Quarta-feira, 31 de Julho de 2019

Louvre

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Terça-feira, 30 de Julho de 2019

Em Paris

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Segunda-feira, 29 de Julho de 2019

453 - Pérolas e Diamantes: Ironias e genocídios

 

 

A ironia de determinados acontecimentos dá que pensar, ou faz-nos rir, para não chorar.

 

Rembrandt – o mestre do claro-escuro, que revelou a luz nascida da escuridão –, por causa de um escândalo amoroso  passou os seus últimos anos na sombra, perdeu a casa e os seus quadros e foi enterrado num sepulcro de aluguer.

 

As obras de Veermer, quando morreu, vendiam-se por quase nada. Em 1676, a sua viúva pagou com dois quadros a dívida que tinha ao padeiro.

 

O monarca inglês Henrique VIII teve seis rainhas. Ou seja, enviuvava facilmente. Dizem que devorava mulheres e banquetes. Seiscentos lacaios serviam as suas mesas, onde transbordavam empadões recheados de perdizes, onde pavões eram servidos com toda a sua excelsa plumagem e onde enormes pedaços de vitela, ou leitão, eram esquartejados atribuindo-lhe o rei títulos nobiliárquicos. Quando teve a sua última rainha, Henrique estava tão gordo que não conseguia subir as escadas que separavam a cozinha do leito nupcial. Inventaram-lhe então um elevador que o levava da mesa para a cama, ainda de prato cheio.

 

O rei Ricardo III, um dos primeiros ícones dos assassinos em série, deixou na história inglesa e na obra de Shakespeare, um rio de sangue, na sua caminhada até a coroa. Matou o rei Henrique VI e também o príncipe Eduardo. Afogou o irmão Clarence num barril de vinho e acabou com a vida dos sobrinhos. A dois deles, príncipes ainda crianças, encerrou-os na Torre de Londres, sufocou-os com as suas próprias almofadas e enterrou-os em segredo debaixo de uma escada. Enforcou também o lorde Hastings e decapitou o duque de Buckingham, seu melhor amigo, o seu outro eu, para não se dar o caso de ele se lembrar de conspirar. Foi também o último rei inglês a morrer numa batalha.

 

Foi John Locke quem fundamentou filosoficamente a liberdade humana em todas as suas variantes: a liberdade empresarial, a liberdade de comércio, a liberdade de concorrência, a liberdade de contratação. Este paladino das mais amplas liberdades, defendeu também a liberdade de investimento. O autor do “Ensaio acerca do entendimento humano”, para dar coerência às suas ideias, resolveu investir as suas poupanças na compra de um pacote de ações da Royal African Company, empresa que pertencia à coroa britânica e aos apelidados de “homens industriosos e racionais”, dedicando-se a capturar escravos em África para os vender na América. Segundo a RAC, os seus esforços garantiam “um fornecimento constante e suficiente de negros a preços moderados”.

 

Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, a África vendia escravos e comprava espingardas, trocando mão de obra por violência. Nos séculos XIX e XX, a mesma África entregou ouro, diamantes, cobre, marfim, borracha e café, recebendo em troca Bíblias. Trocava a pecaminosa riqueza da terra pela Divina promessa do Céu.

 

 Convém também lembrar que os próprios reis africanos tinham escravos e lutavam entre si.

 

Os traficantes de escravos, talvez devido ao seu sentido de humor apurado, chamaram aos seus melhores navios Voltaire e Rousseau. Alguns negreiros, provavelmente os mais devotos, batizaram os seus barcos com nomes religiosos: Almas, Jesus, Misericórdia, Nossa Senhora da Conceição, Profeta David, Santa Ana, Santo António, São Filipe, São Miguel, São Tiago. Outros davam testemunho do amor à humanidade por parte dos proprietários: Amizade, Esperança, Herói, Igualdade. Ou às aves: Beija-Flor, Rouxinol. Ou lembravam impulsos: Desejo. Outros ainda pretendiam homenagear as suas esposas ou as queridas filhas: Adorável Betty, Amável Cecília, Prudente Hannah, Pequena Polly. Os mais coerentes ficavam-se pela intenção disciplinadora: Subordinador e Vigilante.

