Domingo, 31 de Março de 2019

Na Feira

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Sábado, 30 de Março de 2019

Na aldeia

Barroso - abril 2006 062 - cópia copy.jpg

 


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Sexta-feira, 29 de Março de 2019

Olhares

Barroso - Solveira - S. André - março 2016 - D

 


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Quinta-feira, 28 de Março de 2019

Poema Infinito (450): O desaparecimento do tempo

 

Leio nos teus olhos tudo o que se passa ao nosso redor. Adquiro a objetividade de tudo aquilo que é disperso. Liberto-me assim de tudo aquilo que é clássico. A poalha do luar entra-me pelos olhos dentro como uma injeção de penicilina.  Revela-se desta forma a anatomia do desejo, os nervos do uso, a novidade exata do pensamento. Retenho a solidez castanha das árvores, a paz líquida dos poços da quinta, a malha densa dos declives, os caminhos tapados pelas vinhas. Sinto-me como um peregrino ungido pela razão. O exílio mora dentro de nós. Embala-me a fixidez das palavras justas. Falta-me, no entanto, o repouso da devoção. Dos bosques da perdição surge Madalena. Maria Madalena. E a sua vulva milagrosa. Sente ainda o seu uso. A forma dele. A vontade pervertida. Descobre o estilo de Deus. Os princípios imediatos do sexo. A ereção dos princípios. As cópulas clássicas. A gramática dos orgasmos. Tudo o que é humano é vulgar. A luxúria. A concisão. A concordância. O género. Os falos soberanos. A penetração é um verbo transitivo dentro da sua intransitividade. As últimas chuvas deixaram o céu limpo, a terra húmida. Os sentimentos são cada vez mais abstratos. Sinto o tempo a desaparecer. Tudo se evapora. Sinto que estou dentro de um sonho alheio. Sinto a impressão espantosa da brevidade. O passado transformou-se em escrúpulo. Trabalho agora numa teoria da fluidez das coisas e das almas, inspirado pelo desassossego de Bernardo Soares, um semi-heterónimo que se parece com Álvaro de Campos, sempre sonolento, com as suas qualidades suspensas, com o seu constante devaneio. Por vezes encontro-o enfiado dentro das fotografias antigas, vestindo a sensibilidade de Mallarmé, ou as maneiras de Verlaine ou o luar da imaginação de ambos, descascando-se de sensações até encontrarem Deus. Por vezes até Deus comete sortilégios. Por vezes vejo as pessoas como metáforas, imbuídas de frases literárias, arrefecendo dentro de si o pavor da morte, perdendo a noção humana de verdade e mentira, pensando-as inconjugáveis e sofrendo com a maldição das horas e com a maldição do tempo. Em toda a extensão do olhar a erva cresceu e os montes continuam presos. A tristeza sorri para nós dentro da sua solidão quieta. As folhas, quase mortas, perderam o verde para adquirirem outras cores. O frio é cinzento. Foi com as cores de outono que construímos as crenças e a esperança. Por isso as crianças pobres brincam felizes. Dessa forma criam uma nova realidade, efeitos subtis de luz, ruídos vagos, memórias musicais, divagações, ameaças. São produto de algum tipo de distração. A realidade aproxima-se de nós de forma lenta. Os sonhos puros possuem a forma da timidez. Os abismos nascem do vento, da sua observação ordenada, da sua espera, da variedade dos seus jogos, da memória, da esperança na memória. As horas antigas têm um sabor mais amargo. Por vezes originam a loucura. As palavras antigas trazidas pelo vento lembram-nos os lugares onde estivemos, a cintilação das noites, a voz moderada dos nenúfares, a esperança das estrelas, o silêncio colorido das flores, as cores tremeluzentes das borboletas, as palavras rentes à boca. Espero pelo amanhecer definitivo para me fixar no esplendor do teu olhar.


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Quarta-feira, 27 de Março de 2019

Vaca atenciosa

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Terça-feira, 26 de Março de 2019

BB

Barroso - Solveira - S. André - março 2016 087

 


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Segunda-feira, 25 de Março de 2019

435 - Pérolas e Diamantes: A pertinente pergunta de Pilatos

 

Claro que é muito mais fácil respeitar “o povo” do que respeitar um indivíduo concreto. É mais fácil declararmo-nos democratas do que sê-lo.

 

Já nos vamos fartando da ostentação, da arrogância, da conversa fiada e da irresponsabilidade. O Estado parece uma manta de retalhos e os políticos um bando da papagaios emproados que se sabem vestir e reiterar banalidades.

