulsas, mas que estão repletas de pequenos milagres e de algumas tragédias de vida, sempre servidas com humor, melancolia, empatia e vivacidade.

 

De facto, a escritora nascida no Alasca é uma verdadeira revelação, conseguindo ombrear com os melhores contistas, tais como Raymond Carver, Flannery O’Connor ou Juan Rulfo.

 

Durante a sua vida publicou setenta e seis contos, que são toda a sua obra.

 

No seu livro Manual para mulheres de limpeza aprendemos coisas tão elementares como o sex appeal, protagonizado por Bella Lynn, uma prima de seios grandes que parte à conquista de Hollywood.

 

Ao que parece, quando o avião chegou a uma certa altitude, por causa da pressão da cabine, o soutien da Bella rebentou. Ou melhor, explodiu.

 

Tal como a narradora, que por vezes podemos confundir com a escritora, eu nada sabia sobre sex appeal. No entanto, parece que o sexo, em si mesmo, tem qualquer coisa a ver com estar-se zangado. “Os gatos mostravam-se zangados com tudo aquilo, e todas as estrelas de cinema pareciam zangadas. Bette Davis e Barbara Stanwyck eram absolutamente maldosas.”

 

Um princípio básico do sex appeal, segundo a prima Bella Lynn, é agir sempre sozinha. Quando lhe chamaram a atenção para o facto das costuras das suas meias de seda pretas estarem ligeiramente tortas, ela ensinou a priminha que as tais costuras ligeiramente tortas tinham sex appeal.

 

Já o sex appeal dos homens reside no facto de olharem na direção das donzelas que cortejam fingindo que não olham. Por isso é que acabam sempre a pagar, nos bons restaurantes, o bife do lombo.  

 

Lá pelo meio do livro aparecem adolescentes malcriados que, apesar disso, choraram com a morte do Jimmi Hendrix e com a da Janis Joplin. Lembrando-nos que no Novo México, a década de 60 foi carregada de mau tempo, neve, canos congelados e atuações dos Rolling Stones e dos Doors.

 

Esses adolescentes ouviam música alto, queimavam incenso violeta que cheirava a xixi de gato, usavam botas pesadonas, tocavam guitarra e praticavam tiro ao alvo com latas de cerveja no quintal.

 

Além de malcriados, eram, quando lhes dava jeito, silenciosos como guerrilheiros e passavam muito do seu tempo deitados, a enregelar, no meio do nevoeiro.

 

Nessas alturas, “as aves partiam, em brancura, produzindo o som de cartas a serem baralhadas”.

 

Nessa época de sexo, drogas e rock and roll, as clínicas de desintoxicação, sobretudo em West Oakland, costumavam funcionar em armazéns.

 

Um típico personagem de um dos contos, de seu nome Willie, diz, para nosso pesar, “que tinha gostado da Europa porque lá os brancos são feios. Carlotta não compreendeu o que ele quis dizer, mas depois apercebeu-se de que as únicas pessoas que os bêbados solitários veem são as da televisão”.

 

Os traços melancólicos são muitos e variados. Alguns revelam-se no momento do Sol se pôr enquanto os hóspedes de um hotel solitário comem o seu pudim e um diz, com os pelos em pé: “Quando os nossos pais morrem, ficamos frente a frente com a nossa própria morte.”

 

São personagens capazes de retirarem espinhas a trutas e de incendiarem sobremesas. Ou golfistas que têm pesadelos quando veem a sua bola a afastar-se do buraco. Ou ainda jovens cadetes que, enquanto a orquestra toca La Vie en Rose, dançam sem parar, às voltas e voltas, no chão encerado.

 

Claro está que neste “Manual” se exagera muito, se mistura a realidade com a ficção, mas, sinceramente, nunca se mente.

 

“Na verdade, podes mentir e, ainda assim, dizer a verdade.” Todos os contos de Lucia Berlin são “pirilampos numa árvore que acendem e apagam como um só”.

 

Querida Lucia, termino citando uma das tuas personagens: “Estou Feliz. Quando acordo, de manhã, dói-me a cara de tanto rir.”