 

Claro que muitos escravos tentaram fugir a tão triste condição. Os que falharam a sua tentativa sofreram castigos de mutilação, corte de uma orelha, tendão, pé ou mão. Nos meados do século XVI, o misericordioso rei de Espanha proibiu, em vão, “cortar as partes que não se podem nomear”. Aos reincidentes, cortavam-lhes, mesmo contra a vontade do monarca, o que lhes restava e enviavam-nos para a forca, a fogueira ou para o cepo. Nas praças das povoações, as suas cabeças eram exibidas em estacas.

 

No século XVII, por toda a América, multiplicaram-se os baluartes dos fugitivos livres, que se escondiam nas profundezas da selva, ou rodeados de areias movediças, ou em terrenos firmes mas com falsos caminhos, pejados de estacas aguçadas. No Brasil chamaram-lhes quilombos.


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Domingo, 28 de Julho de 2019

No Barroso

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Sábado, 27 de Julho de 2019

Sorriso

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Sexta-feira, 26 de Julho de 2019

No Barroso

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Quinta-feira, 25 de Julho de 2019

Poema Infinito (466): Sempre

 

A fogueira ardeu durante toda a noite até as nossas lágrimas secarem. Os frutos da árvore do tempo estão já maduros de mais. Oiço as vozes desfeitas pelo desespero. O dilema ganhou a forma de meditação.  Chego e parto. Os olhos dos vivos parecem chagas. Jazem em repouso frio as mãos que arrancaram beleza aos montes que nos rodeiam. A terra dos vinhedos está recalcada. Fermentam nela ainda restos de força e cansaço. Outra vida começa. Outras imagens. A fogueira de lenha é coisa do passado. A fé já não aprecia ser aquecida. A terra parece mais humana, mais funda. Tento inspirar-me na sua ternura. A forma do tempo é mais límpida. O vento faz oscilar a razão. A luz da madrugada é pesada e fria. Alguém acena no meio da bruma. Parece que grita mas não se ouve som nenhum. Os caminhos são agora mais vagos. Sinto a expressão da sua angústia. Toda a beleza possui o seu próprio sentido secreto. Alguém desenhou no céu uma lua nova. Corre na velha árvore do largo uma seiva cansada. As suas folhas parecem versos esgotados. Nos baixios, a água está parada. Lembro-me da velocidade antiga do rio, da alegria das crianças, da quentura da mães, do olhar fraterno dos avós e da força interior do olhar dos pais. Ao sol levedava a grandeza das colheitas, a chuva descia sobre nós de forma alada. Os pássaros mais alegres bebiam as gotas matutinas do orvalho. Dói-me a ausência da voz da mãe. Custa viver no Purgatório e escutar o silêncio do Céu. A covardia vive agora no Paraíso. Foge-nos a forma das coisas, o abandono dos ninhos. A vida descansa na terra, nas sementes, nos caules e nos animais. Apenas um galo cantou na escuridão para afastar o medo. Por vezes desperto dentro de uma onda de calor. A aldeia parece uma ilha rodeado de lagos, bosques e luar celeste. Fecharam há pouco as portas a essa ilusão. As horas são agora mais despidas e incertas. Muita gente nasceu aqui. Muita gente viveu aqui. Muita gente morreu aqui. Para sempre. A mentira dos sonhos também pode ser uma forma de beleza. Ergo o olhos da terra que está de poulo. Poucas são as leiras semeadas. As nuvens são parecidas com as de antigamente. Dizem que as tempestades também possuem a mesma ferocidade. E que as quimeras, as ambições e os desejos se assemelham a ecos dos gritos antigos. Os beijos e os coitos são agora definidos e consumados a céu aberto. Já ninguém sonha com a lei da ocasião. A inocência nunca passou de uma promessa. A memória das suas brasas continua a queimar-me por dentro. Que alegria tão triste produziu. Um clarão de fantasia iluminou a escuridão. As mãos dos cegos desenvolvem sentimentos tácteis. De um lado terra.  Do outro lado gente. Pela janela aberta entram segmentos dóceis do firmamento. Sinto o chão a arrefecer. Os sonhos também podem ser desumanos. O fumo sai das chaminés das velhas casas de pedra com a sua forma irónica. Quem olha consente. Os milagres davam-se sempre durante o inverno.  Apesar do frio, tudo ressurgia como se fosse pão a levedar. Banho o olhar no rio claro que passa na cortinha. A memória da dor oscila, mas não muda de condição. A distância do desejo brilha junto ao outeiro. Parece uma sugestão de verdade. A vida já não leveda como o pão. Os caminhos adquiriram o azedume da erva. Os rouxinóis parecem meditar os seus trinados. O Senhor do Calvário continua mudo e dorido como sempre.


