Segunda-feira, 19 de Março de 2012

Da expetativa ao imobilismo (VII): entre a insignificância e a mesquinhês

 

Por vezes fico espantado com coisas que, de importância tão insignificante e tão fáceis de remediar, podem ter a força de confundir e suspender o engenho tão amadurecido das pessoas que são tão propensas a afirmarem-se capazes de passar triunfalmente por cima das maiores dificuldades. Sei que isso não se fica a dever à falta de habilidade, mas sim ao sobejo da preguiça mental, do comodismo institucional e da penúria da reflexão.

 

Na nossa autarquia foi o que se passou durante dez anos. Parece que andaram a escrever uma história com abastança de palavras bem colocadas, sonoras e festivas, mas que agora sabemos resumirem-se a um conto fastidioso e burlesco. Tudo foi feito com a intenção disponível de alegrar os munícipes melancólicos, de que os mais simples não se enfadassem, de que os mais exigentes não desprezassem o poder e os prudentes não deixassem de gabar a obra feita e por fazer.

 

Na Câmara há vereadores que nos querem convencer de que a solução de futuro passa por eles. Mas esse é que é o grande problema, tal gente pensar que é solução para alguma coisa, designadamente o senhor vice camarário.

 

Com a estratégia social-democrata de chocar um ovo da ninhada que ainda lá se encontra, o sistema democrático está a ser subvertido, não na forma, mas no conteúdo. Por isso o crédito e o prestígio da autarquia flaviense vão ter de ser restaurados. Temos de fazer cair os responsáveis pelo descalabro e deixar trabalhar os que se empenharam, e empenham, em reconstruir a importância perdida da nossa urbe e da nossa região.

 

Eu peço desculpa, mas tenho muito amor à minha cidade e receio por ela, pelo seu destino. É que durante dez anos os nossos munícipes foram seduzidos a abandonar os seus sonhos de futuro adaptado para aderirem às ocorrências de um teatro mal encenado.

 

A gestão autárquica do PSD fez-nos sentir órfãos de representação. A partir de determinado momento, ninguém quis saber dos munícipes. Agora que as eleições se avizinham, e os protagonistas têm obrigatoriamente de mudar de lugar, uma insensatez desavergonhada tomou conta dos líderes tentando fazer dos flavienses parvos.

 

Em apenas uma semana, os jornais da nossa região brindaram-nos com as promessas camarárias de novas obras, nomeadamente a adjudicação da obra da “Pousada da Juventude na Madalena”, da obra do “Centro de Incubação de Indústrias Criativas” e o início da atividade da “Comissão de Proteção de Idosos”.

 

Digo desde já que estas obras são apenas fachada, pois a intenção é montar o estaleiro e deixar correr o marfim. É bom não esquecer que a nossa autarquia está na penúria e por isso não tem “guita” nem para mandar cantar um cego. Mas, mesmo assim, persiste na encenação. Por isso anda a tentar vender património para realizar algum dinheiro que lhe permita, pelo menos, exibir areia, pedras e cimento. É que as eleições estão à porta e alguém lhes disse lá no partido que as pessoas votam nos que se empenham em fazer, que fazem, obras, mesmo que a maioria sejam apenas de fachada.

 

O que salta logo à vista é que tais adjudicações são feitas para tentar iludir os pacóvios, pois as eleições estão aí ao virar da esquina e o vice camarário quer mostrar obra. Mas o que mais nos espanta é que durante tanto tempo, uma década mais precisamente, se fossem protelando os projetos, se fossem retardando soluções, se fosse adiando o futuro.

 

Mas deixem que vos fale um pouco do “Centro de Incubação de Indústrias Criativas”. A acreditar no tom pomposo da designação, somos levados a crer que ali vai surgir algo de revolucionário, inovador, arrojado. Mas desenganemo-nos, ali não vai surgir nada. Ali não vai surgir nada porque a Câmara de Chaves não faz a mais pequena ideia do que pretende. Eu sei que arranjaram o nome para “botar” figura. Mas o projeto é apenas isso: um nome, pomposo convenhamos, mas apenas um nome. É mais um embuste. Passados dez anos à frente dos destinos do município, a equipa que lá está vem agora dizer-nos que aposta na inovação e na criatividade? Esta gente não tem juízo nenhum, nem pudor, ou sentido do ridículo. E muito menos vergonha.

 

Este centro apenas vai ser mais um edifício restaurado, onde vão abundar as salas, os escritórios, as cadeiras e os computadores, mas as ideias e os projetos, como sempre, serão nulos ou então para inglês ver.

 

A informação que a Câmara prestou apenas fala das obras, mas nada diz sobre o conteúdo. E nós sabemos muito bem porquê, pois porque não faz a mais pequena ideia do que ali pretende instalar. E um nome é muito pouco para realizar um projeto tão arrojado. De concreto apenas referiu que “até”, vai ter um restaurante. Veem a inovação? O Centro “até” vai ter um restaurante. Imaginem: um restaurante. O “Centro de Incubação de Indústrias Criativas” “até” vai ter um restaurante. Um restaurante, repito. De pessoas nada diz, de supervisores nada fala, de formadores nada adianta. Apenas nos remete para o tijolo, para o cimento, para o alumínio. E para um nome. E para um restaurante. A partir de um nome e, “até”, de um restaurante, pretendem construir um “Centro de Incubação de Indústrias Criativas”. Acharão estes prestidigitadores que somos tolos ou quê?