 

Todos nos apercebemos da “espontaneidade” aperfeiçoada de Marcelo e do sorriso instantâneo do primeiro-ministro e do ministro das Finanças. Cheira tudo a autopromoção. As pessoas começam a ficar fartas de beijos, sorrisos e abraços. A doçura dos nossos líderes provoca diabetes. São daqueles que mentem com o coração nas mãos.

 

E estamos mais que fartos de ouvi-los dizer que não saímos da cepa torta porque o mundo é complexo, multifacetado, dinâmico, repleto de contradições e de tendências conflituosas. Chega de conversa da treta. Basta de desculpas.

 

As democracias europeias, temos de reconhecer, revolucionaram o pensamento ocidental em relação ao mundo, mas não mudaram o mundo.

 

O poder assenta na máxima de que se os factos contradizem a teoria, há que modificar os factos. Na prática, a teoria é outra, como dizia Vítor Cunha Rego.

 

A nossa aceleração económica não acelerou que se visse. E o socialismo já foi chão que deu uvas. Gorbatchev talvez tenha razão: “O socialismo, por si só, é um perigo.”

 

Eles dizem que governam. Eu por vezes penso que é só aparência. A receita é velha: dizer meias-verdades, empolar os sucessos e ocultar os erros ou atribuí-los a terceiros.

 

Depois existe este velho hábito democrático de fazer tudo de forma atrapalhada, de tentar realizar tudo depressa e mal, não conseguindo acabar uma coisa antes de passar à seguinte.

 

O nosso desenvolvimento não pode continuar a assentar em táticas de curto prazo, mas antes numa estratégia de longo prazo.

 

É urgente, e necessário, voltar a associar política e moralidade. Podemos dizer que a nossa esperança ainda não estilhaçou, mas é verdade que está lascada.

 

Continuamos a viver em regime provisório, neste tem-te-não-cais que não nos deixa progredir. Mas a estagnação não é futuro.

 

Há líderes cujas qualidades tornam tudo possível mas cujos defeitos minam os seus principais projetos. Até os intelectuais estão falidos. Já não servem para nada. Afinal parece que a beleza não consegue salvar o mundo.

 

O sucesso das pessoas mais mediáticas, sobretudo dos estadistas do regime, depende da absoluta evidência e banalidade daquilo que apregoam. O seu sucesso resulta de os outros estarem convencidos de que eles sabem mais.

 

O povo gosta de tirar selfies com os presidentes dos afetos, ou com os pm sorridentes. Antigamente comprávamos uma caderneta e colávamos lá os cromos.

 

As coisas que realmente nos importam são aquelas sem as quais não nos conseguimos imaginar.

 

Miguel Tamen diz que uma mente independente “é uma pessoa que tem pouca paciência para os tontos. É uma pessoa que acha que as questões da verdade não se decidem por referendo e, portanto, não se decidem pela opinião da maioria. É uma pessoa que, ao mesmo tempo, confia nas opiniões das outras pessoas, mas desconfia das opiniões partilhadas”.

 

Todos andamos à procura da verdade. Na Bíblia, quando Jesus é interrogado por Pilatos, diz: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.” Pilatos perguntou-lhe então o que era a verdade. Não obteve resposta.

 

Na “Apologia de Sócrates”, o filósofo diz mais ou menos o seguinte: “Sinto-me um pateta que teima em fazer perguntas às pessoas que andam pelos caminhos de Atenas. Claro que todos eles me acham um pouco estranho. Não tenho grande medo do que me possa acontecer a seguir. Mas estou completamente ligado a esta sociedade de idiotas de que faço parte e não posso ir pregar para outra freguesia.”

 

Esta sociedade diz-nos que é necessário sermos passivos, que é necessário obedecer para ir escapando aos desafios sucessivos e sobrevivendo. É o mundo maravilhoso dos clones.

 

Tudo que importa é a política e não a cultura. Apesar da política ser interessante, eu acho que a cultura é superior.

 

“A formiga no carreiro vinha em sentido contrário, caiu ao Tejo, caiu ao Tejo...”

 

Quem muito acredita, muito se engana.

 

Tolstói escreveu que o herói que amava com todas as forças da sua alma tinha sido, era e seria, sempre a verdade.

 

Será possível ficar ofendido pela verdade? É possível julgá-la?

 

Afinal, o que é a verdade?