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Quarta-feira, 24 de Julho de 2019

Interiores

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Terça-feira, 23 de Julho de 2019

No Barroso

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Segunda-feira, 22 de Julho de 2019

452 - Pérolas e Diamantes: Desumanizações

 

 

Continua a dar que pensar o facto de, como concluiu Norbert Frei, o nazismo não ter constituído uma monstruosa excrescência, mas ter-se revelado estar enraizado no mais profundo das estruturas sociais, mentais e culturais da Alemanha.

 

Apesar da escala ser diferente, o mesmo se pode dizer do fascismo português.

 

Desta forma, fica posta em causa a noção segundo a qual teria existido um totalitarismo sem limites sobre a sociedade alemã e de que os indivíduos teriam sido privados de todos os seus quadros de referência e integração sociais e intelectuais, “atomizados” e inteiramente submetidos à violência e à doutrinação.

 

Sabe-se hoje que a base social do partido de Hitler foi maior do que se pensava, ultrapassando em muito o número dos militantes do NSDAP e as fronteiras de uma só camada ou classe.

 

Primo Levi, um dos mais famosos sobreviventes de Auschwitz, demonstrou que nos campos de morte não existiam unicamente as vítimas e os carrascos, mas também muitos outros comportamentos. Foi ele que alertou para o facto de os criminosos nazis serem feitos do mesmo tecido (humano) dos outros seres humanos, e de os seus atos resultarem de uma educação e de outras circunstâncias particulares, em que se dera uma transferência do normal para o patológico no seio de um sistema em que os fins justificavam os meios.

 

O mesmo processo se desenvolveu nos gulags, os campos de extermínio comunistas.

 

Foi a desumanização das vítimas, a especialização profissional e a forma tecnológica como cada um exerceu a sua parte do crime, o que baniu do seio dos “perpetradores” toda a espécie de consideração moral.

 

Com esse fim, foi eliminado qualquer tipo de empatia com as vítimas. As noções de lealdade, dever e disciplina tornaram-se imperativos morais.

 

Como escreveu Irene Flunser Pimentel, “indivíduos normais tornaram-se instrumentos da vontade de outrem, sem se sentirem pessoalmente responsáveis pelo conteúdo das suas ações”.

 

Christopher Brown, tentando procurar os motivos que levaram tantos a matar milhões de pessoas, dividiu os perpetradores em quatro grupos diferentes: os ideólogos e os crentes fanáticos no regime nazi, tomando como exemplo paradigmático Heydrich e os que estiveram à sua volta na RSHA; os especialistas e profissionais alegadamente apolíticos, dos quais faziam parte generais, industriais, médicos e cientistas que colocaram em prática e partilharam os objetivos nazis; os banais burocratas e funcionários dos escalões intermédios e baixos da administração pública; e, por último, os homens vulgares, recrutados ao acaso para a Wehrmacht, a polícia de reserva, e as autoridades de ocupação, participantes nos massacres de civis.

 

Depois distinguiu três tipos de argumentos: os usados pelos próprios assassinos, de que teriam sido forçados a matar; as explicações dadas pela Escola de Frankfurt com recurso ao conceito de “personalidade autoritária; e a “explicação cultural”, que responsabiliza pelos crimes toda a cultura alemã.

 

A análise histórica diz-nos que a grande maioria dos perpetradores de “baixo” pensava que estava a combater pelo triunfo da Alemanha e também pelo da civilização ocidental cristã. Muitos dos que prestaram testemunho reconheceram ter sido enganados. Mas talvez não tenha sido bem assim. Há diferença entre ser enganado e deixar-se enganar.

 

Tanto os perpetradores menores como os denominados espectadores dos crimes deixaram de ser anónimos, pois caiu o mito de que o genocídio apenas teria sido levado a cabo pelos elementos da SS e dos Einsatzgruppen, e não pela “decente” Wehrmacht. Mas convém não esquecer a cumplicidade prática com os crimes nazis e a Shoah por parte de ucranianos, bielorrussos ou civis lituanos.

