Sexta-feira, 21 de Março de 2008

A coerência religiosa

 

Tanto o Islão como o Cristianismo doutrinam as crianças no princípio de que a fé é inquestionável e, por isso mesmo, é uma virtude.

Enquanto aceitarmos o princípio de que a fé religiosa deve ser respeitada pelo simples facto de ser isso mesmo: fé religiosa, é extremamente difícil contradizer o respeito devido à sua fé por Osama Bin Laden e todos os bombistas suicidas. Como coerente é o Papa Ratzinger em defender, de novo, a existência do Inferno para os pecadores e apóstatas.

Voltaire bem avisou: “Quem conseguir fazer-nos acreditar em absurdos, conseguirá fazer-nos cometer atrocidades”. E Bertrand Russell, passados uns anos largos, lembrou: “Muitos há que mais depressa aceitam morrer do que pensar. E assim fazem de facto”.

Já estou a ouvir o argumento de que Bin Laden ou, também um pouco Ratzinger, são expressões do extremismo religioso, que é uma perversão da própria fé. Ora, ora, ora…

Deixai-me citar-vos Richard Dawkins: “Como pode haver maior perversão do que a fé, se a fé, carecendo de uma justificação objectiva, não possui um padrão demonstrável que se possa perverter?”

Atentemos na reflexão: “A fé é um mal precisamente porque não exige justificação e não permite qualquer discussão”.

Eis a epílogo, assente no fundamento: “Se se ensinasse as crianças a questionar e a analisar reflectidamente as suas crenças em vez de lhes ensinar a superior virtude de uma fé que nada pergunta, aposto que não haveria bombistas-suicidas.

 


publicado por João Madureira às 22:00
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