 

Estou em crer que Pilatos continua sem resposta à sua pergunta.


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Domingo, 24 de Março de 2019

ST

Barroso - Penedones, ETC, XT1 151 - cópia copy.j

 


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Sábado, 23 de Março de 2019

ST

Barroso - Penedones, ETC, XT1 025 - cópia copy.j

 


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Sexta-feira, 22 de Março de 2019

ST

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Quinta-feira, 21 de Março de 2019

Poema Infinito (449): Incertezas

 

 

Agulhas de geada penetram no chão do parque. A passagem da música parece prosa barroca. Falamos na lei rígida do verso regular, nos automatismos ocasionais da narrativa, na palavra livre, na possibilidade das cores, na forma da pintura, nas indecisões da arte, no ritmo dos corpos, na fluidez das indecisões, na transubstanciação do mundo, no grau necessário para se proceder aos rituais. Compreendemos verbalmente os poentes, a música inteligente da cor azul, a escultura dos corpos, a suavidade iridescente de um corpo em êxtase, a mnemónica das rimas infantis. O meu desejo é à prova de subtilezas. No inverno continuam a mutilar-se os jardins. Desse mundo vegetal ressuscitarão primaveras, incertezas, sombras serenas, pedaços de alegria, ilusões e o aroma perdido da saudade das flores. As tuas mãos fazem parar o ar e endurecer o vento. Apenas fica a lembrança do seu movimento. A esperança sempre nos foi incerta. Também as águas profundas procuram o seu caminho em solo escuro. As palavras por vezes parecem sombras. Outras vezes lembram estrelas abertas. Algumas delas parecem meninos tristes que se habituaram a sofrer sozinhos. O silêncio também possui o seu próprio equilíbrio. O tempo das cores calcula-se com números simétricos. Passam ao longe nuvens rápidas. Os passos na rua perderam a sua força. Já deixaram de buscar estradas antigas. A água do rio está mais longa. O sol levanta-se sem vontade. A esperança dilui-se dentro da noite. Até as mãos ficaram sem vontade de procurar as coisas perdidas. No entanto brilham. São elas que trazem os beijos e os sonhos e as primaveras claras e os lábios azuis das sereias. Crescem de novo os prados ondulantes. Novos sonhos são novas alegorias navegando entre Deus e os homens. Por vezes sinto-me a perder a oportunidade e o choro a chegar perto dos olhos. Escondi as  memórias atrás do tempo. Sento-me no banco debaixo da árvore e fico à tua espera. Depois chegas e eu recolho de ti o grande céu dos teus olhos admirados. O meu olhar, por vezes, fixa-se no chão e parece que adormece como se estivesse cansado. Sonho com a primeira vez que descobri estrelas na tua boca. O tempo desenha vigílias cada vez mais profundas nos nossos rostos. Tenho saudade da esperança, do brilho verde do amor, do esplendor orgástico do teu sexo, do tempo inseguro da penetração. Pousava então a voluptuosidade atónita das minhas mãos nas curvas do teu corpo. Por vezes sentia-me a naufragar por ti adentro. Há uma atração esquisita entre o sentido de posse e a morte. As figuras estão agora mais pálidas, mais magoadas, mais carregadas de perfume. Até a angústia mudou de lugar. As paixões, no entanto, parecem mais purificadas. Os enganos também. Sinto-me a afundar no tempo. A beleza ficou mais amarga. E os meus olhos mais sérios e angustiosos. Os planetas continuam a deslizar na abundância do seu tempo, gerando círculos, desmanchando as figuras ambíguas. O nada é a alma de tudo. A alma divina é o esquecimento. Não consigo medir a certeza. As águas ainda se movem com a mesma melancolia. As árvores do pomar crescem lentamente. Todo o universo vibra dentro do seu segredo. Inúmeras noites se sucederão. Apesar da abundância do tempo, ele começa a faltar-me. Está na altura de podar a minha saudade.


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Quarta-feira, 20 de Março de 2019

ST

Barroso - abril 2006 181 - cópia copy.jpg

 


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Terça-feira, 19 de Março de 2019

Na aldeia

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Segunda-feira, 18 de Março de 2019

434 - Pérolas e Diamantes: Polvorosa no galinheiro

 

 

Um velho ditado diz que a raposa pode mudar de pelo mas não consegue mudar de hábitos. Existe outro que reitera que por mais engenhosa que seja a raposa não escapa a um velho caçador.