 

A abertura dos arquivos nos países de Leste e na URSS, nos anos 90, veio revelar que participaram diretamente nos crimes e na Soah atores não alemães, nomeadamente: estónios, romenos, ucranianos, letões, lituanos, polacos e croatas. Ou seja, sendo um processo imposto pelo ocupante alemão, o genocídio dos judeus apoiou-se em pulsões de violência antissemita de populações locais.

 

Uma coisa sabemos: não são as estruturas que matam, mas sim as pessoas. A verdade é que os denominados “homens vulgares”, enquanto indivíduos, participaram com iniciativas próprias e com as suas próprias ideias e práticas no processo de extermínio. Hitler, Himmler e os outros nunca estiveram sós.

 

Ou seja, tanto o Estado como o partido nazi, dependeram de uma verdadeira indústria de denúncias. Foram os “alemães vulgares” quem contribui para a radicalização da violência no seio do regime.


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Domingo, 21 de Julho de 2019

No Barroso

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Sábado, 20 de Julho de 2019

São Sebastião - Couto Dornelas

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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019

No Barroso

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Quinta-feira, 18 de Julho de 2019

Poema Infinito (465): Dor

 

 

Olho para as nuvens e fico ansioso por me ir embora. Pareço um padre que não faz a mínima ideia do que é o além. Deus seja louvado. A chuva cai agora mais devagar. Abriu o sol antes da noite. Depois amanheceu como se por acaso. A relva cheira agora a humidade e a orvalho. Está tudo esticado como arame: a nitidez, o olhar furioso da mãe, os postes, os montes carregados de neve, os arbustos. Tudo parece andar para trás. O tempo parece voar, mas não sai do mesmo lugar. Por vezes não sei se ele existe. O tempo e invisível. Este é um país de sinos. Este é um país de passados, onde as manhãs forram o interior dos olhares, onde as crianças estão em vias de extinção. Tudo agora cabe nas tardes: a chuva, as aves, o lixo. As primaveras já não são atuais. Nesta Babilónia unicamente cantam as rãs. Apenas chove na periferia dos rostos. Os homens agitados começaram a ficar calmos. O vento torna mais evidentes as oliveiras e os pinhais. A pressa esmaga os dias e aguça as esquinas. Os olhares são cada vez mais ocasionais. São as janelas quem define as primaveras. Os gestos são agora mais distantes. A infância traz agarrada a si um novo corpo, o sol a entrar pela janela, o comboio a subir o monte e os cães a ladrarem às badaladas dos sinos. Deus já abandonou as aldeias. Os velhos suspiram as tardes e falam dos cheiros com as suas vozes de criança. As palavras são cada vez mais provisórias. As tragédias enchem os jornais. De longe vêm os amigos, perseguidos pelo silêncio. As parábolas ondulam lentas e vagas nas manhãs de domingo. A solidão é agora mais visível, os gestos mais lentos. A memória é agora a inimiga mortal do descanso. Nela aparece um camponês por entre o milho, melhorando a mitologia, imobilizando as árvores de fruto, disciplinando a alvorada, arrastando o sol atrás de si. No pátio só há sombras. Entre as coisas que não existem está Deus. A terra devolve-nos a responsabilidade do dia a dia. É difícil esconder os sonhos. A avó disse-me um dia que a poesia é velha, que as serras são audaciosas e que o nascimento e a morte são coisas redondas. Depois começou a pentear o cabelo e a tecer o próximo outono. Nesse tempo, o avô cultivava os nossos dias. Depois morreu. A solidão da avó passou a estar submersa como se fosse cega. E eu comecei a confundir o castanho com o vermelho. Fiquei tão triste que me esquecia de comer. A minha dor passou a ter a forma do pão centeio duro. A avó passou a distinguir apenas vagamente os anos. Com o inverno chegou o tempo de chorar. A desolação nasce em mim ao mesmo tempo que a aurora. Os dedos percorrem os desenhos mais agrestes das árvores. Sinto nas mãos o fogo a queimar.  A luz dentro da memória brilha como se fosse Natal. A culpa é sempre secreta e primitiva. A verdade também produz sementes, mas pequenas. Crescem os dias como se fossem braços a estender-se aos carinhos. As flores brancas abrem o bosque e cruzam as distintas linhas de luz. Depois ficam imóveis, contradizendo de propósito o vento irrequieto. A memória da avó é tão clara como os seus olhos azuis. O vento restitui-me a ideia da ida para a escola. Por vezes, o inverno cantava-nos uma canção triste. Bebo a água da fonte como se fosse a imagem do céu. Do passado vem uma aragem fria. Sofro com a sensibilidade do tempo. Dizem que faz parte da vida. Mas dói. Dói muito.