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São Sebastião - Couto Dornelas

São Sebastião Couto de Dornelas 2015 338 - Cópi

 


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Sábado, 3 de Fevereiro de 2018

São Sebastião - Couto Dornelas

São Sebastião Couto de Dornelas 2015 247 - Cópi

 


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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2018

São Sebastião - Couto Dornelas

São Sebastião Couto de Dornelas 2015 228 - Cópi

 


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Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2018

Poema Infinito (390): O lenho da redenção

 

 

Tenho as mãos cheias de tempo e de fumo.  Nas casas cresce o coração das montanhas. Agora todos os raciocínios são inúteis. Os sítios da nossa infância insistem suavemente na direção das cidades. As flores evitam o quarteirão do inverno. Quando chegar, a primavera estenderá novamente uma toalha de esperança. O vento assobia na tarde, alguns homens sentam-se à sombra dos ciprestes. Nos seus olhos cresce o deus do desespero. Parecem crianças desprevenidas. Invade-os a mesma surpresa, o mesmo amor cansado, a mesma insatisfação dos corpos, o mesmo algoritmo das estações do ano, a mesma água do outono das árvores. Apesar disso tudo, não conseguem chorar. Os seus gestos mais íntimos são os seus principais inimigos. As plantas e as crianças crescem por dentro dos dias. A impossibilidade de um outro passado torna impossível um novo futuro. Os pássaros transformam-se em símbolos. Anoitece dentro do meu sonho. O mar está sempre no mesmo lugar. O mar e o lugar onde nascem os homens. De novo se prepara a morte de Cristo. O mesmo medo cresce dentro das mulheres. A mesma técnica será aplicada. A mesma última hora será repetida, a ruas sofrerão a mesma orientação, o sangue coagulará ao longo dos passeios, o silêncio e a indiferença dos néscios terá o mesmo valor. Nos mercados vendem-se e compram-se as mesmas palavras. Até os sentimentos possuem a mesma configuração. Os acusadores exigem mais espaço para observarem o martírio. Exigem mais vontade no sacrifício, mais tenacidade no castigo, mais chicotadas no corpo indispensável do condenado. O tempo vai de novo devolver os gestos de arrependimento aos traidores, afastá-los dos caminhos do Senhor. Eles são como crianças que poupam nos gestos porque não sabem perder. As tardes continuam a ser os sítios mais precisos dos domingos. A cruz lembra-nos tudo menos a fidelidade. Afinal, o que podemos mostrar uns aos outros que não nos envergonhe? Aproximamos os lábios e queimamo-nos. Todos nos sentimos estrangeiros em Cafarnaum. Regressamos então ao páramo de Jerusalém. Os nossos amigos oferecem-nos o tempo que continua a nascer na velha arca perdida. Cruzamos as ruas onde nasce e desagua a esperança.  O povo continua a baixar os olhos quando os vendilhões transpõem os portões do templo. Já não sabemos qual é o aspeto do nosso rosto. Todos amam dentro do preço combinado. Uns bebem vinho, outros preferem ingerir o cálice da sua própria ira. Estendemos os braços para os dias que se aproximam. As paredes da velha casa parecem ainda mais sólidas. Agora que ninguém vive lá dentro. Todos regressam pela estrada de Sião, encostados ao seu desejo, à sua amargura, ao seu silêncio de pedra e cal. Cristo parece transfigurado. Deus parece ofendido. Os poetas fitam a morte despedindo-se dos amigos. Sabem que morrerão na curva perigosa dos dias, encostados ao outono, olhando o risco do tempo. Os seus gestos não representam nada. Os olhares dos pecadores descrevem a mesma órbita das oliveiras. As palavras molham os pés dos pescadores da Galileia. A chuva adivinha a orientação das suas mãos. Continuam a lançar as redes à procura de peixe. Cai-lhes no corpo a neblina da solidão. Coisas gloriosas saem-lhes de dentro da alma. Afinal, a cruz de Cristo não era mais do que um lenho carregado de dor, sofrimento e redenção. Aleluia.


publicado por João Madureira às 07:15
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