 

Apesar das raposas nos andarem a dizer que vivemos numa sociedade multicultural, democrática e igualitária, a verdade é que vivemos numa sociedade de desigualdades. Não de disparidades vagas de pensamento, mas de concretas e palpáveis desigualdades sociais.

 

Desigualdade entre ricos e pobres, entre cidade e campo, entre regiões, entre interior e litoral. Desigualdade de desenvolvimento, de rendimentos, de alocação de recursos, de distribuição de riqueza, de cultura e de educação. São estas desigualdades sociais que estão a incendiar a Europa. E o mundo inteiro.

 

O galinheiro está em polvorosa. A raposa espera pacientemente a luta entre os galos. Fracos e confusos são mais fáceis de apanhar.

 

O conceito de desigualdade perdeu o seu sentido estreito para ganhar amplitude, deixou de ter um significado vago e intangível para se transformar numa realidade concreta. De facto, agravaram-se e amplificaram-se as contradições e os conflitos sociais.

 

O mundo de hoje é constituído por duas realidades distintas: de um lado estão os países ricos abarrotando de abundância e do outro existem os países pobres repletos de pobreza e enxameados de gente faminta.

 

Transformando esta realidade em teatro shakespeariano podemos dizer que enquanto num lado do mundo se representa uma comédia, no outro assiste-se a uma tragédia.

 

Os pobres queixam-se, muito a modinho, da sua situação, da sua infelicidade. Os ricos, imbuídos da sua experiência, e erudição, tranquilizam-nos: “O dinheiro não é o único critério para medir a felicidade.”

 

Os ricos sabem sempre o que dizer. Até sabem calar. A sua razão é hereditária.

 

De uma coisa os “nossos” pobres se podem orgulhar: de viverem num continente rico. É como se estivessem no terreiro de uma festa assistindo ao fogo de artifício, depois de comerem um frango de churrasco e beberem vinho carrascão, enquanto os outros, nos salões,  estouram as rolhas das garrafas de champanhe francês para regarem a lagosta que deglutem de forma organizada e certeira. Ninguém lhes pode levar a mal. São eles, os tais outros, quem faz girar o mundo. Sem a sua sabedoria, sem a sua árdua liderança, o mundo seria um caos. Sem eles, os outros que tais, a ordem não nasceria todos os dias ao mesmo tempo que o sol. Nem a cor dos burros seria parda.

 

A promessa dos ricos vai ser cumprida, era o que mais faltava: a concertação social acordou num subsídio para que todos os trabalhadores que ganham o ordenado mínimo possam comprar um bolicao diário. Ou seja, os pobres passam a ter, obrigatoriamente, direito a uma sobremesa doce. A fruta passa a ir para os lares, ou, então, para alimentar os refugiados dos países do terceiro mundo, que muito necessitados andam de vitaminas.

 

Os pobres também possuem a sua sábia filosofia e por isso gostam de ripostar aos tais ricos que apreciam relativizar não só a felicidade, como a sua falsa relação com o dinheiro: não há fome que não dê em fartura.

 

Um antigo filósofo chinês disse, para dar algum consolo aos pobres, que sobrevivemos na adversidade e perecemos no conforto.

 

Dizem que na Bíblia também alguém escreveu que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus.

 

Com tal maldição divina não é de estranhar que os ricos não tenham nenhum remorso em viver no luxo mais faustoso. Perdido por cem, perdido por mil.

 

Tanto os ricos como os pobres têm fome. Mas enquanto os ricos têm fome de dinheiro, os pobres têm fome de política.

 

Uma coisa todos sabemos: arroz cozido nunca volta a ficar cru.

 

Ninguém tira da cabeça aos néscios que a ascensão e queda dos regimes ditatoriais e despóticos, que a afirmação de novas nações, que a renovação dos ideais políticos e sociais e que as invenções tecnológicas não passam de enredos de filmes ou telenovelas.

 

A beleza é uma ousadia. O poder é intemporal. As mudanças são imaginárias. A igualdade é uma crença.

 

É fácil acreditar que a defesa da liberdade, da igualdade e da fraternidade é uma espécie de humor.

 

Vá lá, não é humano confrontar esta gente com a realidade. Tem de se lhe dar muito pão e circo. A sabedoria do poder já vem de longe, de muito longe. E o que andou para aqui chegar.