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Quarta-feira, 17 de Julho de 2019

No Barroso

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Terça-feira, 16 de Julho de 2019

Misarela

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Segunda-feira, 15 de Julho de 2019

451 - Pérolas e Diamantes: Nietzsche

 

 

O dogma básico da fé cristã diz que a Santíssima Trindade é constituída por Deus Pai, Deus Filho (Jesus Cristo) e Deus Espírito Santo. No entanto, Nietzsche, apenas com doze anos, não conseguiu tolerar a irracionalidade desta construção. Por isso, através do seu raciocínio, criou uma Santíssima Trindade diferente.

 

Foi com essa mesma idade que invocou, para si mesmo, uma “trindade maravilhosa”: Deus Pai, Deus Filho e Deus Demónio. A sua dedução era que Deus, pensando por si, tinha criado a segunda pessoa da divindade, mas que para poder pensar por si teve de pensar no seu oposto e, por conseguinte, teve de criar uma terceira. Ou seja, o Demónio é uma criação de Deus.

 

Foi assim que começou a filosofar.

 

Viveu então um período de autossuperação, um princípio importante que mais tarde veio a desenvolver, sobretudo na sua dimensão metafísica.

 

Na escola utilizava “a majestade altiva da vontade” para ultrapassar os seus colegas. Depois foi para Pforta onde aprendeu a caminhar entre Darwin e a dúvida, entre o progresso científico e a fé religiosa, interpretando a versão consistente de verdade, beleza, clareza e propósito intelectuais, independentemente de qual o deus adorado.

 

O dia começava pelas 5h25, com as orações matinais. Seguia-se o leitinho quente e os pãezinhos. A primeira aula era às 6h. Às 7h havia uma hora de estudo. Depois aula. Depois  estudo. E novamente aula. Ao meio-dia ia buscar os guardanapos e marchava para o refeitório. Tinha então lugar a chamada e uma Ação de Graças em latim antes e depois da refeição do meio-dia, a que se seguiam quarenta minutos de tempo livre. Entre a 1h45 e as 3h50 regressavam as aulas. Seguiam-se mais pãezinhos com manteiga, pingue de bacon ou doce de ameixa. Entre as 16h e as 17h, os rapazes dos últimos anos faziam testes de ditado de grego ou problemas de matemática aos dos primeiros anos. Após o lanche, tinham lugar mais duas horas de estudo. Às 19h procedia-se a nova marcha para o refeitório onde tinha lugar a ceia. Hora e meia depois sucediam-se as brincadeiras no jardim. Entre as 20h30 e as 21h faziam-se as orações vespertinas. Depois ia tudo para a cama, já que às 4h da manhã abriam-se de novo as portas para começar um novo dia.

 

Era a escola mais rigorosa da Europa, com quinze horas diárias de solidão e trabalho durante anos a fio.

 

O coração de Nietzsche assemelhava-se “ao vento que soprava irregularmente entre as árvores altas, cujos ramos gemiam e oscilavam”.

 

Nos domingos, ao fim da tarde, tinham lugar no jardim debates estudantis, em grego ou latim, sobre um jogo normal com bolas de madeira, que frequentemente degeneravam em duelos verbais travados com hexâmetros latinos improvisados.

 

Os rapazes eram incentivados a falar sempre em latim e grego. Nietzsche, por feitio, levou as coisas tão a peito que decidiu pensar em latim.

 

Nietzsche era bom no piano. Era um virtuoso. Os seus amigos diziam que o tempo de trovoada despertava nele a mais forte inspiração, pois, quando os trovões ribombavam, nem Beethoven teria sido capaz de atingir um tal nível de improvisação.

 

Mais tarde escreveu: “O livre-arbítrio sem destino é tão impensável como o espírito sem realidade, o bem sem o mal... Só a antítese cria a qualidade...”

 

Desde novo que Nietzsche começou a dar sinais daquilo que era: um homem fascinado, e perseguido, pela loucura.

 

Apaixonou-se por Holderlin e por Empédocles.

