Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

206 - Pérolas e diamantes: De onde veio esta gente?

 

A escritora Luísa Costa Gomes escreveu que o nosso sistema político, aparentemente, é uma democracia.

 

Mesmo a digníssima oposição é da confiança do governo.

 

Parece que até havia por aí alguns comunistas, mas comeram-se uns aos outros.

 

O povo, em geral, também é da confiança do governo.

 

Existe mesmo um processo formal de eleições de vez em quando.

 

A população é mansa e gosta muito de ditadores magros, austeros e do tipo paternal.

 

Defendem que a eficiência advém da ideia de que o chefe deve sobretudo propagandear para convencer.

 

O Português admira a propaganda acima de tudo, porque sabe que é um valor mítico que está fora do seu alcance.

 

Esta gente que está atualmente no poder conseguiu transformar a cultura em beberete de festarolas e futilidades.

 

Arranjaram maneira de que as denominadas feiras antigas, as passagens de modelos e os cozinhados sejam tidos como cultura.

 

Estão sempre a manipular.

 

No tempo de Salazar faziam-no através da ditadura ideológica, da censura, do silêncio e da violência.

 

Em tempo de democracia, violentam-nos com o chinfrim das gaitadas e com a sedução pueril da encenação do circo romano.

 

Está visto, o 25 de Abril não foi conduzido por gente preocupada em pensar, e repensar, Portugal, como era urgente fazer.

 

O Portugal profundo foi trocado pela Europa light e sedutora. Ninguém deu conta que os bolos e o champanhe custam muito dinheiro e são alimento de festas.

 

Os pilares da nossa sustentabilidade – agricultura, pecuária, silvicultura, têxteis, pescas, conservas, minérios e construção naval – foram destruídos pelo afã liberal, imposto de fora, que nos colocou nesta humilhante posição de estarmos sujeitos aos espirros da Alemanha e às constipações da França.

 

A visão deste governo, e dos seus apaniguados dispersos pelas cadeiras do poder autárquico, sobre o país e os seus quadros superiores, fazem-me lembrar a governanta de Alexandre Herculano, que uma vez disse a um jornalista: “O meu patrão não trabalha, passa o tempo sozinho a ler e a escrever. É um grande preguiçoso!”

 

Numa leitura profana, estamos em crer que o seu ícone de referência, pelo exemplo, será Jesus Cristo, pois não andou na escola, não cumpriu a tropa, não arranjou emprego, não teve filhos, nem constituiu família. Vivia até na casa de seus pais.

 

Foi crucificado dias antes de poder emigrar.

 

Deixem que, antes de terminar este escrito, vos lembre as palavras de Natália Correia, grande amiga e defensora de Sá Carneiro e Snu Abecassis: “De onde veio esta gente minúscula que nos quer comandar, feita não de sangue mas de números, não de nervos mas de fórmulas? São todos iguais, saídos de forma única, bonitos, apetecíveis por fora, medonhos, repelentes, por dentro. Cimentados a egoísmo, habita-os o gelo, impele-os a implacabilidade…»

 

 

PS – Diz o filósofo que o irresponsável também trabalha contra si mesmo.

 

Porque sabemos que nem o senhor presidente da Câmara de Chaves, nem os 3 vereadores do PSD, e muito menos o trio de vereadores do PS, trabalham para aquecer, e muito menos contra si mesmos, vimos mais uma vez solicitar a vossas excelências a aprovação de uma auditoria externa às contas da nossa autarquia, pois quem não deve não teme e à mulher de César… etc.


publicado por João Madureira às 07:45
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