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TerçOLHO

Este é um espaço dedicado às imagens e às tensões textuais. O resto é pura neurastenia.

TerçOLHO

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29
Ago22

O especialista

João Madureira

Apresentação3-2 - cópia 3.jpg 

O meu amigo JP é a educação em pessoa. Ou melhor, é um tratado ambulante de boas maneiras e um especialista em subtilezas. Ele expressa toda uma série de condutas e conhecimentos de um modo educado e cortês. É um mesuras, “um querido”, como o evocam as amigas da sua esposa, ou um “certinho”, um “barra”, como o distinguem os amigos. Ou um “picuinhas”, segundo a opinião da minha esposa. Mas a ela tem de se dar algum desconto, pois é muito crítica em relação aos meus amigos. O JP faz as coisas com uma urbanidade digna dos maiores encómios. E foge do antagonismo como o Diabo da Cruz. Ou o Deus verdadeiro da maldade e do pecado original.

O meu amigo dá-se bem com toda a gente. Elogia a conduta das pessoas bem-educadas, aplaude o bom gosto dos burgueses, enaltece o conhecimento dos sábios, exalta o estatuto social dos homens de leis e as individualidades do estetoscópio, gaba os professores eficazes e os bons alunos, eleva os presidentes de câmara que foram galardoados com a comenda no 10 de Junho, dá vivas à República, aplaude a coerência e a perseverança dos monárquicos que ainda o são depois de tantos anos de poder do povo, celebra a democracia, compreende e perdoa o Estado Novo, chora hiperbolicamente com a miséria dos pobres, emociona-se com o canto dos pássaros, com o nascer e o pôr do sol, com os discursos do Presidente da República, com as desculpas do Primeiro-Ministro, com as promessas do Líder da Oposição, adora jantar na companhia daqueles que apreciam, mais do que a qualidade dos manjares, a subtileza do acto cerimonial de comer uma refeição de acordo com a etiqueta e com as leis do protocolo, preza os fatos de lã e de linho de fino corte, entende as combinações das peças de um traje de cerimónia, sabe qual o nó de gravata que dá com os diversos tipos de colarinho, sabe lindos poemas de amor, quer eles sejam dirigidos à natureza, à fauna, à flora, ao amor em tempos de guerra, ao amor em períodos de paz, ao amor espiritual, ao amor carnal e ao amor estrito senso, distingue o bem do mal com muito rigor, apesar de liberal, distingue as classes melhor que um marxista-leninista, aprecia subjetivamente um bom estalinista, preza objetivamente um convicto capitalista, sabe rezar todas as orações dignas desse nome, conduz com um irrepreensível rigor, sabe combinar as meias com os sapatos e estes com as calças (por exemplo, com calças cinzentas devemos usar meias cinzentas, mas também podemos usar meia pretas e o cinto tem de estar de acordo com os sapatos, mas alguns especialistas defendem que o que deve estar de acordo com o cinto são as calças porque os sapatos ficam muito longe) e estas com o blazer e este com a camisa e com o cinto e com a gravata (ou vice-versa) e revela um especialíssimo gosto na escolha dos botões de punho, além disso consulta com apreciável delicadeza e elevado conhecimento técnico uma carta de vinhos, uma carta de águas, uma carta de whiskies, vodkas, ou conhaques, distingue um cordeiro do monte de um borrego do vale logo à primeira mordiscadela, caracteriza e destrinça os cogumelos pelo cheiro durante a cozedura ou no acto de os comer, que é quando todos os cogumelos se tornam mais ou menos indistintos, distingue pela pigmentação o salmão fumado de aquacultura do selvagem, diferencia as pessoas não pela cor, mas pela aura, distingue a carne de um porco bísaro de um de marca branca pela textura da carne, diferencia um pato mudo de um que grasna mesmo depois de mortos e depenados, distingue uma linguiça barrosã de uma de Chaves de olhos fechados, sabe quando comer, sabe quando beber, sabe quando deve interpelar alguém à mesa, sabe dizer uma laracha, sabe fungar delicadamente para um lenço, sabe pôr as mãos para beber, comer, urinar, acariciar um rosto, os seios, as coxas e o sexo da sua esposa, sabe beijar a sua mulher e a do próximo sem a cobiçar, sabe cobiçar a mulher do próximo dentro das regras definidas pela boa educação, sabe olhar sem ver, sabe observar sem olhar, sabe mesmo chorar sem sofrer, ou falar sem nada dizer…