 

O primeiro escreveu coisas tão inquietantes como: “Oh, vós, miseráveis que sentis tudo isto, que, tal como eu, não podeis permitir-vos falar do homem como estando aqui com uma finalidade, que, tal como eu, estais tão totalmente dominados pelo Nada que nos governa, tão profundamente conscientes de que nascemos para nada, de que amamos um nada, de que acreditamos em nada, nos esgotamos a trabalhar até a morte para nada só para que pouco a pouco possamos transformar-nos em nada...”

 

Já Empédocles, segundo a lenda, pôs termo à vida saltando para dentro do Etna com a expectativa segura e certa de emergir dele como um Deus.

 

Friedrich Nietzsche acabou por perder a razão e abraçar um cavalo numa praça de Turim, em 1889. Mas já antes julgava ter-se transformado no deus Dionísio.


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Domingo, 14 de Julho de 2019

Feira dos santos

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Sábado, 13 de Julho de 2019

Na feira

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Sexta-feira, 12 de Julho de 2019

O pastor

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Quinta-feira, 11 de Julho de 2019

Poema Infinito (464): A árvore da vida

 

 

Toda a árvore da vida traz dentro de si o seu próprio inverno. Nós somos como as aves que pousam nos seus ramos: madrugadoras, migradoras, súbitas e tardias. O tempo é consciente da sua indiferença. É magnífica a nossa impotência. São fáceis de perceber as oscilações aceleradas dos dançarinos. Parecem bonecos mascarados de contornos, sentindo por dentro a sua forma exterior. Afinal, de onde vem a razão e o frio que provocam? As visões turvas definem o futuro. As novas estações do ano nascem em círculo, evoluindo naturalmente pelo meio da impaciência que provocam. Crescemos ansiosos por entre as horas intermináveis da infância. O nosso caminhar é solitário. O cinzento endurece a memória. A nossa vontade está sempre insatisfeita e agora é lisa como um tapete gasto. Os sorrisos falsos transparecem sempre um brilho ténue na superfície. Os brinquedos revelaram-se sempre inúteis nas longas convalescenças. Não há queda sem ruído. Da árvore da vida também costumam cair muitos frutos imaturos. Os jovens parecem tristes praticando os seus saltos em silêncio. Raramente são ternos, porque as suas mães ficaram gastas antes de tempo. Ardeu-lhes a planta dos pés logo após a sua gestação. O seu sorriso precoce cegou-os como se fossem o próprio pecado original. A avó colheu a erva salutar entre as flores mais pequenas sem as magoar. Traz no coração os animais mais desatentos, para os proteger. Transforma o seu entorno de forma constante. Diz que sente o vazio como eu sinto os zeros. Diz que sente cada dia mais a inquietação dos caminhos, as falhas imprecisas dos solos, os inúmeros mortos que se vão perdendo na memória dos vivos. Sorri como se a felicidade fosse uma ousadia. Diz que sente a insinuação dos frutos ainda antes da floração da árvore da vida. Diz que sente a dor dos seus ramos retorcidos. Diz que sente a persistência e a profundidade das raízes. O seu tempo é seguro. Os seus segredos são puros. Sente-se a saltar por cima do seu sono para não despertar a ventura e a glorificação da natureza. Muitos dos deuses morrem antes de chegarem a heróis. Duram pouco porque não gostam do perigo. Não conseguiram ascender à existência. O perigo é constante e o destino repentino. O menino esconde a sua ânsia. O menino esconde-se dentro da sua ânsia. Tenta abraçar o futuro. Lê a história de Sansão e deixa crescer o cabelo. Um dia há de arrasar as colunas do templo, nadar nas águas dos rios impetuosos e precipitar-se por cima das donzelas à sombra da árvore da vida. Depois dorme dentro dos seus sonhos de eternidade, caminhando no desejo, armando-se de metáforas, ensaiando risos e sofrimentos como se fosse um adulto eterno. Sente-se grande e forte. Um dia ganhará a simplicidade da terra e a forma enrugada da água que corre nos rios. Miguel Ângelo pintou a árvore da vida em frente a Deus. Deus falou-lhe com voz quente. Miguel Ângelo bebeu vinho da sua ânfora e perdeu os sentidos. Depois começaram as peregrinações, as invocações e tiveram lugar as auroras imensas que encheram os olhos de todos. Tudo ficou pasmado perante tanto esplendor. As horas ficaram hermafroditas. A luz pousou suavemente sobre as armas. Iluminaram-se os caminhos. Nessa altura levantou-se um vento meridional que espalhou as folhas caídas da árvore da vida. A razão nasceu no mundo.