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Domingo, 17 de Março de 2019

Na aldeia

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Sábado, 16 de Março de 2019

Mulheres

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Sexta-feira, 15 de Março de 2019

Na aldeia

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Quinta-feira, 14 de Março de 2019

Poema Infinito (448): O gosto húmido da terra

 

 

Agora compreendo o voo dos pássaros. E a ondulação das ervas. Na primavera espero que as florzinhas cresçam. Percorro a vida com algum atraso. Mas tudo o que aprendi foi para sempre. Fixo-me nos ranúnculos que florescem. Na primeira vez que cheguei à cidade cheirava a feno. Na aldeia, quando está neve, os sons duram mais tempo. A alegria não tem condições. A solidão é a minha companhia. Escuta-me onde estiveres, não quero cantar inutilmente. Se Deus fosse mulher o que seria considerado pecado? São Jorge emprestou-me o seu cavalo e eu não sei o que fazer com ele. Subo então por uma montanha e desço junto ao leito do rio. As sombras são mais fugidias. Os campos parecem mares. Lembro-me das flores que costumas levar no teu peito. O amor também pode ser uma coisa estranha. Os pássaros morrem de encontro à claridade da manhã. Os prantos dos animais são mais corridos. A absolvição tarda. Os deuses, por vezes, também rezam, parecendo criaturas de sorriso fácil, acreditando ainda no paraíso, nos suspiros e no desgosto, caminhando sempre às voltas, evitando o vento e a eternidade. Os precipícios já não são novidade. Levo na partida a tua luz, o teu desejo. O teu espanto fulminante. As ilusões fazem sempre parte das despedidas. E também as mãos. E os vestígios. Os vestígios dos gestos, do amor, das pequenas palavras, do seu calor, da sua verdade mais sólida, dos sentidos mutilados, da melancolia, do tempo que já esquecemos, da loucura indolor das crianças, do adormecimento da esperança, da silenciosa tristeza das lâmpadas, da água que vibra, das nuvens que parecem velas. Nos jardim despontam as flores adversas. Sinto o teu cheiro a orvalho. O espetáculo da vida é infatigável. Tempos mais versáteis virão. A beleza é inútil. A sua existência é sempre incompleta. Não é preciso provar para perceber o gosto húmido da terra, a insegurança do tempo, o brilho das folhas novas, a voz das madrugadas, o perfume das flores, a lenta anunciação da música. Homens eternos navegarão por cima da água e do vento. Venho de longe e vou ainda para mais longe. Procuro os teus sinais no meu caminho. O céu indica-me a tua trajetória. Os tempos estão muito mais confusos. Os operários de Babel começaram a suicidar-se. Alguém canta. As palavras parecem pássaros escondidos no escuro. O seu canto procura um novo desenho para a claridade. A chuva continua a polir as pedras. Estou longe das horas, dos itinerários mais antigos, dos fantasmas insepultos. O silêncio eleva a morte. O rosto do dia de hoje parece calmo. Os seus olhos estão vazios. Não me apercebi da mudança da alvorada. As raízes tornam o chão mais profundo. Tenho saudade das nuvens rápidas, dos pássaros que não se explicam, dos velhos que andavam ao sol, dos amantes que choravam e se beijavam como se não houvesse amanhã. Começo a esbracejar para não me afogar dentro do meu próprio sonho. O azul escorre dos meus dedos. O dia curva-se de frio. Tenho pena dos barcos que se afogam nas águas perfeitas do mar, das distâncias antigas, do silêncio dos desertos, da velocidade deslocada dos mundos, das vozes das ondas, da eterna solidão das estrelas, do vento plácido que tudo apaga. Acumulo cada vez mais ausências. Os sorrisos ficam suspensos. A névoa tudo encobre.


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Quarta-feira, 13 de Março de 2019

Na aldeia

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Terça-feira, 12 de Março de 2019

Na conversa

Barroso - Solveira - S. André - março 2016 176

 


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Segunda-feira, 11 de Março de 2019

433 - Pérolas e Diamantes: A realidade e vice-versa

 

 

Há um provérbio árabe que diz: “Aquele que corre sozinho tem a certeza de chegar em primeiro.”

 

Eu costumo andar sozinho ou acompanhado por um ou outro amigo e, muitas vezes, por um livro. Costumo aprender muito com os livros. E com os amigos. E também com a cultura árabe.

 

Mas não pensem que as obras de ficção são fruto do acaso. Isso é que era bom.

 

Sabemos que “Vermelho e Negro” se inspirou no caso Antoine Berthet; que existiu uma Madame Bovary real chamada Delphine Coutier; que o Edmond Dantès verdadeiro se chamava François Picaud.