Um dia enchi-me de coragem e pedi-lhe para me acompanhar no jantar de celebração do aniversário da minha boda. A sua presença era a modos que metade da prenda que resolvi oferecer à minha mulher. Pagava-lhe o jantar num dos melhores restaurantes do país se ele se dignasse acompanhar-me e assessorar-me em todos os aspectos relacionados com a etiqueta, o protocolo e as boas maneiras. Ele assim fez. Até lhe arranjei companhia: a sua mulher, que ele poucas vezes se aventura a tirar de casa. Tudo por causa da sua irrepreensível boa educação e etc.

Para não fastidiar os estimados leitores, passo, com vossa licença, por cima do especial pormenor da roupagem, não sem antes dizer que trajámos do bom e calçámos do melhor. Mas a qualidade esteve toda concentrada no repasto. Foi muito caro, mas, até por isso, inesquecível. Fomos a um restaurante da capital, de influência anglo-saxónica. Fora o pequeno detalhe do preço, a comida foi escolhida com o saber requintado do meu amigo JP. Amigos destes há poucos. A sua erudição é fruto de quase uma vida inteira de perseverante estudo e de monitorização persistente dos conhecimentos adquiridos, quer através dos livros, quer através de filmes, quer através da internet, quer através da intuição. De facto, o meu amigo JP é muito intuitivo.

Depois de olhar para a carta, disse que ia pedir um prato diferente para cada um de nós. Assim éramos superiormente servidos e sempre podíamos, à falta de melhor tema para conversar, dissertarmos sobre a comida. “E a bebida”, lembrei eu. “E a também a bebida”, concordou ele. “Sim”, concordaram igualmente as nossas queridas e estimadas esposas. E se a água escolhida para a sua esposa foi tema de conversa por causa do interessantíssimo preço, então o vinho deu para conversarmos cerca de uma hora (que foi o tempo que esperámos pela comida) sobre a qualidade manifesta do seu odor, paladar, textura e cor. Sobre o preço nada dissemos, por pensar, eu, que era manifestação de mau gosto e ele para tornar evidente que a qualidade está invariavelmente ligada ao custo. E ali não havia especulação. O que se pagava pelo precioso néctar era o real valor e nada mais do que isso.

Para mim encomendou peixe-anjo e lulas ceviche com caviar dourado e empada de arenque fumado com molho de tomates verdes. Para beber como aperitivo encomendou Bellini rosé numa flute de espumante. Para a minha mulher pediu tapas de presunto pata-negra e veado com molho de iogurte, vegetais e pedaços de manga. Para acompanhar exigiu uma garrafa de tinto Caro, um vinho argentino que, nas suas doutas palavras de expert “oferece uma adorável profundidade de fruta e é altamente focado, detalhista e elegante". “Nem mais”, disse eu. “Concordo”, concordou a minha mulher. É por essas e por outras que a minha mulher se parece muito com o meu amigo. Os seus níveis de adesão à opinião dos especialistas são assombrosos. Mas adiante. Para a sua mulher, e é nestes pormenores que se aquilata do amor e do carinho que o meu amigo dedica à sua esposa, pediu sashimi com queijo de cabra (e podem pensar que a razão que levou o meu amigo a pedir esse prato para a sua esposa foi a evidência de ela, como transmontana, apreciar o queijo de cabra, mas estão enganados, ela é doida por sashimi, e olhem que estas coisas não se topam logo nos primeiros vinte e cinco anos de casados, só lá para as bodas de ouro, e isso apenas os mais argutos e documentados, como é o caso do meu amigo JP) e pato fumado com endívia e xarope de ácer. Para ele pediu, por causa do regime, vieira recheada e salmão selvagem grelhado com vinagre de framboesa e pera-abacate. Para acompanhar os pratos da nossa dieta solicitou ao empregado uma garrafa de Sauvignon Blanc de 2005. No final encomendou um bolo, pequeno no tamanho, enorme na qualidade e colossal no preço. E para o acompanhar Perriet-Jouët reserva servido em Flutes Fantasy Cristal Atlantis.