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Quarta-feira, 10 de Julho de 2019

O homem da concertina

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Terça-feira, 9 de Julho de 2019

Notre-Dame de Paris

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Segunda-feira, 8 de Julho de 2019

450 - Pérolas e Diamantes: Sexo e outras PETAS

 

Segundo a revista The Atlantic, estudos recentes revelam que a nova geração está a iniciar a sexualidade mais tarde e a ter sexo com menos frequência do que as gerações anteriores.

 

Na perspetiva da autora do artigo, Kate Julian, isto sucede quando pareciam estar criadas as condições culturais, morais e tecnológicas para que as pessoas tivessem mais sexo e não menos sexo.

 

E esta não é uma tendência apenas americana. O problema ainda é mais grave noutros países. Por exemplo, no Japão há uma série de termos para descrever uma geração à qual, segundo parece, o sexo não assiste.

 

No meio dos “homens herbívoros” (assim chamados por não se interessarem em andar atrás das mulheres), existem os “introvertidos”, os “solteiros parasitas”, que vivem em casa dos pais já depois dos 20 anos e os “fãs obsessivos”, que canalizam as energias que as gerações anteriores empregavam na procura do sexo nos livros de BD.

 

Todos estes comportamentos originaram a denominada síndrome do celibato. Tudo isto acontece numa época onde a pornografia é acessível a toda a gente, onde existem redes sociais como o Tinder (que facilitam a entrada no mercado sexual) e as doenças sexualmente  transmissíveis já não assustam como há vinte ou trinta anos atrás.

 

A reportagem jornalística sugere que é precisamente a facilidade e a omnipresença mediática do sexo que está a afastar os jovens da prática do dito. Até porque a pornografia oferece uma gama de soluções que tornam a masturbação mais satisfatória. Ou seja, a possibilidade do estabelecimento de padrões sexuais irreais faz com que, muitas vezes, as experiências reais sejam uma desilusão, quando não, sobretudo para as mulheres, incómodas, dolorosas ou violentas.

 

Mas esta ilusão tem aspetos negativos, provocando o atrofiamento das aptidões de sedução. E a tudo isto temos que juntar o facto de que seduzir alguém num bar, numa discoteca ou através de uma troca de olhares num lugar público ser atualmente visto como sinistro ou mesmo criminoso.

 

A reportagem refere que, de facto, o sexo não é assim tão importante para os seres humanos. Ou seja, ninguém morre se não praticar sexo. Mas da falta de sexo podem resultar problemas como a depressão que, por incrível que pareça, se combate com medicamentos inibidores do desejo sexual.

 

Como se isso fosse pouco, agora apareceu uma associação norte-americana chamada PETA, que se preocupa com a linguagem inclusiva relativa ao reino animal. Diz-se defensora dos animais e, para isso, resolveu fazer recomendações relativas a expressões de linguagem que podem ser consideradas ofensivas e lesivas dos direitos dos animais, como, por exemplo, “matar dois coelhos de uma só cajadada” ou “pegar o touro pelos cornos”.

 

Quando se trata de “vestir animais” ou “comer animais” ainda vá que não vá, já tentar inibir ou eliminar a linguagem que fale em animais é ir um pouco longe de mais.

 

Se nos dois primeiros casos existe uma interação entre seres humanos e animais em que estes são usados para o nosso bem-estar, já nas questões da linguagem a interação é unicamente feita entre pessoas, não afetando em nada os animais. Ou seja, quando eu utilizo a expressão “matar dois coelhos de uma cajadada” não me transforma necessariamente num psicopata capaz de me ir a eles como Santiago aos mouros.

 

Bruno Vieira do Amaral, em artigo na revista LER, sugere que, se é mesmo para condicionar o uso de certas expressões, se deve começar por suprimir “vida de cão” da comunicação entre os homens, visto que, entre nós, a vida dos canídeos é bem melhor do que a de muitas pessoas.

 

Claro que, adverte BVA, apenas o deveríamos fazer depois de ouvirmos os cães, porque tomar decisões tão radicais sem ouvir as partes interessadas é, em si mesmo, um sintoma de “especismo” contra o qual é nosso dever lutar.