 

A ficção tende a assemelhar-se ao falso para parecer mais verdadeiro. E vice-versa. A realidade está cheia de sinais sem importância. Não se deve procurar a alegria sem aceitar o sofrimento.

 

As personagens dos livros têm, como escreveu Paul Smail, solas de vento, podem ir onde o acaso as leva.

 

A moralidade transformou-se em espetáculo em vez de ser uma virtude que se exerce. A moralidade tornou-se amoral.

 

Vivemos num mundo sem referências, onde os pais já não são pais, onde o bem e o mal estão fundidos num magma e a democracia é uma salada russa onde não se reconhece a verdade, onde todas as opiniões são válidas, onde tudo é subjetivo, onde de nada serve indignar-nos, onde ou somos todos culpados, ou todos inocentes.

 

Se reparamos bem, podemos ver que os que detêm o poder não o adquiriram pela sua coragem e muito menos pela sua virtude ou subtileza, mas antes pela sua falta de força moral, pela sua falta de cultura, pela sua desumanidade, pela sua histrionia, pela sua histeria, pela sua descarada demagogia, pelo desprezo pelos humildes e pelos longos anos de servilismo para com os grandes a quem acabaram por conquistar as suas cadeiras, as suas patifarias e as canalhices sem fim. Dir-me-ão que há exceções. Pois, até poderá haver, mas são elas as que confirmam a regra.

 

Parecem os fantasmas que povoam as paisagens de Gogol ou de Bulgakov, pois transportam consigo não a esperança, mas um espelho, e a promessa atraente da absolvição de responsabilidades.

 

Uma coisa sabemos, como escreveu László Krasznahorkai: “Quando julgamos que nos vamos libertar, na verdade estamos apenas a mudar as cadeias”.

 

Tenho de começar a fazer como John Steinbeck e testar o que escrevo com os cães. Mas primeiro vou ter de os comprar ou esperar que alguém mos ofereça. Ele tinha um chamado Angel que ficava sentado a ouvir, transmitindo ao escritor a sensação de que compreendia tudo o que havia para compreender. Já o Charley dava a entender que tentava sempre acrescentar qualquer coisa. Um dia, o seu setter ruivo roeu o manuscrito de “Ratos e Homens”. Nessa altura Steinbeck deu-se conta de que o cão devia ser um crítico literário excelente.

 

É claro que já não há escritores tão sortudos, nem cães tão amantes da literatura. Os tempos mudam. E nem sempre para melhor. Antigamente é que era.

 

O escritor americano sabia que ser alguma coisa pura requer uma arrogância que não está ao alcance de qualquer um.

 

Por vezes também a mim a escrita me parece estranha e mística. A minha poesia ressente-se disso. Já a prosa liberta-me das minhas dores verbais.

 

Claro que faço o melhor que sei e posso, mas sem me levar muito a sério. Há por aí escritores ditos importantes que passam a vida a lançar o arpão à imortalidade. Pensam-se o Capitão Ahab lutando contra Moby Dick. O mar engole-nos a todos. Coitados dos peixes.

 

A santíssima trindade da escrita assenta numa pessoa interior que especula, numa outra que critica e numa terceira que procura a síntese. Também é necessário alguma dose de pecado.

 

Steinbeck, depois de uma conversa com dois editores e um revisor, concluiu que o leitor é estúpido e incapaz de compreender ideia nenhuma; que também é tão inteligente que descobrirá qualquer tipo de erro; que não compra livros breves; que não compra livros longos; que é em parte imbecil, em parte génio e também possui uma parte de ogre; que não se tem a certeza de que sabe ler.

 

Também todos sabemos que os escritores são cruéis, conflituosos, cheios de opiniões, mal-humorados, pouco razoáveis, nervosos, depressivos, irrefletidos, tristes e irresponsáveis. E também irascíveis, mal-educados e insuportáveis. E egomaníacos. E grande parte deles nem sequer possui a decência de terem sucesso.

 

Afinal, para que raio servem?


