Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

215 - Pérolas e diamantes: mensagem numa garrafa

 

Jorge Luis Borges disse que somos feitos de tempo. Que o tempo é um rio que nos leva. Que nós somos esse rio. 

 

Martin Amis afirmou que a escrita é liberdade, por isso é que ela é tremendamente sensível a qualquer coisa que a ameace.

 

Por aqui continuam os sinais de sempre. Por aqui não ascende quem é reto e competente, mas aqueles que sabem quais as botas que devem engraxar e, sobretudo, como conspirar e intrigar para dessa maneira afastar os que se podem atravessar no caminho. Pois que lhes faça bom proveito. Fiquem descansados, eu já me fui embora. Metaforicamente falando, claro. Eu já dei para esse peditório. Que a inveja, a intriga e a maledicência, vos seja leve.

 

Além disso, eu já não consigo acreditar em vitórias. Basta-me olhar para os “vitoriosos” para me dar conta de que nunca ganharam nada de verdadeiramente consistente e importante na vida. Além das palmadinhas das costas, o que esses “triunfadores” conseguiram foi o direito à indiferença e ao desdém. Deles nada mais sobra do que as bandeiras eleitorais que guardam como recordação na despensa lá de casa ou na garagem. São uns pobres coitados trajados de futilidades.

 

Grande parte da gente que está na política apenas se preocupa com o almoço ou com a merenda. São os políticos da flatulência e do embuste. E são tão bons nisso que até conseguem fazer-se eleger vereadores camarários.

 

Eu, caros “vitoriosos”, não preciso de poder. Apenas necessito de descanso. Vós é que precisais de tachos, potes e panelas. Para vós e para os vossos filhos, netos, sobrinhos ou afilhados. Por isso sois os verdadeiros artistas da falsidade, da mentira e da intriga. E apenas conspirais nas costas das pessoas sérias e livres. Possuis a verticalidade dos répteis e a frontalidade das toupeiras.

 

Todos vós vos endividastes com o crédito da liberdade, da fraternidade e da igualdade. Mas uma coisa vos digo: As dívidas devem ser pagas. Por isso, aqui fica o desafio: Pagai o que deveis, para verdes aquilo que vos resta.

 

Existem várias formas de fazer política. Mas para os “vitoriosos” da nossa urbe o que importa é manter as aparências. E por isso elas são mantidas. Pois por aqui o poder mantém as aparências e a oposição tradicional faz o mesmo.

 

Para as terras pequenas basta um louco. Dois são muitos. E três demais. Por isso é que por aqui a política é uma brincadeira.

 

Mas outra coisa vos digo: As águias voam sós, os carneiros andam em rebanho.

 

O povo, como todos sabemos, exterioriza ruidosamente os seus afetos. Afinal que outra coisa podem fazer os pobres? Aplaudir não custa dinheiro.

 

 

PS – Seriamente inquieto e preocupado com o que vejo ocorrer de norte a sul de Portugal, incluindo necessariamente as ilhas, relativamente às contas autárquicas, às dos bancos e às do governo do país, venho, em nome de, pelo menos, mais de metade dos eleitores flavienses que votaram nesse sentido, solicitar ao senhor presidente António Cabeleira, e demais vereadores, que aprovem uma auditoria independente às contas da nossa autarquia. Quem não deve não teme. E à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo. Assim poderemos todos dormir um pouco mais descansados.

 

PS 2 – E, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, da qual foi digno presidente, até 2013, o atual vereador João Neves (ex-MAI e presentemente do PSD), pois quem não deve não teme; certos de que aquele que tão intrepidamente reclamou, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da Câmara de Chaves, com toda a certeza verá com bons olhos, e até aclamará de pé, uma auditoria realizada às contas do seu próprio mandato.


publicado por João Madureira às 07:15
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