Sabem, eu fui educado (enganado?) nos finais dos anos sessenta, uma altura em que o movimento naturalista, muito ao estilo de Rousseau, perguntava: “Porque não havemos de dizer aquilo que pensamos?” Mas numa sociedade civilizada têm de existir algumas restrições. Se seguíssemos todos os nossos impulsos, matávamo-nos uns aos outros.

E foi por essa razão que, quando me trouxeram a conta, paguei com o cartão Mastercard Platinum e comecei a implodir. Mas sempre com um sorriso nos lábios. A convivência com o meu amigo JP tem-me ajudado imenso na hora de expor os meus impulsos. Apesar de o querer matar (metaforicamente, é claro), cumprimentei-o efusivamente (também metaforicamente, claro está) na hora da despedida. Pespeguei dois beijos à esposa do meu amigo pensando que se ela fosse um porquinho mealheiro (alegoricamente, é claro) e visse transformada a comida que levava no estômago em dobrões de ouro (simbolicamente, claro está) era mulher para tilintar como uma slot machine quando dá o prémio máximo.

Quando cheguei à suite do hotel encomendei morangos e um champanhe mais em conta do que o servido no restaurante e fomos (eu mais a minha mulher) para os nossos aposentos. Quando chegou a hora de prestar o exame de aniversário, olhei para ela e disse-lhe que a amava cada vez mais. Ela perguntou-me, cuningulus aparte, se havia nas minhas palavras alguma ironia. Eu disse-lhe que não. Mas nós não devemos dizer sempre aquilo que pensamos. Metaforicamente, é claro.

 

PS – Dedicado especialmente a todos os maridos que, na companhia das suas queridas e estimadas esposas, vão comemorar no próximo inverno as bodas de prata, ouro ou diamante.

Um presente requintado é sempre uma mais-valia para a vida a dois.

Este ano o que está a dar são as peças com pelo e peles. Todos os criadores, por causa do aquecimento global, apresentaram também as suas criações em tecidos sintéticos. Mas se não é ecologista (alegoricamente, claro está), pode decidir-se por malas e sapatos, casacos e até vestidos com aplicações de pelo natural. Pode ainda optar por cabedal em casacos e vestidos.

Por favor assente o nome dos criadores, pois é aí que reside o toque de classe. Para as peças com pelo: Channel, Dolce&Gabanna, Lanvin, Vivienne, Westwood, Kenzo e Marc Jacobs. Para as peças em pele: Hermès, DKNY, Bottega; Venetta, Dior e Céline.

25
Ago22

Poema Infinito (627): Aurora

João Madureira

ORIGINAL.jpeg 

 