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Domingo, 10 de Março de 2019

No elevador do CCB

Lisboa - Rua Presidente Arriaga - Vasco 075 - có

 


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Sábado, 9 de Março de 2019

Em Paris

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Sexta-feira, 8 de Março de 2019

Em Paris

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Quinta-feira, 7 de Março de 2019

Poema Infinito (447): Desintegração

 

 

Custa-me assistir ao avanço natural da ruína, a essa força destruidora que aniquilou tudo perante a indiferença dos mais novos e a estupefação dos idosos. Tudo se desmorona: as casas, os muros, as árvores, as aves que teimam em planar no céu, os animais que se arrastam no chão, os corpos humanos, os desejos e as esperanças. Por mais que tente, não consigo resistir a essa pérfida ofensiva contra a criação humana. Tudo isso se me imprime na memória. Queima-me por dentro essa funesta decadência. O pedreiro já não edifica, o carpinteiro já não fabrica, as mulheres já não costuram. Tudo o que as mulheres e os homens penosamente criaram se desfaz em pó, se dilui em água que irá correr para um destino misterioso. Os abutres funestos da decadência atacam-nos a carne e os ossos. Desinteressarmo-nos de pormenores aparentemente insignificantes equivale a admitir que nos resignamos a ficar desprotegidos a meio da ponte que oscila entre a desintegração e o ordem racional das coisas. Dizem que o silêncio e a meditação compõem e decompõem eternamente a ordem natural de Deus. Lá fora levanta-se o dia e um bando de corvos voa em círculo. Quando Deus está de um lado a tentar sorrir, Satanás costuma estar do outro a dançar um tango. Levantou-se de repente o vento que teima em fustigar a aldeia. O sol começa a empalidecer atrás de uma muralha de nuvens. Os ramos frágeis das velhas árvores curvam-se humildemente sob o domínio intempestivo do vento que varre o espesso manto de folhas secas. Os gatos estremecem e enfiam-se pelas cercas e pelos portões das casas. O ar infiltra-se pelas fissuras das janelas. A angústia e o medo rasam o chão em busca de auxílio. Uma silhueta comprida gesticula na direção da estrada sinuosa. O dia termina abruptamente. Começam a cair as primeiras gotas de chuva. A noite penetra lentamente na sala. A candeia projeta uma luz ténue. As sombras movem-se lentamente na parede. A ação conjugada do vento e da água provocam sempre oscilações, destruições e também as transformações futuras. As obras proféticas costumam descrever o mundo após o aparecimento do homem. E também costumam falar do descanso de Deus. Os mares e os continentes foram-se sucedendo no tempo. Depois experimentámos a dura realidade da existência, a curva frágil dos nascimentos, o silêncio dos mares, as ligeiras vibrações espácio-temporais, os presságios, os sinais de fuga, as montanhas em ascensão, os homens em pânico, os animais aterrados, as aves esgotadas sinalizando a derradeira esperança. Libertou-se então uma grande energia. Continua a chover, agora de forma violenta. Ao longe latem os cães. Mesmo quando o sofrimento desaparece deixa sempre os seus vestígios. A agitação cósmica continua a piorar. Dou uns passos em volta da mesa. Os rostos das fotografias parecem-me familiares, apesar de os confundir uns com os outros. Com o tempo, a ordem das coisas costuma alterar-se. Ponho toda a ênfase na minúcia da observação. Conheço de memória a vereda que leva ao velho moinho. Recupero nela o meu equilíbrio. O tempo continua instável e indeciso. O ruído da desintegração vem de longe. Já não vale a pena esperar. Olho as chamas a crepitar. A porta da cozinha filtra alguns raios de esperança. Tudo parece frágil. Olho fixamente o vazio. O meu olhar fica preso na chuva. Penso então no trabalho da aranha que constrói a sua teia junto à janela. A avó diz: com o meu amigo como uma côdea de pão.


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Quarta-feira, 6 de Março de 2019

Em Paris

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Terça-feira, 5 de Março de 2019

Em Paris

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Segunda-feira, 4 de Março de 2019

432 - Pérolas e Diamantes: A necessidade da ironia

 

 

Há pessoas que procuram a imortalidade reclamando cartazes para os seus túmulos.

 

Para não ferir suscetibilidades não vou falar nem de Saramago e, muito menos, de Lobo Antunes.

 

Por exemplo, Hemingway era extraordinariamente vaidoso. Dizem que preferiu o suicídio ao acidente. Um acidente a limpar a arma teria ido contra tudo aquilo que lhe alimentava a vaidade. Garantem os entendidos que dar um tiro na cabeça com uma espingarda de caça é quase impossível, se não for planeado. Uma pessoa experiente nunca carrega a arma enquanto a limpa. Asseguram também que só um pateta poderia ter sofrido um acidente do género que vitimou o escritor. E todos sabemos que Hemingway não era pateta.