 

Tina Turner disse que um dia decidiu falar “sobre a vida” aos seus filhos. Como o Ike estava sempre no estúdio, sentou-os à mesa e pegou num livro sério sobre sexo.

 

Espero sinceramente que se tentar fazer o mesmo sobre o tratamento dos animais não vá a uma biblioteca municipal e requisite um livro sobe o tratamento dos humanos durante o tempo da Inquisição, ou nos campos de concentração nazis, ou nos gulags comunistas.


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Domingo, 7 de Julho de 2019

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Sábado, 6 de Julho de 2019

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Sexta-feira, 5 de Julho de 2019

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Quinta-feira, 4 de Julho de 2019

Poema Infinito (463): Fixações

 

Incomoda-me o cheiro áspero das flores, as pedras limosas na margem do rio a que nem a tarde consegue aderir. O apelo mais profundo vem da água secreta que corre lá ao fundo da quinta. As borboletas chateiam-me com a sua beleza, com o seu veludo, com as suas danças. As mãos dos mais velhos continuam cheias de inconsoláveis mistérios, repletas de cruzes e estrelas, de nervuras tão nítidas como as das folhas das figueiras. Continuam incompreensíveis porque sempre se julgaram sem importância nenhuma. Os seus olhos já não têm sono, avistam apenas pequenas distâncias, restos de horizontes, ausências. Fixam-se sobretudo nas ausências. Acreditam ao mesmo tempo que tudo é muito e que tudo é pouco. O desejo confunde-se com a ternura. O tempo, que sempre lhes foi longo, agora é curto de mais. Os seus olhos procuram as sombras e os pássaros da madrugada. O céu continua perto da terra, como um sonho interminável. Cantam com pena, rezam com pena, debruçam-se sobre os muros como se fossem muralhas, como se o chão fosse uma espécie de inveja. Deus já não os ouve, não percebe a doçura e o desespero dos seus prantos. Qualquer dia ganham definitivamente o chão raso que lhes deu de comer. Todos sentem que estão de partida. Esta noite andada já tem pouco para andar. A voz adormece-lhes ainda antes de adormecerem. Já esqueceram a recordação do tempo. Deus é cada vez mais um ser indeterminado. O perfume das rosas é doloroso. Enjoa-me a sua densidade. Penso então no vento, na água, nas urzes, na música e nas estrelas que anunciam a alba. O silêncio é ainda maior. A eternidade escorre-me dos dedos como se fosse areia. O som da voz é um sopro. As árvores continuam a aceitar o frio. O último carro de bois faz-me recordar as falas do vento, os braços e as foices, os casebres, as tardes ermas, os pássaros que bebiam do céu os primeiros pingos de chuva. E a D. Marquinhas da Ajuda que falava sozinha e se turbava de palavras para encaminhar as almas mais solitárias. Na sua presença, os animais enlouqueciam e as plantas bravias caíam mortas. Lembro-me ainda dos olhos parados dos meninos com fome, da sua alegria despedaçada, da sua raiva feita de vento e chuva, do seu esquecimento que se transformava num cântico grave e lento. Foram sempre os filhos da inconstância, de tudo o que arde por dentro, da obediência. E do esquecimento. A sua presença era sempre um sinal de partida. Os seus gestos pareciam-se com os últimos desenhos de um pintor moribundo. Entretinham-se a cantar canções mínimas durante um dia inteiro. Os nomes sabem agora a amargo. O tempo transformou-se num caminho estreito. Adormeço dentro da minha solidão. A ponte da imaginação é como um arco-íris. A neblina vai alta. Passeio o desejo de te amar. Vou ver Pedro encher as redes de peixe. E o outro homem prodigioso que transformava a água em vinho. Ainda me consigo entusiasmar com a multiplicação dos pães. O deserto, dizem os profetas, é um lugar milagroso. Lá flutuam os aromas como se fossem coisas vivas. Também foi por lá que Marco António e Cleópatra se apaixonaram pelas cobras e pelo seu veneno. A noite ficou de repente iluminada. O vento matinal dorme lá em baixo, no ermo. Tudo parece extraordinário e excessivo. Tenho pena. Os olhos da verdade já não têm virtude. O Apocalipse não tem interpretação.


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Quarta-feira, 3 de Julho de 2019

Em Paris

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Terça-feira, 2 de Julho de 2019

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