A aurora nasceu nublada, tingida de um cinzento imperfeito. As portadas das janelas continuam fechadas. Durante a tarde, o sol entra pelas aberturas da madeira, prolongando-se no soalho em grandes riscas delgadas. O clarão que desce pelo buraco da chaminé confere tons de veludo à fuligem acumulada, azulando os restos das cinzas. A mãe, quando rapariga jovem, era aqui que cosia as meias, cantando, enquanto a aragem passava debaixo da porta, espalhando a poeira do soalho. Por vezes calava-se para tentar ouvir o cacarejo de alguma galinha que acabasse de pôr. Lá fora, no outeiro, os rapazes faziam zunir os seus piões. Tudo era monótono, lânguido, atravessado por modulações que terminavam quase num murmúrio. A alegria era ingénua. À noite, o céu cobria-se de estrelas, corria o vento sobre as ruas e sobre as árvores. E os cães ladravam ao longe. Por vezes ouvem-se ainda ruídos contra as paredes. O pai ia e vinha do trabalho, pelos atalhos que serpenteavam os campos cheios de centeio verde. Era homem delgado e de poucas falas. Se fosse dado à música podia ter sido um rabequista dos antigos, animando festas, casamentos e batizados. O forno serve agora de depósito de lenha, despensa e armazém. E na adega estão os tonéis vazios, o arado e outros utensílios de lavoura fora de uso, no meio de muitas outras coisas poeirentas de utilidade indeterminada. Os silvedos tomaram conta das sebes. As palavras gritadas vão e vêm agitadas pelo vento, nesta enorme câmara de eco. Recompõe-te, diz-me alguém do lado de lá. Recompõe-te, diz-me alguém do lado de cá. Tudo a mexer-se entre o grande e o ínfimo. Entre o interior e o exterior. Entre o sim e o não. Agora acumulo detalhes e rejeito os contadores de histórias. Os fluxos da mediocridade são arrasadores. Incapacitantes. Imparáveis. Cai uma chuva miudinha. Caos e ordem. Ordem e caos. O castelo, ao nascer do sol, fica envolto em neblina até meio, dando a impressão de que está suspenso no ar. Em seu redor, brilham as maçãs penduradas nas velhas macieiras, como se fossem feitas de ouro polido. O vento toca os tojos e as giestas e as urzes, nas encostas dos montes. O abandono dos campos e das casas dá-nos outro conhecimento do vazio. Amaram-se os dias puros, as vozes felizes, o rumor das palavras e dos sentimentos, a vocação lenta da existência. Agora cai sobre a aldeia o coro absurdo do silêncio. O silêncio é a sua própria matéria. O sentido nasce do próprio sentido. As pessoas rodeiam os muros e os muros rodeiam as pessoas. As pessoas são frágeis e os muros também. Até o muro de Berlim caiu e era de betão armado… em bom e honesto. E socialista real. E caiu e foi retalhado como se fosse de cartão. E os seus inúmeros pedaços foram vendidos por bom dinheiro. Os bons símbolos da liberdade conquistada a Leste são muito bem cotados no ocidente. Moldamos Praga com um olhar, ali para o lado do Senhor da Ajuda. As cinzas de Auschwitz e os átomos andam por aí espalhadas ao deus-dará. Diz que deu, diz que dá, diz que Deus dará… A beleza das fotografias de Praga pode ser insuportável. Os mortos estão por todo o lado. Desordenados, desfeitos em pó. Sonho que os meus um dia poderão ser pó de estrelas, confundidos com o Universo. O mundo, umas vezes, parece um gueto. Outras é-o de facto.

22
Ago22

Milagres lusitanos

João Madureira

Apresentação3-2 - cópia 2.jpg 

Alguém muito importante anda a organizar o Dicionário Taumatológico Nacional, que, para quem não saiba, tem a ver com o estudo dos milagres.

Em Portugal tudo tem a ver com taumatologia. A Nação Portuguesa pode não ter nada a ver com o desenvolvimento, com a cultura, com a ciência, com a energia, com a indústria, com a agricultura e com o talento, mas tem tudo a ver com a taumatologia.

O milagre das rosas foi dos mais encantadores momentos da nossa nacionalidade. E transformar pão em rosas não está ao alcance de qualquer um. Mesmo transformar rosas em pão, não é tarefa nada fácil. Mas, convenhamos, a primeira premissa é muito mais poética. E Portugal é um país de poetas. E de futebolistas. E a poesia tem muito a ver com os milagres. E o futebol também. Para isso basta ver os futebolistas e os treinadores a beijarem os seus santos e a glorificarem Deus (especialmente os brasileiros, que devem, nesses momentos de fé e oração, agradecer devotamente o facto de serem fruto de um outro milagre, o de serem filhos, netos e bisnetos, de portugueses, o que é novo e enorme milagre).