 

Afirmam também que o autor de “Por Quem os Sinos Dobram” era o preferido dos críticos porque nunca mudava de estilo, tema ou história. Não fazia experiências de pensamento nem de emoção. Steinbeck achava que, à semelhança do fotógrafo Robert Capa, criou uma imagem ideal de si próprio e que depois tentou vivê-la. O seu problema é que via os outros escritores vivos não como contemporâneos mas como adversários. Ainda segundo Steinbeck, Hemingway preocupava-se realmente com a sua imortalidade, como se duvidasse dela.

 

Henry James reescrevia textos simples e compreensíveis para os tornar obscuros e difíceis. Há escritores para tudo. Para se escrever bons livros não basta ter ideias, técnica ou competência. É necessário entusiasmo  e fé.

 

E para se escrever com ironia é necessário ter uma consciência profunda da injustiça, sobretudo em relação aos membros da Humanidade que são vítimas dos estúpidos, dos pretensiosos e dos hipócritas.

 

Um dia perguntaram à escritora Dorothy Parker se achava que a estabilidade económica era uma vantagem para o escritor. Ela respondeu que quanto a si, gostaria de ter dinheiro. E também gostava de escrever bem. Desejava até que esses dois elementos pudessem coexistir, mas se fosse demasiado difícil, preferia ter dinheiro. E rematou: “Detesto quase todas as pessoas ricas, mas acho que eu própria seria amorosa se tivesse esse tipo de vida.”

 

Curiosamente, eu penso da mesma maneira.

 

Os fazedores de opinião, vistam eles a roupa que vestirem, apenas se esforçam por domesticar a verdade. Enveredam sempre pelos caminhos de expressão demasiado gastos. É o seu vício. E teimam sempre em nos levar por aí. É difícil resistir-lhes.

 

É da natureza da palavra escrita não só dispensar a nossa presença, como também, em muitos aspetos, as nossas intenções. É isso o que a torna extraordinária.

 

Walter Benjamim afirmou que um livro pode passar mil anos sem ser lido, até o leitor adequado o encontrar. Os livros não têm pressa. O ato criativo não tem pressa.

 

Foi no século XX que descobrimos que as humanidades não conseguiram humanizar. Ou seja, a educação literária pode, pelo contrário, fomentar a crueldade política e a barbárie.

 

O nazismo, o comunismo e o estalinismo demonstraram-nos o paradoxo central: que a cultura literária, a literacia mais sofisticada, todas as técnicas de propaganda e transmissão cultural podem não só acompanhar a violência, a opressão e o despotismo, mas também, de certa maneira, reforçá-los.

 

A leitura deve comprometer-nos com um ponto de vista, deve convocar a humanidade, deve diminuir a nossa capacidade de indiferença. O mal nem sempre está nos outros.

 

Os escritores são todos fascinados pela técnica. Claro que a técnica é importante. Mas existe outro elemento na escrita que também o é: nós mesmos. Henry Miller descobriu que para ele a melhor técnica era técnica nenhuma. Nunca sentiu que tinha de aderir a qualquer tipo de abordagem particular. Tentava permanecer aberto e flexível, pronto para virar com o vento ou a corrente do pensamento.

 

Há uma caricatura da literatura francesa que se baseia na ideia de que existe sempre alguém que está triste e depois se suicida. Esse tipo de pessimismo que diz que a vida não vale a pena ser vivida é moralmente ofensivo.

 

Por vezes sinto que vivo numa espécie de Quinta Dimensão, onde tudo parece armadilhado e traiçoeiro.

 

Emmanuel Carrère conta que certa vez ouviu a uma menina, que se tinha portado mal, perguntar à sua mãe, que lhe dizia para se colocar no lugar das outras pessoas, que se fizesse isso, para onde é que iriam essas pessoas?

 

Dizem que nos devemos sempre colocar no lugar do outro. Eu percebo a intenção pedagógica. Mas a única coisa que podemos fazer é ocupar o nosso próprio lugar, com o máximo de investimento possível, e afirmarmos que estamos a imaginar como seria ser outra pessoa, sem nunca perdermos a noção de que somos nós a imaginar. Nada mais podemos fazer do que isso.


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Domingo, 3 de Março de 2019

São Sebastião - Couto Dornelas

DSCF2299 - cópia copy - cópia.jpg

 


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Sábado, 2 de Março de 2019

ST

Santo Ovaia, etc 115 - cópia copy.jpg

 


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