 

Depois concluíram, na sua douta demagogia, que era pouco. E vai daí António Cabeleira lembrou-se dos idosos. Apareceu de fato e gravata e disse que os idosos estão sós e abandonados e que vai pôr cobro a tal situação. Durante dez anos nada fez para lhes minorar a solidão, nada fez para os proteger, nada fez para os apoiar, nada fez para os cuidar. De repente lembrou-se que os nossos idosos estão sós e abandonados. Após dez anos de poder, sentou-se à secretária, pegou em papel e lápis e, qual agente formativo do futuro “Centro de Incubação de Indústrias Criativas”, prontamente teve a criativa ideia de proteger os idosos. E para o efeito formou uma comissão, constituída por um psicólogo e um técnico superior. Duas pessoas para milhares de idosos. Boa malha.

 

Não satisfeito com tamanho investimento de ideias e pessoal, definiu no papel que a dita comissão tem que estar articulada com instituições locais. Brilhantemente criativo, apaixonadamente solidário, politicamente inovador. Bravo, António! És um génio.

 

Agora adivinhem quais são as instituições locais? Pois, está-se mesmo a ver: as IPSS, a segurança social e as forças de segurança. Magnífico, inovador, empreendedor. Bravo, António! És um génio. Em duas palavras: bem incubado. Pois todos sabemos que, antes do senhor vice camarário se lembrar de incubar tal ideia criativa, as IPSS não queriam saber dos idosos, a segurança social abandonava-os à sua sorte e a polícia assobiava para o lado.

 

E para que serve a tal comissão: pois para “sinalizar os idosos em risco, estudar as situações e definir estratégias para resolver os problemas”. E ainda para dar resposta às pessoas mais idosas do concelho que vivem sozinhas, desprotegidas e requerem necessidades especiais. E quando assim acontece, o psicólogo vai lá a casa, o técnico superior trata da papelada, a IPSS dá o caldo, a segurança social fornece as fraldas e o senhor vice fala aos jornais, enfarpelado de fato e gravata, de que a sua iniciativa está a ter um êxito acima do esperado. Ou seja, mesmo antes de ter começado a trabalhar, já é um êxito. Bravo, António! És um génio.

 

 A tal comissão técnica (o psicólogo e o técnico superior) poderá, com o aval das instituições, encaminhar os idosos para um lar da terceira idade ou facultar-lhes apoio domiciliário. E aos preços que estão as entradas nos lares, a dita comissão vai ter muito que trabalhar.

 

Relativamente ao tipo de apoio a prestar pela equipa técnica, o senhor vice camarário, por muita pena nossa, não adiantou nada de específico, mas é bem possível que o psicólogo forneça aos idosos desprotegidos bons conselhos e o técnico superior os ajude a preencher a declaração de IRS. 

 

Na sua douta sapiência de senhor vice, incubador de ideias e de projetos criativos e inovadores, não deixou de sugerir que, além disso (penso que é a forma que arranjou para se referir a outro tipo de pessoal), os técnicos da Câmara vão ajudar os idosos em risco nas pequenas tarefas diárias, como “a substituição de uma lâmpada ou a reparação de uma torneira, entre outros”. Bravo, António! És um génio.

 

Não referiu concretamente quais “outros”, mas poderá muito bem ser enfiar uma agulha, passajar umas meias, lavar um tacho, passar uma camisa ou uma blusa, ligar a TV, abrir uma janela e fechar uma porta, colocar o papel higiénico, tirar uma gota do telhado, ler a informação técnica de um medicamento, arranjar o jogo das damas, colar com fita-adesiva as cartas rasgadas do baralho, ir pagar a água e a luz, ler o jornal Ave-Maria em voz alta, levar os casacos à lavandaria, engraxar os sapatos, matar a galinha ou o coelho, apanhar as couves da horta, vacinar o cão. E, nas crises de coluna, alimentar o porco, dar a couve com farelo às pitas, ir colher ao monte as leitugas para alimentar os coelhos, etc.

 

Ou seja, quando os idosos desprotegidos forem sinalizados, o psicólogo vai lá a casa dar conselhos, o técnico vai tratar da papelada, as senhoras da IPSS disponibilizam-se a levar a malguinha do caldo, os funcionários da segurança social vão amavelmente entregar o cheque destinado aos medicamentos e às fraldas, o técnico eletricista da câmara desloca-se às habitações para montar no seu escadote e substituir a lâmpada, o picheleiro vai mudar a torneira, o polícia disponibiliza-se para dar bons conselhos de segurança, para o senhor vice camarário aparecer no fim com os jornalistas atrás para lhes mostrar que o concelho de Chaves é uma região onde os nossos idosos vivem em paz e sossego contando sempre com a proteção da senhor arquiteto paisagista. Qual provedor dos pobres e dos desprotegidos. Bravo, António! És um génio.