Em Portugal existe um outro milagre, o da linguagem. Por isso os prodígios acontecem a cada dia que passa. O assombro da saúde gratuita, a maravilha da educação espontânea e o portento da segurança social universal são conquistas de um outro milagre, a Democracia, que, também ela, é sucedânea de um distinto milagre, o Estado Novo, que substituiu um outro portento, a República, que se opôs com tenacidade a idêntico prodígio, a Monarquia, que, por mor da taumatologia nacional, se viu defendida por uma rainha tão corajosa e crente que, já de pé, fustigou o criminoso que abateu o seu marido e o seu filho com a única arma de que dispunha: um ramo de flores, gritando “Infames! Infames!”.

Depois ver Nossa Senhora aparecer a três pastorinhos em Fátima é, digamos, um final feliz, isto enquanto ao facto em si mesmo, pois se nos cingirmos à mensagem, o milagre está em não ter acontecido o que a Senhora vestida de branco vaticinou, ou sugeriu.

Podemos dizer que a vida é um milagre. Podemos até dizer que os próprios milagres são um milagre. Um milagre é um empreendimento de fé. Fé em que o milagre se realize.

Há por aí muita boa gente que acredita piamente no milagre de acertar no totoloto ou no euromilhões, por isso se cotiza toda as semanas. E o milagre de adivinhar os números por vezes acontece. Um em vários milhões, é verdade, mas é nesse pormenor onde se consubstancia o milagre. Pois se o prémio fosse distribuído por metade dos apostadores nenhum ganhava nada que se visse. Esse é o entretenimento que o Estado pratica com todos nós. Por isso, o milagre existe na circunstância de o prémio sair ao menor número possível de apostadores, ou a nenhum, facto que transfere, para desespero dos mais impacientes, o milagre para a semana seguinte.

Os matemáticos fizeram as contas e afirmam que cada apostador do euromilhões ou do tolotolo tem tantas probabilidades de acertar na chave milionária como de lhe cair um meteorito na cabeça. Nunca li uma notícia relatando o caso de um ser humano ter levado com um pedregulho intergaláctico na cachimónia, mas quase todas as semanas leio a notícia de alguém ficar milionário com as apostas da Santa Casa. E isso é um milagre. E grande. Que o digam os afortunados com os prémios milionários.

Também é um milagre o amigo leitor estar a ler o que está a ler sem se incomodar. Ao preço que a batata está, já é um milagre alguém disponibilizar algum do seu tempo (pois tempo é dinheiro) a ler o que um escritor de província rabisca num órgão de informação local. Então se pensarmos no quilo do bife, apenas nos resta deduzir que os vegetarianos vão atingir os seus objectivos de transformar o ser humano num ruminante. E isso também é um milagre. Não tão grande como o de ganhar o euromilhões, mas, mesmo assim, um milagre em tudo semelhante ao de transformar o pão em rosas. Já o de transformar Portugal num país a sério, nem Deus está em condições de o garantir.

 

PS – Se o amigo leitor (ou leitora) possui um cão, e gosta dele, claro, aconselhamos que comece desde já a preparar o Outono e o Inverno. Por isso aqui deixamos a sugestão: adquira, quanto antes, roupa para o seu animal de estimação. E pode fazê-lo através da internet. É fácil encontrar boutiques especializadas na venda de roupa para cães, desde capinhas, chapéus, camisolas de lã, cuecas, pijamas, roupões e até botas para a chuva.

Vá, não se esqueça. Depois não diga que não o avisamos a tempo. Para alguma coisa têm de servir estas crónicas. Nem que seja para ajudar o Estado a cumprir o serviço público da informação.

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