 

E para os estimados leitores se inteirarem do firme propósito do senhor vice e do entusiasmo da citada comissão, foi-nos revelado que esta última vai reunir quatro vezes por ano. Não vai reunir uma, nem duas, ou mesmo três vezes por ano. Não. Isso seria muito pouco. Esta comissão vai reunir quatro. Quatro vezes por ano. Uma por trimestre. Desta maneira ninguém ficará abandonado, nenhum projeto será esquecido, nenhum casquilho ficará sem lâmpada e nenhum lavatório ficará sem torneira. Bravo, António! És um génio.

 

Parabéns pois ao senhor vice camarário e a todos os que o assessoram. A trilhar essa senda de inovação, de altruísmo e de solidariedade, estamos em crer que receberá, ainda antes das eleições, uma comenda que definitivamente o catapultará para a tribuna dos eleitos. E nós cá ficaremos a aguardar por tão alta distinção para sermos os primeiros a parabenizá-lo e dizer de viva voz: Bravo, António! És um génio.

 

PS – Senhor autonomeado vereador dos idosos desprotegidos, agora, como bem diz o nosso povo, “deixemo-nos de merdas”, e vamos lá à verdade. Todas as pessoas de bem sabem que a autêntica grandeza humana está na prática da generosidade, mas sem condições. Na capacidade de dar aos que nada têm, não o que nos sobra, mas uma parte do pouco que temos. Dar até que doa. Mas não fazer política nem exigir prerrogativas com essa ação. E muito menos praticar a enganosa filosofia de obrigar os outros a aceitar os nossos conceitos do bem e da verdade.

 

Cenas de falsa amizade pelos idosos ficam muito mal a todos, mas combinam ainda pior com os políticos que sempre os esqueceram e apenas deles se lembram nos períodos pré-eleitorais. Temos de ter memória. Temos de acreditar no futuro. Temos de ter futuro. E o futuro não passa por si, senhor vice-presidente. Não pode passar, pois, a ser assim, não será futuro nenhum, mas antes um enorme retrocesso. E como se diz na minha aldeia, e penso que também na sua: para trás mija a burra. 


publicado por João Madureira às 07:00
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6 comentários:
De cavaleiro andante a 19 de Março de 2012 às 10:52
Depois da descrição de tantos males que Têm feito a esta cidade e concelho, JB e o seu arnelas AC, esse merdass ainda tem a coragem de aspirar a ser presidente? mas ele pensa que o povo vai ser eternemente burro?


De Anónimo a 19 de Março de 2012 às 11:18
Peço aos estimados leitores que nos seus comentários não desqualifiquem o conteúdo pertinente que eles encerram com palavras que os podem descaracterizar.

Um abraço.

João Madureira


De cavaleiro andante a 19 de Março de 2012 às 11:43
Está bem, senhor admnistrador do blog. Eu não apelido tal criatura de "arnelas" (ser miudinho, pequenino, na imagem e no caráter), nem "merdas" (algo execrável, que pode feder, ou cheirar mal, insignificante). Doravante será: "António! És um génio". Está melhor assim? Então seja feita a sua vontade


De Anónimo a 20 de Março de 2012 às 09:40
Estou enganado ou o génio “ATÉ” já tem um “Centro de Incubação de Indústrias Criativas”, vulgarmente designado por “Ninho de Empresas”, na ADRAT, junto aos Parque Empresarial, Plataforma Logística e Mercado Abastecedor, em Outeiro Seco?
http://www.adrat.pt/
http://www.negociosglobais.com/cfiles/adrat/elementos/NINEprojecto.pdf
Se calhar já esgotou a capacidade instalada e com medidas preventivas do “Ninho” e dos “Parques”.
Estou enganado ou o génio também “ATÉ” já tem no mesmo local um restaurante, que se fartou de “oferecer” aos industriais de restauração da nossa Cidade, mas que ninguém quis e, como é óbvio deve estar a servir aos bichinhos da zona?
Não há dúvida: “Bravo, Tonho! És um génio!”.


De cavaleiro andante a 20 de Março de 2012 às 14:25
Olá. isto aquece, ai aquece, aquece! deixa correr o tempo que as verdades são como o azeite....
atão gora o "artista" vai passar-se a xamar "Bravo, Tonho! És um génio". Nom stá mal. O bicho é bravo, mas só práquilo que quer, de resto é mansinho como um cordeirinho. E o povo vai deixar passar a procissão. põe-te fino, tonho. poe-te a milhas antes que o papelinho do povo te corra. vai lá pra castelões, vai ... e não olhes pra trás


De Joaquim Almeida a 20 de Março de 2012 às 11:48
Os meus parabéns pelo artigo. Pelo bem e o bom querer da democracia, espero que o PSD mude de candidato e apresente alguém credível! Numa altura em que Chaves precisa de uma equipa com qualidade para dar continuidade e luta às adversidades, precisamos de homens sérios e não de "Génios"! Pelo bem e pelo futuro, ofereçam candidatos com qualidade PS, PSD, CDS e PCP pelo futuro dos nossos filhos.


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